LOKI – A SERIE DO DISNEY PLUS – PRIMEIRAS IMPRESSÕES E O QUE ESPERAMOS DOS PRÓXIMOS EPISÓDIOS

Por Luigi Buratto

Loki chega ao Disney+. (Foto: divulgação)

Uma das mais aguardadas séries da nova fase da Marvel e seu universo expandido, com certeza a do infame “vilão”, Loki. Após o sucesso de WandaVision (2021), a Disney parece ter acertado a mão no que se diz respeito a questões místicas e temas complexos como o próprio tempo.

A série estreou hoje (09) e nós pudemos assistir em primeira mão, não só o primeiro episódio, mas também o segundo.

Então se ajeita na cadeira, pega um suquinho e vem conferir o que a gente achou (SEM SPOILERS).

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

A trama da série se dá após os eventos de Vingadores: Ultimato (2019), na qual Loki escapa usando o Tesseract. Tal ação chama atenção de uma companhia que preza em proteger a linha do tempo, a Autoridade em Variação Temporal, ou TVA na sigla em inglês, e capturam quaisquer “anomalias” que fujam demais do seu caminho predestinado, podendo criar eventos que abririam novas linhas do tempo, criando multiversos e trazendo o caos para o fluxo temporal.

Mas você deve estar se perguntando: “Como que esses caras apareceram só agora?”

Não se preocupe jovem gafanhoto, tal pergunta é respondida dentro da série. Mas a liberdade criativa dos diretores ao falar de assuntos complexos como linhas temporais é sempre extrapolada, então teremos respostas bem abrangentes, que as vezes parecem uma desculpa apenas para se encaixar no tema da série. Não que isso seja ruim, afinal de contas, mas prefiro uma explicação meia boca do que nenhuma.

Ao longo da história, vamos explorar aspectos do personagem Loki que nunca havíamos visto antes, pois nunca tivemos a sua perspectiva dos fatos, sua visão de mundo. O carisma de Tom Hiddleston ao interpretar o protagonista é, sem sombra de dúvidas, o ponto alto da série, como sempre foi nos filmes na qual era apenas o antagonista ou coadjuvante. Ele é sarcástico, narcisista, arrogante, típico de um Deus da Trapaça, mas também vemos outras facetas do personagem, já que na prisão alguns aspectos de sua personalidade são aflorados.

Tom Hiddleston e Owen Wilson tem uma dinâmica muito boa. (Foto: divulgação)

A dinâmica de Loki com o Morbius (Owen Wilson), agente encarregado de lidar com sua prisão, é muito boa e podemos notar que vai rolar uma evolução de ambos os personagens ao longo da série.

Na prisão, personagens antigos aparecem em formas de memórias gravadas, na qual Loki pode interagir, revendo sua trajetória em Asgard e na Terra, momentos antes de ser capturado, até ter vislumbres de seu futuro e qual seria o final esperado de seu papel. O personagem vive questionando o certo e o errado e defendendo que cada um deveria ter o livre arbítrio para decidir o seu próprio destino. Isso leva a linhas de conversa muito interessantes sobre a criação do universo e as divindades por trás de tudo.

Mas afinal, quem seria o grande vilão da série? Logo no primeiro episódio somos introduzidos a uma “anomalia” temporal que está matando diversas unidades da TVA, causando um estrago nas linhas do tempo. O Agente Morbius tem a perigosa ideia de usar Loki como seu aliado, para que ele possa ajudar na busca desta ameaça misteriosa. Será mesmo possível confiar no Deus da Trapaça? Um dos seres mais ardilosos que já andou sobre este mundo?

A série entrega uma temática totalmente nova, pensa fora da caixa e tem potencial para mudar toda a estrutura do universo cinematográfico da Marvel. A atuação do Tom é maravilhosa, ele entrega um Loki completamente único e icônico com cenas de comédia sutis, porém divertidas.

Assim como WandaVision, Loki é uma série promissora e cheia de mistérios. Cada episódio vai aos poucos revelando uma trama sinistra que muito provavelmente deve terminar com um escândalo que terá sequência somente nos filmes, e nós não vemos a hora de poder desenrolar essa linha do tempo.

O QUE PODEMOS ESPERAR DOS PRÓXIMOS EPISÓDIOS?

Com o conceito de linhas do tempo e multiverso em mãos, a Marvel tem todas as cartas na manga para abrir de vez a fase 5, inaugurando filmes como “Aranhaverso” e ampliando as viagens no tempo e universos paralelos.

A ideia de criar séries para explorar questões tão difíceis de serem abordadas em filmes de no máximo duas horas de duração foi genial por parte do estúdio, isso é algo que tem dado muito certo.

Esperamos que no desenrolar de Loki, a Marvel mostre mais sobre as entidades cósmicas chamadas de “Guardiões do Tempo”, que ao criar novas linhas do tempo não seja de forma bagunçada. Se existem múltiplas realidades, tratemos elas como realidades, e não tempos diferentes de uma mesma realidade, pois isso confunde demais o cérebro dos espectadores.

Também é de se esperar que existam participações especiais na série, não só em flashback ou memórias gravadas. Um dos nomes de peso que está surgindo rumores de uma possível aparição, é o “meio irmão” do trapaceiro, o Deus dos Trovões, Thor. Mas acredito que não necessariamente o mesmo Thor que nós vimos no término de Vingadores: Ultimato, talvez uma versão diferente, de outra realidade. Talvez até mesmo Natalie Portman como Thor, dando uma introdução ao novo filme Love and Thunder(?).

As teorias são imensas e o final do segundo episódio deixa um gancho enorme para ver o terceiro e querer acompanhar o desfecho dessa história. Temos certeza apenas de uma coisa, Loki já está se consagrando como um dos melhores “vilões que amamos odiar” e deixa sua marca tanto nas telas do cinema, quanto na televisão.

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