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Record lança edição oficial do diário de Anne Frank em quadrinhos

image004 (2).jpgUma das principais obras do século XX, “O diário de Anne Frank” até hoje emociona leitores no mundo inteiro e não sai das listas de livros mais vendidos no Brasil. Agora, 70 anos após sua primeira publicação, o diário chega pela primeira vez às livrarias em formato de quadrinhos.

O texto foi adaptado pelo roteirista e cineasta Ari Folman e pelo ilustrador David Polonsky. Os dois são também o time por trás de “Valsa com Bashir”, HQ que deu origem ao filme de animação homônimo indicado ao Oscar. “O diário de Anne Frank em quadrinhos” será lançado em cerca de 50 países e, aqui no Brasil, chega às livrarias no início de outubro. A Record é a editora brasileira de “O diário de Anne Frank”, e agora também de sua única versão oficial em quadrinhos.

No diário – que ela trata como uma amiga e chama carinhosamente de Kitty –, Anne narra o cotidiano de sua família, que tenta se esconder do regime nazista em meio à Segunda Guerra Mundial; faz observações que vão do engraçado ao profundo sobre o mundo ao seu redor; e reproduz os conflitos clássicos de uma adolescente, com direito à primeira paixão e às brigas com a irmã, por exemplo. A transformação para o formato em quadrinhos não foi fácil e, em nota no fim da edição, os autores comentam algumas de suas escolhas, como a decisão de reproduzir páginas inteiras e inalteradas de texto quando julgassem necessário; e de transformar os períodos de depressão e desespero de Anne em cenas fantásticas ou com aura de sonho.

Além de ter se tornado um grande símbolo de resistência ao Holocausto e de ter ajudado a popularizar, ao longo de 70 anos, uma história que não deve ser esquecida, Anne era também uma escritora talentosa, e a versão em HQ de seu diário realça alguns dos melhores momentos de sua escrita. “Pareceu-me inconcebível que uma garota de 13 anos fosse capaz de um olhar tão maduro, poético e lírico sobre o mundo à sua volta e traduzisse o que via em registros concisos e questionadores, transbordando de compaixão e humor, com um grau de autoconsciência que eu raramente encontrei no mundo adulto, muito menos entre crianças”, escreve Ari Folman na nota dos autores.

No Brasil, a versão definitiva de “O diário de Anne Frank”, autorizada por Otto Frank e publicada pela Record, já vendeu quase 1 milhão de exemplares.

“Uma iniciativa da Fundação Anne Frank, com quem a Record trabalha em parceria exclusiva desde a década de setenta, quando Otto Frank em pessoa assinou conosco o contrato de edição em português da versão editada por ele das memórias da filha, ‘O diário de Anne Frank em quadrinhos’ é um acréscimo valioso ao nosso esforço conjunto de divulgação dessa emocionante história, que deve ser lida por todos, e nunca esquecida. A edição em quadrinhos vem atender à demanda por um formato e uma linguagem com maior apelo entre os mais jovens, e será uma nova porta de entrada para se conhecer o texto de Anne Frank”, descreve Renata Pettengil, editora-executiva da Record.

Record lança, em 2017, a obra completa de Anne Frank e uma versão em quadrinhos do diário

Inédito no Brasil, “Complete works” terá tradução feita diretamente do holandês. Já “O diário de Anne Frank em quadrinhos” será lançado simultaneamente em vários países

Anne Frank terá livro lançado em 2017. (Foto: Divulgação)
Anne Frank terá livro lançado em 2017. (Foto: Divulgação)

A Record vai publicar em 2017 o livro “Complete works”, de Anne Frank, com todas as versões do diário escrito pela menina. Inédito no Brasil, o título reúne tanto os textos originais e incompletos de Anne quanto a versão final do diário editada por seu pai, Otto Frank, e por Mirjam Pressler. O “Complete works” será traduzido diretamente do holandês pelo tradutor Cristiano Zwiesele do Amaral, numa parceria com a Fundação Letterenfonds, instituição oficial de difusão da literatura holandesa. A obra inclui ainda pequenas histórias e cartas escritas por Anne Frank, quatro textos complementares de historiadores e da escritora Mirjam Pressler, tabelas de cronologia, documentos e fotos, entre outros extras.

— A obra completa de Anne Frank vai trazer para os brasileiros algo inédito: a tradução, feita diretamente do holandês, das duas primeiras versões do diário — a que Anne Frank escreveu originalmente, e a que ela mesma editou depois de ouvir a notícia pelo rádio de que relatos pessoais seriam publicados em livro após o fim da guerra. Além disso, trará a versão do diário que a Record já publica, só que agora traduzido do holandês. Todos os “contos do esconderijo” estão incluídos nesta obra, que também conta com textos críticos, imagens de documentos oficiais, cartas e fotos até hoje desconhecidos do público brasileiro. Será uma edição para quem quer ter toda a história de Anne Frank em um só volume, para colecionadores, estudiosos e leitores ávidos por saber mais sobre essa menina tão especial e que inspira tanta gente — detalha a editora executiva da Record Renata Pettengil.

Ainda em 2017, chega às livrarias também pela Record “O diário de Anne Frank em quadrinhos”. Produzido em parceria com a Fundação Anne Frank, o livro será lançado simultaneamente em vários países e terá ilustrações do prestigiado David Polonsky, um dos autores da graphic novel “Valsa com Bashir” – e diretor de arte de sua versão cinematográfica.

— Uma iniciativa da Fundação Anne Frank, com quem a Record trabalha em parceria exclusiva desde a década de setenta, quando Otto Frank em pessoa assinou conosco o contrato de edição em português da versão editada por ele das memórias da filha, “O diário de Anne Frank em quadrinhos” é um acréscimo valioso ao nosso esforço conjunto de divulgação dessa emocionante história, que deve ser lida por todos, e nunca esquecida. A edição em quadrinhos vem atender à demanda por um formato e uma linguagem com maior apelo entre os mais jovens, e será uma nova porta de entrada para se conhecer o texto de Anne Frank. É um projeto lindo e estamos orgulhosos por fazer parte do grupo de editoras em todo o mundo que vão publicá-lo simultaneamente em 2017 — completa Renata.

Anne Frank escreveu duas versões originais do seu diário, que se revelaram incompletas após o fim da guerra. Seu pai, Otto Frank, foi o responsável por editar o material, transformando estes manuscritos soltos na versão completa e conhecida do diário. Por isso, Otto passou a ser o detentor dos direitos autorais da obra, que segue protegida até 2051. A Record é a editora de “O diário de Anne Frank” no Brasil, escolhida pelo próprio Otto Frank em 1976.