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Cobra Kai – Season 5: Melhor a cada temporada!

Por Antonio Lemos

Lançado no último dia 9 de setembro pela Netfilx, nova temporada repete o nível das demais e com um grande gancho para novas histórias

(Foto: divulgação)

Certamente vocês ouviram que tal pessoa é como vinho. Quanto mais velho melhor. Para séries, o ditado é praticamente o mesmo, com direito a adaptações. Quanto mais temporadas, melhor a história fica e ficamos na expectativa do que esperar na próxima. ‘Cobra Kai’ é assim. Depois de uma 4ª temporada (lançado no início desse ano) cheia de ação e desfechos, mal deu tempo para termos a tal “abstinência” e a Netflix lançou mais 10 episódios na semana passada.

Vista o seu quimono, use as técnicas de pintar a cerca e senta que lá vem spoiler:

Os últimos acontecimentos não foram bons para LaRusso e companhia. A derrota de Samantha (Mary Mouser) para Tory (Peyton List) – luta comprada, diga-se de passagem – obrigou Daniel (Ralph Macchio) fechasse o seu dojô como parte do acordo com Terry Silver (Thomas Ian Griffith). Além disso, Miguel (Xolo Maridueña) saiu do país para encontrar com o seu pai biológico; John Kreese (Martin Kove) caiu na armadilha do vilão de cabelos prateados ao ser preso, enquanto o Cobra Kai ganhava a região. Restava ao eterno pupilo do Sr. Miyagi recorrer ao antigo rival dos tempos de “Karatê Kid 2”: Chozen (Yuji Okumoto).

Com a ideia de agir como um Cobra Kai, a dupla dava um passo maior do que a perna, fazendo com que o vilão levasse a melhor. Nem parecia que usavam a disciplina e jogo mental oriental, o que me fez lembrar o livro de Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, ‘Cabeça fria, coração quente’. Ok, a crítica é da série, mas, as ações de ambos foram ao contrário do que o “best seller” indica.

A temporada começa esquentar de fato a partir do 5º episódio, com Daniel levando uma surra de Silver e com a ideia de jogar a toalha. No entanto, essa desistência durou um episódio e eis que o Miyagi-Do reabre para alegria geral. Enquanto isso, no presídio, Kreese revela planos para fugir para se vingar e revela para Daniel e Johnny Lawrence (William Zabka) qual será o próximo passo do vilão.

‘Cobra Kai’ também explora o lado paternal de Lawrence. Além de voltar à guerra contra Silver, o “parça” de Daniel descobre que será pai pela 2ª vez, fruto de um relacionamento com Carmen (Vanessa Rubio) e não quer falhar, propiciando momentos hilários de como cuidar de um bebê e trabalhar como motorista de aplicativo. Depois de várias trocas de farpas, o personagem de Zabka consegue juntar Robby (Tanner Buchanan) e Miguel bem do jeito Johnny Lawrence de resolver uma questão.

A 5ª temporada é marcada pela redenção de Tory, a chegada de mais um personagem dos tempos de ‘Karatê Kid’, Mike Barnes (Sean Kanan) e Chozen. Sim, o personagem de Okumoto é uma das melhores adições do novo ano da série, que apesar de aparecer anteriormente, nessa temporada tem mais destaque! Chozen simplesmente pode ser considerado um dos personagens mais divertidos da série, agregando muito para a história e desenvolvimento dos personagens.

‘Cobra Kai’ termina bem, com muita ação, momentos hilários, boa trilha sonora e com aquela sensação de ser a última temporada. #SQN! O desfecho dá um gancho para novas histórias e estamos ansiosos do que pode acontecer. Será a última? Chega logo a 6ª temporada!

‘Casa Gucci’ – Envolvente do começo ao fim

Com boas atuações de Lady Gaga, Adam Driver e Al Pacino, o longa conta a história do crime que chocou o mundo da moda chega aos cinemas no próximo dia 25

Por Antonio Lemos

(Foto: divulgação)

Ao longo deste ano, assisti quase todos os estilos de filmes. Alguns me prenderam desde o início, outros foram aquém da expectativa e o restante valia pelo entretenimento com aquele “joinha”. ‘Casa Gucci’ faz parte daquela prateleira dos que me prenderam do início ao fim. Dirigido por Ridley Scott, o drama biográfico baseado no livro homônimo escrito por Sara Gay Forden, conta a história de Patrizia Reggiani e Maurizio Gucci desde o momento em que se conheceram no final da década de 1970 até o assassinato do empresário que abalou o mundo da moda no anos 1990.

Maurizio é interpretado por Adam Driver, que inicia a trama meio desligado sobre os negócios da família, capitaneada por seu pai, Rodolfo Gucci (Jeremy Irons), em parceria com seu irmão e sócio, Aldo Gucci (Al Pacino). Tímido e desajeitado, é fisgado amorosamente por Patrizia (Lady Gaga), que trabalha junto ao seu pai em uma empresa de transportes.

Cauteloso com a fortuna e o nome da família, Rodolfo não aprova o romance e deserda Maurizio, que passa a trabalhar com o pai da moça e obtém a independência, posteriormente acaba se casando. O detalhe é que nenhum Gucci aparece na cerimônia.

Até o momento, parecia que o amor de ambos seria um mar de rosas, mas, Patrizia tem outros planos, bastante arriscados para si mesma e para o marido. Tudo começa com a consulta telefônica com Pina, interpretada por Salma Hayek. As previsões da cartomante dizendo que uma montanha de dinheiro estava no caminho do casal fez virar a cabeça da morena.

Com a morte do sogro Rodolfo, ela tenta estabelecer um bom relacionamento com o tio Aldo. Com apenas dois herdeiros restantes para potencialmente assumir os negócios da família, o personagem de Al Pacino sabe que seu filho “idiota”, Paolo (Jared Leto), não é a melhor opção e Maurizio obviamente é o escolhido para manter o legado. No entanto, ele se torna um peão nas mãos de sua esposa cuja ambição não tem limites e logo os conflitos entre os dois começam a surgir.

Fica claro durante o longa que Patrizia nunca seria aceita como um membro da família Gucci, mas nada impede que faça de tudo para que o esposo alcance o topo nos negócios, graças às rasteiras dadas em Aldo e Paolo. Enquanto o tio é preso e condenado por sonegar impostos, o primo é acusado de quebrar os direitos autorais, e logo depois acabou vendendo suas ações. Para Patrizia, a dupla estava “afundando” o império e ninguém queria trabalhar para os Gucci.

Por conta dos conflitos e tentar livrar a empresa das dívidas milionárias, Maurizio e Patrizia se separam. A personagem de Gaga tenta de tudo para reconciliar, se humilha e quer fazer a vida do ex um inferno. Por meio de Pina, a morena contrata dois homens para fazer o “serviço”: matar Maurizio. Na manhã do dia 27 de março de 1995, o filho de Rodolfo foi assassinado, quando entrava em seu escritório. Dois anos depois, Patrizia acabou sendo presa e condenada por mandar eliminar o seu ex.

Se ‘Casa Gucci’ será indicado ao Oscar, são outros quinhentos, mas as atuações dos principais atores fazem que as quase 2h40min valham a pena. Lady Gaga como Patrizia é bastante caricata com seu sotaque italiano, o que faz com que o entrosamento com Adam Driver funcionasse bem. Aliás, parece que Gaga encontrou outro lugar para desfilar o seu talento além da música, já que em ‘Nasce uma Estrela’ (2018), sua apresentação tinha sido bastante elogiada a ponto de ser indicada ao prêmio máximo do cinema. Al Pacino, como Aldo Gucci, mostra aquele estilo italianão de falar, tipo Don Michael Corleone, de ‘O Poderoso Chefão’. Jared Leto como Paolo Gucci também mostra o lado cômico em querer ser livre e dono do seu próprio nariz. Devo confessar que demorei muito para reconhecê-lo, já que estava acostumado em assistir aos filmes nos quais interpretou o Coringa (‘Esquadrão Suicida’, ‘Aves de Rapina’ e ‘Liga da Justiça de Zack Snyder‘), além de ser vocalista da banda 30 Seconds to Mars.

Com muito glamour, ganância, loucura, morte e poder, ‘Casa Gucci’ chega aos cinemas no dia 25 de novembro, e para quem quiser conhecer sobre a história do crime que abalou o cenário da moda, o livro “Casa Gucci: Uma história de glamour, ganância, loucura e morte”, da Editora Seoman, é a grande pedida

A Família Addams 2: Pé na Estrada – 93 minutos de boas risadas

Sequência da animação leva os Addams a uma aventura maluca e hilariante pelos Estados Unidos

Por Antonio Lemos

(Foto: divulgação)

Devo confessar que, quando o assunto é “A Família Addams”, logo vem na
cabeça aquela sequência de filmes lançados na década de 1990, com aquele grande elenco composto por Anjelica Huston, Raúl Juliá, Christopher Lloyd, Christina Ricci, entre outros. O longa da família mais assustadora do cinema fez sucesso e rendia boas risadas quando era exibido na faixa vespertina. Em 2019, foi o momento para lançar a primeira animação da franquia, que manteve a mesma pegada dos longas-metragens e fez bastante sucesso entre aqueles que não conheciam a história, por conta das cenas divertidas e engraçadas, e com o público mais velho, que acompanhava há 30 anos.

Com lançamento para o dia 28 de outubro (quinta-feira) nos cinemas, “A
Família Addams 2: Pé na Estrada” segue com a mesma essência do seu
antecessor no quesito entreter o público com boas risadas, aborda questões de relacionamentos entre pais e filhos, usa referências com acontecimentos atuais como distanciamento social, álcool em gel e tem uma trilha sonora agradável desde o tema principal da franquia até ‘Ace of Spades’ , do Motörhead.

O filme tem como foco principal a relação de Wandinha (Chloë Grace Moretz) com os seus pais. Seu início tem a apresentação da menina gênio na feira de ciências, demonstrando todo o talento que tem com o tema, usando o seu bom e velho Tio Fester (ou Chico, como preferir) como cobaia. Não quero passar spoiler, mas a tal experiência será determinante para o desfecho do longa. Além disso, por mais que a garota não quisesse a presença da sua família, lá estavam eles para tocarem o terror, literalmente.

Percebendo que as crianças estão em fase de crescimento e não participando dos momentos em família, Gomez Addams (Oscar Isaac) e Morticia (Charlize Theron) organizam uma viagem para atravessar os Estados Unidos e reaproximar dos filhos, principalmente de Wandinha, que gera dúvida se pertence à Família Adams ou não. Eles passam pelos principais pontos do país, como as Cataratas do Niágara (pensou na cena do Pica-Pau, né?), as praias de Miami, com direito a participação do Primo Itt (Snopp Dogg), e por fim, o Grand Canyon e o show pirotécnico nas rochas causado por Feioso (Javon ‘Wanna’ Walton).

A parada final da família é em Sausalito, Califórnia, local onde moram os
“supostos” pais de Wandinha. Durante o caminho, a garota e o mordomo/ Frankenstein Tropeço caminham pela estrada e eis a cena mais engraçada do filme. Rodeados por um grupo de motoqueiros, e ao som de fundo o clássico do Motörhead, a garota pede ao seu empregado que dê um jeito na situação com pequenas doses de violência para então seguir viagem. No entanto, tudo ocorria bem, se não fosse o fato de Tropeço se sentar ao piano, tocar e cantar “I Will survive” (clássico de Glória Gaynor), enquanto os valentões dançavam. O que seria uma típica briga de bar no meio da estrada, vira uma discoteca, muitas gargalhadas e aquele negócio de que “os brutos também amam” faz sentido.

O desfecho todos sabem e “A Família Addams 2: Pé na Estrada” entrega bem no conceito de misturar cenas em 3D com realismo, principalmente na paisagem e vegetação. O núcleo familiar é bem “monstruoso”, como nos longas-metragens, traz seu ícone fantasmagórico e excêntrico aonde quer que vá. Durante seus 93 minutos, a franquia garante boas risadas para todas as idades.

‘Cry Macho’ – Clint Eastwood mostra que tem gasolina no tanque

Filme estreia em 16 de setembro e conta a história de um cowboy falido e um garoto rumo a uma inesperada jornada

Por Antonio Lemos

(Foto: divulgação)

Chegar aos 91 anos e continuar fazendo o que gosta é o sonho de muita gente. Conhecido pelas atuações nos longas western spaghetti, Clint Eastwood é proganonista de ‘Cry Macho: O Caminho Para a Redenção’, filme no qual é diretor, e chega aos cinemas a partir do dia 16 de setembro. Baseado no romance homônimo de 1975 de N. Richard Nash, o roteiro foi escrito por Nash antes de sua morte em 2000 ao lado de Nick Schenk.

Mike Milo é um ex-astro do rodeio e criador de cavalos fracassado no estado do Texas. Depois de ser demitido, ele retorna ao seu último trabalho em 1979 para ouvir a oferta de seu ex-empregador Howard Polk (Dwight Yoakam) para ver o seu filho, Rafo (Eduardo Minett). Bem que o próprio Polk poderia executar esta tarefa se não fosse por problemas com a lei além da fronteira. Para pagar uma dívida de gratidão pelo fato de ter ficado famoso e ter conquistado vários prêmios nas arenas, o personagem de Eastwood aceita e começa a sua jornada até o México.

Rafo é um adolescente de 13 anos e sofre tanto pelo abandono quanto pelos maus-tratos de sua mãe Leta (Fernanda Urrejola), uma cantora da noite mexicana e que manda soltar e prender qualquer um que ousar a lhe desafiar. Sem o carinho maternal, o jovem sobrevive nas ruas, e acaba metido em contravenções e rinhas de galos, na qual cria ‘Macho’. Ele não confia nem na própria sombra, quer se mostrar viril, mas no fundo ainda é uma criança cheia de mágoa pelo abandono do pai, que não o vê há anos.

No primeiro momento Milo desiste da missão, mas acaba sendo surpreendido pelo destino e o ex-cowboy acaba retomando sua tarefa e ambos vão para uma trilha difícil rumo aos Estados Unidos.

Durante sua passagem pelas estradas, a dupla aprende lições, e foragidos pelo capanga de Leta, Aurélio (Horacio Garcia-Rojas), eles se escondem em um viralejo e fazem amizade com a dona de um restaurante, Marta (Natalia Traven), uma senhora cheia de dramas pessoais, como a morte de sua filha e genro, na qual acaba cuidando de suas quatro netas, além do falecimento do seu esposo. No clima hospitaleiro da mexicana, todos acabam se cuidando e estreitam laços.

Com problemas no seu veículo, Milo é obrigado a ficar na cidade, com isso, arruma um bico adestrando cavalos e ensina o jovem Rafo a montar, em preparação para a rotina no rancho do pai. No restaurante de marta, o veterano cowboy é uma espécie de “faz tudo” desde a montagem de tortilhas até consertar coias. Além disso, a sua afinidade com os animais logo chega aos ouvidos da população e o personagem de Eastwood fica famoso como veterinário.

No final das contas, a missão é cumprida e Rafo reencontra o pai. E Milo, qual é o seu destino? É bom acompanhar até a última cena. ‘Cry Macho’ explora temas sobre a superestimada virtude do machismo e a descoberta de novas abordagens para a vida com a idade. O longa dá aos protagonistas a chance de escapar de um mundo regido pela brutalidade para seguir um novo caminho. Aos 91 anos, Eastwood segue atuando e produzindo muito bem, mostra que tem muita gasolina no tanque e não tem data para pendurar o seu chapéu de cowboy.

‘Caminhos da Memória’ – Filme para pensar e viver o presente

No primeiro trabalho de Lisa Joy nas telonas, filme mostra um clima futurista, resgate das memórias do protagonista, mas derrapa no roteiro

Por Antonio Lemos

Caminhos da Memória estreia nos cinemas. (Foto: divulgação)

Como seria se você pudesse pegar um registro de sua memória para conferir onde guardou seus objetos pessoais? Ou melhor: relembrar as boas lembranças de muitos anos atrás? Essa é a temática de ‘Caminhos da Memória’ (“Reminiscence”), lançamento da Warner Bros Pictures, que chega aos cinemas em 19 de agosto. Conhecida por seu trabalho como co-criadora de ‘Westworld’, série sci-fi da HBO, Lisa Joy usa e abusa do clima futurista e o resgate das memórias durante quase duas horas de filme.

“Você vai embarcar numa jornada. Uma jornada pela memória. Só o que tem a fazer é seguir a minha voz.”. Vocês ouvirão muito Nick Bannister (Hugh Jackman) dizer isso durante o longa, que passa no futuro – que pode ser bem próximo como podemos imaginar – com Miami e cidades costeiras submersas por conta do aquecimento global, calor intenso a ponto de as pessoas dormirem durante o dia e trabalhar em busca da sobrevivência no período noturno, e um cenário de desigualdade social com os ricos sãos e salvos em terra firme, enquanto os pobres estão largados nas ruas e com água para todo lado.

O personagem do “eterno Wolverine” é um veterano de guerra cujo emprego atual envolve o uso de uma máquina capaz de transportar as pessoas de volta às memórias do passado. Ao lado de Watts (Thandiwe Newton), ele dá aos clientes a chance de reviver a época antes da destruição, relembrar um parente falecido, investigar o passado de alguém para solucionar casos criminosos ou descobrir onde você deixou simplesmente um par de chaves. É por meio deste último item que sua vida começa a mudar ao se apaixonar pela estonteante Mae (Rebecca Ferguson). Logo de cara, a química dos dois é capaz de sair faísca, e todo esse jogo de atração e romance vira uma perigosa obsessão após o desaparecimento da moça e Bannister descobrir que ela não é bem aquela mulher por quem se apaixonou.

Os três protagonistas são essenciais para o funcionamento da trama. No papel do investigador, Jackman mostra uma boa química com Ferguson e consegue dar impacto necessário para as cenas de drama. Já Newton passa por um verdadeiro arco, cresce dentro do longa e mostra cumplicidade com Bannister.

‘Caminhos da Memória’ é aquele típico filme no qual precisa ficar com os olhos bem abertos para não ficar perdido. O filme abre espaço para focar nas consequências de olhar muito para trás e não para o presente, e percebemos isso na reta final, onde acontece uma reviravolta e não vamos estragar sua experiência em contar o que rolou. Vale o mistério nessas horas!

O porém do filme de Joy é o seu roteiro, que peca quanto ao desenrolar da trama, e por mais que seja “para pensar”, alguns desfechos nos deixam um pouco perdidos em algumas cenas. A Warner Bros. erra ao vender aquele clima “feliz” em sua conclusão, o que de fato não acontece e nem combina com o trabalho da autora.

No geral, o longa é bem produzido e consegue equilibrar efeitos especiais, trilha sonora e cenários naturais, além de contar com boa atuação romântica da dupla Jackman-Ferguson. A história é boa de assistir, faz pensar sobre não ficar tão apegado com o nosso passado e viver o presente intensamente, mas não espere algo fora do normal e surpreendente.

O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família – “Podemos dar uma chance”

Animação da DreamWorks empolga um pouco com relação ao antecessor, mas sua continuidade não era necessária

Por Antonio Lemos

Geralmente ficamos com um pé atrás quando uma obra ganha sua sequência. Na maioria das vezes, o original é melhor e suas continuidades deixam a desejar. Isso funciona para filmes, álbuns do seu artista preferido, séries, etc. ‘O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família’ empolga um pouco com relação ao primeiro e é aquele tipo de filme que “podemos dar uma chance”.

Lançado em 2017, ‘O Poderoso Chefinho’ conquistou o público pela leveza da história e aquela união fraternal entre irmãos se mantendo em sua sequência. No primeiro longa, Tim Templeton foi atormentado pelo seu irmão mais novo Ted, que usa terno e trabalha numa empresa chamada “BabyCorp”. Na sua continuação, há uma aceleração na primeira parte, mostrando que fim levou os irmãos. Enquanto Tim vira um pai de duas filhas, mantendo a sua imaginação fértil e buscando restabelecer a relação familiar, principalmente com a mais velha, Tabitha, Ted é CEO de uma grande empresa, vive de forma solitária e só tem tempo para o trabalho.

O Poderoso Chefinho 2 chega aos cinemas. (Foto: divulgação)

A história consiste em um professor, chamado Dr. Armstrong, passando a imagem para os alunos de que os pais são um “atraso” na vida das crianças, o que vem sendo um grande problema para a BabyCorp. Além disso, a instituição mostra o poder competitivo da garotada em serem os melhores da turma.

Enquanto isso, na casa da Família Templeton, a filha mais nova Tina rouba a cena e segue os passos do tio Ted, em uma nova aventura para salvar o mundo. Para que a missão seja concluída com sucesso, os protagonistas viram crianças e são infiltrados na escola de Tabitha para saber qual é o plano do vilão.

A trama ainda é rica de referência a cultura pop, como por exemplo, um despertador que Tim tem em forma de um mago, fazendo uma alusão ao ‘O Senhor dos Anéis’, e um elenco de apoio completamente hilário: Preciosa, um pônei que Ted deu para suas sobrinhas; e a “Menina Sinistra”, que parece aqueles personagens de filmes de terror. O jeito assustador chega a ser engraçado em determinadas cenas. Além disso, piada não pode faltar. A cena em que Tabitha e o pequeno Tim ensaiavam para o recital, e a menina canta tão mal, a ponto do peixe implorar para que ela pare é engraçado demais.

A mensagem que o vilão tenta passar no filme pode tornar perigoso para os pequenos, no sentido dos pais “atrasarem” o desenvolvimento infantil e que a escola “doutrina” as crianças. Mas na verdade, não são todas as instituições, e sim, aquele educandário em questão.

No geral, ‘O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família’ mostra sua leveza, referências, piadas, mas a história é bem clichê, sabendo durante mais de 90 minutos o que realmente vai acontecer. A relação familiar fica em segundo plano e surge de modo apressado, sem causar muita comoção ou reflexão. É um filme que certamente vai contagiar os menores e sua continuação não era necessária, pois já tem uma série na Netflix que dá sequência ao seu enredo. Mas como disse: “podemos dar uma chance” e assistir sem culpa na consciência.

Space Jam: Um Novo Legado: Mesma receita e boas risadas

Com o astro LeBron James como protagonista, longa repete o enredo de 25 anos atrás com muitas risadas e referências aos títulos da Warner Bros

Por Antonio Lemos

O mundo do esporte parou, em 1996, quando o astro do Chicago Bulls (e um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos) Michael Jordan estrelou “Space Jam: O Jogo do Século”. O longa foi um sucesso e a mistura entre os personagens do Looney Tunes com o basquete norte-americano marcou uma geração de fãs – inclusive este que vos escreve.

Depois de 25 anos, a Warner Bros novamente usou a mesma receita de bolo para fisgar aqueles que não pegaram aquele período e também resgatar o pessoal que assistiu ao primeiro filme. No lugar de ‘Air’ Jordan, outro superastro entrou no universo Looney: trata-se de LeBron James (King ou ‘Papai LeBrão’para os íntimos), craque do Los Angeles Lakers e quatro vezes campeão da NBA. O resultado não poderia ser outro em “Space Jam: Um Novo Legado”: muitas gargalhadas, toque de nostalgia e referências aos títulos da Warner.

Space Jam – Um Novo Legado chega aos cinemas. (Foto: divulgaçãO

Senta que lá vem spoiler!

O filme começa na Mansão dos James, onde Darius (Ceyair J. Wright) e Dom (Cedric Joe) batem bola na quadra. Enquanto o filho mais velho está focado e tentando seguir os passos do pai, o segundo está concentrado em desenvolver o seu próprio jogo de videogame e não se dedica intensamente ao basquete da vida real, apenas por diversão.

A vida de Dom e James começam a mudar, quando durante a uma visita aos estúdios Warner Bros., ambos ficam presos dentro de um ambiente virtual, bem semelhante ao matrix. Com a promessa de revolucionar o mundo digital, Al G Rhythm (Don Cheadle) procurava em LeBron a pessoa perfeita para alavancar o seu projeto (Warner 3000), mas o astro reprovou a ideia e o vilão sequestrou Dom. Assim como no primeiro filme, a solução para salvar o Planeta seria a disputa de um jogo de basquete.

King James tem 24 horas para montar um time e derrotar o vilão maluco, e cai no mundo Looney, onde só tem como habitante um tal de Pernalonga. O primeiro ciclo de gargalhadas vem com o coelho repetindo cenas dos seus episódios clássicos com o astro – quem não se lembra do ‘Coelho de Sevilha’ e aquela música de fundo? Em seguida, um mergulho no universo Warner, onde ‘Game of Thrones’, ‘Harry Potter’ e o mundo DC aparecem fortes. Já imaginou ‘LeBrão’ paramentado de algum super-herói? Vocês verão e darão altas risadas com estas sequências. Pouco a pouco, o Tune Squad (Esquadrão Looney) está com o time completo e que comecem os preparativos para mais um “Jogo do Século”!

Porém, não seria um simples jogo de basquete. Baseado no game de Dom, onde não bastava pontuar da forma convencional, e sim, jogadas, estilos e várias pitadas de ‘freestyle’ valiam mais do que trocentas bolas de três pontos. Além do mais, personagens do jogo do nº2 da família James apareceram a ponto de dar medo na galera, inspirados em astros da NBA e a liga feminina, WNBA. Já imaginou o ‘monocelha’ Anthony Davis, companheiro de LeBron nos Lakers, ser um monstro assustador? Ou Klay Thompson, jogador do Golden State Warriors, virar fogo e água ao mesmo tempo? Diana Taurasi, jogadora do Phoenix Mercury e Nneka Ogwumike (Los Angeles Sparks) também têm seus poderes como cobra e aranha, respectivamente, formando o temido Goon Squad (Esquadrão Valentão), onde tem como capitão justamente Dom.

LeBron James é o astro do novo Space Jam. (Foto: divulgação)

Com todo o universo Warner e o público em geral assistindo em volta da quadra, o “Jogo do Século” vai começar, e não vamos entregar de bandeja o que rolou. Dá para adiantar que outro astro do basquete aparece no intervalo, gerando outro ataque de risos da plateia e a quantidade de espectadores poderia encher ‘n’ Madisons Square Gardens.

Seja em qualquer esporte ou até mesmo na nossa profissão, se não houver um pouco de diversão, o profissional pode perder a vontade de realizar tal função, e ‘Space Jam: Um Novo Legado’ tem um pouco disso. Não basta um simples jogo de basquete, treinos intensos e levar tudo a sério, precisa um pouco do lado lunático e ser aquilo que deseja ser, não importando o que as pessoas em sua volta falem o que tem que fazer.

No geral, o filme repete a receita de 25 anos atrás ao entreter as pessoas e as duas horas de exibição passam voando como o Papa-Léguas disputando uma corrida com o Ligeirinho. Arrisco em dizer que esta sequência é um pouco melhor do que a anterior, principalmente na utilização de produtos da casa como referência e as piadas em geral. A atuação de James também é boa, assim como Jordan no primeiro, e se quiser aparecer em outros longas, seja bem-vindo.

Isso é tudo pessoal!

Divertido, porém “mais do mesmo”

Por Antonio Lemos

“Velozes & Furiosos 9” chega às telas e diverte o público com cenas de ação, drama familiar e retorno de um velho personagem

Terminou a longa espera! Afetado pela pandemia, já que sua estreia estava programada para maio de 2020, enfim “Velozes & Furiosos 9” chegou aos cinemas. Clima de “casos de família”, cenas de ação, referências com outros filmes, bom humor, volta de quem não foi e aquele famoso “mais do mesmo” assim podemos classificar o longa, que tem duração de quase duas horas e meia (145 minutos).

Parece receita de bolo, mas o início do filme mostra Dominic Toretto (Vin Diesel) e Letty Ortiz Toretto (Michelle Rodriguez) vivendo sossegadamente em sua residência, com o personagem de Diesel consertando um veículo com a ajuda do seu filho Brian, quando Tej (Ludacris), Roman (Tyrese Gibson) e Ramsey (Nathalie Emmanuel) chegam com uma missão para o casal. Não demorou em que a turma se reunisse novamente e as primeiras cenas de ação, carros superequipados, alta velocidade e o pessoal perdendo o fôlego, ao mesmo tempo indignados com tanta criatividade dos produtores em determinadas cenas.

Citei na abertura que o longa tem pegada de “casos de família”, e não é exagero. Aliás, em o autor Justin Lin não fez cerimônia em apresentar parentes nunca mencionados anteriormente, com flashbacks explicativos sobre a relação de Dom com o seu irmão Jakob (John Cena – sim, aquele famoso lutador de WWE), que será o vilão da vez trabalhando junto com Cipher (Charlize Theron) para recuperar um artefato capaz de destruir o mundo. Tudo começa com a morte do pai deles enquanto disputava uma corrida, onde o personagem de Vin Diesel achava que o adversário do patriarca havia causado a colisão, e consequentemente o óbito, a ponto de ele espancar o mesmo e acabar passando alguns anos na prisão. No desenrolar da trama saberemos os motivos pelos quais levou a morte do Toretto pai.

Velozes & Furiosos 9 já está nos cinemas. (Foto: divulgação)

Referências com outros filmes não poderiam faltar. Para quem gosta de “Star Wars”, há um diálogo entre Cipher com um dos seus comandados, onde fala que ele está mais para Yoda do que Luke Skywalker. Já os fãs de “De Volta Para o Futuro“, um dos carros usados no longa lembra o famoso DeLorean. Além dos citados, “Jumanji” e “Harry Potter” também são lembrados nos diálogos.

A história não pode ser aquela maravilha com direito a piadas entres os personagens sobre sua invencibilidade, e Lin resolveu “ressuscitar” um personagem. Enquanto o filme desenrola, eis que aparece Han Lue (Sung Kang) – desculpa pelo spoiler. Ele foi morto no final de “Velozes & Furiosos – Desafio em Tóquio” em um acidente de carro causado por Deckard Shaw (Jason Statham).

No geral, “Velozes & Furiosos 9” entrega diversão até mesmo para quem não viu os anteriores. Proporciona risadas, enigma no final sobre um determinado personagem e aquele “mais do mesmo” com muita velocidade, cenas de ação e vilão querendo ser bonzinho nos instantes derradeiros. Há um desgaste, pois, afinal de contas, estamos no nono longa e a franquia promete no mínimo mais dois pela frente, mas continua divertido para quem curte uma adrenalina. Se eu fosse você, pegaria o possante e correria para o cinema mais próximo.

Empolgante, apaixonante e chega em boa hora

Projeto da Broadway “Em um Bairro de Nova York” chega ao cinema e traz leveza, esperança por dias melhores e mostra que sonhos se tornam realidade

Por Antonio Lemos

Em Um Bairro de Nova York. (Foto: divulgação)

Sonho: Segundo o dicionário, significa o ato ou efeito de sonhar; conjunto de imagens, de pensamentos ou de fantasias que se apresentam à mente durante o sono. Qual é o grande sonho de vocês, leitores? Muitos querem estudar ou completar o seu ciclo acadêmico, outros procuram um emprego e estabilizar. Um grande amor, dinheiro, viver em um lugar melhor… Enfim, o projeto idealizado por Lin-Manuel Miranda para a Broadway, intitulado “Em um Bairro de Nova York” (In The Heights) chega aos cinemas, e com direção de John M. Chu e roteiro de Quiara Alegría Hudes mexe um pouco com as nossas ambições, traz leveza e esperança por dias melhores.

A história começa no bairro de Washington Heights, na cidade de Nova York e os oito primeiros minutos mostra os sonhos de cada personagem da trama. Com direito a hip-hop, salsa, merengue e outros estilos musicais, até quem não gosta de musicais fica contagiado com o som e as danças. Dá vontade de pegar o nosso sombrero, os chocalhos e cantar junto com os personagens.

Bora falar dos personagens principais do filme! Usnavi de la Vega (Anthony Ramos) é um rapaz nascido na República Dominicana, sonha em viver uma vida melhor em outro lugar e reconstruir o antigo bar que seus pais tinham (El Sueñito). No começo do filme mostra ele conversando com um grupo de crianças sobre a história de como vivia no bairro que estava em profundas mudanças, dando a impressão de que estava em um paraíso, sombra e água fresca. Ele é dono de uma mercearia, que conta com o seu primo Sonny (Gregory Diaz IV) como funcionário. O momento cômico do dialogo dele com a gurizada é quando explica a origem do seu nome (só assistindo para dar risada).

Nina Rosario (Leslie Grace) é amiga de Usnavi e uma inteligente garota que saiu de New York para estudar em uma universidade do outro lado do país (Stanford). Ela é o orgulho da comunidade por ter realizado o desejo de muitos que ali moram, saindo do local para alçar voos maiores, mas passou por vários perrengues no campus por ser latina, o que faz abandonar os estudos e voltar para o seu bairro, no qual tem muito orgulho.

Já Vanessa (Melissa Barrera) é uma moça de parar o bairro e trabalha no salão de Daniela (Daphne Rubin-Vega). Seu sonho é sair da região e morar em Manhattan para seguir a carreira na indústria da moda. Usnavi é completamente “amarrado” na morena, e outro momento cômico são as tentativas de chamá-la para sair. Cada bola fora que o dominicano dá que nem o Cupido poderia ajudar nessa.

Outros personagens ganham destaque na trama, como Benny (Corey Hawkins), que trabalha em uma empresa de taxi do pai de Nina, Sr. Rosario (Jimmy Smits). Há uma paixonite entre ele e a filha do chefe. Com o mantra “Paciência e Fé”, Abuela Claudia (Olga Merediz) “adota” todos os moradores do bairro como se fossem seus filhos legítimos, e até o produtor, Lin-Manuel Miranda, faz uma participação nesse carnaval latino ao interpretar um vendedor de raspadinhas – sobremesa feita com gelo picado e xarope de qualquer sabor -, que buscava marcar o seu território contra a concorrência, afinal, o calor naquele pedaço é ‘brabo’.

Além de abordar a independência, a liberdade e os sonhos de cada personagem, a trama mostra a união do povo com o seu bairro, como se fosse o porto seguro de cada um, afinal, quem teria coragem de sair de um local extremamente colorido com as cores das bandeiras dos países latinos e musical para cada ação? Um verdadeiro paraíso!

Drama e mistério também marcam o filme, como os diálogos de Nina com o pai, o dilema de Usnavi de ir para sua terra natal, as ‘DRs’ entre os casais, até o segredo de quem ganhou os US$ 96 mil na loteria, onde o bilhete premiado saiu na mercearia do personagem de Ramos, conseguiu ficar bem amarrado pela roteirista. Tudo com direito a música, muita dança, calourão de 41°C e apagão que transformou o bairro em um verdadeiro caos.

Músicas contagiantes, mistura de ritmos, clima de carnaval – dando certa inveja para nós, que estamos com saudade de uma aglomeração – enredo “pé no chão” no quesito de mostrar vitórias e derrotas de cada um, “Em um Bairro de Nova York” é capaz de cativar até mesmo quem não gosta de musicais, mostra que não há lugar melhor como o nosso lar para dar continuidade na nossa história, e com perseverança, força de vontade, paciência e fé, seus sonhos (ou sueñitos, como é falado no filme) se tornam realidade.

Chutes, pontapés e entretenimento

 ‘Godzilla vs Kong’ entrega bem aos espectadores no quesito ação e espectadores ficarão dúvida para quem torcer no final

Por Antonio Lemos

Kong e Godzilla se enfrentam nos cinemas. (Foto: divulgação)

Confesso que anteriormente não tinha assistido aos filmes do King Kong e Godzilla. Achava “bobinha” a história, mas quando veio o convite de acompanhar o embate desses ‘Titãs’, procurei ver os longas anteriores para não ficar perdido. Não fiquei convencido com os títulos anteriores, e a ideia da Warner Bros. de colocá-los frente a frente em seu “Monstroverso” valeu pelo entretenimento, principalmente pelo fato dos dois monstros distribuírem socos, pontapés, golpes e explosões para todos os lados.

Antes de falar sobre Godzilla vs Kong’, vamos aos antecedentes. Godzilla é uma criatura que vem aterrorizando as cidades japonesas e posteriormente as demais localidades do mundo, e tem como rivais um bestiário de monstros gigantes, das mais diversas habilidades e preza pelo equilíbrio do planeta. Ou seja, ele não é ameaçado desde que alguém pise em seu calo e comece a quebrar tudo.

Já Kong recebeu “trocentas” versões além da clássica, aquela da famosa cena em que fica no topo do Empire States protegendo sua amada. Também precisou enfrentar monstros gigantes, inclusive o lagartão, onde sai vitorioso.

O filme começa com Kong preso em uma redoma na Ilha da Caveira, um cenário bem parecido com o filmaço ‘O Show de Truman’, onde o personagem de Jim Carrey ficava preso em outro mundo, enquanto pessoas o assistiam ao estilo dos realitys shows, nas quais paramos para assistir. Jia (Kaylee Hottle), garota surda e sob responsabilidade da Dra. Ilene Andrews (Rebecca Hall), é o principal elo de comunicação com Kong por meio de sinais, e com isso, formou um vínculo muito próximo. A equipe de Andrews entendia que não poderia soltá-lo senão seria alvo fácil de Godzilla.

Por falar no réptil gigante, ele estava quieto, ‘na sua’, quando foi incomodado pela Apex Cybernetics e começou a quebrar tudo que via pela frente. Madison Russell (Millie Bobby Brown), filha de Mark Russell (Kyle Chandler), passou a suspeitar dos motivos que o levaram para tal revolta, alegando que o monstro é bom e não causaria pânico. Ela procurou Brian Henry (Bernie Hayes), um cientista com laços profundos com a Apex e criador de um podcast que investiga sobre a corporação, para saber o que estava por trás dos ataques.

O “Team Kong” acreditava que o único ser que poderia bater de frente com Gozilla era o seu macaco gigante, então, resolveram levá-lo para explorar a Terra Oca, um local no subterrâneo, próximo do núcleo da Terra, onde acredita-se que seja o berço dos titãs. E de fato, o local guarda segredos e evidências de uma guerra na qual os dois saíram como sobreviventes. A intenção de levá-lo via transporte marítimo fluía bem até o primeiro round dos ‘Titãs’. Com direito a trocação, altas ondas e explosões de embarcações, o réptil levou a melhor e saiu nadando como se não tivesse acontecido nada. Restou ao grupo de cientistas continuar sua expedição pelo ar, com Kong amarrado em redes com vários helicópteros fazendo o trajeto.

Enquanto a equipe de Andrews chegava a Terra Oca, local onde Kong se sentia em casa, o “Team Godzilla” liderados por Madison, Henry e o atrapalhado Julian Dennison (Josh Valentine) foram para a Apex e pararam em Hong Kong ao entrarem em uma cápsula, onde descobriram que outras versões do réptil estavam prontos, inclusive um robô, bem parecido com algum “zord” dos Power Rangers, o MechaGodzilla.

Bem, o objetivo em levar o embate dos titãs é feito com sucesso. Além da batalha marítima, os dois se reencontram na Terra Oca, e dá-lhe socos, chutes e pancadaria. Ninguém queria entregar nada de graça e os efeitos especiais tanto nas lutas diurnas quanto as noturnas não deixam a desejar, e dá vontade de vestir a camisa do monstro preferido. O Godzilla nível “zord” também entra nessa rinha, tão poderoso que é movido pela mente humana e o final deixarei para os senhores assistirem, onde independente do vencedor ou perdedor, a sensação é de satisfação ao término do filme.

Para quem procura drama, ‘Godzilla vs Kong’ não é indicado, pois a história é bem “bobinha” como disse na introdução. Agora, se a opção é ver dois monstros com altura descomunal, pancadaria e efeitos especiais, o blockbuster é recomendado, ainda mais pela escassez de estreias nas salas de cinema pelo Brasil afora.