Arquivo da categoria: Cultura

Livro de estreia de Lucas Rocha narra amizade de três jovens em meio ao diagnóstico positivo de HIV

image004.jpgAs vidas de três jovens de 20 e poucos anos se entrelaçam em volta de um assunto que ainda parece ser tabu – o vírus HIV – neste romance de estreia de Lucas Rocha. Em “Você tem a vida inteira”, que chega às livrarias em agosto pela Galera, o autor fala de forma sensível e contemporânea sobre amor e amizade na vida de quem é soropositivo.

A trama começa com Ian, que recebe o resultado positivo do teste de HIV. No centro de tratamento onde fez o exame ele conhece Victor, cujo resultado foi negativo. Victor ainda está irado com Henrique, o rapaz com quem está saindo, por ele ter contado que era soropositivo apenas depois que eles transaram – embora tenha se precavido e usado camisinha em todos os momentos.  Já Henrique está gostando de verdade de Victor e, por isso, tomou a decisão de se abrir sobre o HIV. Suas experiências anteriores no assunto não foram muito boas, e ele ainda reluta em acreditar que possa amar alguém de novo.

“A perspectiva mais desafiadora, para mim, foi a de Victor. Costumo dizer que ele é o personagem que mais amo e mais odeio, porque a jornada de crescimento dele é a maior dos três personagens: ele é quem carrega uma série de preconceitos e quem tem que aprender a ver o outro com mais empatia”, conta Lucas em entrevista ao Blog da Record.

Por meio destes três personagens, ele narra os medos, as esperanças e o preconceito sofrido por quem vive com HIV. Tudo isso numa prosa delicada e embalada também por humor, referências pop e personagens secundários cativantes – de diversos gêneros, cores e sexualidades. “Ainda temos inúmeras vozes em silêncio na comunidade onde estou inserido – da sigla LGBTQIA+, a maior parte das narrativas que vejo são G, e vou ficar muito feliz quando todas as outras letras também tiverem seu espaço de destaque, principalmente na literatura jovem brasileira”, defende Lucas.

Lucas Rocha nasceu em São Gonçalo (RJ), tem 26 anos, é bibliotecário com mestrado em Ciência da Informação, formado pela Universidade Federal Fluminense. Alguns de seus contos foram publicados em coletâneas impressas e digitais, com destaque para os projetos “O outro lado da cidade” e “Todas as cores do Natal”. “Você tem a vida inteira” é o seu primeiro romance.

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Best-seller do New York Times, Holly Black lança nova série

Intrigas, fadas, guerra e um amor impossível são a receita para um clássico da fantasia YA

image005.jpgDesde Tolkien, os livros de fantasia conquistam cada vez mais fãs. Mas o boom do gênero é indiscutível nos últimos anos. As vendas continuam a crescer… Quanto mais o mundo se racionaliza, mais fantasiosas as tramas em ficção. E se o assunto é fantasia, Holly Black merece destaque. Cocriadora das Crônicas de Spiderwick, sua imaginação é ilimitada.

Em O PRÍNCIPE CRUEL, ela nos transporta para o universo das fadas. Não as inofensivas, com um par de asas às costas, eternizadas por Walt Disney.  As fadas de Black estão de acordo com o folclore e são criaturas vis, capazes dos gestos mais infames… e dos mais surpreendentes sacrifícios. São assustadoras, às vezes belas, outras, repulsivas, mas sempre uma armadilha para mortais.

Jude tinha apenas 7 anos quando testemunhou o assassinato dos pais por um general fada. Ela, a irmã gêmea e a irmão mais velha são, então, levadas pelo assassino para o Reino das Fadas. Dez anos mais tarde, tudo o que a jovem quer é ser aceita, apesar da própria mortalidade. Mas a maioria das fadas despreza humanos. Principalmente Cardan, o mais jovem e perverso herdeiro do Grande Rei.

Para conquistar o tão desejado lugar na Corte, Jude precisa desafiar o príncipe… e enfrentar as consequências. Ao fazê-lo, se envolve cada vez mais nas intrigas palacianas e descobre a própria sede de sangue. E conforme a ameaça de guerra civil promete mergulhar as Cortes feéricas em violência, Jude arriscará a própria vida para salvar a das irmãs. E todo o Reino.

Holly Black é cocriadora das Crônicas de Spiderwick e ganhou um Newberry Honor pelo romanceBoneca de ossos. Consagrada autora de livros de fantasia para jovens, Holly também criou, com a amiga Cassandra Clare, a série literária Magisterium. Ela vive na Nova Inglaterra (EUA) com o marido e o filho, numa casa com uma porta secreta. Você pode conhecê-la melhor em blackholly.com.

Disney lança “Caixa Clássicos” em comemoração aos 75 anos de parceria com Melhoramento

Contrato original de licenciamento foi assinado por Walt Disney e ficará exposto no prédio da editora

Disney e Melhoramentos comemoram 75 anos de parceria. Para celebrar esse momento lançam a CAIXA CLÁSSICOS DA DISNEY, uma caixa comemorativa que reúne as primeiras publicações da Disney  lançadas pela editora no Brasil: Pato Donald, Pablo o Pinguim, O Pinocchio, O Elefante Elmer, Mickey: O Matador de Gigantes, Branca de Neve e os Sete Anões. Se tratam de edições fac-similares das obras como foram publicadas no passado, seguindo a norma padrão e o design da época, com as primeiras ilustrações do estúdio. Os livros comprovam-se verdadeiros clássicos atravessando gerações e conquistando leitores com suas belas histórias.

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Marvel e Princesinha Sofia também ganharam destaque no stand, que traz mais de 30 títulos com divertidas histórias e grandes aventuras. Dentre os destaques estão a Maleta da Elena de Avalor, a princesa inspirada na cultura latina que encanta as meninas em sua série exibida diariamente pelo no Disney Channel e Disney Jr, os livros de Mickey Aventuras Sobre Rodas, sucesso entre as crianças no Disney Junior que vibram com suas aventuras em alta velocidade e diversos produtos de Os Incríveis 2, o novo longa de animação, da Disney•Pixar, visto por mais de 9M de pessoas no Brasil.

Serviço

Título: CAIXA CLÁSSICOS DA DISNEY

Preço sugerido: R$90,00

Onde encontrar: Livrarias de todo país

Record lança edição comemorativa dos 30 anos de “Trapo”, romance essencial de Cristovão Tezza

image004.jpgUm dos grandes escritores brasileiros contemporâneos, Cristovão Tezza colocou seu nome entre os expoentes da literatura nacional em 1988, com o lançamento de “Trapo”. A Record comemora os 30 anos do título com uma nova edição, que chega às livrarias em julho e inclui um posfácio inédito do autor sobre a experiência da escrita do livro, além de prefácio especial de Beth Brait, crítica, ensaísta e professora da USP e da PUC-SP.

Na trama, acompanhamos a trajetória de Manuel, um professor aposentado que recebe um pedido inusitado: numa noite, uma dona de pensão com aparência vulgar entrega dois pacotes contendo originais de textos de um jovem poeta, marginal e suicida. Seu pedido é que Manuel leia o espólio de Trapo, o artista em questão, e decida se aquilo tem valor. Assim, o protagonista se embrenha na leitura mas, fascinado pela situação, começa a investigar os motivos que levaram o jovem ao suicídio: conversa com amigos, família, e tenta encontrar a jovem Rosa, a quem Trapo endereça suas cartas-poemas.

É aqui que Tezza apresenta pela primeira vez aquela que é uma das características de sua literatura: o contraponto de pontos de vista. Costurando a narrativa de Manuel com as cartas de Trapo, ele mostra como o primeiro vai sutilmente se transformando ao entrar no mundo do segundo.

Cristovão Tezza escreveu mais de uma dezena de romances desde “Trapo” (1988), entre eles “A suavidade do vento”, “Uma noite em Curitiba”, “Breve espaço”, “O fotógrafo”, “Um erro emocional”, “O professor” e “A tradutora”. A publicação de “O filho eterno”, em 2007, teve um impacto inédito no panorama ficcional do país: o livro ganhou os mais importantes prêmios literários brasileiros, foi traduzido em uma dezena de países e virou filme e peça de teatro.

Record lança “Imbatível”, livro de estreia de Stuart Reardon inspirado em sua própria história

image002.jpgPara Nick Renshaw, o rugby é a coisa mais importante de sua vida, talvez até mais importante que a sua namorada, Molly. Sua dedicação fez com que o rapaz se tornasse uma estrela em ascensão no esporte inglês. A coroação de tanto esforço foi receber uma proposta para jogar em um time da liga principal. Mas, em seu último jogo antes de se apresentar ao novo clube, Nick sofre uma grave lesão que pode significar o fim da sua carreira.

Durante seu processo de recuperação, Nick conhece Anna, psicóloga especializada em atletas. Ela sabe que não pode se envolver com nenhum dos seus pacientes. Porém, nem ela nem Nick conseguem negar a atração que sentem — e manter a relação estritamente profissional se torna mais difícil a cada dia que eles passam juntos.

A trama de “Imbatível” é inspirada nas experiências de Stuart Reardon, estreante na literatura, mas que por um tempo foi jogador de rugby profissional.  Assim como o protagonista, Stuart sofreu uma lesão e, hoje em dia, se aposentou dos gramados. A capa do livro, inclusive, é estampada pelo próprio Stuart.

“Imbatível” é uma história sobre encarar as dificuldades e buscar novos rumos. O livro tem co-autoria de Jane Harvey-Berrick e será lançado em julho pela Record.

Stuart Reardon é jogador aposentado da seleção inglesa de rugby. Atualmente, mora em Cheshire, é personal trainer e tem um programa de exercícios on-line, o Fear Nothing Fitness.

Jane Harvey-Berrick começou a escrever romance contemporâneo há cinco anos. Antes disso, era jornalista e autora de livros infantis.

“Todo dia”, de David Levithan, ganha adaptação para o cinema em julho; autor vem ao Brasil para a Bienal do Livro de São Paulo em agosto

image004.jpgPublicado em agosto de 2012 nos EUA, “Todo dia” entrou rapidamente na lista de mais vendidos do New York Times e conquistou resenhas mais que elogiosas de New York Times Book Review, Entertainment Weekly, Los Angeles Times, Boston Globe, entre outros. Foi eleito o livro do ano pela Kirkus, Booklist e pelo School Library Journal. Ganhou elogios rasgados de Jodi Picoult, John Green, Scott Westerfeld, entre outros grandes autores. Agora, “Todo dia” chega às telas do cinema e a Galera Record lança nova edição do livro de David Levithan.  Um dos mais queridos autores da Galera, ele também virá ao Brasil pela primeira vez para participar da Bienal do Livro de São Paulo. Sua participação acontecerá no dia 11 de agosto, às 18h30,  e vai incluir bate-papo com os leitores e sessão de autógrafos.

Na trama de “Todo dia”, “A.” acorda todo dia em um corpo diferente, numa vida diferente, num exercício de empatia literal que só a ficção poderia proporcionar. Um dia, A. pode ser menino, no outro, menina; um dia feliz, noutro triste; num dia gay, noutro hétero; saudável ou doente; rebelde ou certinho (a). Até o dia em que ocupa o corpo de Justin e se apaixona por sua namorada, Rhiannon.

Quando, pela primeira vez, encontra alguém com quer ficar todos os dias, A. parte diariamente em busca de Rhiannon, mas a situação não é das mais fáceis. Enquanto tentam se reencontrar a cada 24 horas, eles precisam superar suas limitações e redefinir suas prioridades. Rhiannon conseguirá ficar com alguém que muda a cada dia? E até onde A. acha justo (ou ético) interferir nas vidas de quem habita?

“Todo dia” provoca reflexões sobre gênero de forma muito sensível e lúdica, retratando o sentimento de efemeridade e a possibilidade de o amor pela personalidade ser maior do que a atração por determinado sexo. Além de “Todo dia”, a Galera lançou ainda “Outro dia”, spin-off no qual a história é contada por Rhiannon. Em outubro, Levithan lança nos EUA o novo “Someday”, continuação da trama, que deve chegar ao Brasil em 2019.

O filme, estrelado por Angourie Rice na pele de Rhiannon, estreia nos cinemas brasileiros em grande circuito no dia 26 de julho. A direção é de Michael Sucsy (de “Para sempre”). Veja o trailer: https://youtu.be/3F34AVGq0Vw.

Autor e editor de YA, David Levithan tem um texto característico, que mistura doçura, humor e sensibilidade, em enredos com personagens de todos os tipos, cores, gêneros e sexualidades. É autor também de “Will & Will: Um nome, um destino”, escrito em parceria com John Green, que foi o primeiro livro jovem adulto com protagonistas gays a entrar na lista de mais vendidos do New York Times, e já vendeu mais de 200 mil exemplares no Brasil. Escreveu ainda “Garoto encontra garoto”, seu primeiro livro; “Nick e Nora: Uma noite de amor e música” e “Naomi e Ely e a lista do não beijo”, esses dois últimos em parceria com Rachel Cohn, e que tiveram sua história adaptada para o cinema. “Dois garotos se beijando” esteve na lista do National Book Award de 2013 e conta as histórias de sete adolescentes em meio à tentativa de dois meninos de quebrar o recorde mundial do beijo mais longo.

Record lança livro adulto de Colleen Hoover sobre relacionamento abusivo

“Tarde demais” foi originalmente lançado no Wattpad e, após pedido dos fãs, ganhou versão física

image005.jpgQueridinho entre os autores da nova geração, principalmente entre aqueles que buscam a autopublicação, o Wattpad é uma plataforma literária gratuita onde escritores de todo o mundo podem compartilhar suas obras com os leitores. Foi nesta rede social que vários nomes foram revelados, como Ray Tavares (“Os doze signos de Valentina”) e Taran Matharu (“O aprendiz”). Na contramão dos novatos, Colleen Hoover, também escolheu o Wattpad como rede social, mas, neste caso, para escrever enquanto relaxava durante seus bloqueios criativos. “Tarde demais” era apenas uma válvula de escape divertida quando ficava empacada em um livro que precisaria apresentar para a editora. Não havia intenção de sair dali. Mas a história foi lida mais de 300 mil vezes e, como tudo no Wattpad, os fãs tiveram papel fundamental. Foram eles que pediram que o livro ganhasse uma versão física.

Nas palavras da autora, “’Tarde demais’ não se parece em nada com os outros livros que escrevo. É mórbido, é perverso (…)”. E não é para menos. A história fala sobre objetivação da mulher, tráfico de drogas em universidades, e mostra de forma direta o quanto um relacionamento abusivo pode ser perigoso.  Este é seu primeiro livro lançado exclusivamente para o público adulto.

Quando Sloan conhece Asa, ela não imagina que aquele garoto lindo e simpático é, na verdade, o maior traficante da faculdade. Eles se envolvem de forma intensa e, em um piscar de olhos, ela está presa na vida dele. Mas sair pode não ser tão simples. Sloan já morou de favor na casa de vários conhecidos. Ela tem um irmão deficiente e precisa custear o tratamento dele. Asa sabe que o seu dinheiro pode ajudar e usa sua posição como chantagem para manter Sloan por perto. Agora ela tem onde morar e sabe que o seu irmão será bem cuidado, mas isso significa aguentar abusos psicológicos e sexuais.

Carter é um policial infiltrado com a missão de juntar provas suficientes para acabar com o tráfico de drogas na faculdade. Mas ele se apaixona por Sloan e percebe que pode salvá-la ou pode colocá-la em um perigo ainda maior.

“Tarde demais” mantém o mesmo formato do conteúdo publicado no Wattpad. Se no início Colleen atualizava a história ocasionalmente, depois de inúmeros comentários, ela não conseguiu parar depois do “Fim”.

“Eu simplesmente não consegui parar de escrever. Escrevi diversos epílogos e até quebrei as regras ao inserir um prólogo ao final do livro. Os capítulos foram escritos e postados da forma como estão dispostos neste livro. Também decidi deixar os títulos dos capítulos da versão impressa iguais aos do original. Fiz isso porque quero que os leitores que pegarem esse livro pela primeira vez o leiam exatamente como foi escrito e na ordem em que foi pensado”.

Colleen já vendeu mais de 150 mil exemplares e participou da Bienal do Rio de Janeiro de 2015. “Tarde demais” chega às livrarias pela Record em julho.

Colleen Hoover é a autora best-seller do New York Times por trás dos livros “Métrica”, “Essa garota”, ‘Pausa”, “Um caso perdido”, “Sem esperança”, “Em busca de Cinderela”, “Talvez um dia”, “O lado feio do amor”, “Confesse”, “Novembro, 9” e “É assim que acaba”. Ela mora no Texas com o marido e os três filhos. Visite-a em: ColleenHoover.com.

Editora BestSeller lança livro de menina que ficou conhecida por relatar no Twitter os horrores da guerra na Síria

Em “Querido mundo”, Bana Alabed, de 9 anos, conta junto com sua mãe Fatemah como a vida tranquila da família foi interrompida por anos de guerra civil 

Bana Alabed levava uma infância tranquila em Aleppo, na Síria, e gostava de tomar banho de piscina, brincar no balanço e ir ao mercado comprar gelatina. Até que, ainda com três anos, a guerra fez com que sua rotina mudasse e a menina se viu aprendendo a diferenciar tipos de bomba. “Aviões enormes voavam pelo céu e deixavam cair bombas por todos os lados, onde quer que lhes desse na cabeça. Às vezes um avião voava tão baixo que conseguíamos ver o piloto. Ele sabia que estava ferindo e matando pessoas? Devia saber, mas como ele podia fazer aquilo?”, se pergunta a menina no livro “Querido mundo”, que a Editora BestSeller lança em julho.

Na obra, Bana e sua mãe Fatemah relatam o dia a dia da guerra e como suas vidas foram impactadas por ela. A menina perdeu a escola, a melhor amiga, passou dias escondida com a família no porão de casa com poucos alimentos e água.  Ela inventava brincadeiras para distrair os irmãos mais novos e com um Ipad de segunda mão que seu pai comprou teve a ideia de pedir ajuda pelo Twitter. Foi assim que o apelo de Bana Alabed ganhou o mundo e foi capaz de mobilizar milhões de pessoas contra a guerra na Síria com a hashtag #StandwithAleppo.

“As pessoas que ajudavam a consertar o Wi-Fi sempre vinham ao nosso bairro para testar a conexão e se certificar de que os cabos estavam funcionando depois de um bombardeio. Elas diziam que era importante que eu continuasse a contar para o mundo o que estava acontecendo”, escreve Bana.

Bana e sua família tiveram uma sorte melhor do que milhares de famílias que foram exterminadas pela guerra. Eles foram levados em segurança para a Turquia, onde refazem suas vidas.

Trecho:

Muitas famílias como a minha não tiveram escolha senão deixar o país que amamos e ir para outros lugares onde somos refugiados. Algumas pessoas dizem que não querem refugiados no seu país. Elas querem que eles voltem para casa, embora eles não tenham mais uma casa. Ou então que vão para outro lugar, embora as pessoas desse “outro lugar” também não desejem acolhê-los. Mas as pessoas não podem ir para nenhum outro lugar. Se você não tivesse um país ou se seus pais ou filhos fossem mortos, o que você faria?Quando você vai para a casa de alguém na Síria, nós o acolhemos como se fosse da família e dividimos com você o que nós temos, como chá ou doces. É assim que eu gostaria que pudesse ser se uma pessoa fosse para o seu país, que você dividisse suas coisas com ela, a ajudasse e tentasse entender o que ela passou.

Bana Alabed nasceu em 2009 na cidade de Aleppo, Síria, e é conhecida mundialmente por seus tuítes feitos durante o cerco da cidade em 2016 e, posteriormente, por seus apelos por paz e pelo fim do conflito. Os tuítes revelavam uma visão extraordinária sobre os horrores do cotidiano na cidade — incluindo ataques aéreos, fome e risco de morte —, e conquistaram uma legião de admiradores. Quando crescer, Bana quer ser professora, assim como a mãe. Seu pai é advogado, e ela tem dois irmãos mais novos, Noor e Mohamed. Querido mundo é seu primeiro livro.

Autora de “A Barraca do Beijo” participa da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Beth Reekles virá pela primeira vez ao Brasil sentir o carinho dos fãs; livro de sucesso virou filme e ainda assim continua a conquistar os leitores adolescentes

ogilvystrip_148795_0_web.jpgCom apenas 23 anos, a escritora Beth Reekles já conquistou uma legião de fãs por todos os cantos do mundo. “A Barraca do Beijo”, publicado no Brasil pela editora Astral Cultural, foi sucesso noWattpad, com mais de 19 milhões de acessos e 40 mil comentários, venceu o Prêmio Watty de Ficção Adolescente Mais Popular e acabou até virando filme. Beth participa da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) no dia 05 de agosto, às 11h, na Arena Cultural BIC®, em um bate-papo aberto com o público.

O livro conta a história de Elle Evans, uma garota bastante popular e querida na escola. Tudo na sua vida parece ser perfeito ao lado de Lee Flynn, seu melhor amigo e quase irmão. Porém, Elle tem um problema: nunca beijou ninguém! Sua vida vira de pernas para o ar quando ela e Lee têm a brilhante ideia de fazer uma barraca do beijo no festival da escola. O que deveria servir apenas para arrecadar dinheiro para uma causa social e movimentar o evento escolar, torna-se um marco na vida de Elle: seu primeiro beijo.

Mas não pense que foi qualquer primeiro beijo: foi com Noah Flynn, o bad boy da escola e crusheterno de Elle. O único problema se dá ao fato de Noah ser o irmão mais velho de Lee. O que parecia impossível torna-se realidade e agora, a garota precisará decidir entre viver uma paixão proibida (e escondida) com seu paquera ou abrir o jogo de uma vez por todas com seu melhor amigo e colocar tudo a perder.

Sucesso entre os leitores, Ana Beatriz Brandão lança novo livro pela Verus

image003.jpgUm dos nomes da nova geração da literatura, Ana Beatriz Brandão lança este mês “Sob a luz da escuridão” pela Verus. Depois de dois romances que arrancaram lágrimas dos leitores, a autora explora agora um universo mais sombrio, um mundo pós-apocalíptico que foi marcado por guerras nucleares. Novas espécies foram criadas, parte da população tem dons especiais, mas a luta pela sobrevivência permanece.  Dos romances contemporâneos até uma saga distópica, passando pela fantasia – gênero dos primeiros livros de Ana Beatriz publicados – a autora mostra sua versatilidade e se firma no cenário nacional.

“Desafiar a mim mesma com gêneros e assuntos novos é uma das minhas coisas preferidas na hora de escrever. É muito bom descobrir o que se consegue fazer com possibilidades diferentes, e muitas vezes, você acaba se identificando com um gênero que nunca pensou que fosse escrever! Se desafiar sempre, esse é meu lema.”, diz Ana Beatriz.

Quando um poderoso ditador tomou o poder e se uniu a outros países, a democracia foi colocada em xeque. Rico, dono de uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo, ele tinha dinheiro o suficiente para ter o que quisesse (e quem quisesse). Com o tempo, começou a perseguir pessoas por religiões, etnias, idades, e o mundo entrou em colapso. Nesse universo pós-apocalíptico que conseguiu se manter, ainda que em frangalhos, depois das Terceira e Quarta Guerras Mundiais, vivem Lolli e Jazz. Elas são metacromos, o que significa que possuem poderes extraordinários, desenvolvidos graças a mutações do DNA humano diante da radiação das bombas nucleares das grandes guerras.

Por um tempo, elas foram mantidas presas no Instituto, conhecido por capturar aqueles que apresentam poderes. Mas, uma vez resgatadas do local, elas buscam respostas sobre suas origens enquanto lutam para sobreviver. Não muito longe dali, Evan, um vampiro milenar, lidera com mãos de ferro uma das mais poderosas áreas do planeta. Mas quando, por obra do destino, ele reencontra Lolli, que por muito tempo pensou estar morta, tudo desmorona e o vampiro é obrigado a enfrentar o passado e os seus sentimentos pela sua antiga parceira de combates.

Ana Beatriz Brandão descobriu cedo que contar histórias era sua paixão e desde então não parou mais. Agora, aos 18 anos, é uma das autoras mais novas da Verus e já assinou contrato para adaptar seus dois primeiros livros. Um filme baseado em “O garoto do cachecol vermelho” e “A garota das sapatilhas brancas” está em fase de pré-produção pela JCG Filmes.

A autora também estará na Bienal do Livro de São Paulo. No dia 5 de agosto ela divide uma mesa de bate-papo com as também autoras do Grupo Editorial Record, Carina Rissi e Laura Conrado e, no dia 11 de agosto, autografa no estande da editora.

Sobre a autora:

Ana Beatriz Brandão sempre sonhou em viver em um mundo cercado de magia.  Pela Verus a autora já lançou “O garoto do cachecol vermelho” e “A garota das sapatilhas brancas”.