Sílvio Fiorani nos leva a um mergulho nas complicadas relações do ambiente literário

Ponto máximo da carreira de Sílvio Fiorani, um dos principais escritores a despontar na literatura brasileira nos anos 1970, Investigação sobre Ariel parte de uma trama bem-construída e instigante para tecer um sofisticado mosaico de pontos de vista e referências literárias. O autor, que também escreveu O evangelho segundo Judas(Record), já teve seus contos publicados na Itália, França, Espanha, Portugal, Taiwan, República Tcheca e Estados Unidos e acumula diversos prêmios durante sua carreira. Esta nova reedição de Investigação sobre Ariel chega às livrarias no final de julho pela Editora Record.

image003Investigação sobre Ariel

Sílvio Fiorani

434 páginas | R$ 60,00

Grupo Editorial Record | Record

Em 1896, Francisco Rovelli investiga o suicídio de Ariel Alvarenga, um obscuro escritor. Um acontecimento que possui inquietantes coincidências com a morte de Raul Pompeia (autor de O Ateneu) ocorrida um ano antes. Durante suas pesquisas, Francisco encontra dois originais inéditos de Ariel: um romance e um diário contendo fatos ocorridos em seus últimos anos de vida que expõem o temor dos amantes acerca dos crimes que podem dar fim a situações como essa.

O romance de Fiorani alcança sua plenitude a partir do relato de Francisco sobre sua experiência ao lidar com os papéis de Ariel, pondo em xeque a versão oficial sobre sua morte. É nesse plano que se dá o duelo entre Francisco e Dédalo, seu desafeto literário. Investigação sobre Ariel ganha, então, sua razão existencial como obra literária, que, pela densidade e ousadia, o fez conquistar o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional como melhor romance de 2005.

Sílvio Fiorani divide seu tempo entre São Paulo e Vista Alegre do Alto, norte paulista, onde nasceu. Premiado e consagrado pela crítica literária, publicou, entre outros livros O sonho de Dom Porfírio (Prêmio Governador do Estado, SP, menção honrosa), A morte de Natália (Prêmio Fernando Chinaglia, menção honrosa) e O evangelho segundo Judas. Este foi reeditado recentemente pela Editora Record, que publicou também O paradoxo da serpente, ensaio polêmico sobre a origem e os descaminhos do cristianismo.

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