A Caminho de Casa – Uma odisseia canina

Por Andre Luigi

Baseado no livro de W. Bruce Cameron, o filme “A Caminho de Casa”, dirigido por Charles Martin Smith e produzido por Gavin Polone, estreou na quinta-feira (28) nos cinemas brasileiros.

O longa nos apresenta vários temas: a relação de amor e lealdade entre um ser humano e seu cachorro, veteranos de guerra com estresse pós-traumático, animais abandonados entre outros. Embora o filme possa parecer clichê à primeira vista e o final seja um tanto quanto previsível, ele nos mostra uma jornada interessante.

(Foto: Divulgação)

O filme nos introduz Bella (Bryce Dallas Howard) uma cachorrinha que acaba de ser resgatada por seres humanos e é adotada e amada por eles. Em Denver, pitbulls são proibidos por lei, obrigando que seu dono Lucas (Jonah Hauer-King) procure um lugar no interior para abrigar Bella até ele achar uma outra cidade para se mudarem.

A premissa é interessante, pois essa lei é extremamente polêmica, com razões para muitos ataques e também defesas.  O filme se desenrola após Bella fugir de seu abrigo no interior e tenta retornar para Lucas, que está a vários quilómetros de distância, a jornada de Bella não é nada fácil, tendo vários encontros e desencontros ao longo do caminho, a cachorrinha vai criando diversos laços no processo.

O filme tem um ar mais “infantil”, que a princípio pode incomodar quem erroneamente esperava com uma pegada mais dramática. No entanto no decorrer da história, o tom da narrativa acaba conquistando o espectador e gerando emoção nos momentos certos, causar tensão nos momentos de perigo e de nos fazer rir com as brincadeiras e travessuras da cachorrinha.

A trilha sonora instrumental de Mychael Danna (que trabalhou em 500 Dias Com Ela) e outras músicas pop que aparecem ao longo do enredo são importantes aliadas para nos transmitir a emoção das cenas e mexer com a emoção dos espectadores. Como todo filme sobre animais o que causa a comoção no público são os closes que conseguem capturar a doçura dos cachorros que fazem parte da história. Do olhar triste de Bella quando está separada de sua família a momentos excitação por estar perto de quem gosta. O filme também conta com Ashley Judd e Alexandra Shipp, nomes conhecidos do grande público, mas que não conseguem se sobressair na trama. Apenas cumprem os seus papeis de forma justa e se despedem sem nenhuma cena memorável. Falando de cena memorável, não dá para deixar de fora um detalhe comovente e bonito da trama, que é a amizade que Bella desenvolve com uma Puma que ela chama de “Gatona”. A puma fora representada e criada totalmente por computação gráfica. E é essa relação entre as duas que inicialmente dá a Bella uma nova sensação de pertencer a algo, de ter uma família que a faz não só cuidar da “gatona” como de persistir em seu objetivo de voltar para Lucas.

Mas nem tudo são flores, pois as conveniências de roteiro na parte final nos dão a sensação de que não havia mais tempo para resolver o conflito principal, e procurando qualquer solução conveniente e rápida para fechar a trama. Mesmo com seus defeitos, A Caminho de Casa nos proporciona momentos divertidos, tristes e com certeza emocionantes, e consegue atingir seu objetivo de mexer com os sentimentos do espectador, o filme se encerra como uma experiência agradável e tocante para quem tem amor por cães.

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