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ALÉM DE “A CASA SOMBRIA”: OUTROS FILMES DE TERROR E SUSPENSE DA SEARCHLIGHT PICTURES

Filme de David Bruckner e estrelado por Rebecca Hal, em exibição nos cinemas, é mais um dos títulos que provam a excelência do estúdio nos gêneros

Dirigido por David Bruckner (O Ritual), A Casa Sombria – da Searchlight Pictures – está em cartaz nos cinemas e conta a história de Beth (Rebecca Hall), uma viúva que lida com a morte inesperada do marido e vive sozinha em uma casa à beira do lago que ele construiu. Quando passa a ter visões perturbadoras de uma presença na casa, a protagonista começa a vasculhar os pertences de seu marido, ansiando por respostas. O que ela descobre são segredos terríveis e um mistério que está determinada a resolver.

Fundada em 1994 como Fox Searchlight Pictures, a Searchlight Pictures hoje faz parte da The Walt Disney Studios. Seus títulos arrecadaram mais de US$ 5,3 bilhões em todo o mundo e acumularam mais de 100 prêmios, incluindo estatuetas do Globo de Ouro, do BAFTA e do Oscar. A Casa Sombria, que conquistou 86% no Rotten Tomatoes – site especializado que compila as principais críticas de filmes e séries – não é o primeiro, nem o último filme de terror e suspense da Searchlight Pictures. Confira, abaixo, outros longas que provam a excelência do estúdio nos gêneros – incluindo lançamentos futuros!

Extermínio – Os Dias Estão Contados (2002)

(Foto: divulgação)

Nesse filme dirigido por Danny Boyle e estrelado por Cillian Murphy, um vírus poderoso, que deixa as vítimas em um estado permanente de raiva assassina, transformou o mundo em uma terra aparentemente desolada e devastada. Agora, um pequeno grupo de sobreviventes deve lutar para se manterem vivos, sem saber que o pior ainda está por vir. O filme ganhou uma sequência, Extermínio 2, em 2007 – ambos disponíveis no Star+.

REC (2007)

(Foto: divulgação)

REC é o primeiro de uma franquia de quatro filmes no estilo found footage, subgênero do terror que passa uma ideia documental, com elementos que criam um clima realista. No filme, um repórter de televisão e um cinegrafista acompanham uma equipe de emergência para um prédio escuro, ficando presos dentro de algo assustador. O filme espanhol foi muito bem recebido pelos críticos, com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, e recebeu prêmios na época, como Prêmio de Melhor Filme do Fantasporto (Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto) em 2008 e Melhor Indie/Produção Estrangeira no Reaper Award 2009.

Cisne Negro (2010)

(Foto: divulgação)

Assim como A Casa Sombria, o clássico Cisne Negro se encaixa no gênero de suspense psicológico. No filme de Darren Aronofsky, Natalie Portman vive uma bailarina que luta para manter sua sanidade mental durante o maior desafio de sua carreira: interpretar a Rainha Cisne em uma adaptação de “O Lago dos Cisnes”. Ela é instigada ao máximo por seu determinado diretor artístico e ameaçada por uma sedutora bailarina rival.

O filme, que está atualmente disponível no Star+, recebeu 257 indicações e 92 vitórias a diversos prêmios, incluindo cinco indicações ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Atriz – em que Natalie Portman venceu a categoria, assim como em muitos outros prêmios, como nos Prêmios Globo de Ouro, Screen Actors Guild e BAFTA. Além disso, Cisne Negro foi a quinta produção de terror a ser nomeada na categoria de Melhor Filme, depois de O Exorcista (1973), Tubarão (1975), O Silêncio dos Inocentes (1991) e O Sexto Sentido (1999).

Casamento Sangrento (2019)

(Foto: divulgação)

Também disponível no Star+, o filme é protagonizado por Samara Weaving e acompanha uma noite de núpcias que toma um rumo sinistro quando os sogros da noiva a obrigam a participar de um jogo aterrorizante.

Espíritos Obscuros (2021)

(Foto: divulgação)

No dia 28 de outubro, estreia nos cinemas nacionais Espíritos Obscuros, filme dirigido por Scott Cooper (Coração LoucoTudo por Justiça) e produzido pelo aclamado Guillermo Del Toro (A Forma da ÁguaO Labirinto do Fauno). Na trama, uma professora (Keri Russel) da cidadezinha do Oregon e seu irmão (Jesse Plemons), o xerife local, descobrem que um jovem estudante (Jeremy T. Thomas) está abrigando uma criatura sobrenatural.

‘A Casa Sombria’ – Terror “água com açúcar”

Protagonizado por Rebecca Hall, longa decepciona fãs do gênero

Por Antonio Lemos

(foto: divulgação)

Assistindo ao trailer, dava para imaginar que ‘A Casa Sombria’ iria prender e assustar os fãs do gênero terror. Nada feito. Apesar do nome, o longa não tem nada de assustador, e nem a boa atuação de Rebecca Hall – de ‘Godzilla vs Kong’, ‘Iron Man 3’, entre outros – foi capaz de segurar a produção de David Bruckner durante quase 110 minutos de duração.

Na trama, Beth (Hall) está em processo de luto por conta do suicídio inesperado do marido, Owen (Evan Jonigkeit). Segundo a personagem, eles estavam juntos há 14 anos. Ela tenta o melhor que pode para se manter bem, mas acaba tendo dificuldades por conta de sonhos e visões perturbadoras de uma presença na casa construída pelo casal em frente a um rio e afastado de tudo.

Em determinado momento, a protagonista começa a descobrir que o doce e gentil Owen não tinha nada de bonzinho. Ele esconde segredos obscuros – desde livros, estátuas, que parece àqueles bonecos de vudu e mulheres parecidas com a personagem, dando a crer que havia um relacionamento fora do casamento -, todos pertinentes à aparição de uma sinistra casa invertida do outro lado de um lago, que espelha a própria residência que moram.

Geralmente vimos em filmes de suspense/terror aquele ator/atriz principal fazer de tudo para solucionar o mistério. ‘A Casa Sombria’ é ao contrário. Bruckner consegue deixar o espectador tanto quanto confuso com Hall, que, quando imaginamos que o negócio é real, na verdade, é um dos ‘trocentos’ sonhos durante as noites de sono.

As duas partes usa altas doses de mistério e referências ao obscurantismo e macabro, porém, quando chega a reta final, o filme começa a criar aquele potencial de te enganar quando você acha que tem todas as respostas possíveis e um verdadeiro desfecho. O filme esquece todo o clima de terror psicológico e suspense, abusa dos clichês com o duelo do “ser humano do bem contra o espírito do mal” e dá uma solução bem “água com açúcar” com o desfecho da protagonista.

A conclusão deixa a desejar. Primeiro, deixa em aberto se teria alguma continuação, depois, pelo fato de contradizer com o próprio enredo. Por fim, o luto é romantizado e subjetivizado sobre aceitação da perda, que soa mais engraçada do que profundo. Além disso, o lado obscuro de Owen deixa um verdadeiro buraco. Afinal de contas: o que motivaria o personagem de Jonigkeit a fazer tudo isso?

‘A Casa Sombria’ não entrega o que vendeu nos trailers, sem uma conclusão digna e nem o ato final que mudou o tom do longa. Bruckner foca mais na atuação de Hall para entregar uma trama focada no luto e na aceitação da perda. Se procura terror, espíritos e suspense, o filme, que estreiou nesta quinta-feira (23), não é indicado.