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Crítica de Loki

Por Rodrigo Bocatti

Loki trouxe a questão da Linha do Tempo para a Marvel. (Foto: divulgação)

A Marvel Studios vem deixando os fãs mal acostumados com séries novas todo mês, a última agora lançada foi do vilão Loki. Chamei ele de vilão porque o personagem que acompanhamos na primeira temporada é o prisioneiro  dos Vingadores no primeiro filme da equipe, de 2012, e não o que deu sua vida para salvar o irmão, Thor.

A série, exclusiva do Disney+, nos apresenta a AVT (Autoridade de Variância Temporal) uma organização que controla a Linha do Tempo Sagrada e não deixa que ela sofra ramificações e, para  isso, sempre que surge alguma Variante, eles a retiram da linha do tempo e a prendem.

Owen Wilson e Tom Hiddleston tem uma química muito boa. (Foto: divulgação)

Logo em seu começo, Loki (Tom Hiddleston) é avisado que está sendo caçado pela AVT, ou melhor, uma versão sua está assassinando os agentes da organização e logo descobrimos que a perseguida é Sylvie (Sophia Di Martino), uma Loki de um universo alternativo passado, porém ela descarta esse nome. Todos a conhecem como a “Variante” apenas.

Ao se juntar à Sylvie, Loki descobre qual é o seu verdadeiro propósito: descobrir o que realmente é a AVT e quem está por trás dela. A trama é bem fluída, com momentos interessantes que envolvem os protagonistas, além dos acontecimentosentre Loki e Morbius.

Ravona é a chefe da AVT, abaixo apenas do Guardiões do Tempo. (Foto: divulgação)

Mas nem tudo são flores, ou joias, eu diria. Alguns episódios apresentam um enredo mais lento e quebram o ritmo do anterior, porém são necessários para desenvolver os personagens e duas histórias. É inegável que algumas lutas também não convencem o público.

Entretanto, Loki abriu as portas para a Marvel Studios explorar de uma vez por todas o Multiverso, com os acontecimentos do último episódio (não darei spoilers, fiquem tranquilos!). O futuro do MCU se dará por meio das séries, especialmente WandaVision e Loki, e deve culminar na real explicação quando chegar a vez de “Doutor Estranho: O Multiverso da Loucura”, onde Wanda Maximoff já está confirmada e, existem rumores, que Loki também estará presente. Agora nos resta aguardar dia 25 de março de 2022 para saber como, enfim, tudo se conectará.

Variante do Loki. (Foto: divulgação)

VIÚVA NEGRA

Por André Tanabe

(Foto: divulgação)

Ação, adrenalina, mistério e suspense e um toque de drama familiar. Essas são as principais atmosferas que circulam o mais recente filme da Marvel. Viúva Negra conta com a direção de Cate Shortland e finalmente irá estrear nos cinemas e no serviço de streaming do Disney+ no dia 9 de julho, com Premier Acess.

O longa segue a atmosfera de um clássico thriller de espionagem, com a proposta de explorar o passado de Natasha Romanoff e de mostrar uma última missão da espiã no MCU. A personagem de Scarlett Johansson encontrou seu fim em Vingadores: Ultimato, mas seu legado está longe de ser esquecido. A cronologia dos eventos do filme se passa entre os eventos de Capitão América: Guerra Civil e Vingadores: Guerra Infinita, mas para compreendermos melhor aquilo que moldou Natasha Romanoff nós temos que voltar para o passado. Inicialmente somos apresentados a infância de Natasha e também a sua família que descobrimos serem espiões russos que estavam infiltrados nos Estados Unidos.

Após os eventos de Capitão América: Guerra Civil, Natasha se reencontra com sua irmã Yelena Belova (Florence Pugh), que a recruta para uma missão de salvar outras mulheres vítimas do programa Sala Vermelha e também para acertar as contas com o responsável pelo programa. A dinâmica entre as irmãs é o ponto alto do filme. A introdução de Yelena serve como um contraponto teimoso para a visão mais tradicionalista de Natasha, devido ao seu tempo com os Vingadores, são nas interações das irmãs que podemos ver o lado mais humano de Natasha.

Viúva Negra chega dia 9 aos cinemas. (Foto: divulgação)

Durante a missão, Natasha e Yelena se reencontram com o resto da sua “pseudo-família”, o Guardião Vermelho (David Harbour) e Melina Vostokoff (Rachel Weisz), embora tenha sido colocado como um papel menor, Harbour serve como alívio cômico para a trama em certos momentos, e a dinâmica com Weisz complementa o drama familiar de família disfuncional, que funciona de forma magnifica.

Outro ponto alto do filme se faz na presença de seu antagonista, o Treinador. Uma ameaça misteriosa capaz de copiar qualquer movimento de seu adversário apenas observando e estudando ele. Gerando assim diversas cenas de ação impecáveis. Dando assim destaque para a coreografia que é muito bem trabalhada, apresentando para o espectador cenas de ação de tirarem o folego, um destaque da coreografia dentro do filme fica para uma cena em que a Natasha e a Yelena lutam e nas cenas de luta do Treinador, que se você prestar atenção consegue ver na sua mente certos movimentos de luta utilizados por outros personagens dentro do MCU. Vale ressaltar também a trilha sonora do filme que deixa tudo mais eletrizante e emocionante conforme o filme vai chegando em seu clímax.

Um ponto que deixa a desejar é o fato de o filme não ousar mais ao ponto de se distinguir em meio aos filmes solos do MCU para o encerramento de uma personagem tão marcante e que merecia um filme solo a anos, e se manter na fórmula segura criada em Capitão América: O Soldado Invernal. O filme poderia ter aproveitado de ser um filme solo e único para criar um ambiente especial e mais marcante para Natasha.

Viúva Negra é um filme que aborda temas como família e abuso, mas ele serve principalmente como uma despedida de Scarlett Johansson do MCU e da personagem de Natasha Romanoff, e também como uma passagem de bastão e do legado da Viúva Negra, em geral é um filme que a personagem merecia a anos.

Título Original: Black Widow

Direção: Cate Shortland

Elenco: Scarlett Johansson, Florence Pugh, David Harbour, Rachel Weisz

Duração: 2 horas e 13 minutos (113 min)

Divertido, porém “mais do mesmo”

Por Antonio Lemos

“Velozes & Furiosos 9” chega às telas e diverte o público com cenas de ação, drama familiar e retorno de um velho personagem

Terminou a longa espera! Afetado pela pandemia, já que sua estreia estava programada para maio de 2020, enfim “Velozes & Furiosos 9” chegou aos cinemas. Clima de “casos de família”, cenas de ação, referências com outros filmes, bom humor, volta de quem não foi e aquele famoso “mais do mesmo” assim podemos classificar o longa, que tem duração de quase duas horas e meia (145 minutos).

Parece receita de bolo, mas o início do filme mostra Dominic Toretto (Vin Diesel) e Letty Ortiz Toretto (Michelle Rodriguez) vivendo sossegadamente em sua residência, com o personagem de Diesel consertando um veículo com a ajuda do seu filho Brian, quando Tej (Ludacris), Roman (Tyrese Gibson) e Ramsey (Nathalie Emmanuel) chegam com uma missão para o casal. Não demorou em que a turma se reunisse novamente e as primeiras cenas de ação, carros superequipados, alta velocidade e o pessoal perdendo o fôlego, ao mesmo tempo indignados com tanta criatividade dos produtores em determinadas cenas.

Citei na abertura que o longa tem pegada de “casos de família”, e não é exagero. Aliás, em o autor Justin Lin não fez cerimônia em apresentar parentes nunca mencionados anteriormente, com flashbacks explicativos sobre a relação de Dom com o seu irmão Jakob (John Cena – sim, aquele famoso lutador de WWE), que será o vilão da vez trabalhando junto com Cipher (Charlize Theron) para recuperar um artefato capaz de destruir o mundo. Tudo começa com a morte do pai deles enquanto disputava uma corrida, onde o personagem de Vin Diesel achava que o adversário do patriarca havia causado a colisão, e consequentemente o óbito, a ponto de ele espancar o mesmo e acabar passando alguns anos na prisão. No desenrolar da trama saberemos os motivos pelos quais levou a morte do Toretto pai.

Velozes & Furiosos 9 já está nos cinemas. (Foto: divulgação)

Referências com outros filmes não poderiam faltar. Para quem gosta de “Star Wars”, há um diálogo entre Cipher com um dos seus comandados, onde fala que ele está mais para Yoda do que Luke Skywalker. Já os fãs de “De Volta Para o Futuro“, um dos carros usados no longa lembra o famoso DeLorean. Além dos citados, “Jumanji” e “Harry Potter” também são lembrados nos diálogos.

A história não pode ser aquela maravilha com direito a piadas entres os personagens sobre sua invencibilidade, e Lin resolveu “ressuscitar” um personagem. Enquanto o filme desenrola, eis que aparece Han Lue (Sung Kang) – desculpa pelo spoiler. Ele foi morto no final de “Velozes & Furiosos – Desafio em Tóquio” em um acidente de carro causado por Deckard Shaw (Jason Statham).

No geral, “Velozes & Furiosos 9” entrega diversão até mesmo para quem não viu os anteriores. Proporciona risadas, enigma no final sobre um determinado personagem e aquele “mais do mesmo” com muita velocidade, cenas de ação e vilão querendo ser bonzinho nos instantes derradeiros. Há um desgaste, pois, afinal de contas, estamos no nono longa e a franquia promete no mínimo mais dois pela frente, mas continua divertido para quem curte uma adrenalina. Se eu fosse você, pegaria o possante e correria para o cinema mais próximo.

Empolgante, apaixonante e chega em boa hora

Projeto da Broadway “Em um Bairro de Nova York” chega ao cinema e traz leveza, esperança por dias melhores e mostra que sonhos se tornam realidade

Por Antonio Lemos

Em Um Bairro de Nova York. (Foto: divulgação)

Sonho: Segundo o dicionário, significa o ato ou efeito de sonhar; conjunto de imagens, de pensamentos ou de fantasias que se apresentam à mente durante o sono. Qual é o grande sonho de vocês, leitores? Muitos querem estudar ou completar o seu ciclo acadêmico, outros procuram um emprego e estabilizar. Um grande amor, dinheiro, viver em um lugar melhor… Enfim, o projeto idealizado por Lin-Manuel Miranda para a Broadway, intitulado “Em um Bairro de Nova York” (In The Heights) chega aos cinemas, e com direção de John M. Chu e roteiro de Quiara Alegría Hudes mexe um pouco com as nossas ambições, traz leveza e esperança por dias melhores.

A história começa no bairro de Washington Heights, na cidade de Nova York e os oito primeiros minutos mostra os sonhos de cada personagem da trama. Com direito a hip-hop, salsa, merengue e outros estilos musicais, até quem não gosta de musicais fica contagiado com o som e as danças. Dá vontade de pegar o nosso sombrero, os chocalhos e cantar junto com os personagens.

Bora falar dos personagens principais do filme! Usnavi de la Vega (Anthony Ramos) é um rapaz nascido na República Dominicana, sonha em viver uma vida melhor em outro lugar e reconstruir o antigo bar que seus pais tinham (El Sueñito). No começo do filme mostra ele conversando com um grupo de crianças sobre a história de como vivia no bairro que estava em profundas mudanças, dando a impressão de que estava em um paraíso, sombra e água fresca. Ele é dono de uma mercearia, que conta com o seu primo Sonny (Gregory Diaz IV) como funcionário. O momento cômico do dialogo dele com a gurizada é quando explica a origem do seu nome (só assistindo para dar risada).

Nina Rosario (Leslie Grace) é amiga de Usnavi e uma inteligente garota que saiu de New York para estudar em uma universidade do outro lado do país (Stanford). Ela é o orgulho da comunidade por ter realizado o desejo de muitos que ali moram, saindo do local para alçar voos maiores, mas passou por vários perrengues no campus por ser latina, o que faz abandonar os estudos e voltar para o seu bairro, no qual tem muito orgulho.

Já Vanessa (Melissa Barrera) é uma moça de parar o bairro e trabalha no salão de Daniela (Daphne Rubin-Vega). Seu sonho é sair da região e morar em Manhattan para seguir a carreira na indústria da moda. Usnavi é completamente “amarrado” na morena, e outro momento cômico são as tentativas de chamá-la para sair. Cada bola fora que o dominicano dá que nem o Cupido poderia ajudar nessa.

Outros personagens ganham destaque na trama, como Benny (Corey Hawkins), que trabalha em uma empresa de taxi do pai de Nina, Sr. Rosario (Jimmy Smits). Há uma paixonite entre ele e a filha do chefe. Com o mantra “Paciência e Fé”, Abuela Claudia (Olga Merediz) “adota” todos os moradores do bairro como se fossem seus filhos legítimos, e até o produtor, Lin-Manuel Miranda, faz uma participação nesse carnaval latino ao interpretar um vendedor de raspadinhas – sobremesa feita com gelo picado e xarope de qualquer sabor -, que buscava marcar o seu território contra a concorrência, afinal, o calor naquele pedaço é ‘brabo’.

Além de abordar a independência, a liberdade e os sonhos de cada personagem, a trama mostra a união do povo com o seu bairro, como se fosse o porto seguro de cada um, afinal, quem teria coragem de sair de um local extremamente colorido com as cores das bandeiras dos países latinos e musical para cada ação? Um verdadeiro paraíso!

Drama e mistério também marcam o filme, como os diálogos de Nina com o pai, o dilema de Usnavi de ir para sua terra natal, as ‘DRs’ entre os casais, até o segredo de quem ganhou os US$ 96 mil na loteria, onde o bilhete premiado saiu na mercearia do personagem de Ramos, conseguiu ficar bem amarrado pela roteirista. Tudo com direito a música, muita dança, calourão de 41°C e apagão que transformou o bairro em um verdadeiro caos.

Músicas contagiantes, mistura de ritmos, clima de carnaval – dando certa inveja para nós, que estamos com saudade de uma aglomeração – enredo “pé no chão” no quesito de mostrar vitórias e derrotas de cada um, “Em um Bairro de Nova York” é capaz de cativar até mesmo quem não gosta de musicais, mostra que não há lugar melhor como o nosso lar para dar continuidade na nossa história, e com perseverança, força de vontade, paciência e fé, seus sonhos (ou sueñitos, como é falado no filme) se tornam realidade.

crítica de invocação do mal 3 – a ordem do demônio

Por Leticia Nunes

Ed e Lorraine Warren vão ao tribunal no terceiro filme da saga de Invocação do Mal. (Foto: divulgação)

Amanhã estreia ‘’Invocação do mal 3 – A Ordem do Demônio’’, nos cinemas, mas nossa equipe teve acesso ao filme antes do lançamento. A história é de um caso real do primeiro réu americano a alegar ter sido possuído por um demônio, ao cometer um assassinato. Este é o oitavo filme do universo de ”Invocação do Mal”. Além dos dois primeiros longas (2013 e 2016), também temos Annabelle (2014), Annabelle: A Criação do Mal (2017), Annabelle 3 – De Volta para Casa (2019), A Freira (2018) e A Maldição da Chorona (2019). Embora seja diferente da fórmula dos dois primeiros filmes e traga uma verdadeira história de amor, o filme trás cenas surpreendes e com bastante susto ao decorrer do longa! Confira o trailler abaixo:

“Invocação do Mal 3 – A Ordem do Demônio” inicia com uma família se mudando para uma casa nos EUA. O pequeno David Glatzel ( Julian Hilliard) é possuído misteriosamente por um demônio e sua família pede ajuda para Ed e Lorraine (Vera Farmiga e Patrick wilson) para expulsar a entidade e realizar o exorcismo com a autorização da igreja na presença de um padre. Durante o processo o namorado de sua irmã Arne (Ruairi O’Connor) não suporta ver seu cunhado ser atormentado e pede ao demônio que entre em seu corpo e livre David do sofrimento. Ed é atingindo bruscamente e jogado ao chão, sendo levado gravemente ao hospital. Ao recobrar a consciência, ele avisa a Lorraine que a entidade estava habitando o corpo de Arne.

Arne, possuído pela entidade, comete um assassinato e é preso, Ed e Lorraine tentam, incansavelmente, provar a existência do demônio e fazer com que ele não seja sentenciado a morte pelo estado.

Atenção: contém Spoiller!!!!

Invocação do Mal 3 – A Ordem do Demônio estreia nos cinemas. (Foto: divulgação)

Na busca por provas, eles viajam para outro estado e acontece uma subtrama no meio do filme, sobre uma outra garota alvo de um ritual satânico com os mesmo indícios, Ed e Lorraine ajudam a polícia local a solucionar o caso em troca de terem acesso as arquivos, mas eles não tem qualquer tipo de conclusão. Parece, em determinado momento, que faltou história.

Ao terem acesso aos arquivos, eles descobrem que se trata de uma bruxa que lançou uma maldição, ela precisa levar uma alma ao diabo e para isso acontecer a vítima precisa cometer suicídio. Com isso, eles vão em busca do altar em que a magia foi feita, para quebrar a maldição e provar as autoridades que Arner é inocente.

O filme possui poucos “jumpscares” que é uma das bases da franquia, trazendo mais suspense e terror aos fãs.

Nota: 4/5

Crítica: Aqueles Que Me Desejam A Morte

Por Leticia Nunes

Aqueles Que Me Desejam a Morte chega aos cinemas. (Foto: divulgação)

Baseado no livro de Michael Koryta, e com roteiro do próprio, Aqueles Que Me Desejam a Morte, é um novo filme de suspense da Warner se inicia com o contador Jack (Aidan Gillen) assistindo uma explosão pela televisão junto com o Connor, seu filho, e desconfia que ele poderia ser o próximo junto com sua família. Pai e filho seguem em fuga para tentar se esconder, Jack revela para o filho que havia descoberto pontas soltas de pessoas muito perigosas e, com isso, eles estariam em perigo!

Connor assiste ao assassinato do pai. mas ele consegue escapar segundos antes de ser percebido pelos criminosos, então recebe do pai um papel contendo revelações que desvendariam o motivo da série de assassinatos. Apesar de conseguir escapar, por entre uma floresta cerrada do Montana (EUA), Connor sabe que quem matou seu pai não deixará testemunhas. Na fuga, cruza-se com Hannah Faber, uma bombeira que se encontrava na torre de vigia quando tudo aconteceu.

O filme mostra Hannah afastada de suas funções, por estar traumatizada em sua última missão como paraquedista, em que erra os cálculo do vento e não consegue salvar três crianças a tempo de um incêndio. Quando os criminosos resolvem atear fogo à floresta para eliminar todos os vestígios, Connor e Hannah se encontram numa luta desesperada para escapar das chamas e dos criminosos.

O filme faz questão de destacar o trabalho dos bombeiros florestais e as técnicas que eles utilizam para sobreviver ao fogo e às tempestades elétricas na floresta. A maior parte do longa mostra a trajetória dos assassinos (Aidan Gillen e Nicholas Hoult) em paralelo com a trajetória do garoto Connor (Finn Little) .

No fim das contas, a verdadeira heroína de ação é Allison (Medina Senghore), esposa grávida do policial Ethan (Jon Bernthal) que consegue eliminar um dos assassinos e fica com seu esposo na torre até o final do incêndio.

Confira abaixo o Trailler:

ATENÇÃO: A PARTIR DESTE PONTO , O TEXTO CONTÉM SPOILER

Angelina Jolie como bombeira no filme Aqueles que me desejam a morte. (Foto: divulgação)

Confesso que fiquei bem chateada por não saber o que havia naquele papel guardado pelo menino, ficou um pouco fora de contexto. Aparece apenas o personagem Connor prestes a dar entrevista para a imprensa, para revelar o conteúdo do bilhete deixado pelo pai. O filme é totalmente previsível e conseguimos antecipar morte de cada personagem, para um elenco de peso, esperava ser surpreendida.

Além dos protagonistas, o elenco conta com Nicholas Hoult (X-Men), Aiden Gillen (Game of Thrones), Medina Senghore (Happy!), Tyler Perry (Garota Exemplar), Jake Weber (Homeland) e Jon Bernthal (Ford vs. Ferrari).

star wars: the bad batch

Por André Pistarini

Star Wars: The Bad Batch. (Foto: divulgação)

Confesso que pelo nome ” O lote estragado” tive uma ideia completamente diferente do enredo de Star Wars: The Bad Batch. Imaginei um esquadrão que faria os serviços mais sujos para a República. Expectativa…Realidade:

A série acompanha os clones experimentais de elite, a força clone 99 que foi geneticamente modificada, apresentados pela primeira vez em “A Guerra dos Clones”, logo após a execução da ordem 66.

Na linha do tempo dos filmes de Star Wars, este é um GAP muito grande a ser explorado, saímos do Episódio III com um golpe de estado bem sucedido e aclamado, para um episódio IV que já nos apresenta uma aliança rebelde estruturada se rebelando contra esta imposta ordem galática.

Neste ponto político, logo no começo, Star Wars: The Bad Batch não nos desaponta. Ela apresenta um frágil império impondo regras para controle da população, repensando seus gastos com a permanência de um exército de clones e já enfrentando pequenas esferas de resistência, uma delas liderada por Saw Guerrera.

Assistir a tripulação tentando avaliar onde estão neste novo mundo é interessante e eficaz. Enquanto tentam encontrar o seu caminho numa galáxia em rápida mudança.

Aliada com uma animação espetacular muito realista e com a medida certa de ação, Star Wars: The Bad Batch te instiga curiosidade para saber qual é o futuro desses novos personagens muito carismáticos.

Pelos dois episódios disponíveis, consigo identificar uma ótima série do universo de Star Wars.

Nova série do universo de Star Wars impressiona pela animação espetacular. (Foto: divulgação)

MEDIEVAL DINASTY É UM SIMULADOR MEDIEVAL PROMISSOR, MAS TEM MUITO O QUE EVOLUIR AINDA

Por Luigi Buratto

(Foto: reprodução)

Medieval Dinasty é um jogo que exige paciência, pois ele oferece uma ambientação praticamente realista de como era o modo de vida na época medieval. Você tem a missão de criar sua família, casar, ter filhos, e construir um lar para que sua dinastia possa aproveitar as maravilhas do mundo. Mas para isso, é necessário começar tudo do zero. Você vai precisar caçar para comer, criar o seu próprio estilo de vida e meio de sustento através da pecuária e agricultura.

(Foto: reprodução)

Através de um ótimo sistema de “roda de construção”, você terá acesso aos mais variados tipos de arquiteturas, ferramentas e objetos. As criações são realizadas coletando os mais variados recursos como madeira, feno, galhos e pedras, e conforme avança no jogo desbloqueia novos itens.

Medieval Dinasty possui uma árvore de habilidades, na qual conforme você vai completando missões e ganhando reputação nas vilas por onde passa, ganha pontos para aprimorar habilidades como caça, arado, pescaria, coleta de itens, construção e etc…

(Foto: reprodução)

O game oferece um sistema climático das quatro estações e os gráficos são realmente impressionantes, tirando proveito do motor da Unreal Engine. Porém, como dito no início, este é um jogo de paciência e passar pelas estações é um processo que leva tempo. Para tirar o maior proveito do fator gameplay, é legal jogar um pouco a cada dia, evoluindo conforme o tempo e aumentando sua vila e família.

(Foto: reprodução)

Com troca de itens, comercio, forja, confecção de equipamentos, criação da sua família, e o ponto forte que é a construção da sua vila, este simulador da vida medieval pode atingir um público alvo grande, mas antes precisa consertar e aprimorar muita coisa.

A fase em que o jogo se encontra ainda está muito crua, as missões e enredo não envolvem muito, parecem um tanto quanto genéricas e o fato dos personagens não terem linhas de fala, apenas textos, deixa o jogo monótono.

A tradução para o PT-BR ainda é falha, com vários textos em inglês e a fala dos personagens é quase sempre idêntico. Sem contar que o jogo não salva automaticamente quando você conclui missões, o que pode ser frustrante caso você jogue por um longo período e acabe sendo devorado por lobos sem querer, como foi meu caso.

Falta um pouco mais de vida própria em Media Destiny para quebrar a monotonia de ir andando quase sempre para as vilas mais distantes conversar com NPCs e concluir quests, já que o jogo ainda não possui um sistema de viagem rápida.

(Foto: reprodução)

Medieval Dinasty é uma pedra bruta que precisa ser lapidada e possui ótimos elementos. Com um visual incrível e ótimas mecânicas, dá pra passar muito tempo jogando.

O jogo já foi lançado para PC na Steam e agora conta com um roadmap de implementações pela frente, utilizando o feedback dos usuários para seu aprimoramento.

Se você curte simuladores e gosta de jogos medievais, então pode dar uma chance ao game que ainda promete muitas surpresas.

tom & jerry

Por Henrique Moita

Tom & Jerry mistura animação com live action. (Foto: divulgação)

O ano é 2021 e a Warner resolveu trazer um gênero de filme que fez bastante sucesso nos anos 90, que mistura live action com animação, dessa vez trazendo Tom & Jerry. Será que ela está nos preparando para o que está por vir em Space Jam 2?

Já vou dizendo que adorava o primeiro filme, tinha inclusive o VHS e assisti diversas vezes, porém ao assistir ‘Tom & Jerry’, eu senti que algo estava um pouco deslocado ali. Não sei se essa história de juntar animação 2D com live action combina hoje em dia. Para completar ainda mais a estranheza que tive, não só a dupla principal era em animação, mas sim todos os animais do filme. Imagino que seja porque eles queriam inserir, não só Tom ou Jerry, mas também vários outros personagens dos desenhos, como o buldogue Spike. Mas ainda assim, ficou estranho. Ainda mais que, no ano passado, tivemos o filme do Sonic, mostrando que com uma boa animação 3D, fiel a aparência do personagem, fica muito mais atual a produção.

Acho que a Warner ficou com medo de sair um novo Pica-Pau com os personagens em 3D e acabaram optando pela versão 2D mesmo.

Tom & Jerry estreou nos cinemas. (Foto: divulgação)

Mas e o filme em si, como ele é?

Bom, ele é uma mistura daqueles filmes de comédia da sessão da tarde com um compilado de episódios de Tom e Jerry: você sabe o que vai acontecer na disputa entre o gato e o rato, mas não deixa de dar risada, como sempre foi e o enredo ao redor do filme não tem nada de muito complexo e que você não saiba como vai se desenrolar.

Achei também que a escalação de Ken Jeong totalmente desnecessária. Como um grande nome da comédia, ele aparece muito pouco e acho que o seu humor seja muito mais voltado para o público adulto do que para o infantil.

Por fim, minha avaliação de Tom & Jerry: O Filme é de 5/10.

Para o público infantil, talvez até funcione hoje em dia e o público adulto sinta um pouco da nostalgia da dupla, porém ainda falta aquelas piadas só para os adultos entenderem nesse tipo de filme, animação 2D com live action realmente não combinam mais e tem um certo desperdício de bons atores de comédia.

CONVENÇÃO DAS BRUXAS

Por Henrique Moita

Quando vi que teríamos um remake de “Convenção das Bruxas”, fiquei animado com o fato. Lembro que assisti ao filme várias vezes na “Sessão da Tarde” ou no “Cinema em Casa”. Então, fiquei ainda mais animado quando recebemos o convite da Warner para assistir ao novo longa.

Admito que tinha bastante coisa que eu não lembrava do filme, mas a história principal, sim. Pois bem, 30 anos se passaram entre as realizações das duas versões do filme e isso se torna bem visível na tecnologia que agora pode ser implantada, tornando diversos efeitos especiais muito melhores.

Remake ‘Convenção das Bruxas’. (Foto: divulgação)

Somado a isso, temos uma representatividade muito maior no filme também e fazendo com que pudessem ser colocadas críticas sociais muito presente nos dias de hoje. Uma das cenas que mais me chamou a atenção para isso é quando a avó (Octavia Spencer) chega no hotel que eles ficarão hospedados. Quem os recebe é um negro, que estranha a presença de uma senhora de cor. Quando está revela que se hospedará lá, ele abre um sorriso, mostrando estar muito contente que pessoas negras possam ter a chance de se hospedar em um hotel que é para a elite.

Outro grande destaque do filme é a atuação de Anne Hathaway como a “Grande Bruxa”. A atriz soube fazer uma líder convincente e aterrorizante.

Porém, como nem tudo são flores em um filme, duas coisas me chamam a atenção de um modo negativo. Primeiro, foi o fato de como as bruxas disfarçam uma de suas principais características. Nos é dito que elas tem uma boca enorme, que sua extensão é de orelha a orelha e que, para disfarçar, elas usam maquiagem, ficando muito parecidas com o Coringa de Heath Ledger, quando não estava com o rosto coberto de maquiagem. Com isso, fica muito visível que tem algo ali, como se fosse uma cicatriz e sério, que NINGUÉM no mundo percebe isso? Ou simplesmente nada comentam? Impossível que não fosse feito nenhum comentário por parte de outras pessoas. Acho que isso poderia ter sido mostrado, pelo menos.

‘Convenção das Bruxas’ original. (Foto: divulgação)

O outro ponto é justamente em algo que, em tese, deveria ter sido melhorado, por conta do avanço nos efeitos especiais, e também envolve a boca das bruxas. Em determinado momento do filme, é feito um close no rosto da Grande Bruxa quando ela está em sua verdadeira forma (careca e com a boca em seu tamanho normal) e nesse momento, da claramente para ver que a boca é feita por efeitos especiais, não parece nem um pouco realista, o efeito ficou meio estranho, dando para notar claramente que aquilo foi feito pelo computar.

Vamos agora a algo que me chamou atenção de modo positivo.

Do mesmo modo que o longa de de 1990, as bruxas tem que usar luvas grandes, que chegam até o cotovelo, porque elas possuem garras. A diferença de uma versão para a outra é que, na primeira são garras “normais”, sendo representadas como se fossem mãos muito longas. Porém, no remake do longa, as garras são mostradas de modo diferente, são como se fossem mãos “normais” que estivessem faltando os dedos anelar e médio. Depois que nos é revelado isso, se você prestar atenção nas bruxas, quando elas estão com luvas, dá para perceber que esses dois dedos parecem falsos, dando muito mais veracidade ao que nos foi apresentado.

Por fim, minha avaliação final de “Convenção das Bruxas” é 6,5/10. O filme é basicamente O MESMO da sua versão anterior, tendo apenas as inovações tecnológicas de diferença e me fez pensar, “será que realmente precisava de um remake do filme?”. A história é interessante e divertida. Talvez o remake tenha sido feito para que o público seja renovado, mas não vejo uma real necessidade para isso.