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Arquiteta Cris Paola ensina como incluir e valorizar o espelho na decoração

Muito mais que a sensação de amplitude, é importante observar pontos que fazem da colocação da peça um aliado nos ambientes

Espelho, espelho meu! Essa frase proferida pela rainha má do clássico Branca de Neve mostra como o objeto é uma peça essencial e nobre. Mas muito além de refletir a imagem de alguém, o espelho apresenta outras funções importantes em casa. Na decoração, ele favorece os ambientes com a sensação de amplitude e a possibilidade de trazer mais iluminação para o projeto.

Para que o espelho não seja apenas um objeto voltado para a autoestima, a arquiteta Cris Paola, do escritório Studio Cris Paola, explica como, por meio dele, trazer elegância para os cômodos. “É bastante válido observar alguns detalhes para que seu uso não seja exagerado, causando um efeito negativo”, destaca Cris. Acompanhe:

Onde colocar?

Há muito tempo o espelho deixou de ser uma peça escolhida apenas para banheiros, armários e closets. Ele carrega consigo a unanimidade de combinar com todos os estilos de decoração e não apresentar restrições quanto ao tamanho do ambiente para o seu emprego.

Todavia, o espelho consegue ser ainda mais favorável em espaços pequenos, já que o seu planejamento em projeto permite proporcionar a sensação de que o lugar é maior do que ele realmente é. “Nesse sentido, minha sugestão é instalar na parede que esteja no fundo do ambiente, pois assim o espelho refletirá por todo o espaço, causando a amplitude esperada”, indica Cris Paola.

O recurso também é benéfico para a ampliação da iluminação natural. Para tanto, a arquiteta sugere posicioná-lo em pontos com grande incidência de luz solar. “O resultado é uma aparência bastante natural”, explica.

Cuidado com exageros

(Foto: Pexels)

A peça é muito bem-vinda e passou a ser empregada como elemento de decoração. Mas é necessário seguir com o critério da parcimônia para não exagerar. “Nos projetos que realizo, sempre analiso qual modelo é mais adequado para o ambiente levando em consideração não só o estilo decorativo, como também o tamanho certo. Esses detalhes fazem diferença”, complementa a arquiteta.

Fuja de lugares que o espelho tire a atenção

(Foto: Pexels)

Nem todo posição é indicada para um espelho, já que pode atrapalhar a concentração e prejudicar as atividades, como assistir um filme no home office. Assim, Cris Paola não recomenda a fixação da peça atrás da TV ou em frente a uma mesa de trabalho. “O espelho deve sempre ser usado a nosso favor”, diz.

Reflexo e cuidados:

(Foto: Pexels)

O item é perfeito para favorecer a aparência do ambiente, mas é importante pensar muito bem. Perto de luminárias, o espelho emite o reflexo que pode ser um desconforto para quem está em uma sala de estar, por exemplo. 

Visando a segurança do lar e pela possibilidade de tornar-se um material cortante, torna-se fundamental avaliar o cuidado na aplicação e na segurança do espelhos em casas com crianças pequenas. “O projeto ajuda a mitigar os riscos do espelho na decoração”, revela Cris.

Pensando na prolongação da vida útil do espelho, é válido considerar que paredes com umidade podem danificar e ocasionar o aparecimento de manchas. No tocante à limpeza, o uso de produtos adequados, aliados à execução dos procedimentos, é a equação perfeita.

  • Antes de iniciar a arrumação do ambiente é necessário eliminar a poeira presente no espelho;
  • Nunca borrife o produto diretamente: faça-o em um pano antes de realizar a aplicação na peça;
  • Água jamais deve ser jogada diretamente no espelho.

Você sabe como aplicar o rose gold na decoração?

Arquitetas do escritório Dantas & Passos Arquitetura ensinam como aplicar a cor, mistura de rosa e acobreado, que ganhou destaque em móveis e objetos no décor

Assim como na moda, a decoração também lança tendências todos os anos. Algumas são passageiras, mas outras conquistam sucesso pela forma como se destacam nos projetos. É o caso do Rose Gold, uma delicada combinação entre o rosa e acobreado.

O tom é sinônimo de elegância e, bem utilizado nos ambientes, traz um toque contemporâneo. Entusiastas da cor, as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, do escritório Dantas & Passos Arquitetura, reúne dicas e projetos que mostram a utilização do Rose Gold em diferentes espaços da casa. Inspire-se!

Na sala de estar projetada pelo escritório Dantas & Passos Arquitetura, o Rose ganhou a cena com a escolha para a mesa de centro (Foto: Maura Mello)

Paleta de cores

O Rose Gold é um tom que merece destaque e por isso, as profissionais recomendam trabalhar com tons mais neutros e evitar os mais vibrantes, que sobrecarregam e tiram o realce que ele merece. “Para evidenciar o Rose, em nossos projetos buscamos cores cleans, como branco, bege e nuances e cinzas. No contraponto, também fica perfeito se acompanhado por tons rosados, azul marinho ou outros mais fechados”, explica Paula Passos.

Onde pode ser usado?

Apesar de parecer mais usual na sala de estar, a cor também combina com a decoração de dormitórios, banheiro e pode até mesmo aparecer na cozinha.

Repleta de sutileza, o Rose Gold pode surgir em todos os ambientes da casa, já que a tonalidade cria facilmente pontos de evidência quando inserida em objetos decorativos e em móveis. “Sempre ressalto para os nossos clientes que a cor deve ser usada sem exagero e em pequenas pitadas. Na sala de estar ou jantar, podemos trazer o Rose no lustre, na mesa lateral ou de centro, molduras de quadros, espelhos e vasos, por exemplo. Já no caso de um lavabo, ele pode aparecer na papeleira ou em algum outro item decorativo”,indica Danielle Dantas. No quarto, o Rose pode estar presente em detalhes como o abajur, cabeceira ou no enxoval.

Elas ainda ressaltam que em projetos com metragem reduzida é importante dosar e aplicar o tom com parcimônia, pois em excesso o Rose pode deixar o ambiente pesado e confuso. “Se eu fosse indicar estilos decorativos que a cor mais se adequa, eu diria o escandinavo e minimalista”, finaliza Paula.

Sofá sem segredos: marca Paschoal Ambrosio, referência no assunto, dá dicas para acertar na escolha do estofado

Com sete décadas de tradição na fabricação de estofados de alta qualidade, a empresa lista as principais características para comprar esse móvel com segurança

O sofá, um dos protagonistas da casa, é praticamente o coração da sala de estar. Sinônimo de conforto, esse móvel contribui para o encontro e o divertimento da família e dos amigos. Por isso, é necessária muita atenção na seleção do melhor modelo. Para auxiliar nesta tarefa, a empresa Paschoal Ambrósio, com 72 anos de histórias no segmento, traz dicas valiosas sobre o tema.

Sofá da Paschoal Ambrosio no ambiente de Marcela Pepe. (Foto: Evelyn Muller)

Primeira etapa

Antes da compra, é preciso ter em mente qual o local destinado para o sofá e também a sua real finalidade. “Se for um móvel destinado ao home theater, o ideal é apostar em um encosto mais alto, com uma profundidade mínima de 1 m, pois seu uso será mais descontraído. No caso da sala de estar, espaço para receber, recomendamos uma profundidade menor e uma boa altura de assento, mais fácil para se levantar. Além disso, vale usar uma espuma de maior densidade com o intuito de não afundar”, afirma Camila Ambrosio, diretora comercial da Paschoal Ambrosio. Quem prefere a varanda ou as demais áreas externas (mesmo que cobertas), convém escolher estrutura e tecidos mais resistentes devido à exposição solar e às intempéries, evitando que os acabamentos enfraquecem ou desbotem. Uma das tendências são os chamados tecidos Acquablock, que são impermeáveis.

Tecidos

Aqui vale uma observação importante: Para quem têm crianças e animais domésticos em casa, a dica é usar lona de algodão ou tecidos sintéticos, que são duráveis e fáceis de limpar. Deve-se evitar seda, veludo e tecidos finos, que são mais delicados. Linho e tramas também não são recomendados devido a possíveis arranhões e rasgos.

O tipo do ambiente, assim como o clima do local, também deve ser levado em consideração. Para a sala de estar ou o home theater, opte por um material de toque macio, que remeta ao aconchego. Ainda no estar, prefira tecidos mais nobres e imponentes a fim de conquistar sofisticação. Por fim, em locais de muito calor, a recomendação é recorrer aolinho ou algodão puros, materiais mais frescos. Para lugares frios, o veludo e a lã são boas pedidas.

Sofá de linho misto cinza e Sofá de couro verde, com a excelência da marca Paschoal Ambrosio / (Fotos: Divulgação)

Manutenção e Limpeza

Os cuidados já começam na hora da compra. “Uma boa escolha será determinante para o tempo de vida útil do móvel”, lembra Camila. É preciso prestar muita atenção no tipo de matéria-prima empregada, como madeira nobres, espumas e molas de alta qualidade. No caso dos tecidos, procure as opções com aplicação de teflon, mais resistentes e de fácil manutenção. Para limpar basta pano úmido. Com relação à limpeza mais pesada, melhor contratar empresas especializadas em higienização de estofados. Lembrete importante: nunca passar produtos químicos no sofá, pois há o risco de manchá-lo.

Sofá sob medida

Para quem busca uma peça personalizada e exclusiva também pode recorrer a um serviço especializado, que consiste na fabricação de um móvel sob medida, como uma alfaiataria. É o caso da Paschoal Ambrosio, com expertise no tema desde 1947 e que já está em sua terceira geração. Características como medidas, formatos e revestimentos, que normalmente seguem padrões de mercado, podem ser encomendados ao gosto e necessidades do cliente, pois a empresa prioriza o cuidado em cada detalhe. “Um sofá de qualidade pode durar a vida inteira; e até mesmo, ultrapassar gerações, com seu valor sentimental. É como uma parte da família da gente. Essa é a filosofia da Paschoal Ambrosio, é para isso que trabalhamos”, completa Camila.

Para saber mais, acesse www.paschoalambrosio.com.br

Cômodas e segurança na TulipaBaby

Guarda roupas, fraldas, calçados, roupas de cama, produtos de higiene e ainda serve como base para o trocador. As cômodas são consideradas indispensáveis no projeto do quartinho do bebê, e na TulipaBaby é possível encontrar diversos modelos deste móvel, do clássico ao moderno, com todas as exigências de segurança para que não ocorra tombamentos e outros acidentes.

Ideal para receber itens como o kit higiene, garrafa térmica, pomadas, lenços umedecidos, a cômoda serve de apoio para a troca diária do bebê, e muitas mamães a utilizam como base para a banheira. As cômodas da TulipaBaby possuem um diferencial: seguem o modelo europeu, no qual os trocadores e extensores podem ser acoplados ao móvel, possibilitando trocar o bebê de frente em posição ergonômica e segura para os pais. Para maior comodidade, os trocadores acompanham espuma anatômica com capa impermeável.   

(Foto: Divulgação)

Outro ponto que deve ser levado em consideração na hora de adquirir a cômoda é a segurança. Através de estudos nos E.U.A. percebeu-se que o uso inadequado dos móveis, como por exemplo: abrir todas as gavetas do produto ao mesmo tempo, crianças se dependurando nas gavetas abertas, peso mal distribuído dentro das gavetas ou utilizar partes do móvel como degraus podem fazê-los tombar. Constatou-se que estes tombamentos podem causar sequelas irreversíveis ou fatalidades. Tomando conhecimento deste fato, a TulipaBaby produz as cômodas com dispositivos anti-tombamento atrás do móvel, para ser fixado na parede do quartinho.

Selecionamos alguns modelos de cômodas com design exclusivo TulipaBaby, desenvolvidas em madeira maciça reflorestada, produzidas de forma sustentável no Brasil, acabamentos com tintas livres de metais pesados e com dois anos de garantia contra defeito de fabricação.

Este e outros modelos de cômodas estão disponíveis no site www.tulipababy.com.br. A marca atende encomenda de todo o Brasil.

Loft: conforto, conexão e modernidade em um só ambiente

Projeto assinado pela 3P Studio fica localizado em Florianópolis

Ideias simples e funcionais tem caído no gosto de quem vive na correria da cidade grande. Para morar, o loft é um símbolo de modernidade, que reúne um estilo mais dinâmico, prático e descolado, sem dispensar o conforto. Em Florianópolis, um espaço de 37 metros quadrados foi transformado em um loft urbano, repleto de conforto e integração, através de recursos tecnológicos.

O projeto Loft 505, realizado pelo escritório de arquitetura e interiores 3P Studio, também de Florianópolis, transmite funcionalidade e integração em cada detalhe. De acordo com a arquiteta Aline Pires, um dos nomes à frente do projeto, ao lado das sócias Julia Prado e Natália Prates, o loft foi pensado para abrigar um casal e seus dois gatos. “A ideia desse projeto foi oferecer um ambiente para que, mesmo em um espaço reduzido, os moradores pudessem se sentir mais próximos, mais conectados”, disse Aline.

Loft é sinônima de modernidade. (Foto: Rafael Ribeiro)

Detalhes que fazem toda a diferença

Na área social, a geometria do projeto se destaca pela relação de dois blocos, um de madeira e o outro de cimento, que se formam a partir dos revestimentos que cobrem paredes, piso e teto. “O encontro desses blocos é marcado pela luz indireta e pelo revestimento hexagonal, que propõe uma desconstrução das linhas retas do projeto. Os blocos também auxiliam na setorização visual desses ambientes”, explica Julia Prado.

Sobre a cor, o azul Grécia destacado na porta de entrada e no painel que esconde o acesso ao banheiro contrasta e interrompe as cores sóbrias que predominam em todo o loft. O tom de azul especificado carrega uma memória afetiva desse casal viajante. Julia Prado explica que, como a tecnologia é muito presente na vida do casal, soluções como piso aquecido, Google Home, fechadura de acesso remoto e fita de LED com comando de voz foram incorporadas ao projeto.

Dormitório: o coração do projeto

A arquiteta Natália Prates destaca que no dormitório o espaço foi otimizado, integrando o criado mudo à parede com a criação de um nicho embutido. “O bloco de madeira volta nesse ambiente abraçando a cabeceira e os criados mudos, como uma forma desconstruída do bloco presente na cozinha. Duas grandes portas de espelho ampliam o ambiente e camuflam não apenas o roupeiro, mas também uma área de trabalho, que, por possuir rodízios, pode ser removida e descolada para outro espaço do quarto”, explica Natália. A bancada de home office ainda foi projetada para ter sua altura alterada e permitir que o cliente trabalhe em pé ou sentado na poltrona, que ocupa um charmoso canto na entrada do dormitório.

A integração do dormitório com a área social ocorre através de portas deslizantes em metal com vidro branco – para o dormitório – e espelho – para a cozinha. A mesma estética de esquadria foi utilizada na porta que dá acesso à área de serviço, mas desta vez com um vidro canelado para permitir a passagem de luz natural. A pequena área foi aproveitada com mobiliário projetado especificamente para cada utensílio que os clientes possuíam. O tanque em Corian branco contrasta com a marcenaria preta e se comunica com o revestimento hexagonal que se espalha pela parede, assim como na cozinha.

Conforto também para os pets

O loft também é o lar de dois gatos, fazendo o projeto ganhar detalhes pensados para eles. Como um quadro em tecido para arranhar as unhas e um banco na sacada que na verdade abriga a caixa de areia para suas necessidades. Nesse banco também foi projetada uma fonte, para que eles pudessem beber água fresca e corrente. Ainda na sacada, um jardim vertical possui vários temperos para deixar o ambiente aromatizado e vivo.

Korman Arquitetos mostra como usar a palhinha na decoração

O acabamento, que traz um toque retrô e sofisticado, pode compor vários estilos de projetos

A palhinha é um acabamento que carrega história e memória na trama das fibras naturais. Com origem na Índia, o revestimento se popularizou em Viena, na Áustria, e passou a integrar versões de peças clássicas do design, como a poltrona Luís XV e a cadeira Medalhão. Graças a sua trama vazada, considerada ideal para climas tropicais, a palhinha entrou nas casas brasileiras e se tornou um material característico das décadas de 1950 a 1970.

Com o movimento de valorização de peças artesanais, o acabamento ressurgiu com força nos últimos anos, repaginado e integrado ao mobiliário contemporâneo. “A palhinha é um produto que nunca saiu de moda, podendo ser usado tanto em cadeiras e poltronas quanto em portas e biombos”, conta a arquiteta Ieda Korman, da Korman Arquitetos. Experiente em misturar estilos com harmonia, o escritório traz o toque retrô e sofisticado da palhinha para vários de seus projetos. “Uso muito mobiliário com palhinha, pois o resultado de seu design é muito delicado, dando leveza e calor ao ambiente”, comenta a profissional.

Diversidade de tons

(Foto: Gui Morelli)

A palhinha natural pode ser tingida e, neste living integrado, o escritório mostra a versatilidade de diferentes tons do material na decoração. A poltrona do home theater traz em seu encosto uma versão mais escura do material, em harmonia com os painéis e a poltrona de leitura. No estar, onde predominam os tons neutros, a versão tradicional do acabamento compõe as poltronas. Já as cadeiras pretas com encosto de palhinha são o destaque da sala de jantar.

Urbano sofisticado

(Foto: Gui Morelli)

O estar do apartamento, renovado para um jovem casal, ganhou um trio de poltronas com assento e encosto de palhinha. As peças assinadas pelo arquiteto Sergio Bernardes fazem parte de um conjunto contemporâneo e ao mesmo tempo sofisticado, junto com o piso em Travertino rústico, o tapete nepalês com uma estampa moderna, o sofá revestido de seda e a mesa de centro em nogueira e vidro, desenhada pelo escritório.

Toque oriental

(Foto: Gui Morelli)

A personalidade deste apartamento vem da mescla de referências: o estilo moderno e despojado combina materiais rústicos, peças asiáticas e de design brasileiro. As cadeiras em palhinha rodeiam a mesa de laca branca, em destaque sobre o piso de madeira de demolição. O escritório apostou na parede de tijolinhos, no pendente na cor cobre e na porta vermelha para ousar no décor.

Sala de jantar recebe texturas e deixa cores de lado

Revestimento 3D ganha destaque e cria ambiente sofisticado

Desenvolver um projeto minimalista que garanta um cenário visualmente clean e expressivo, proporcionalmente, pode demandar alguns esboços em seu desenvolvimento. No entanto, para as arquitetas Andreia Hernandes e Pilar Hernandez da AHPH Arquitetura, a ausência de cores pode dar espaço a um trabalho de texturas bastante sofisticado.

Para a reforma da sala de jantar de um jovem casal, na faixa dos 30 anos, que reside em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, as profissionais levaram em consideração algumas observações feitas por eles. “Os clientes tinham receio de que cores fortes fossem trabalhadas e depois enjoassem do ambiente. Deste modo, nós optamos por explorar volumes e texturas para que o espaço se tornasse aconchegante e tivesse um movimento divertido”, revela Pilar.

Revestimento 3D é tendência para ambientes sofisticados. (Foto: Gustavo Awad)

Uma parede de 4,2m de comprimento e 2,5m de altura, recebeu grande destaque na reforma. O revestimento 3D Sense Abstract Mat com placas de 58cmx58cm, da Portinari, foi aplicado por toda a metragem e o resultado não poderia ser mais satisfatório. “Foi amor à primeira vista. O casal ficou deslumbrado pelo material e nós não pensamos duas vezes antes de usá-lo para realçar a superfície”, conta Andreia.

A proposta luminotécnica foi criada para que a parede fosse ainda mais valorizada. Para isso, spots led dicroica foram embutidos ao forro de gesso dando apoio a iluminação gerada pela luminária acima do centro da mesa. “Como neste projeto não trabalhamos com cores, acreditamos que formatos também são bem-vindos. Sendo assim, o pendente arredondado foi escolhido para criar uma composição harmoniosa junto aos móveis, como o espaldar das cadeiras que também tem este formato”, explica Pilar.

A mobília é peça importante na estruturação da sala de jantar e a definição de seus modelos deve ser feita com cautela. Quando bem usada, a madeira engrandece a decoração e, ainda sim, faz com que o ambiente permaneça neutro. Pensando nisso, os pés da mesa com tampo branco e as cadeiras no mesmo tom, receberam a matéria-prima em nuances mais claras. Já o aparador é completamente fabricado com o material. 

Por fim, duas cadeiras em acrílico foram posicionadas nas duas extremidades da mesa de jantar, visto que, além que garantirem um número extra de lugares, também permitem que o ambiente pareça mais aberto e ajudam a criar uma composição cheia de personalidade.

Jardins Verticais: a nova tendência de decoração

Ana Masseo, engenheira agrônoma e paisagista, dá dicas de cuidados e tipos de plantas ideais para jardins verticais

A vida agitada faz com que as pessoas tenham o desejo de ter áreas verdes cada vez mais próximas dela, pois isso acalma e traz leveza para o ambiente. Antigamente, somente quem morava em casas grandes tinha jardim e o mesmo era cuidado por um jardineiro ou outra pessoa encarregada por isso, fazendo com que ele ficasse distante das pessoas.

Atualmente, esse conceito não existe mais, pois, os jardins verticais são a nova tendência de decoração para casas e apartamentos e não precisa de um profissional para cuidar. Eles são formados por uma estrutura onde se aplicam, de diferentes maneiras, infinitas possibilidades de combinações de plantas, fixados em muros ou suspensos por suportes instalados na vertical, criando assim painéis verdes com plantas diversas ou plantas em suportes espaçados, sem que haja separação entre elas.

Ana Masseo dá dicas para um jardim vertical. (Foto: Camila de Oliveira)

De acordo com a paisagista Ana Masseo, “cores, tipos de folhas, aromas, texturas entre outras características devem ser observadas para melhor aproveitamento do espaço. Os jardins verticais podem prolongar e aumentar a sensação de aconchego e leveza, e é ideal montar em pequenas áreas, porque ocupa apenas o espaço da parede, não tendo necessidade de ter um ambiente só para a criação de um jardim”.

Para atingir o objetivo de se sentir relaxada com um jardim vertical, é fundamental que a escolha das plantas seja feita de forma correta, para que haja a sintonia perfeita, por isso, o planejamento deve levar em consideração o porte dos vasos, a quantidade de substrato, a insolação e o microclima. O substrato é um fator a ser observado, pois ele garantirá o fornecimento de nutrientes e como consequência, um maior embelezamento das plantas. Ele deve ser reaplicado periodicamente para garantir uma boa adubação. É também de suma importância que o sistema de drenagem esteja funcionando perfeitamente. Para garantir que tudo está correto, é necessário contar com a expertise de um paisagista profissional, que fará todo o tipo de trabalho, criando harmonia entre as plantas e o lar.

“Se o jardim vertical for de área ensolarada é importante prever um horário diário para a rega ou, se possível, considerar um sistema de irrigação que facilita a preservação das áreas verdes. Em áreas sombreadas, a necessidade de rega é menor e não compromete tanto a sua manutenção. De modo geral, as regas devem ser antes das 10h e após as 16h, mas nunca após o pôr do sol, para evitar o surgimento de fungos e bactérias”, afirma Ana.

As plantas mais adequadas para áreas de sombra são a Samambaia, Asplênio, Peperômia, Chifre de Veado, Bromélias, Columéia, Singônio e as para áreas de sol pleno são Aspargo Pluma, Russelia, Lambari, Trapoeraba, Orégano, Barba de Serpente e Brilhantina.

O importante em se ter um jardim vertical é deixá-lo de forma mais natural possível, pois as flores vão mudando de acordo com as estações do ano.

Arquitetura: cores quentes e contrastes aquecem ambientes no inverno

Arquiteta Juliana Meda apresenta dicas de decoração de interiores para tornar os lares mais aconchegantes na estação mais fria do ano

O inverno começou, e a estação pede aconchego. Preparar a casa para os dias mais frios, deixando os ambientes mais alegres e convidativos, é uma das formas de aquecer o lar. Com tantas interferências tecnológicas, tudo o que lembra o natural vem para ficar na decoração. Mantas de tricô com pontos maiores, uso de tecidos como linho, peles ecológicas e trabalhos personalizados são as apostas da arquiteta Juliana Meda – responsável pelos projetos dos apartamentos decorados da A.Yoshii em Londrina, Curitiba e Maringá. “As texturas naturais, o feito à mão, na hora, em um processo artesanal quebra a onda ‘fabril’ em que vivemos e oferece valor afetivo”, afirma a profissional.

O suede e as peles ecológicas em tons sóbrios são a base da decoração do inverno; o verde das plantas é o contraste para um espaço mais alegre e aquecido, como neste ambiente do Le Reve, da A.Yoshii . (Foto: Divulgação)

Na base da decoração permanecem os tons mais sóbrios, como o cinza, preto e branco, mas a vida pede um contraste: laranja, amarelo ou dourado são exemplos do contraponto, que podem ser aplicados em objetos variados. O verde, com sua predominância por meio de plantas, já está bem estabelecido como ponto alto na decoração. “Outros exemplos de materiais naturais, como a madeira, podem ser explorados. Este material tem diversas colorações, brilhos e tons que dão o destaque que precisamos pra frieza dos acinzentados”, explica Juliana.

Mantas de tricô com pontos maiores aquecem um dos ambientes no Lakeside, empreendimento da A.Yoshii em Londrina. (Foro: Divulgação

Há anos como protagonista de uma decoração sofisticada, o veludo é presente em todas as estações, mas no inverno vem com uma proposta diferente: liso, limpo, com textura de seda. Para Juliana, outros tecidos como suede e tapeçarias nos objetos também aquecem o ambiente. “Não apenas em sofás e cadeiras, mas as almofadas, bandejas ou velas revestidas com tecidos são recursos mais práticos para decorar e transformar”, diz. Mesmo em um estilo minimalista, a cor pode ser a fonte de calor. “Usamos poucas peças, mas peças de grande destaque. Um centro de mesa baixo, cadeira no canto com um design diferente, pilha de livros coloridos e tapete listrado são itens de destaque e dão alegria ao ambiente onde menos é mais”, exemplifica.

Seja como for, o inverno aproxima. A lareira, em ambiente interno ou externo, mesmo em um país tropical, nos transporta a tempos mais simples, onde o importante é a boa conversa e a troca de experiência. “Este convívio é o nosso norte, na arquitetura. Precisamos retomar nossas raízes, a convivência, enfim, tudo o que conseguirmos levar desta essência podemos inserir na decoração. Atualmente, perdemos o contato com as pessoas, o olho no olho, e no inverno temos a possibilidade de reencontro e aproximação, com a gastronomia, o fogo e o calor. Caso não tenha uma lareira construída, é possível utilizar as portáteis, que são bem funcionais”, complementa a arquiteta.

Mobilidade e um estilo de vida cool traduzem o viver em um studio

Conceito de morar está relacionado com modernidade, vida urbana e facilidades

Foi-se o tempo em que morar em studios era algo exclusivo para os jovens que estavam saindo de casa. Atualmente, a opção por viver em espaços menores, inteligentes e planejados traduzem a vontade de pessoas que buscam conforto, mobilidade e um estilo de vida cool. O conceito de morar se adaptou nos últimos anos e as construtoras estão entregando projetos conectados com uma vida urbana, moderna e repleta de facilidades e serviços básicos no entorno dos empreendimentos.

Um exemplo é o All You Need, incorporação GT Invest com construção Thá, em Curitiba. O prédio, que será entregue este ano, fica no coração da cidade e terá café, coworking e serviços que poderão ser contratados a partir de um app, além de preservar e revitalizar um casarão histórico e contar com unidades preparadas para a economia compartilhada do Airbnb, por exemplo.

Studio permite mobilidade. (Foto: Divulgação)

Bruno Pardo, coordenador comercial da Thá, explica que o foi concebido para quem quer morar de forma inteligente, viver com mais simplicidade e praticidade, mas sem abrir mão do conforto e das conveniências de um grande centro urbano. “O prédio foi pensado e desenvolvido para as smartcities. O All You Need será entregue com conectividade completa, que vai atender os apartamentos e áreas comuns, que ainda terão o compartilhamento como palavra-chave para sua utilização”, afirma.

Mobilidade

“Para as pessoas que adotam esse estilo de vida, ter tempo é um luxo. Para elas, a solução é morar perto do trabalho ou dos estudos. Como não é possível trazer o escritório para perto de casa, é muito mais fácil levar a casa para perto do trabalho. Mas como morar perto da região central, se há pouco espaço e raros terrenos vagos? A resposta é simples: investir em apartamentos compactos”, diz.

Compartilhamento

O espírito de compartilhamento traduz o desejo de ser ao invés de ter das gerações que nasceram nas últimas três décadas – e grande parte das pessoas que optam por morar num studio. Por isso, a mudança de comportamento é refletida em projetos desenvolvidos com esse DNA.

Bruno comenta que a tendência passou a ser uma necessidade nos projetos direcionados para os millenials. “No All You Need, por exemplo, os moradores terão estações com bicicletas para alugar, espaço para empréstimo de ferramentas e utensílios domésticos e áreas para trabalhar e se divertir. As pessoas que optam por esse estilo de vida preferem o ser à ter que comprar e armazenar algo. Compartilhar faz parte da essência”, comenta.

Conectividade

Moradores que optam por um estilo de vida urbano esperam que o lugar em que vivem acompanhe a sua rotina. E ela pode – e costuma – envolver o uso de tecnologia para facilitar a vida no cotidiano de quem mora em empreendimentos modernos.

“Haverá um aplicativo que conectará os usuários ao empreendimento, trará funcionalidades como reserva de áreas comuns, contratação de serviços, avisos de correspondência, acesso às contas do condomínio e boletos. Além disso, serviços pay-per-use, como arrumação, limpeza, manutenção e lavanderia. E a possibilidade de comprar algo nas maquinas de self-service que serão instaladas no prédio”, diz Rodolfo.