Arquivo da tag: Barcos

SÉRIE INÉDITA RETRATA O PATRIMÔNIO NAVAL TRADICIONAL BRASILEIRO

Embarcações centenárias, rotinas de mestres carpinteiros, polêmicas e curiosidades são alguns dos assuntos abordados em “Feito Torto Pra Ficar Direito”

Travel Box Brazil exibe séries sobre barcos. (Foto: Divulgação Setcom)

O Brasil é o país mais rico do mundo em diversidade de barcos tradicionais em madeira, e o universo da construção artesanal de embarcações é tema de uma série inédita que estreou no canal Travel Box Brazil no sábado, dia 2 de maio, com apresentação do navegador Amyr Klink. 

Em “Feito Torto Pra Ficar Direito” o telespectador acompanhará a história de mestres carpinteiros que dedicam suas vidas à criação e manutenção de barcos tradicionais em madeira. Eles travam verdadeiras lutas para exercer sua atividade e repassar conhecimentos recebidos de seus antepassados para novas gerações. Ainda há uma grave incompreensão sobre a importância cultural e socioeconômica do trabalho desses brasileiros para o país. 

Ao longo de seus dez episódios, a série visita mestres carpinteiros navais e seus locais de ofício (estaleiros) em diversos cantos do Brasil, e apresenta a vida em torno do patrimônio naval brasileiro.

No primeiro episódio, o telespectador conhecerá a história do mestre José Vernetti, que se passa no Rio Grande do Sul. Desde criança ele ajudava o pai, mestre Orlando Vernetti, que àquela altura já havia construído mais de 2.500 barcos. Em 1995, José passou a tocar seu próprio estaleiro e, em 2015, se formou em Engenharia Mecânica para se especializar ainda mais na profissão. Hoje ele repassa seus conhecimentos no curso de Construção e Manutenção de Embarcações no estaleiro escola da FURG (Universidade Federal do Rio Grande), unidade de ensino capitaneada por Vernetti, juntamente com o museólogo Lauro Barcellos, para ensinar a arte da construção naval à jovens aprendizes.

Percorrendo regiões litorâneas de Sul a Norte do Brasil, adentrando o Rio São Francisco, a série mostra também diversos outros aspectos relacionados ao tema, como histórias de navegadores e pescadores, embarcações centenárias, curiosidades e até mesmo as polêmicas enfrentadas pelos mestres carpinteiros navais, principalmente por conta da dificuldade de obtenção de matéria-prima. “A madeira utilizada na construção de uma embarcação não é uma árvore que morre. Essa árvore vai dar vida a uma canoa e vai sustentar uma família por 30 anos”, elucida Luiz Felipe Andrès, diretor do Estaleiro Escola do Maranhão. Em Paranaguá, litoral do Paraná, os caiçaras ensinam que a madeira é sempre utilizada com sabedoria e nesse terceiro episódio é possível ver um exemplo. Um tronco que está apodrecendo por dentro e prestes a cair, foi cortado e será utilizado na construção de uma “canoa de um pau só” com técnicas utilizadas há mais de 300 anos na região. 


O telespectador terá a oportunidade de ‘navegar’ no “Sombra da Lua”, lendário saveiro tombado pelo IPHAN, e conhecer a luta apaixonada da ONG Viva Saveiro pela restauração e preservação dos mestres saveiristas da Bahia (episódio quatro). Também será apresentada a história da “Canoa Lusitânia”, lendária embarcação tombada pelo IPHAN, utilizada por Lampião. Na Amazônia, numa região onde as estradas são os rios, a importância da construção naval tradicional se vê em todas as atividades. No episódio nono a série “Feito Torto Pra Ficar Direito” mostra o trabalho dos grandes mestres carpinteiros navais na região, onde cada morador tem um estaleiro em seu quintal. 

No último episódio da série, a produção passa por estaleiros ainda ativos em Portugal para retratar a história da construção naval tradicional daquele país e traçar relações com o Brasil nas técnicas utilizadas e nas embarcações criadas. Neste, é narrado o trabalho do último mestre carpinteiro situado na Vila do Conde, que está na luta para documentar e sistematizar a técnica de construção de Naus e Caravelas.

“Documentar os barcos tradicionais do Brasil e seus mestres foi a forma que encontramos para criar uma resistência ao desaparecimento desse painel de conhecimentos, práticas e personagens que configuram o patrimônio naval tradicional do Brasil”, afirmam Bhig Villas Bôas e Vanessa Leal, diretores da série e sócios da SetCom, produtora da série.

Feito Torto Pra Ficar Direito estreia a partir das 18 horas do dia 2 de maio no canal Travel Box Brazil. No dia seguinte à exibição dos episódios, às 18h, estes serão disponibilizados em versão acessível com audiodescrição e Libras no canal da SetCom no Youtube.

A obra é uma produção SetCom, coprodução Ocean Films e produção associada Novelo Filmes. Conta com patrocínio da Portonave e com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual. Apoio Institucional IPHAN. 

Clique AQUI para acessar a lista de operadoras de TV por assinatura que oferecem o Travel Box Brazil em seu line-up.

SERVIÇO

Estreia da série “Feito Torto Pra Ficar Direito”

Primeira Exibição: 02/05/2020 às 18 horas

Canal: Travel Box Brazil

Reprises: quartas-feiras às 6h e quintas-feiras às 12h

Duração de cada episódio: 42 minutos

Número de episódios: 10

Classificação indicativa: Livre

5 atividades aquáticas para se divertir no verão em Mônaco

O Principado de Mônaco tem uma localização privilegiada na Europa já que está à beira do Mar Mediterrâneo. Além de proporcionar um clima de balneário e uma paisagem marcante, estar tão próximo ao mar permite uma oferta de várias atividades e experiências aquáticas no destino, que podem ser vivenciadas pelos viajantes durante o verão europeu.

Além dos dois portos, cartões-postais do país com centenas de iates de todos os tamanhos atracados, há também três praias para aproveitar nos meses mais quentes do ano. A praia de Larvotto é a única pública e fica localizada mais ao leste do bairro de Monte-Carlo. O hotel Le Méridien Beach Plaza fica bem próximo dali e tem uma pequena e charmosa faixa de areia onde promove eventos para seus hóspedes, como um cinema ao ar livre. Já o hotel Monte-Carlo Beach, único hotel de temporada do destino e que fecha durante o inverno, também tem sua praia privativa e um beach club cheio de atividades. Quem se hospeda no local ou é hóspede do Hermitage Monte-Carlo e do Hôtel de Paris, hotéis do grupo Société des Bains de Mer, tem acesso gratuito ao clube. Quem quer apenas passar o dia e aproveitar toda a estrutura do beach club pode comprar pacotes diários que podem incluir, além do acesso, almoço em dos restaurante do hotel, tratamentos no spa e esportes aquáticos.

São muitas atividades, portanto, não deixe de incluir alguns dias no principado ao planejar seu roteiro para a Europa durante o verão. Veja abaixo uma lista de cinco atrações aquáticas para curtir no Monte-Carlo Beach Club durante uma viagem para Mônaco:

Parasailing: O parasailing é uma atividade que pode ser praticada por uma a três pessoas ao mesmo tempo. Os participantes são presos a um paraquedas, que é puxado por um barco, e levantam voo sobre o Mar Mediterrâneo. A vista é incrível e é uma experiência deliciosa pra fazer no principado.

Monte-Carlo Beach - Sports Nautiques
Parasailing. (Foto: Societé des Bains de Mer)

Flyboarding: uma experiência emocionante nas alturas que faz o participante voar sobre as águas graças a um sistema de turbina fixado em seus pés, que soltam jatos d’água, e é acompanhado de um jet ski. A atividade é supervisionada por instrutores qualificados.

Monte-Carlo Beach - Sports Nautiques
 Flyboarding. (Foto: Societé des Bains de Mer)

Jet ski: o aluguel de jet ski é uma das opções para quem quer explorar o Mar Mediterrâneo em alta velocidade. Para uma ou duas pessoas, o passeio tem duração de 20 ou 30 minutos. O Monte-Carlo Beach Club também oferece uma excursão de 1h30 de jet ski pela riviera acompanhada de um instrutor, que sai de Mônaco e vai até Saint-Jean-Cap-Ferrat.

Monte-Carlo Beach - Sports Nautiques
Jet Ski. (Foto: Societé des Bains de Mer)

Aluguel de barco: mediante uma reserva feita no dia anterior, é possível alugar um barco para explorar o Mediterrâneo ou a costa da riviera. Com capacidade para 2 a 6 pessoas, o barco está disponível entre 9h30 e 12h todos os dias.

Monte-Carlo Beach - Vues Extérieures
Aluguel de barcos. (Foto: Societé des Bains de Mer)

Esqui aquático – a clássica atividade aquática pode ser praticada a partir dos quatro anos de idade. Um barco puxa a pessoa que faz manobras utilizando um esqui nos pés. Os iniciantes são acompanhados de um instrutor.

Monte-Carlo Beach - Sports Nautiques
Esqui aquático. (Foto: Societé des Bains de Mer)

Os rios que desvendam a Borgonha e a Provença

Saôna e Ródano são os rios que atravessam e mostram minúcias da região da Borgonha, a casa dos vinhos Chardonnay; e da região de Provença, com seus incomparáveis campos de lavanda que começam a florescer ao final do mês de junho.

Dois rios, muitas surpresas. O Saôna e o Ródano unem suas águas para atravessar duas das mais belas regiões da França – Borgonha e Provença. Pela relevância turística, os meios para chegar às principais cidades destas regiões são fartos. Porém, navegar ao enlevo dos suaves cursos do Saôna e do Ródano é uma experiência realmente incomum. Além das cidades famosas, nas margens destes rios há vinhedos, vilazinhas, castelos – paisagens vistas de perto pelos viajantes, uma vez que as “estradas aquáticas” são de larguras estreitas, na grande extensão dos percursos.

Borgonha é da conta do Rio Saôna. Para alcançar este rio a partir de Paris é necessário ir até St. Jean de Losne, um percurso por terra que passa por Beaune – a capital francesa do vinho. A depender do pacote de cruzeiro fluvial nas rotas do Saôna e Ródano, há parada em Beaune para degustação. Formidável oportunidade para conhecer na origem os vinhos brancos produzidos a partir da uva Chardonnay – por exemplo, o Pouilly-Fuissé, o Saint Véran e o Mâcon-Villages Blanc; e os vermelhos e rosés, originados nas uvas Gamay e Pinot Noir.

viewimage-1
Provença. (Foto: Divulgação)

Após cruzar belas vilas e cidadezinhas, o Saôna chega a Lyon, um verdadeiro paraíso gastronômico. Aqui, é obrigatório visitar o mercado Quai Saint-Antoine, na Place des Célestins, e depois provar o vinho da região – o Beaujolais, em um dos excelentes restaurantes da cidade. É em Lyon que o Saôna cumpre a sua jornada, misturando-se com o histórico Rio Ródano, do qual é o maior afluente.

E lá vem Provença – banhada pelo Mediterrâneo e atravessada pelo Ródano, com seus inúmeros campos de lavanda que iniciam a floração ao final de junho. E lá vem o Rio, mostrando Vienne – repleta de relíquias medievais, famosa também pelo seu festival internacional de jazz; Tournon – uma das mais antigas cidades medievais da França; Avignon – a região do Châteaneuf-du-Pape, aonde são produzidas trezes variedades de uvas, entre elas, as tintas muscardin, syrac, terret noir; e as brancas, como clairette, bourboulenc e roussanne.

Finalmente, Arles. Aqui, sem prejuízo da qualidade dos vinhos, queijos e da gastronomia, a arte impera. Vincent Van Gogh e Eugène-Henri-Paul Gauguin fizeram de Arles (entre 1888 a1898) a sua morada. Lado a lado (literalmente, já que viviam no mesmo hotel), ali os dois artistas criaram belos quadros, conviveram, confraternizaram, brigaram e, por pouco, um (Gogh) não matou o outro.

O temperamental Picasso também esteve lá, e até hoje permanece através das obras expostas no Musée Réattu, para o qual doou pessoalmente 57 extraordinários desenhos. Datada do século XV, debruçada sobre a acentuada curva desenhada pelo Ródano ao margear Arles, a sede deste museu é, por si, uma peça de coleção para conhecer e admirar. Além de bela, Arles é singular. Uma singularidade que inclui proporcionar ao visitante observar os lugares retratados por Van Gogh (como a Casa Amarela, na Place Lamartine; e o cais do porto) a partir do exato ponto de vista escolhido pelo pintor, que viveu em Arles a fase mais produtiva da sua vida de artista.

Tudo isso fica ainda melhor: estamos na época quando as navegadoras fluviais europeias fazem excelentes promoções. É possível obter informações pelo telefone 3256-8288; e por e-mail: contato@avalon.tur.br