O Pintassilgo – uma história mal aproveitada sobre o luto permanente

Por Renata Lakatos

Caótico; esse é o principal adjetivo atribuído ao longa O Pintassilgo, uma trama baseada no livro homônimo – e vencedor do prêmio Pulitzer de ficção em 2014 – escrito por Danna Tart. Essa característica não precisaria ser algo ruim, mas, infelizmente, é por esse caminho que o filme envereda, decepcionando a crítica e o público, que aguardavam uma grande adaptação vinda das mãos do gabaritado diretor John Crowley.

“O Pintassilgo”. ( Foto: Divulgação)

Centrado na vida de Theo Decker e na morte de sua mãe em um atentado a bomba quando ainda criança, a história tenta mostrar relações de causa e consequência de maneira simultânea, nos apresentando fatos ocorridos na vida de Theo nos dias e meses seguintes à tragédia e pulando sem cerimônias para o resultado deles na vida adulta do protagonista, o que gera uma grande sensação de vazio no espectador, que não encontra fluidez e suavidade no desenrolar e, consequentemente, torna-se incapaz de criar empatia pelo garoto. Nem mesmo um elenco de peso, que conta com Nicole Kidman (sempre ótima), Sarah Paulson (longe de sua zona de conforto, mas muito interessante no papel), Luke Wilson (fraco) e Finn Wolfhard (muito bem), conseguiu despertar algum fascínio.

O quadro título do filme parece ter sido esquecido, sendo pouco mencionado e passando de grande artifício argumentativo a uma imensa interrogação a respeito de sua real representatividade na vida de Theo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s