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BEST-SELLER DE CARA NOVA

”No mundo da Luna”, de Carina Rissi, ganha novo projeto gráfico e conto que ficou de fora da história original. A autora já vendeu mais de 500 mil exemplares, tem livros publicados em 12 países e projetos em andamento para adaptação cinematográfica de seus dois maiores sucessos “Perdida” e “Procura-se um marido”

download.pngDuas mulheres que amam escrever e que sonhavam em seguir carreira no jornalismo. Uma, em um golpe de sorte, conseguiu uma vaga temporária na coluna de horóscopo de um jornal. A outra lançou um livro de forma independente e virou best-seller nacional. Essa é a diferença entre Carina Rissi e Luna Braga, protagonista de “No mundo da Luna”, livro que já vendeu mais de 50 mil exemplares e, neste mês de novembro, ganha edição com nova capa e com o conto exclusivo “A entrevista”, que mostra como a personagem conseguiu a tão sonhada vaga de emprego na Fatos & Furos.

Luna sempre sonhou em escrever em um grande jornal, mas o mais perto disso que conseguiu foi o trabalho de recepcionista na Fatos&Furos, cujo redator-chefe é ninguém menos que Dante Montini, referência quando o assunto é jornalismo.

Quando a responsável pela coluna do horóscopo avisa que aceitou a proposta de outro veículo, Dante fica furioso, mas precisa arranjar alguém que possa cobri-la com urgência. O jeito foi colocar Luna temporariamente no setor. Além de recém-formada em jornalismo, ela é neta de cigana, mas não acredita em nada de misticismo. Desesperada para se manter na coluna, Luna compra um baralho “mágico” em uma loja esotérica qualquer, sorteia uma carta por dia e inventa a sorte de cada signo baseado no que ela acha que a imagem pode significar. Por algum motivo que talvez só os astros possam explicar, a coluna vira um sucesso estrondoso e, surpreendentemente, Luna parece acertar todas as previsões que escreve. Mesmo assim, ela continua cética quanto à veracidade da astrologia.

A vida de Luna segue em frente para além de sua coluna de horóscopos. Quando marca um encontro com um fotógrafo, mas leva um bolo, Luna acaba esbarrando com Dante, seu chefe. No dia seguinte, ela tenta se convencer de que dormir com o chefe foi um erro que nunca mais voltará a se repetir. Mas ela e Dante se encontram muitas outras vezes. E nessa disputa, sem saber se se amam ou se odeiam, a única verdade é que eles não conseguem mais ficar longe um do outro.

Fenômeno na literatura nacional e consagrada como referência do gênero chick lit, Carina Rissi não coleciona apenas fãs – que só no Instagram são mais de 60 mil – mas recordes de venda. Seus livros já venderam cerca de 500 mil exemplares. Vinda da publicação independente, a escritora já tem 12 livros publicados e uma carreira internacional com traduções para Portugal, Rússia, Ucrânia e Itália.

CARINA RISSI NOS CINEMAS

“Perdida” é a série de maior sucesso de Carina Rissi e os fãs também poderão conferir a história de Ian, Sofia e Elisa nos cinemas. “Perdida- o filme” terá Carina Rissi como co-roteirista. O longa será produzido pela Filmland, mesma produtora de “O vendedor de sonhos”, em parceria com a Warner Bros.  Em 2016, os direitos cinematográficos de “Procura-se um marido” também foram adquiridos, desta vez pela Framboesa Filmes em parceria com a FOX.

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Fenômeno dos animes chega às livrarias

Inspirado no filme homônimo, your name., de Makoto Shinkai, narra a vida de uma jovem do interior do Japão que faria qualquer coisa para conhecer Tóquio

image004.jpgO ditado “cuidado com o que deseja” se encaixa perfeitamente na trama de Your name., animação japonesa que virou fenômeno mundial, faturou dezenas de prêmios, como o Japan Awards e o 42° Prêmio da Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, e, em outubro, ganha também as livrarias brasileiras pela Verus. Isso porque Mitsuha é uma jovem que mora no interior do Japão, mas faria qualquer coisa para conhecer Tóquio. Sua cidade é tão pequena que está fora da área de previsão do tempo e mal é reconhecida pelo Google Maps. Não há nenhuma livraria, dentista ou McDonald’s. Durante uma visita ao templo, Mitsuha desabafa sua insatisfação em morar no vilarejo e afirma que “preferia ser um cara bonito em Tóquio na próxima vida”. De certa forma ela consegue o que queria.

Em um sonho estranho, a garota acorda no corpo de um rapaz desconhecido e vive aquele dia como ele pelas ruas de Tóquio, o que significa correr para o colégio, fazer social com os amigos que ela nem sabe o nome, e depois ir para o trabalho em um restaurante de massas. É assim que ela percebe o quanto o ritmo da vida na cidade pode ser diferente do que ela está acostumada a viver quilômetros dali.

Mas Mitsuha não é a única a ter esse sonho tão vívido. Bem longe do dia-a-dia no campo, Taki, um adolescente da capital japonesa, também passou por situação semelhante. No caso do rapaz, ele sonhou que era uma garota de uma cidade nas montanhas. Esse é só começo da história de dois jovens compartilhando corpos, relacionamentos e vidas. Eles não sabem como esse fenômeno acontece, mas Taki e Mitsuha estão intrinsecamente ligados.

Your name. traça uma linha tênue entre o sobrenatural e a realidade, conforme acompanha as inquietações dos protagonistas que estão determinados a fazer parte da vida um do outro. O livro já vendeu mais de 3,4 milhões de exemplares e teve os direitos vendidos para 13 países. O anime esta disponível na Netflix.

Nascido em Nagano, no Japão, em 1973, Makoto Shinkai despontou no mundo da animação em 2002, com o curta Vozes de uma estrela distante, que ele produziu praticamente sozinho. Your name., sua animação mais recente, foi sucesso de crítica e público e se tornou o anime de maior bilheteria da história do Japão. Este romance foi escrito durante a produção do filme de mesmo título.

#EuAchoQueVocêÉMuitoDoidoSim

A artista sensação do Instagram, Nath Araújo ensina como ser você mesmo em obra publicada pela Editora Planeta

Se parar para analisar todas as suas vontades e ideias mais secretas, por exemplo, gostar de leite com manga (isso pode dar muito ruim!), achar que a vida se resolve com um GIF da Gretchen, tentar enganar a própria sombra e até tentar mover objetos com a mente, certamente vai chegar à conclusão de que sua vida, e talvez você, sejam na verdade muitos loucos. E também: muito normais!

Fato é: todo mundo é um pouco “estranho” e todos nós gostaríamos de ser bizarros do nosso jeitinho. Mas como?

Pensando nisso, a Nath Araújo, mineira que virou febre na internet com as séries de desenhos “Quem é você no Instagram” e “Zodíaco da Nanaths”, e conquistou seguidores como, Bruna Marquezine, Grazi Massafera, Maria Casadevall e Manu Gavassi, resolveu ilustrar vontades, angustias e situações pelas quais as novas gerações passam em “Eu acho que você é meio doido, sim”. Publicada pelo selo Outro Planeta, da Editora Planeta, a obra contém tirinhas e ilustrações sobre esquisitice, ansiedade, autoestima e amor-próprio; testes e relatos pessoais da autora que ensina como um meme da Gretchen é capaz de resolver tudo!

Com mais de 400 mil fãs e muito bom humor a jovem que vê seus textos e desenhos viralizarem com frequência abordando questões existenciais de forma poética, sarcástica, divertida e lúdica, agora traz também para a literatura sua irreverência. Com uma linguagem bem moderna, Nath elaborou um mix de textos, ilustrações e reflexões que acabam por abrir mais um pouco do mundo e da intimidade da artista para os seus fãs e leitores com o objetivo de fazer com que eles mantenham sempre sua essência. Ela ainda garante que para sonhar é preciso pensar fora da caixinha, sim. E não adianta questionar se seus sonhos são muito doidos e sim se você é muito louca (o) para concretizá-los.

Do e-book para o papel

Depois de figurar entre os 100 e-books mais vendidos da Amazon, a escritura Raiza Varella lança “Caçadora de estrelas” pela Verus

image005.jpgAs vidas de dois melhores amigos de infância convergem em uma história de amor e resiliência no romance de estreia de Raiza Varella na Verus. Em Caçadora de estrelas, que chega às livrarias em outubro, a autora questiona sobre individualismo e mostra que, na busca pela estrela que nos completa, é necessário se descobrir primeiro.

Eva tem o dom de atrair problemas e caras errados. Não necessariamente nessa ordem. Ela já teve até namorado que a largou para fugir com o circo. No seu relacionamento mais recente, Eva se mudou para Londres com o namorado que prometeu uma vida muito melhor do que a que ela tinha em São Paulo. Chegando à terra da rainha, o emprego do namorado não era tão maravilhoso assim, as gorjetas de Eva mal cobriam as contas e, para completar, ela ainda pegou o namorado na cama… com outro!

Não existe adjetivo que defina melhor Eva que: determinada. E assim como ela não pensou duas vezes em largar a sua família, com apenas um bilhete de despedida, antes de se aventurar pelo velho continente, ela também não precisa de muito para juntar suas coisas e partir no primeiro voo para São Paulo.

De volta para casa, mas não sem antes ter passado vergonha no avião com um desconhecido após um ataque de pânico durante uma turbulência, Eva descobre que a sua antiga vida está de pernas para o ar. Seu pai não só se casou sem ela saber como uma das filhas da madrasta é a atual namorada do seu melhor amigo! E por falar em Gabriel, ele roubou o seu gato e parou de falar com ela desde o seu retorno. Eles são melhores amigos de infância e sempre estiveram presentes em todos os momentos da vida do outro. Gabriel era aquele que recolhia os cacos do coração de Eva, decepção após decepção amorosa. Mas há um tempo ele não a via apenas como uma amiga. Foi fácil transformar a amizade em algo mais, mas Eva nunca percebeu. E ele estava mantendo esse sentimento bem trancado, principalmente depois de Eva ter ido para Londres, mas agora que ela está de volta, esse sentimento vem à tona.

A história vai se desenvolvendo com a readaptação de Eva à rotina em sua casa, permeada de algumas reviravoltas do destino, nem todas boas. Com narrativas intercaladas entre Gabriel e Eva, Raiza escreve um romance capaz de emocionar os leitores.

Raiza Varella é apaixonada por livros, animais e séries de tv quase tanto quanto por fast-food e finais felizes… quase! Ela se aventurou pela primeira vez no mundo da escrita com uma trilogia romântica com um toque de conto de fadas e agora publica seu primeiro romance pela Verus. Formada em direito e fissurada por amores impossíveis, durante o dia mora em São Paulo com o marido, o filho, um cão e uma gata cheios de personalidade. À noite se muda para onde suas histórias a levam.

 

Galera lança oitavo livro da série inspirada em “The walking dead”, com direito a personagem brasileiro

image005.jpgSucesso em diferentes frentes – nos quadrinhos, em duas séries de TV, nos livros, em games e webséries – a franquia “The walking dead” ganha mais um lançamento em outubro com a publicação de “Retorno para Woodbury”. É o oitavo título literário inspirado na HQ de Robert Kirkman e o terceiro da série que começou com “Declínio”, publicado no início de 2015.

Na trama, o grupo liderado por Lilly Caul parece ter encontrado um lugar minimamente seguro e equipado para viver, numa enorme loja de departamentos em Atlanta. Mas Lilly ainda sonha em retomar Woodbury, um lugar que para ela significa, mais do que uma casa, a possibilidade de ter uma vida normal. Assim, alguns dos sobreviventes seguem pelas estradas desertas rumo à pequena cidade, mas encontram errantes, assassinos e desastres naturais pelo caminho.

Em paralelo, conhecemos um novo vilão lunático obcecado por criar uma família perfeita e vemos o retorno de Ash, que havia desaparecido alguns livros atrás. A história ganha também um personagem brasileiro que, após fugir de helicóptero de uma ilha – numa sequência eletrizante que abre o livro, – junta-se  a um homem que busca a mulher raptada.

A franquia “The walking dead” tem milhões de fãs em todo o mundo: a série de TV é uma das mais assistidas da atualidade e a que tem alcance mais abrangente entre os espectadores. A nona temporada estreia lá fora e aqui no Brasil, pela Fox, no dia 7 de outubro.

A série de livros já vendeu mais de 700 mil exemplares apenas no Brasil. A primeira trilogia, com os títulos “A ascensão do Governador”, “O caminho para Woodbury” e “A queda do Governador” (este último dividido em duas partes), teve sua trama centrada na figura mítica do tirano Phillip Blake. Já a segunda série de livros, iniciada com “Declínio”, tem como protagonista a heroína Lilly Caul que, ao lado de um grupo de sobreviventes, tenha reconstruir Woodbury e transformá-la num lar tranquilo.

Jay Bonansinga escreveu livros de terror aclamados pela crítica, como “The Black Mariah”, finalista do Bram Stoker Award; e “Shattered”, finalista do International Thriller Writers Award. Também dirigiu um filme e escreveu livros de não-ficção. Escreveu todos os oito livros da série inspirada em The walking dead: os quatro primeiros em parceria com Robert Kirkman e, os seguintes, em voo solo.

Luta pela sobrevivência dos antepassados judeus

História de família da autora é o ponto de partida para romance ambientado na II Guerra

image005.jpgDurante toda a infância, a autora Georgia Hunter acreditava que o seu avô era um típico americano. A surpresa veio quando já estava no Ensino Médio, e precisou fazer um trabalho sobre a história de seus antepassados. Na época, o avô havia falecido há pouco tempo, mas sua avó contou que o marido, com quem fora casada por mais de cinquenta anos, estava entre os trezentos judeus poloneses que sobreviventes de Random, cidade onde moravam trinta mil judeus. Ele serviu de inspiração para Addy, um dos personagens de “Somos os que tiveram sorte”.

O livro relata a mudança na vida da família Kurc com a chegada das tropas nazistas.  Os patriarcas Sol  e Nechuma, que eram prósperos comerciantes, se veêm obrigados a mudar o estilo de vida.  Os judeus começam a ser mal vistos na cidade e sair de casa se torna perigoso. Muitas lojas de donos judeus fecham as portas. Enquanto os filhos mais velhos são convocados para o exército, outros vão para campos de trabalho forçado ou tentam se esconder com documentos falsos. Cada um em sua própria luta pela resistência suportando as dores da opressão, mas na esperança de um dia voltarem a se encontrar.

Addy morava em Paris antes de a guerra começar. Quando os conflitos estouram na Polônia, ele é impedido de sair da capital francesa, até que consegue fugir para o Brasil em um navio.  E é no Rio de Janeiro que, após uma década, ele reencontra a sua família.

“Somos os que tiveram sorte”, livro de estreia de Georgia Hunter, vai dos clubes de jazz parisienses aos campos de concentração poloneses e aos gulags siberianos para mostrar que, mesmo durante o momento mais sombrio do século XX, é possível encontrar uma maneira de sobreviver e até de triunfar.

Georgia Hunter mora em Connecticut com o marido e os dois filhos.

 

Novo romance de Brittainy C. Cherry chega às livrarias pela Galera Record

image004.jpgBastou as aulas começarem para Aria e Levi aprenderem que uma decisão pode mudar totalmente o curso da vida. Aria, por exemplo, não é mais a garota invisivel do colégio. Depois que descobre que está grávida aos 16 anos, de uma hora para outra ela vira o assunto dos corredores. Mas a verdade é que ela está aterrorizada com a ideia de ser mãe e nunca se sentiu tão sozinha.

Já Levi se mudou para a cidade para morar com o pai e tentar estreitar a sua relação com ele. Na prática, essa ideia acaba se mostrando nada animadora. No colégio, ele vira o garoto popular. O problema é que Levi não tem nada em comum com essa gente,  ele nunca esteve interessado em bebidas, festas ou relacionamentos de apenas um dia. Não importa quantas pessoas o rodeiem, Levi só quer a atenção de Aria.

“Arte & alma”, que chega às livrarias este mês pela Galera Record, é a história de dois adolescentes passando por momentos difíceis e que, sem querer, encontram um no outro alguém que compreenda o que estão passando. Quando estão juntos eles compartilham seus medos e incertezas. Apaixonar-se, definitivamente, não era o plano, mas às vezes é difícil resistir quando alguém parece entender tão bem o que você está sentindo.

Brittainy C. Cherry é formada em artes cênicas, com especialização em escrita criativa pela Carroll University, em Wisconsin.

Dois thrillers chegam às livrarias pelo Grupo Editorial Record esta semana

image006.jpgA jornalista Jane Corry passou três anos dando aulas de escrita criativa em uma penitenciária masculina na Inglaterra. A experiência serviu de inspiração para “A mulher do meu marido”, thriller que chega às livrarias pela Record no fim de setembro.  No começo da trama, Lily é uma advogada em início de carreira que precisa lidar com o novo marido e sua péssima fase profissional, além de um cliente condenado pelo assassinato da namorada – e que desperta sua atração. Em paralelo, Carla, a vizinha de 9 anos do casal, vive uma vida de restrições finaceiras e bullying na escola, e acaba se afeiçoando a Lily e ao marido. Quando, dez anos depois, as duas se reencontram – Lily já uma advogada bem-sucedida e Carla uma jovem e bela mulher – uma série de acontecimentos vêm à tona, e o desfecho trágico é surpreendente. Best-seller internacional, “A mulher do meu marido” já teve seus direitos audiovisuais vendidos e será transformado em série de TV.

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Um instante de distração transformou a vida de Lisa Kallisto num pesadelo. Mãe de três filhos, ela vê sua vida virar de cabeça pra baixo quando a filha de sua melhor amiga desaparece, justo quando estava sob sua responsabilidade. Devastada pela culpa e responsabilizada pela família da garota, Lisa tenta descobrir o que aconteceu. Na medida em que vai desvendando os mistérios sobre o desaparecimento da menina, ela percebe que as pessoas a sua volta não são bem quem aparentam. E, para piorar, o sumiço da filha de sua amiga não foi o primeiro a acontecer na região. “Que tipo de mãe é você?”  chega às livrarias neste mês de setembro.

Jane Corry é jornalista, já atuou como orientadora de escrita criativa na Universidade de Oxford e escreveu para veículos como Times e The Daily Telegraph. Atualmente, ministra um curso de escrita em Devon e participa de festivais literários ao redor do mundo. “A mulher do meu marido” é seu romance de estreia.

Paula Daly é autora de quatro romances. Já foi publicada em 15 países e selecionada para a Adaga de Ouro da Associação de Escritores de Crime da Inglaterra. Ela nasceu em Lancashire e vive em Lake District com o marido e os filhos. Twitter: @pauladalyauthor

Record lança nova edição de “O imbecil coletivo”, de Olavo de Carvalho

image003.jpgMais de duas décadas após o seu lançamento, o clássico de Olavo de Carvalho “O imbecil coletivo”, chega às livrarias pela primeira vez com o selo da Record e em volume único.  No livro, o autor faz uma reflexão sobre aquilo que acredita ser o fenômeno da decadência intelectual do Brasil, apresentando exemplos e as implicações do que seria esse mal.

A aguardada reedição, deste que é considerado um dos livros mais populares e de maior repercussão do autor, chegou ao primeiro lugar na pré-venda da Amazon na categoria ‘Comentários Políticos e Opinião’. O autor já é um best-seller pela editora: “O mínimo que você precisa para não ser um idiota”, também lançado pela Record, já vendeu mais de 200 mil exemplares.

Olavo de Carvalho é filósofo, escritor, jornalista e conferencista, nascido em Campinas. É uma das principais referências do pensamento conservador brasileiro. Trabalhou como jornalista para veículos como Jornal da Tarde e A Gazeta, e como colunista para periódicos como O Globo, Folha de São Paulo e Zero Hora. Além de escrever, hoje ministra cursos de filosofia e palestras.

Remodelando a galáxia com toques de caos e ironia, Kurt Vonnegut transforma o livre-arbítrio em uma grande piada sem graça

No livro As Sereias de Titã, lançado este mês pela editora Aleph, o autor de Cama de Gato nos transporta para um universo tragicômico no qual marcianos, viagens interdimensionais e religiões teatrais fazem tanto sentido quanto a própria gravidade

5a0cbcee-c42e-4882-a9e1-8c42e2f9e282Em um mundo tão caótico quanto o nosso, cada passo em falso pode significar, literalmente, o fim de tudo. Por exemplo, basta que a pessoa errada aperte o botão certo para que tudo vá para os ares. Assim, explorar elementos naturais à nossa já tão conturbada realidade, com mais caos e desordem, parece uma tarefa complexa entre os contadores de histórias. Ao menos para a maioria deles. Pois para o escritor norte-americano Kurt Vonnegut, nomeado profeta da danação, essa tarefa se assemelha a um belo passeio no parque em um domingo de manhã. E As Sereias de Titã, romance lançado este mês pela editora Aleph, é a prova incontestável dessa curiosa relação.

Publicado originalmente em 1959 e fonte de inspiração para o clássico O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, a obra narra a jornada interplanetária do excêntrico milionário Malachi Costant, protagonista de uma louca profecia que não apenas o faz conhecer os pontos mais “diferentes” do Sistema Solar, como também o coloca no centro de uma cadeia de acontecimentos que desafia a lógica, tradições religiosas, disciplina militar e o bom senso. Isso fica ainda mais claro quando somos apresentados ao exército de Marte, às criaturas primitivas de Mercúrio, ao infundíbulo cronossinclástico (espécie de buraco de minhoca criado por Vonnegut) e às famosas sereias que vivem na maior lua de Saturno, Titã.

Percebeu? Construindo sua história sob diferentes temas, camadas e estruturas, Vonnegut primeiro cria o caos para dele extrair, depois, uma das mais divertidas e criativas histórias da ficção científica. O autor de Cama de Gato (também publicado pela Aleph) usa ironia e humor ácido, seus grandes aliados, para questionar temas polêmicos (como fanatismo religioso e sociedades militarizadas), sem a necessidade de apresentá-los com seriedade. Na sua escrita, os elementos tornam-se caricatos, exagerados, expressões dos vícios humanos. Ele elucida uma santidade há muito tempo corrompida.

Entre subtramas que abordam a amizade, o amor e a busca por um sentido na vida, As Sereias de Titã também subverte os livros de autoajuda ao ter como resultado desse “caos organizado” uma das mais caricatas e geniais narrativas sobre o poder de escolha do homem. Somos livres para decidir o nosso destino ou tudo já está planejado? Para Vonnegut, as duas opções são a resposta para a mesma pergunta, em um mundo no qual não existem soluções. E embora não pareça, isso faz todo o sentido dentro da lógica do escritor.

Em resumo, o livro agrada gregos e troianos, mesmo que personificado como um cavalo de madeira já ardendo em chamas. Uma das obras mais expressivas de Kurt Vonnegut, inspiração para clássicos do gênero e hoje referenciada por sucessos contemporâneos (como a série Westworld), As Sereias de Titã se alimenta da desordem para colocar a galáxia em uma excêntrica sincronia na qual ficção científica e realidade se confundem e se complementam. Nela, tudo foi para os ares graças à pessoa e ao botão certos.

SOBRE O AUTOR
Kurt Vonnegut nasceu em 1922 no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Ainda jovem, se alistou no exército e lutou na Segunda Guerra Mundial, onde presenciou bombardeios e até foi feito prisioneiro pelos alemães. Depois de voltar para os Estados Unidos, dedicou-se à literatura e, ao longo de mais de 40 anos, publicou 14 romances e diversos contos, peças de teatro e contos de não ficção. Entre seus romances mais famosos estãoCama de Gato, já publicado pela Aleph, e o best-seller Matadouro 5. Faleceu em­­ 2007.

As Sereias de Titã
Autor: Kurt Vonnegut
Tradutor: Livia Koeppl
Páginas: 304 páginas
Preço: R$ 46,90