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Marília Mendonça e Tribo da Periferia se unem em ‘Conspiração’

Em uma parceria inédita, Tribo da Periferia e Marília Mendonça se uniram para o lançamento de ‘Conspiração”. A música faz parte do álbum ‘5º Último’ do duo de rap de Brasília que tem em seu DNA, a busca de novos desafios. “Sempre gostei do experimental. E como temos uma grande admiração pela Marília, gravar com ela se tornou um sonho! Mandei a música e ela super aceitou!”, conta Duckjay, que assina a composição e produção musical da faixa.

“A música fala sobre a amizade e cumplicidade entre o homem e mulher, que quando se unem, a vida se torna uma festa! A intenção é elevar a autoestima e divertir ao mesmo tempo!”, completa.

A vontade de gravar com Marília vem desde 2015, quando a dupla Henrique e Juliano convidou o Tribo da Periferia para ser a atração surpresa do aniversário da cantora, grande admiradora do trabalho dos brasilienses. E o rap com o sertanejo, deu match!

“Hoje em dia, todos os estilos musicais combinam muito bem, mas o rap do Tribo e o sertanejo têm uma sintonia em comum e isso foi posto em prática nessa mistura musical que abrange um pouco de cada estilo”, explica Duckjay.

Os números do Tribo da Periferia impressionam. São quase cinco milhões de inscritos no canal oficial do YouTube e mais de um bilhão de visualizações na plataforma. O último lançamento, “Nossos Planos”, já ultrapassou a marca de 17 milhões de visualizações. Do álbum mais recente, “Nem Foi Combinado”, “Doce Alma” e “Imprevisível” têm mais de 53, 56 e 228 milhões de views, respectivamente e, “Insônia” (3º Último) e “Alma de Pipa” (4º Último) já passaram dos 100 milhões de views cada. No spotify os artistas somam 6 milhões de ouvintes, mais de 950 mil ouvintes mensais e 1.2 milhões de seguidores. 

Literatura, tecnologia, drogas, religião e conspiração

Daniel Nonohay lança obra inquietante com um novo olhar sobre a dependência das drogas e quais crimes o homem é capaz de fazer por ganância, poder e amor

O juiz do trabalho de Porto Alegre, Daniel Nonohay, despertará no leitor muitos sentimentos e um verdadeiro desconforto. Emoções que somente os escritores mais ousados conseguem trazer para a literatura. Entrar na narrativa de Um Passeio no Jardim da Vingança é, sem exageros, um caminho sem volta. Lançada pelo grupo Novo Século, a trama apresenta um anti-herói, que provocará distintas sensações, empatia e por que não, raiva?

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Daniel Nonohay lança livro. (Foto: Divulgação)

A obra é uma ficção policial futurista em um mundo no qual a tecnologia é extremamente avançada e a capacidade de memórias e aptidões humanas se amplia por meio dos implantes cibernéticos. Nesta cidade distópica, dividida entre zonas vigiadas e periféricas, as drogas são controladamente liberadas.

O recurso literário utilizado em Um Passeio no Jardim da Vingança apresenta uma linha cronológica paralelaque já transporta o leitor para o ápice da história. “Acessei a rede e carreguei os depoimentos e as demais provas. A película piscou, solicitando que eu permanecesse imóvel, enquanto autenticava os documentos com base na minha leitura biométrica. Os procedimentos eram realizados em silêncio, mas um dó menor mudo, contínuo e tenso podia ser quase ouvido vindo do sistema.” (p.17).

O relato acima, narrado em primeira pessoa, é do advogado Ramiro, personagem principal que não tem mais perspectivas na vida. É rico, drogado, adúltero, já não gosta mais do trabalho, até sofrer um atentado terrorista em meio a uma audiência e quase morrer. A trama segue com o protagonista descrevendo como foi se recuperar de dois meses em coma e a tentativa de retomar a vida no escritório de advocacia.

Depois de ser impedido de retornar ao escritório e ter o ego ferido, Ramiro começa a utilizar a tecnologia disponível, inclusive dois chips implantados em seu cérebro, para conseguir o máximo de informações sobre as movimentações que eram realizadas por seus sócios. Mesmo sabendo que o caminho era sem volta, ele não imaginava que, além deles, outras organizações estariam envolvidas neste círculo de crimes, como uma seita religiosa e seu perigoso pastor.

Com uma narrativa rápida e de estilo próprio, Nonohay demonstra os sentimentos e o caráter dos personagens de forma que fica fácil associar o drama da ficção com a própria realidade, construindo uma trama atemporal. O leitor verá uma simples decisão colocar em risco o próprio Ramiro, sua esposa, os sócios e todos aqueles que se sentiam seguros ao redor deles.

Um Passeio no Jardim da Vingança, que chega agora às livrarias de todo o país, tem como cenário uma Porto Alegre de 2038. Ameaça, tecnologia, estupro, coerção e morte são alguns dos temas intensos e polêmicos dessa trama inacreditável e imprevisível. Uma viagem futurista para as mentes que não conseguem ficar longe de uma intensa narrativa.

Sobre: Daniel Souza de Nonohay nasceu em 1973 e mora em Porto Alegre. É casado e pai de duas filhas. Juiz do trabalho, escreveu o seu primeiro romance à mão, em dois cadernos pautados, quando tinha 17 anos. É autor de artigos técnicos, na área do Direito e políticos, que foram publicados em livros, jornais e sites. Organizou livros de coletâneas. É colorado. Atuou como professor e é pós-graduado em Direito do Trabalho. Foi Presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho do Rio Grande do Sul. Atualmente, aproveita cada um dos seus poucos segundos livres para escrever, a sua segunda paixão.