Brasil Game Cup: Finalmente um grande evento de games no Rio de Janeiro

Por Luciano Mynssen

Após muitos anos, a cidade do Rio de Janeiro finalmente sediou um grande evento de games: A Brasil Game Cup ou como muitos conhecem, a BGC. Desde 2012, quando foi realizada a Brasil Game Show, as terras cariocas não viam grandes eventos voltados para a cultura geek e de gamers, tão grande quanto este, aliás, a Brasil Game Cup deste ano, foi a primeira a realizar seu evento fora da BGS, ou seja, ela ganhou vida própria e para nossa felicidade, ela foi realizada na cidade do Rio de Janeiro.

A BGC já existia desde a sua primeira edição em 2014, onde já realizava grandes torneios de esportes eletrônicos como de Counter strike e Dota 2, sendo este último, considerado o maior torneio da América latina, no entanto, pela primeira vez, o evento tinha a sua própria autonomia, sendo feito de forma independente da Brasil Game Show, E foi realizado no Centro de Convenções SulAmérica, localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 7, 8 e 9 de abril.

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Torneio de e-sports agitou a Brasil Game Cup. (Foto: Luciano Mynssen)

Este grande evento contou com a participação de diversas empresas, como a Hyper X, Zion, Rádio Transa América, Fluminense Football Club, Saraiva, Playstation, Blizzard, entre outros, não deixou nem um pouco a desejar.

O evento contou com as mais diversas e variadas atrações possíveis e no palco principal, sob o comando da apresentadora Nyvi Estephan, houve a realização dos torneios de Overwatch, Dota 2, Counter Striker, concurso de cosplayers, Showmatches de Hearthstone, entre outras atrações.

A apresentadora nos contou com exclusividade sobre os preparativos de seu desempenho para o evento: “Geralmente quando eu tenho que subir no palco, eu tenho que me preparar na pauta, para eventualmente eu não falar outra coisa. Tenho preparo de voz é claro, exercício vocal, não pode beber coisa gelada para não se estragar a voz”, ela falou um pouco também sobre a sua expectativa sobre o evento que está incrível”. disse Nyvi super animada.

O evento

Por saber que o evento se realizaria no Centro de Convenções SulAmérica, já imaginava que seria bem parecido com as primeiras BGS realizadas na cidade ou seja um grande encontro geek e nerd, para um espaço suficiente para atender a demanda.

Logo assim que cheguei percebi que não havia muito público no início, mas constatei que por se tratar de um dia útil na semana, realmente seria menos cheio que os demais, o que de certa forma me deu liberdade para aproveitar mais as atrações dos eventos em si e poder circular melhor pelos stands e locais.

De cara eu devo confessar que uma coisa que me chamou a atenção foi o simulador de vôo de asa delta, trazido pela empresa Zion, escola de entretenimento, e fui um dos primeiros a testar o simulador que com uma tecnologia bem realista, era possível você voar sobre as montanhas, manuseando o equipamento de forma bem precisa, mas ao mesmo tempo difícil de controlar, o que transmitiu um pouco a emoção de um jogo baseado em realidade virtual, mercado esse que se mostra promissor para as próximas gerações futuras.

Ao conversar com Paulo, diretores da Zion, ele me explicou um pouco sobre o simulador: “Na verdade o que trouxemos hoje foi a experimentações do mercado de hoje. A realidade virtual, é uma coisa muito real, hoje é um setor que compõe medicina, arquitetura, design e nós temos um curso que ensina o aluno e fornece materiais para criar VR”, conta.

Além das diversas atrações, uma delas, a área dos arcades e fliperamas, não só deram um ar retrô como também possibilitou uma grande diversão entre os mais velhos, lembrando com nostalgia pura os jogos da década de 90 como “The king of fighters”, “Cadilac Dinossaurs” entre outros e particularmente, por ser dessa época, confesso que me diverti muito relembrando os velhos tempos.

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Visitantes puderam ver verdadeiras batalhas em Dota2, Counter Strike e LoL. (Foto: Luciano Mynssen)

A BGC não foi só incrível pelas atrações, mas também por ter um evento dentro de outro evento. Estou falando da Brasil Game Jam, onde basicamente um evento a parte em que consistiu em uma equipe criar um jogo dentro de 48 horas com o tema do Rio de Janeiro. Conversei com um dos participantes do evento, onde ele contou um pouco com exclusividade a equipe do Diversorio sobre o desafio: “ O Brasil tem crescido no mercado de jogos, pois estão disponibilizando alguns recursos do governo para a produção e na BGC produzimos com uma tranquilidade, tem um bom espaço para produzir e a gente está com um bom suporte e essas 48 horas são um pouco rigorosas para gente , pois na parte de programação, precisaremos estar com tudo em funcionamento para a apresentação”, relatou um dos participantes.

Dois outros grandes destaques podemos dar é ao museu do vídeo game, uma exposição em que mostrava a evolução de todos os consoles desde o seu primeiro criado na década de 70 até os seus dias atuais, mais uma vez fazendo relembrar com nostalgia as mais variadas épocas, além disso o evento teve a corrida dos drones, mostrando a diversidade do ramo do competitivo para o mercado de jogos.

Apesar de inúmeras palestras, jogos de arcade e consoles, o que realmente prendeu a atenção de todos foram as grandes competições que foram realizadas no palco principal. Times profissionais das mais diversas modalidades e jogos vieram mostrar que os esportes eletrônicos têm sido tomado por um real cenário competitivo e que conquistou seu espaço no ramo esportivo de vez. Torneios de Overwatch, Dota 2 e Counter Striker, foram realizados com muita torcida e emoção e mais uma vez o favoritismo mostrou-se presente com as vitórias das equipes: BGH (Overwatch), SG- E-Sports (Dota 2) e Ilha da macacada (Counter strike).

Apesar de o evento ter sido muito bom de maneira geral, logicamente era de se esperar que o mesmo apresentasse alguns pontos negativos.  Problemas técnicos e falta de lançamentos e novidades para os consoles, mas nada tão agravante. De fato, durante algumas partidas de competitivos e na showmatch de hearthstone, houve falhas nos servidores ou na transmissão do jogo para os telões durante certo tempo, o que deixaram muitos torcedores apreensivos e de certo modo frustrados, mesmo assim os bugs e as falhas eram corrigidas sem prejudicar muito a harmonia do evento.

Em suma, para um primeiro evento do ramo fora da Brasil game Show e fora de São Paulo, a Brasil Game Cup soube se superar em diversos aspectos e veio para mostrar que não é só as terras paulistas que dominam o mercado de jogos e esportes eletrônicos, mas que em todo Brasil, existe um potencial muito grande para esse mercado que mesmo com toda a crise, não para de crescer, afinal já sabemos que jogar deixou de ser brincadeira de criança há muito tempo.

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