PRIMEIRA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE HELENO BERNARDI EM SÃO PAULO TRAZ CORES E POLIFONIA URBANA

Janaina Torres Galeria apresenta mostra do artista mineiro radicado no Rio de Janeiro, com pinturas inéditas e trabalhos com influências arquitetônicas, sonoras e urbanas, em representações afetivas e provocadoras

A partir de 30 de março a Janaina Torres Galeria apresenta a primeira exposição individual de Heleno Bernardi na cidade de São Paulo. O artista multimídia, que reside no Rio de Janeiro, e tem extenso currículo de exposições no Brasil e Exterior, traz pinturas, fotografias, vídeos e uma instalação.

A série inédita de pinturas do artista, de grandes proporções, são fruto de seu trabalho de pesquisa nos espaços urbanos, que possui uma constante relação com a cidade e suas formas de uso. Beiram a abstração e provocam os sentidos, o artista trabalha a percepção do som e o deslocamento urbano, as relações de cor, tempo e espaço, e a presença dos indivíduos inseridos neste contexto, que fazem parte de um processo de destruição e construção.

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Obras de Heleno Bernardi. (Foto: Divulgação)

“É um trabalho provocador e impactante, com extrema qualidade estética. Sintetiza bem a ideia da galeria sobre o papel da arte no cenário urbano atual, que esbanja energia e busca reinvenção. O lugar do afeto é também muito importante na obra de Bernardi, e isso nos encantou”, diz Janaina Torres, proprietária da galeria.

Bernardi traz também uma instalação que ganhou as ruas: Enquanto Falo, As Horas Passam. A obra é formada por um conjunto de colchões em formato de feto. Empilhados e colocados em pontos urbanos,  abrem espaço para a interação com o público e permitem a sensação de acolhimento mesmo num ambiente austero e com significado já consolidado no cotidiano social.

Já a série de fotografias Apologia de Sócrates, que nasce de vídeo e performance, que também compõem a exposição, propõe a desconstrução das ideias imutáveis e consolidadas do filósofo clássico. A eternidade do pensamento é esvaziada de maneira suave numa escultura moldada em espuma de poliuretano que se transforma em bolhas de sabão quando manipulada. Aos poucos a imagem de Sócrates se esvai completamente, deixando um rastro de efemeridade.  

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