Samba de Rainha faz show de aniversário com Benito Di Paula, domingo, 14 de janeiro, na Casa Natura Musical

Tarde de samba trará de volta formação original completa da banda, celebrando seus 15 anos de estrada, como parte do pré-Carnaval da Casa
No domingo, 14 de janeiro, às 15h30, na Casa Natura Musical, o Samba de Rainha faz show em comemoração aos 15 anos da banda, formada por Nubia Maciel (vocal), Aidée Cristina (surdo), Erica Japa (rebolo), Sandra Gamon (percussão) eKarina Oliveira (cavaco e banjo). Esta festa faz parte da programação de pré-Carnaval da Casa Natura Musical, aberta em grande estilo com Johnny Hooker (sábado, 13 de janeiro) e que segue com shows como SpokFrevo e Antonio Nóbrega(terça, 16), Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (terça, 23) e uma série de ensaios especiais indoor de grandes blocos, como Francisco, El Hombre e Calor da Rua (quarta, 24), Confraria do Pasmado e Baixo Augusta (sábado, 27),Sargento Pimenta (quinta, 1o de fevereiro) e Tarado Ni Você (sexta, 2).
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Pela primeira vez, o Samba de Rainha estará em sua formação completa outra vez, durante todo o show, incluindo as ex-integrantes Thais Musachi (cavaco e guitarra baiana), Naná Spogis (violão) e Gadi Pavezi (pandeiro), além da participação dos músicos Johta Ehrre (violão), Vinny Moraes (percussão) e Thais Andrade (pianista e acordeonista). Revivendo os primeiros anos e o primeiro CD da banda, o show contará com a volta de Pati Cavaquinho (primeira cavaquinista, que fundou a banda com Nubia Maciel) e Tati Pacheco (percussionista).
Esta festa de aniversário na Casa Natura Musical contará ainda com as participações especiais de Benito Di Paula e seu filho Rodrigo Vellozo, também cantor, compositor e pianista, em clássicos como Retalhos de Cetim (gravada no segundo CD do grupo, vivendo samba) e Mulher Brasileira.
No repertório, os maiores sucessos da história da banda, como Esquinas Amarelas e Patuá de Gente (do primeiro CD, isso é samba de rainha); Vivendo SambaÉ Pomba, Mané! e Au revoir (do segundo CD, vivendo samba); e Contrariando a Regra,Eu Quero é Botar Meu Bloco na RuaNão me Amarra Não e Que Mal Que Tem? (do mais recente CD, Contrariando a Regra). A banda também promete alguns covers indispensáveis em seus shows como MineiraVou Festejar Satisfaction.
Um convite à alegria, por Patricia Palumbo
Foi na casa de Tia Ciata que se ouviu pela primeira vez o lendário samba Pelo Telefone; Ataulfo Alves não vivia sem as suas Pastoras; Aracy de Almeida foi a favorita de Noel Rosa; Elizeth Cardoso, a Divina, se esbaldava de dançar samba no Carnaval; Nara Leão apresentou Zé Ketti para a Zona Sul; Dona Ivone Lara em 1965 foi a primeira mulher a fazer parte de uma ala de compositores; Dona Zica foi musa eterna de Cartola; Clara Nunes ganhou o Brasil em 1968 com Você Passa eu Acho Graça, um samba da parceria improvável entre Ataulfo Alves e Carlos Imperial; Beth Carvalho trouxe dos pagodes de Cacique de Ramos o banjo com afinação de cavaquinho.
Dá pra escrever um tratado sobre a importância, o papel, a diferença que as mulheres fazem na história do samba. Não faltam exemplos. Compositoras, cantoras, musas, e hoje em dia instrumentistas, mesmo que ainda raras. Na época de Tia Ciata um homem podia ser preso se tivesse um pandeiro na mão nas ruas do Rio de Janeiro. Imaginem o Samba de Rainha na Praça Onze! Ia dar trabalho explicar um “conjunto regional” só de mulheres.
Mas o que mais me espanta é ver que o Samba de Rainha ainda é uma exceção.  Temos muitas cantoras que se dedicam ao samba, mas são poucas as que abraçam um violão, uma cuíca, um surdo, um cavaco.  No Samba de Rainha todas elas tocam, cantam e compõem. Fazem a festa e convidam pra dançar. Essas mulheres do Samba de Rainha estão aí para contrariar a regra! E não é por acaso. As cinco integrantes têm em comum uma pegada forte no jeito de tocar, resultado da empolgação com o trabalho e do encontro das influências mais diversas: samba de roda, canção popular, Rolling Stones, Benito Di Paula e Roberto Carlos, só pra citar algumas. Geraldo Pereira, que fez “Falsa Baiana” pra mulher de um amigo que vinha tira-lo das rodas da madrugada, ficaria feliz de ver como o Samba de Rainha deixa a moçada com água na boca. Ouvir o Samba de Rainha é ouvir um convite para a celebração, para a festa, para a alegria.

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