Parceria entre Senado Federal e Social Comics disponibiliza gratuitamente os primeiros quadrinhos brasileiros

O Guarani, Nhô-Quim e O Tico-Tico já estão disponíveis na plataforma como parte do projeto do Senado Federal de resgate histórico e popularização de obras clássicas

Desde 2002, o Senado Federal passou a disponibilizar ao público conteúdos digitais de obras clássicas que constituem referência histórica e auxiliem os leitores a conhecerem melhor o Brasil. Agora, com o objetivo de popularizar ainda mais esse acesso, o Órgão anuncia parceria com o Social Comics para leitura online dos primeiros quadrinhos brasileiros, que fazem parte de seu acervo editorial. Com isso, os clássicos O Guarani, Nhô-Quim e O Tico-Tico podem ser lidos gratuitamente por todos os usuários do aplicativo, até mesmo os não assinantes.

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HQs nacionais estão disponíveis na Social Comics. (Foto: Divulgação)

A versão em quadrinhos do romance O Guarani, de José de Alencar, foi publicada originalmente em 1937 e recebeu ilustrações do historiador de arte F. Acquarone. No Social Comics, os leitores têm acesso ao volume 235 com 122 páginas.

Já Nhô-Quim é considerada a primeira HQ brasileira e uma das antigas do mundo. Foi publicada na revista Vida Fluminense em 30 de janeiro de 1869 e contava as aventuras de um caipira vivendo na cidade grande. As histórias eram divididas em capítulos nas páginas centrais da revista e o Senado recuperou alguns desses conteúdos que agora estão disponíveis no Social Comics.

O Tico-Tico foi a revista responsável pela publicação do primeiro herói nacional dos quadrinhos infantis, o Juquinha, no dia 14 de fevereiro de 1906. Seu idealizador, José Carlos de Brito e Cunha, o J. Carlos, também foi o criador do primeiro afro-brasileiro dos quadrinhos, o Giby, companheiro do Juquinha. De tão marcante, o nome virou sinônimo de revista em quadrinhos no Brasil. Com pesquisa e texto de Athos Eichler Cardoso, o Conselho Editorial do Senado lançou o livro “Memórias d’O Tico-Tico – Juquinha, Giby e Miss Schocking”, que reúne as primeiras experiências gráficas de J. Carlos (1884-1950) na revista. A publicação contou com projeto gráfico e capa de Josias Wanzeller da Silva, que retocou todas as imagens e trabalhou também na restauração e diagramação da obra que entra agora no catálogo da plataforma de streaming de quadrinhos.

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