Arquivo da tag: Borgonha

Tours enológicos na França

Pacotes da operadora Françatur para as regiões da Borgonha e Provence incluem degustações e visitas às famosas maisons de vinho

A França traz o vinho em seu DNA. Com 15 regiões principais que há séculos se dedicam à produção da bebida, o país é um dos maiores – e melhores – fabricantes do líquido de Baco no mundo. E é para algumas dessas aclamadas regiões vinícolas que a operadora Françatur oferece pacotes repletos de degustações e visitas às famosas maisons produtoras.

Na Borgonha, uma das áreas da França mais lembradas quando o assunto é vinho, o roteiro de três dias inclui ida à cave Domaines Famille Picard, em Beaune, com direito à prova da bebida. Lá, também são visitados uma fábrica de mostarda, outro símbolo da região, e o Museu do Vinho. Paradas em Vézelay, Saulieu, Semur-en-Auxois, Dijon e Vougeot completam a programação.

Enoturismo é uma das opções da Françatur. (Foto: Divulgação)

Já a Provence mostra que suas deslumbrantes paisagens não são terreno fértil apenas para a imaginação de pintores e escritores, mas também para uvas que originam vinhos muito característicos, caso do icônico Châteauneuf du Pape. É o que comprovarão os participantes deste roteiro de três dias, que prevê degustação tanto num domaine (propriedade com uma longa história relacionada ao vinho) produtor de algumas das melhores safras do Vale do Rhône como no Palácio dos Papas, em Avignon, a portentosa construção que serviu de sede à Igreja Católica no século 14.

Mais informações no site www.francatur.com.br ou nos telefones (21) 2102-2440 e (11) 3149-3163.

Os rios que desvendam a Borgonha e a Provença

Saôna e Ródano são os rios que atravessam e mostram minúcias da região da Borgonha, a casa dos vinhos Chardonnay; e da região de Provença, com seus incomparáveis campos de lavanda que começam a florescer ao final do mês de junho.

Dois rios, muitas surpresas. O Saôna e o Ródano unem suas águas para atravessar duas das mais belas regiões da França – Borgonha e Provença. Pela relevância turística, os meios para chegar às principais cidades destas regiões são fartos. Porém, navegar ao enlevo dos suaves cursos do Saôna e do Ródano é uma experiência realmente incomum. Além das cidades famosas, nas margens destes rios há vinhedos, vilazinhas, castelos – paisagens vistas de perto pelos viajantes, uma vez que as “estradas aquáticas” são de larguras estreitas, na grande extensão dos percursos.

Borgonha é da conta do Rio Saôna. Para alcançar este rio a partir de Paris é necessário ir até St. Jean de Losne, um percurso por terra que passa por Beaune – a capital francesa do vinho. A depender do pacote de cruzeiro fluvial nas rotas do Saôna e Ródano, há parada em Beaune para degustação. Formidável oportunidade para conhecer na origem os vinhos brancos produzidos a partir da uva Chardonnay – por exemplo, o Pouilly-Fuissé, o Saint Véran e o Mâcon-Villages Blanc; e os vermelhos e rosés, originados nas uvas Gamay e Pinot Noir.

viewimage-1
Provença. (Foto: Divulgação)

Após cruzar belas vilas e cidadezinhas, o Saôna chega a Lyon, um verdadeiro paraíso gastronômico. Aqui, é obrigatório visitar o mercado Quai Saint-Antoine, na Place des Célestins, e depois provar o vinho da região – o Beaujolais, em um dos excelentes restaurantes da cidade. É em Lyon que o Saôna cumpre a sua jornada, misturando-se com o histórico Rio Ródano, do qual é o maior afluente.

E lá vem Provença – banhada pelo Mediterrâneo e atravessada pelo Ródano, com seus inúmeros campos de lavanda que iniciam a floração ao final de junho. E lá vem o Rio, mostrando Vienne – repleta de relíquias medievais, famosa também pelo seu festival internacional de jazz; Tournon – uma das mais antigas cidades medievais da França; Avignon – a região do Châteaneuf-du-Pape, aonde são produzidas trezes variedades de uvas, entre elas, as tintas muscardin, syrac, terret noir; e as brancas, como clairette, bourboulenc e roussanne.

Finalmente, Arles. Aqui, sem prejuízo da qualidade dos vinhos, queijos e da gastronomia, a arte impera. Vincent Van Gogh e Eugène-Henri-Paul Gauguin fizeram de Arles (entre 1888 a1898) a sua morada. Lado a lado (literalmente, já que viviam no mesmo hotel), ali os dois artistas criaram belos quadros, conviveram, confraternizaram, brigaram e, por pouco, um (Gogh) não matou o outro.

O temperamental Picasso também esteve lá, e até hoje permanece através das obras expostas no Musée Réattu, para o qual doou pessoalmente 57 extraordinários desenhos. Datada do século XV, debruçada sobre a acentuada curva desenhada pelo Ródano ao margear Arles, a sede deste museu é, por si, uma peça de coleção para conhecer e admirar. Além de bela, Arles é singular. Uma singularidade que inclui proporcionar ao visitante observar os lugares retratados por Van Gogh (como a Casa Amarela, na Place Lamartine; e o cais do porto) a partir do exato ponto de vista escolhido pelo pintor, que viveu em Arles a fase mais produtiva da sua vida de artista.

Tudo isso fica ainda melhor: estamos na época quando as navegadoras fluviais europeias fazem excelentes promoções. É possível obter informações pelo telefone 3256-8288; e por e-mail: contato@avalon.tur.br