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“SEU ESPIÃO”, ÁLBUM DE ESTREIA DO KID ABELHA, COMEMORA 35 ANOS

Considerado um projeto de hits, gravação inclui “Pintura Íntima”, primeiro single da banda, e “Como Eu Quero”, incluída no último momento

“Seu Espião” é o álbum de estreia da banda brasileira Kid Abelha, lançado em fevereiro de 1984, e grande sucesso no cenário do pop nacional, o projeto é composto praticamente só de hits. Responsável por vender cerca de 150 mil cópias e ganhar disco de ouro, o álbum elevou a banda ao patamar de uma das mais importantes do cenário pop nacional até os dias de hoje.

Gravado no Estúdio Never Cry, localizado no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, e masterizado nos Estúdios Transamérica, o álbum foi o primeiro trabalho do Kid Abelha (na época com o nome Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens) lançado logo após a assinatura da banda com a Warner Music Brasil.

“Seu Espião” comemora 35 anos. (Foto: Divulgação)

O projeto foi produzido por Liminha, famoso por trabalhar com Lulu Santos e Gilberto Gil, e ficou conhecido por ser ritmicamente variado, abordar o romantismo ingênuo, adolescência, rebeldia, monotonia do mundo adulto, a relação entre fã e ídolo e o feminismo já anunciado por Paula Toller.

A hoje aclamada faixa “Pintura Íntima” foi eleita o primeiro single do álbum e da carreira da banda. Poucos sabem, mas, “Como Eu Quero” foi colocada no álbum pouco antes da finalização do projeto, sendo uma das faixas descartadas por Liminha pouco antes, porém adicionada novamente por Paula Toller e Leoni.

Apesar do sucesso comercial, “Seu Espião” recebeu, na época, muitas críticas negativas. Ainda assim, continua como sendo um dos grandes clássicos da história do pop brasileiro, e neste fevereiro de 2019 comemora 35 anos de sucesso.

Editora Record lança nova edição de “O que é o amor”, da escritora e psicanalista Betty Milan

Livro volta às prateleiras 35 anos após seu lançamento

Publicado pela primeira vez em 1983, “O que é o amor”, de Betty Milan, relata e interpreta a vivência deste sentimento em suas diversas formas, povos, lendas e costumes. A obra volta agora às livrarias pela Record com nova introdução e projeto gráfico.

Dividido em quatro partes – “A paixão do amor”, “Os dizeres”, “O amor hoje” e “A paixão do brincar”, o livro examina os dizeres amorosos e suas contradições, retomando clássicos de Platão, Shakespeare e Dante. A miscelânea de textos que compõem o livro revela a dificuldade de “capturar” este sentimento e apresentá-lo de forma objetiva.

“Digo no livro que o amor é um enigma e não há como fisgá-lo numa ou noutra definição. Nós seres humanos escapamos à nossa condição inventando e reinventando o amor. A ponto de fazer de todo amante um marinheiro de primeira viagem”, afirma a autora em entrevista ao blog da Record.

A visão de Betty sobre o amor não mudou desde o lançamento do livro na década de  1980. Para ela, ele é eterno e será sempre moderno porque faz imaginar e permite sonhar acordado. Mesmo em tempos de amor livre, poliamor e relacionamentos abertos, ela acredita que o casamento não passa por uma crise. “O adultério está sempre no horizonte do casamento. Mas nem por isso ele é uma instituição falida”, completa.

Um dos capítulos de “O que é o amor” foi adaptado para o teatro em 1994 com o título “Paixão”, em peça estrelada por Nathalia Timberg. A obra também inspirou uma exposição de frases, desenvolvida pelo arquiteto, designer e artista plástico Augusto Livio Malzoni.

“O que é o amor” chega às livrarias neste mês de junho pela Record.

Betty Milan é paulista, autora de romances, ensaios, crônicas e peças de teatro. Além de publicadas no Brasil, suas obras também circulam pela França, Espanha, Portugal, Argentina e China. Colaborou nos principais jornais brasileiros e foi colunista da Folha de S. Paulo, da Veja e da Veja.com. Trabalhou para o Parlamento Internacional dos Escritores, sediado em Estrasburgo, na França. Foi convidada de honra do Salão do Livro de Paris em 1998 e em 2015. Em 2014, representou a literatura brasileira contemporânea na Feira Internacional do Livro de Miami (EUA). Antes de se tornar escritora, formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo, especializou-se em psicanálise na França com Jacques Lacan e fundou o Colégio Freudiano do Rio de Janeiro.