Arquivo da categoria: Cultura

O Moscow State Ballet, apresenta o espetáculo “O QUEBRA NOZES”

O Moscow State Ballet apresenta o grandioso “O Quebra-Nozes”. O espetáculo já foi aplaudido por mais de 5 milhões de pessoas em 18 países, vem pela primeira vez ao Brasil com 50 componentes, entre eles, dez solistas principais dos grandes teatros da Rússia, corpo de baile, assistentes e técnicos. Foi confeccionada para a programação brasileira maravilhosas cenografias e deslumbrantes figurinos.

ViewImage (1).jpg
Moscow State Ballet chega com o “Quebra-Nozes” no Brasil. (Foto: Divulgação)

O Quebra-Nozes tornou-se uma das composições mais famosas de Tchaikovsky por transformar o ballet clássico em um conto de fadas. O espetáculo é um clássico russo, inédito no Brasil, repleto de música e um corpo de baile impecável. Este ballet tem capturado a imaginação de muitas gerações ao longo dos anos e continua a atrair audiências em todo o mundo, cheio de mistério e romance. O espetáculo é uma verdadeira fábula sobre a transição da infância para a adolescência,  baseado no tema imortal do amor e as forças do mal.

Conta a história de Marie, uma garotinha um tanto triste, cujo padrinho Drosselmeyer lhe dá um boneco (O Quebra-Nozes), como um presente na véspera de Natal, que se transforma em um príncipe. No espetáculo destacam-se a magia das danças espanhola, árabe, russa, chinesa, a valsa das flores e a dança da fada. O Quebra-Nozes é considerado por muitos como um dos maiores ballets clássicos de todos os tempos.

O espetáculo é composto por figurinos e cenários impecáveis.

A iniciativa de trazer a cia. ao Brasil foi do produtor Augusto Stevanovich  com apoio do ministério da cultura da Rússia e diretores dos grandes teatros. A sua intenção faz parte de uma campanha de popularizar o ballet russo em todo o Brasil e preservar a herança da coreografia russa e da Europa Ocidental. Outros espetáculos de dança farão parte desta programação especial que deverá estender-se até setembro de 2017. Nesta turnê, Augusto será o responsável pelos bailarinos, assistentes e técnicos durante a programação pelo Brasil.

Conciliar tradição e inovação é a proposta da companhia. Há séculos que os braços e pernas da Europa e do mundo se movimentam entre as primeiras posições do ballet clássico. As dificuldades da arte superam o físico – afinal, fazer pliês e botar os pés em meia-ponta numa apertada sapatilha não são tarefas para qualquer um. Manter a tradição por tantos séculos e ainda torná-la atraente para especialistas e leigos é outro grande desafio desta arte, cujo poder de emocionar atravessa culturas e gerações, encantando jovens , adultos e idosos, instruídos ou não. Para manter o frescor, a dança tradicional incorporou pequenos toques de contemporaneidade.

Linguagens

Os 50 solistas da companhia são os responsáveis pelo encontro entre o erudito e o moderno. “Todos sabemos que o artista que recebe treinamento somente em dança contemporânea não pode bailar os clássicos. Quem é preparado em dança clássica pode assimilar qualquer outro tipo de linguagem. É muito útil que o bailarino se expresse de uma forma a outra”.

A concepção de um novo espetáculo leva de um a dois meses. Nesse período, a rotina de ensaios é árdua: pela manhã, os bailarinos ensaiam por uma hora e 15 minutos em média. Após ligeiro descanso, são cinco horas de treinos sem parar. Em dias de apresentação, iniciam aquecimentos e ensaios 4 horas antes de cada espetáculo, ainda há um período de relaxamento antes de fazer a maquiagem e vestir o figurino.

“Adicionar toques de modernidade ao clássico, sem que a essência se perca no meio do caminho, é um desafio. É um processo complexo. Temos que pensar, ao mesmo tempo, em questões diferentes, como financiamento, seleção dos artistas, onde estudar e ensaiar, preparação do figurino, técnicos etc. Assim como a vida, os problemas são resolvidos um de cada vez. Os desafios são permanentes e somente encarando-os conseguimos elevar o nível do trabalho. Devemos trabalhar sem descanso para manter o nível alcançado e superá-lo, na medida do possível”, afirma o produtor Augusto Stevanovich

Para quem deseja integrar o casting da cia., a paixão pela dança é o pré-requisito fundamental. “É preciso estar bem preparado fisicamente, ter o porte necessário para um bailarino e querer trabalhar no teatro russo, ciente da orientação da companhia. Os aspirantes a bailarinos devem amar a profissão, ser disciplinados e se dedicar ao trabalho.

Temporada 2017

No ano de 2017 a cia. excursionará pelas 4 regiões do Brasil. São mais de 50 profissionais oriundos dos grandes teatros da Rússia que se revezarão, divididos em 3 grupos, seguindo a programação entre as cidades.

“Levar o espetáculo do Amazonas ao Rio Grande do Sul, do Mato Grosso ao Rio de Janeiro é um grande desafio. Essa emoção fica marcada para toda vida e fideliza nosso público. Além de fazer com que cada vez mais pessoas queiram assistir ao Ballet”, comenta Augusto.

SERVIÇO:

O Quebra-Nozes

Local em São Paulo – Tom Brasil

Dias e horários – dia 30 de abril às 19h

Produção – AS Entertainment

Produtor brasileiro – Augusto Stevanovich

Censura: a partir dos 12 anos

Valores: de R$160,00 (inteira) a R$300 (Inteira)

Duração: 2h com intervalo de 15 minutos

Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio
COMO COMPRAR:

Pela internet:

www.balletdarussia.com ou www.ingressorapido.com.br 

Por telefone: 11- 40031212

Ponto de Venda Sem Taxa de Conveniência: TOM BRASIL – Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio

Horário de Funcionamento: De Segunda a Sábado das 10:00hs às 20:00hs – Domingos e Feriados das 10:00hs às 18:00hs. Em dias de show a bilheteria terá seu horário estendido em 30 minutos após o início do espetáculo.

Galera Record lança terceiro volume da série Coven

Cate Tiernan, consagrada autora de Amada imortal, adiciona novos mistérios à história de Morgana Rowlands emBruxa de sangue

image003.pngEm Bruxa de sangue, terceiro volume da série Coven, Morgana encontrou o Livro das Sombras de sua mãe biológica, Maeve Riordan, assim como seus antigos artefatos Wicca. Junto ao namorado, Cal, a jovem bruxa está aprendendo a melhor maneira de usar seus poderes, que se desenvolvem com uma rapidez nunca antes vista.

Desde que conheceu Cal e a Wicca, a vida de Morgana deu uma guinada positiva. Até que a aparição de Hunter Niall, meio-irmão de Cal, levanta dúvidas sobre as verdadeiras intenções de seu namorado. Morgana descobre que há um poder sombrio ligado ao antigo clã ao qual ele pertence e, segundo Hunter, Cal está mais interessado em suas habilidades mágicas extraordinárias do que na própria garota.

Sem saber em quem confiar, Morgana precisa correr atrás da verdade e descobrir a quem dedicará sua lealdade antes que seja tarde demais.

Cate Tiernan nasceu e foi criada em Nova Orleans, cidade que culpa por seu gosto pelo excêntrico e sobrenatural. Cursou a Universidade de Nova York, onde estudou literatura, redação e russo. Antes de estrear como autora, foi assistente editorial na Random House, trabalhando em livros infantis e juvenis. Mora com o marido e os filhos em Durham, na Carolina do Norte. É autora, também, da série Amada Imortal.

Galera lança novo livro de Holly Black, autora de “As crônicas de Spiderwick”

 Em “O canto mais escuro da floresta”, ela constrói trama de fantasia e mistério

image004 (2).jpgAutora da bem-sucedida série “As crônicas de Spiderwick”, Holly Black é um dos nomes mais conhecidos entre os best-sellers do gênero fantasia. Em “O canto mais escuro da floresta”, que chega às livrarias pela Galera em abril, ela narra mais uma de suas histórias fascinantes e cheias de detalhes de universos fantásticos e misteriosos.

A protagonista Hazel e seu irmão, Bem, vivem em Fairfold, uma cidade onde humanos e fadas convivem, mas não tão harmoniosamente assim. O inusitado da situação e a magia destes seres atraem turistas, que querem ver o lugar de perto, mas o perigo que existe para além das árvores normalmente fica longe dos olhos dos forasteiros.

Uma das principais atrações da cidade é o garoto de chifres e orelhas pontudas que descansa há anos num caixão de vidro. Hazel, o irmão e os amigos de sua idade já incorporaram o garoto ao imaginário e a suas brincadeiras. Todo mundo sabe que ele nunca irá acordar, não importa que sentem sobre o caixão, desenhem e escrevam em sua superfície e façam festas a seu redor.  Mas, um dia, o garoto acorda. E essa mudança vai transformar completamente a dinâmica de Fairfold, numa história de coragem, lealdade, amor e traição.

Holly Black é a autora best-seller, cocriadora das “As crônicas de Spiderwick”, que ganhou uma adaptação cinematográfica de sucesso.  Foi finalista do Eisner Award e vendeu os prêmios Andre Norton Award, Mythopoeic Award e Newbery Honor. Vive na Nova Inglaterra com o marido e o filho. Mais informações em blackholly.com.

Galerinha lança segundo volume de trilogia que usa apenas ilustrações para narrar viagens extraordinárias

 Em “Missão”, Aaron Becker coloca seus personagens em mais uma aventura

image004.jpgNeste segundo volume da trilogia iniciada com “Jornada”, o ilustrador Aaron Becker mais uma vez se vale apenas de imagens para narrar uma história encantadora, que serve como verdadeiro testemunho da importância da imaginação. No livro anterior, acompanhamos a viagem de uma menina solitária, que usa uma caneta vermelha mágica para embarcar em aventuras por destinos extraordinários. Agora, em “Missão”, ela ganha um amigo e uma tarefa importante.

Na trama, os dois amigos estão num parque na cidade quando recebem a surpreendente visita de um rei. Ele entrega um mapa e alguns objetos para os dois, mas logo é aprisionado e forçado a voltar pelo portal mágico de onde veio. Agora, eles precisam salvar o rei e seu povo. Usando suas canetas mágicas – ela a vermelha, ele, a roxa – as duas crianças vão viajar por diversos mundos, fugindo de soldados que querem capturá-los e resgatando outras canetas mágicas.

“Jornada”, primeiro volume da trilogia, foi o livro de estreia de Becker. A obra ganhou diversos prêmios, entre eles o Caldecott Honor e foi eleita pelo New York Times um dos melhores livros infantis ilustrados de 2013. “Minha esperança é que essas histórias despertem um pouco mais de fé no poder da imaginação”, diz o autor.

Aaron Becker trabalhou como desenhista para diversos estúdios cinematográficos – entre eles a Lucasfilms, Disney e Pixar -, já viveu nas áreas rurais do Japão e da África Oriental e fez mochilão pela Suécia e pelo Pacífico Sul. Vive em Amherst, Massachusetts com a esposa e a filha.

Aberrações Selvagens leva ficção e aventuras para o leitor

Uma eletrizante trama ficcional sobre guerra, superpoderes e conflitos de ordem pessoal embalam o novo livro “Aberrações Selvagens”. Escrito pelo youtuber e crítico de séries Felipe Salazar, a obra conta a saga entre diferentes raças de animais antropomórficos – seres com feições animalescas, mas com aparência e comportamento humanos – que precisam conviver numa mesma região.

Capa Aberrações Selvagens.jpg

Mesmo tendo a temática dos “superpoderes”, o livro não se resume a destruição, romances perfeitos nem a luta clássica entre o bem e o mal. Para o autor, a trama mostra, por meio da aventura e da ficção, circunstâncias que poderiam acontecer se tudo estivesse mais próximo da realidade. “Discute-se muito, por exemplo, sobre a globalização e a busca do respeito do espaço de cada sociedade para o funcionamento do mundo”

– São abordadas ainda situações de preconceito, fugas, tramas complexas, conflitos internos e traições, e ainda algo pouco explorado, como as mudanças psicológicas dos personagens – relata.

A história começa contando que vários seres, que antes viviam separados, uniram-se após a guerra. A partir disso, criaram uma sociedade a qual as suas diferenças e suas culturas eram respeitadas e não menosprezadas.

Novos líderes foram selecionados para conduzir esse novo mundo, onde as terras não estavam limitadas às suas espécies dominantes. Então, as raças dos caninos, felinos, roedores e répteis se espalharam por todas as partes, misturando todas as atividades desenvolvidas anteriormente por suas respectivas espécies. “Nesse instante, temos um período de paz, sem conflitos e com a concórdia sendo compartilhada entre todos”.

Porém, após um incidente, alguns seres começam a apresentar misteriosamente habilidades extraordinárias. “Acreditando ser uma grande ameaça para a comunidade, o governo cria uma equipe geneticamente modificada com o objetivo de capturar esses que adquiriram os superpoderes. ”

– A ditadura do continente obriga a todos os envolvidos a lutar em busca de justiça e segurança, porém ninguém sabe das verdadeiras intenções do Governador ao iniciar esse projeto. Então, gera-se um conflito sem precedentes que abala a paz existente naquele mundo – revela.

Qual preço você pagaria para esquecer um namorado que acaba de perder?

Lançamento mistura fantasia urbana e realismo mágico em um fascinante drama que prende o leitor do início ao fim da obra

image003.jpgA garota que não queria lembrar se passa em um mundo muito parecido com o nosso, com uma grande diferença: é possível usar um feitiço para consertar qualquer coisa.

Contado a partir de quatro pontos de vista diferentes e com uma narrativa não linear, traz a história de jovens que têm que lidar com a verdade por trás da morte de um dos amigos e com as consequências da magia hekamista que os envolve desde crianças. As hekamistas são bruxas que podem preparar feitiços para ajudar quem está passando por dificuldades. Porém a magia têm consequências claras e um tanto imprevisíveis. Um feitiço desenvolvido para melhorar o desempenho em atividades físicas, por exemplo, pode prejudicar a parte acadêmica. A vida, é claro, funciona de forma semelhante e é precisamente nesse ponto que o livro se aproxima da realidade de forma poética e fascinante.

Após a morte do namorado, Ari recorre a um feitiço para apagar Win da memória. Mas esquecer o rapaz não é tão simples, ainda mais depois que Ari percebe que entre seus amigos, seu namorado e até ela mesma há segredos demais.

O romance navega entre passado e presente em uma narrativa que mistura amor, mistério e drama e, aos poucos, o livro vai desmanchando os estereótipos que, a princípio, o leitor possa ter criado.

Além disso, a obra se vale da premissa de que quanto mais poderoso o feitiço, piores os seus efeitos colaterais, para ressaltar, sem moralismo, que não há atalhos para superar as grandes dores da vida, não há solução milagrosa sem consequências, às vezes bem piores do que a dor original, para todos os envolvidos.

Por que sonhei com isso?

BestSeller lança guia de sonhos da renomada analista Lauri Quinn Loewenberg

image005.pngTodos nós sonhamos cerca de cinco vezes por noite – quer lembremos disso ou não. Os sonhos funcionam como uma ponte entre a consciência e os níveis mais profundos da nossa mente, aqueles que não conseguimos alcançar quando estamos acordados. Por isso, as mensagens que trazem podem provocar importantes mudanças na vida real, nos oferecendo maneiras de solucionar problemas, transmitindo alertas e fornecendo ferramentas para superarmos situações complexas, ainda que em uma linguagem diferente.

Através do guia “Por que sonhei com isso?”, a especialista Lauri Quinn Loewenberg ensina o leitor a desvendar a linguagem dos sonhos e a se conectar melhor com seu subconsciente. A autora apresenta exemplos comuns, que podem ser enquadrados no cotidiano geral com facilidade, e ensina como melhorar sua vida ao compreender os sonhos como a chave para as perguntas importantes que estão dentro de cada um.

Novo Século lança Zodíaco: O legado – Convergência, primeiro livro em prosa do lendário Stan Lee

image001.jpgChega às livrarias brasileiras, Zodíaco: O legado – Convergência, grande sucesso da Disney e primeiro romance em prosa de Stan Lee, o lendário criador de personagens em quadrinhos da Marvel, como Homem-Aranha, Incrível Hulk, X-Man e Homem de Ferro, entre outros. A primeira obra desta trilogia de Lee e Stuart Moore e ilustrações de Andie Tong une o misticismo e a beleza da mitologia chinesa com um mundo de superpoderes. A obra é um lançamento da editora Novo Século, que já publicou diversos títulos da Marvel e é a mais recente licenciada da Disney.

Em Zodíaco: O legado – Convergência, duas facções, cada uma composta por pessoas que aproveitam o poder animal do zodíaco chinês, lutam para controlar o destino do mundo. Enquanto visita um museu na China, a vida de Steven Lee, um garoto de 14 anos, muda para sempre quando ele descobre uma área secreta no edifício, onde é liberada, acidentalmente, uma antiga e poderosa força. 

Depois de receber inadvertidamente as habilidades do signo do Tigre e ganhar superforça e reflexos extraordinários, Steven se vê no meio de uma perseguição global épica, junto a um grupo insólito que deverá unir esforços para deter a Vanguarda, uma organização corrupta, que é diferente de tudo que o mundo já viu. Para lutar contra as forças do mal, o garoto terá que dominar poderes estranhos, derrotar mercenários e desvendar os mistérios do Zodíaco.

A primeira obra desta trilogia tem tudo o que os leitores esperariam de Stan Lee: muita ação, mistérios, um enredo rápido, um vilão que é conduzido mais por ideais equivocados do que por puro mal, um grupo de jovens, pessoas comuns tentando dar sentido aos seus novos poderes e muita aventura, que garantem uma leitura instigante do começo ao fim da narrativa para os leitores de todas as idades.  Os traços marcantes das Ilustrações de Tong, conhecido por seu trabalho em quadrinhos de super-heróis no Reino Unido, dão ainda mais força e dinamismo à história.

Aleph lança romance clássico de Robert Heinlein

Um Estranho Numa Terra Estranha volta ao Brasil em nova edição

Editora responsável por publicar grandes clássicos da ficção científica, a Aleph traz de volta ao mercado brasileiro Um Estranho Numa Terra Estranha, escrito em 1961 pelo premiado autor Robert Heinlein. A obra, esgotada há anos, já está disponível.

Em uma edição inédita, o livro chega ao leitor com nova tradução e prefácio escrito por Neil Gaiman – autor de Sandman e Deuses Americanos – explicando a importância da publicação e a influência em seu trabalho.

b38e2d0a-78fd-4eb4-81b0-9f93a6a9f893

Vencedor do prêmio Hugo de 1962, Um Estranho Numa Terra Estranha traz a história de Valentine Michael Smith, um humano criado em Marte. Ao ser trazido à Terra, ele entra em contato pela primeira vez com seus iguais e se esforça para entender os costumes, a moral e as regras sociais que definem os estranhos terráqueos. Em meio a diversas barreiras, o homem de Marte se esforça para grokar (termo em marciano, criado pelo autor, com diversos significados, como: beber, sentir, aprender e fazer parte) esse mundo tão alienígena a ele, enquanto procura explicar à humanidade seus próprios conceitos fundamentais, bem como suas concepções de amor e respeito.

No romance, o leitor irá se deparar com os mais diversos tópicos de discussão: desde sociedades anarquistas, passando pelo amor livre, críticas ao consumismo e até às instituições cristãs. A obra é vista como uma afronta ao moralismo e à cultura da época e, graças à sua mensagem de liberdade, tornou-se um manifesto do movimento hippie da década de 1970.

É quase inevitável não fazer uma comparação com Tropas Estelares, também escrito por Heinlein. Enquanto Tropas, lançado em 1959, apresenta um viés mais militarista e conservador, Um Estranho Numa Terra Estranha, lançado dois anos depois, chegou ao público repleto de críticas sociais, hedonismo, e uma clara insatisfação com a cultura de sua época. Essas duas obras totalmente distintas, lançadas em um curto período de tempo, demonstram a versatilidade e a genialidade de Heinlein, que, ao lado de Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, é considerado um dos maiores autores da ficção científica.