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Confira os destaques do terceiro dia da CCXP

Conteúdos exclusivos e cenas de bastidores de “Star Wars: os Últimos Jedis” deram início à programação de painéis do sábado, terceiro e mais aguardado dia da CCXP – Comic Con Experience 2017, com direito a uma homenagem especial à atriz Carrie Fisher, a eterna princesa Leia da saga, que faleceu em 2016.

No painel da Marvel, Danai Gurira, que está no elenco de “Pantera Negra”, teve a companhia do diretor do filme, Ryan Coogler, com transmissão ao vivo, via satélite. O estúdio também mostrou trailers de “Os Vingadores: Guerra Infinita”, “Homem Formiga” e “Vespa”. Gurira falou também de sua atuação em “The Walking Dead”, no painel “Enfrentando Zumbis”. Para ela, personagens como a que interpreta (Michonne), e como Eleven, de “Stranger Things”, “mostram como o poder das mulheres pode salvar o mundo”.

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Público foi a loucura com trailers exclusivos da Marvel. (Foto: Daniel Deak)

Para a loucura das fãs que lotaram o auditório da CCXP, Nick Jonas falou de “Jumanji: Bem-vindo à Selva”, no painel da Sony Pictures. Jonas contou que, assim como seu personagem, não gosta muito de avião. O painel terminou com novidades da animação do “Homem-Aranha”, da série “Sobrenatural” e dos filmes “Alfa” e “Venom”, além de uma conversa via satélite direto de Atlanta (EUA) com o ator Tom Hardy e o diretor Rubem Fleischer.

Pela primeira vez, a CCXP apresentou um painel totalmente voltado para um jogo de vídeo game. O lançamento de God of War, da PlayStation, é um dos mais aguardados de 2018, trazendo foco na mitologia nórdica.

Encerrando o dia, a Netflix apresentou conteúdos exclusivos de “Altered Carbon, com participação de parte do elenco. Na série de ficção científica, que estreia em fevereiro, humanos vivem em um mundo onde mentes podem ser digitalizadas e transportadas de um corpo para outro. Para fechar, vídeos inéditos de Sense 8 e uma promessa de um domingo ainda épico para encerrar a CCXP 2017.

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Elenco de “Altered Carbon” falou sobre a nova série da Netflix, que estreia em fevereiro. (Foto: Daniel Deak)

Carrie Fisher narra os bastidores das gravações de “Star Wars” e fala sobre romance com Harrison Ford

Em “Memórias da princesa”, ela conta sobre sua relação de altos e baixos com a franquia e com a fama, sempre com muito humor e ironia

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Foto: Divulgação

 Carrie Fisher tinha apenas 19 anos quando foi escalada para viver o papel que definiria para sempre não apenas sua carreira, mas sua vida. “Star Wars” é um dos maiores fenômenos da história na cultura pop, e a Princesa Leia é até hoje vividamente lembrada por sua personalidade voluntariosa, seus coques laterais e seu biquíni dourado. Em “Memórias da princesa”, que chega às livrarias em dezembro pela BestSeller, a intérprete da famosa personagem narra com humor e ironia os bastidores desta experiência, conta histórias de sua vida e fala ainda sobre a volta à franquia, nos novos filmes produzidos por J.J. Abrams.

A fama não era algo estranho a Carrie, filha da atriz Debbie Reynolds e do músico Eddie Fisher. A experiência familiar, inclusive, a ensinou desde cedo o lado ruim da popularidade: o pai ficou conhecido como o homem que deixou a mulher e a família para ficar com Elizabeth Taylor; a mãe acabou seus dias encenando musicais em clubes noturnos – nos quais Carrie começou a carreira artística, atuando como backing vocal.

No livro, ela detalha essas experiências com a família e conta da decisão de se matricular na Royal Central School of Speech and Drama, na Inglaterra, aos 17 anos. Ela acabou abandonando o curso para gravar “Star Wars”, dois anos depois, também em Londres. Carrie conta ainda como foi o processo de seleção para o filme: ela fez o teste diante de George Lucas e de Brian De Palma, que na época escalava o elenco de “Carrie, a estranha”.

Uma seção inteira de “Memórias da princesa” é dedicada a revelar o romance que a atriz viveu com Harrison Ford, seu companheiro de cena e par romântico no filme. A dupla nunca havia confirmado os boatos deste relacionamento – ele era casado na época. O texto narra os acontecimentos desde a primeira vez que os dois se beijaram, num carro, depois de uma festa surpresa de aniversário para George Lucas. Carrie, que tinha 19 anos e era 14 mais jovem que Harrison, mostra ainda trechos do diário que manteve durante as gravações, com direito a poesias, reflexões, sentimentos conturbados e declarações de amor.

Sua relação de altos e baixos com “Star Wars” é um dos destaques do livro. Ela fala sobre a fama repentina, a obsessão dos fãs, e os efeitos do fenômeno na personalidade de uma menina insegura de 19 anos. Em uma passagem engraçada, ela se lembra de passar de carro em frente a um cinema que exibia o filme, com filas que davam a volta no quarteirão, e gritar, da janela: “Ei, eu nesse filme! Eu sou a princesa!”.

Os problemas de autoestima da atriz e os detalhes da escolha do icônico penteado de Leia – que ela acha horroroso, por sinal – também são destrinchados no texto. Carrie não tem problemas em falar abertamente sobre a humilhação de “se vender” e “dar autógrafos por dinheiro”, e faz uma reflexão sincera sobre a fama e o modus operandi de Hollywood.

O livro traz ainda um encarte com fotos do set e dos bastidores do filme. O spin-off “Rogue one – Uma história de Star Wars” estreia nos cinemas em 15 de dezembro. Já o episódio XVIII da série, que contará com a presença de Carrie, chega às telas no fim de 2017.