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receita de farofa para inspirar um menu criativo em casa

Farofa de camarão para recheio. (Foto: Divulgação)

Ficar em casa tem se tornado a rotina de muitas pessoas nos últimos tempos. Então que tal aproveitar este momento para aprender um receita nova?! Para inspirar os consumidores, a Yoki compartilha uma receita de tainha recheada, mostrando como fica gostoso juntar a verdadeira farofa da marca. Confira:

TAINHA RECHEADA COM FAROFA DE CAMARÃO

INGREDIENTES

1 Tainha limpa (cerca de 1,5kg)

2 colheres (sopa) de suco de limão (30ml)

1 colher (sopa) de azeite (15ml)

sal e pimenta do reino a gosto

½ xícara (chá) de água (120ml)

1 ½ colher (sopa) de óleo (22,5ml)

1 cebola pequena picada (60g)

250g de camarões pequenos sem casca e limpos

¼ xícara (chá) de cheiro verde picado (30g)

1 xícara (chá) de Farofa Tradicional Yoki (100g)

2 colheres (sopa) de azeitonas pretas picadas (25g)

sal a gosto

PASSO A PASSO

1- Coloque a Tainha numa assadeira e tempere com uma mistura feita com o suco de limão, o azeite, o sal e a pimenta. Com ajuda de um garfo, faça furinhos na parte interna do peixe, para que o tempero penetre.

2- Cubra com filme plástico. Deixe na geladeira pegando gosto por 1 hora.

3- Numa frigideira média aqueça o óleo e refogue a cebola até ficar macia.

4- Acrescente os camarões e cozinhe somente até ficarem rosados, mexendo de vez em quando. Acrescente o cheiro verde.

5- Junte a Farofa Tradicional Yoki e as azeitonas, tempere com o sal e cozinhe até os ingredientes ficarem bem envolvidos. Tire do fogo.

6- Preaqueça o forno em temperatura média (180°C).

7- Numa assadeira grande, coloque o peixe. Antes de rechear, distribua no seu interior, todo o tempero que ficou na assadeira.

8- Recheie o peixe com a farofa. Feche o peixe espetando na pele palitos de dente para unir as duas extremidades. Coloque os palitos paralelos a uma distância de 2cm para que o recheio não saia.

9- Acrescente metade da água na assadeira e leve ao forno. Asse por cerca de 50 minutos ou até o peixe ficar cozido e ainda úmido (na metade do cozimento acrescente o restante da água).

10- Dicas: Para saber se o peixe assado está no ponto, basta enfiar um garfo, se a carne se separa com facilidade da espinha, ele já pode ser retirado do forno.

11- Aproveite o molho que fica na assadeira e prepare uma farofa. Acrescente 1 xícara (chá) de água na assadeira. Leve ao fogo e cozinhe mexendo e raspando o fundo da assadeira até obter um molhinho. Acrescente meia xícara (chá) de Farofa Tradicional Yoki e meia colher (sopa) de coentro picado (2,5g).

Carneiro fatiado natalino do Restaurante Arabesco

Arabesco tem seu tradicional carneiro para o natal. (Foto: Divulgação)

Tradicional na culinária do Oriente Médio e do Mediterrâneo, o carneiro assado é considerado a carne símbolo de fartura da culinária local.

Com alto valor nutritivo e fonte de minerais como ferro, fósforo, cálcio, proteínas e vitaminas, é uma ótima opção de cardápio para o Natal.

SERVIÇO:

Restaurante Arabesco (em dois endereços):

Rua Doutor Homem de Mello, 494 – Perdizes.

Tel: (11) 3872-8164

Horário de funcionamento: das 10h às 23h – de segunda a sábado

Domingos das 10:30 às 17:00

Estacionamento gratuito

Av. Paulista, 1765

Tel: (11) 3289-5664

Horário de funcionamento: das 8h às 18h – de segunda à sexta

www.arabesco.com.br

O lado mais saboroso e doce da Turquia

Com uma culinária de dar água na boca, os doces desse país estão presente em vários momentos do dia a dia e são ótimas pedidas para souvernirs

As cores, sabores e odores da Turquia estão em qualquer parte para quem visita este país repleto de história e cultura. E, não menos verdade, são os doces! Inseridos no dia a dia dos turcos, essas delícias estão em vários momentos e celebrações do país.

Entre os doces mais conhecidos estão o “lokum” (delícia turca) e o “baklava”, sobremesas típicas servidas como parte da refeição principal.

Conheça a gastronomia da Turquia. (Foto: Divulgação)

baklava – formado por camadas finas de massa, recheadas com nozes e pistaches e coberta com calda de açúcar – e seus derivados  são geralmente servidos com café, como um lanche ou depois de um prato de kebab. São várias histórias sobre a sua origem, uma delas diz que esta delícia era preparada no Palácio Topkapi, localizado na capital Istambul, e servia como presente do sultão à sua guarda, no décimo quinto dia do Ramadã.

Mas a “família” de doces turcos é extensa e deliciosa. Abaixo, listamos algumas delas para que na próxima viagem esteja garantido o tour de guloseimas e a lembrança para as encomendas de souvenirs.

Frutas: de longe, as frutas frescas são a sobremesa mais comum depois de uma refeição, que adquire o seu sabor único. A primavera dá as boas-vindas aos morangos, seguidos de cerejas e damascos. Já o verão é marcado por pêssegos, melancias e melões, bem como todos os tipos de uvas, que amadurecem no final do verão, seguidos de figos, ameixas, maçãs, pêras e marmelos verdes e roxos. As laranjas, tangerinas e bananas estão entre as frutas típicas do inverno. Frutas frescas e compotas também são comuns durante os meses mais frios.

Laticínios: a contribuição mais maravilhosa da culinária turca para a lista de sobremesas é a doçaria láctea – a família “muhallebi”, pudins preparados com amido e farinha de arroz e não traz nem ovo nem manteiga. É comum encontrar o pudim aromatizado com toques e limão ou laranja. Essas sobremesas lácteas incluem vários pudins, desde os mais leves e sutis com sabores de rosas até o típico pudim de leite, com peito de frango desosado (sim, você leu certo!).

Grãos: as sobremesas à base de grãos incluem itens de confeitaria assados, assim como fritos com massa levedada e as sobremesas pan-sauté. Os bolos assados também podem ser referidos como a família baklava. Estas são folhas de massa fina, pinceladas com manteiga e dobradas, em camadas ou enroladas, depois de serem preenchidas com pistaches moídos, nozes ou creme pesado. Logo, são assadas, e recebem um syrup para finalizar. Hmm.

Alguns dos quetridinhos!

Lokum, criada pelo confeiteiro Ali Muhiddin Haci Bekir, da corte imperial de Istambul no final dos anos 1.700, é uma espécie de bala de goma muito popular na Turquia que pode ser encontrada em divrsas cores. Feito de amido, água e açúcar o doce tem uma aparência de geleia. Serve-se cortado em cubos, envolto em açúcar de confeiteiro. Os aromas? O tradicional é de água de rosas. Mas tem também com amêndoas e chocolate.

Künefe é uma iguaria que traz em sua composição duas delícias: um tipo de macarrão árabe, muito fino, o Kadaif, e um queijo suave, o Künefe Peyniri. Preparado no forno, deve ser consumido ainda quente e o delicioswo acabamento fica por conta do pistache granuldo, jogados em cima, além da calda de açucar.

Dondurma é o famoso sorvete turco pra lá de popular no país. A palavra significa “congelando”. Com uma consistência que lembra o chiclete, tem textura firme e é feito de leite de cabra. O sorvete ganha ares de entretenimento com os malabares turcos que, ao servir o turista, fazem um show à parte.

Aşure ou Doce de Noé tem sua origem nos tempos bíblicos e o prato é servido tradicionalmente no décimo dia, do décimo primeiro mês do calendário islâmico: o Muharran. A receita tradicional vem com (deliciosos) 12 ingredientes.

Restaurante tem a cara do Nordeste. E por isso tem a cara de São Paulo também…

A casa traz o melhor da cozinha do Nordeste.  Nas noites de quinta a sábado e no almoço de sábados, domingos e feriados, há música ao vivo, para ouvir e dançar, em um salão anexo ao principal, onde há um charmoso palco em forma de sanfona. Praticamente toda a decoração do restaurante foi trazida do Nordeste

“Eu vou contar pra você como se come bem no Baião e, se não quiser ler todo o release, nas fotos preste atenção…”

Tudo bem, tudo bem, o verso (cordel?) que abre esse texto não é tão bom assim, mas a casa que apresentamos é:  Baião – Cozinha Nordestina! O novo restaurante fica à rua Traipu 91, tels: 4306-2078 e 4306-2082, em um ponto que já recebeu restaurantes como a “Pizza na Roça” e a “A Toca”.

a porção Combinado do Agreste é uma das mais pedidas da casa (3).jpg
Baião – Cozinha Nordestina traz comida da região. (Foto: Divulgação

A casa encanta os clientes logo ao primeiro contato.  Na entrada, há um enorme boneco de cangaceiro. Logo após, uma aconchegante sala de espera e um “quiosque”, onde uma “baiana legítima” faz o acarajé todos os dias, no almoço e no jantar, com exceção das noites de segunda-feira. Logo depois fica o salão principal, com capacidade para 120 pessoas e simpáticos garçons em trajes típicos do Nordeste. Um bar feito com pau a pique e telhas separa o salão principal de uma pista de dança, onde há um palco em forma de sanfona.

Da pista, é possível observar uma organizada cozinha-show. Há também algumas poucas mesinhas do lado de fora, na lateral da casa, e um jardim à frente, do lado direito da entrada, que representa o sonho do nordestino de que um dia exista água e verde em abundância nos nove estados da região. Embaixo, descendo uma bela e colorida escadaria que remete às ruas de Pipa, no Rio Grande do Norte, há outro salão (70 lugares), com cozinha independente, que por enquanto é utilizado para festas e eventos, e em datas especiais, como o Dia das Mães.

O proprietário da casa, José Lourenço dos Santos Júnior, 40 anos, o “Júnior”, é sócio, ao lado do pai (José Lourenço dos Santos, o “Seu Lourenço”), da tradicional pizzaria Paulino, nos endereços das ruas João Ramalho (Perdizes) e João Moura (Pinheiros).  Filho de alagoanos e apaixonado por comida regional, frequentou desde cedo os restaurantes nordestinos da Cidade e sempre teve, segundo conta, “o sonho de montar um restaurante com a comida do Nordeste em São Paulo”.

Antes de abrir o Baião viajou três vezes ao Nordeste para “comer em restaurantes famosos, como o Camarões, em Natal; Parraxaxá, no Recife, e Bodega do Sertão, em Maceió; mas também em pequenos estabelecimentos encontrados à beira do caminho, em cidadezinhas e à beira da praia”. Nas viagens adquiriu também, principalmente em Caruaru, em Pernambuco; e Trancoso, na Bahia, quase toda a decoração da casa, como o porta-guardanapos, que é um lindo carrinho de boi, as luminárias, os jogos americanos (ops!,nordestinos!) e as centenas de bonequinhos com personagens da região.  Destaque também para os nove cordéis que fazem referência a todos os estados da região:  Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, e para as fotografias de nordestinos famosos homenageados nas paredes do restaurante.

Agora, Júnior está em contato com as secretarias de Turismo e de Cultura dos estados do Nordeste para obter imagens – fotos e filmes – para passar permanentemente na TV do restaurante.

Um dos grandes destaques da casa é o já citado palco em forma de sanfona, homenagem ao seu pai e sócio na pizzaria. “Como ele é sanfoneiro e a música, além da gastronomia, sempre foram meus maiores elos com o Nordeste, esse palco foi uma forma de referência, respeito e agradecimento”, diz Júnior.

A casa abre de segundas às quartas-feiras, das 11h30 à meia-noite; às quintas, sextas e sábados, das 11h30 às 3h; e aos domingos e feriados das 11h30 às 18h. Ou seja: continua atendendo e servindo o almoço até às 18h. “Queremos ser uma boa alternativa para os paulistanos e turistas que não têm horários definidos para comer na Cidade”, afirma Júnior.  A música ao vivo acontece de quintas a sábados, das 21h às 3h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.  “A música é de qualidade, sempre nordestina, Forró Pé de Serra tocado em um salão separado e no tom adequado, para não atrapalhar quem está no salão principal e quer simplesmente conversar”, diz o proprietário do estabelecimento. Quando não estão os músicos, o som ambiente traz canções do Nordeste de qualidade, também no tom certo, de autores como Luiz Gonzaga, Alceu Valença e Dominguinhos.

Entre as opções do cardápio, destaque para o Acarajé (feito com massa de feijão, acompanhado de camarão, vatapá, caruru e vinagrete – R$ 15,50); a porção de mini acarajés (seis unidades com camarão, vatapá, caruru e vinagrete – R$ 38,50), os bolinhos (oito  unidades – como de macaxeira com carne de sol, por R$ 24,50; e de camarão; por R$ 28,50; e Maria Bonita e Lampião, com massa à base de macaxeira e recheio com queijo coalho, rapadura e pimenta biquinho, por R$ 24,50); Tapioca de carne seca com nata (R$ 13,50 individual); porções, como Carne de panela com farofa e pimenta biquinho, por R$ 25,00), Chips (de macaxeira, de batata doce ou de batata – R$ 10,50); Enrolado de linguiça (com banana da terra, crocante e molho da casa – R$ 25,00), Linguiça na Cachaça (com cebola roxa, tomate cereja, pimenta biquinho, azeitonas verdes, salsa e cebolinha – R$ 34,00) e Combinado do Agreste (carne de sol acebolada, linguiça apimentada, macaxeira frita e queijo coalho empanado e flambado na cachaça – R$ 65,00 – serve de três a quatro pessoas); Caldinhos, como de Mocotó (R$ 15,00), Sururu (R$ 14,00) e Feijão (R$ 11,00); Salada de Frutos do Mar (com cenoura, batatas, tomate, palmito, ervilhas, cebola e frutos do mar – R$ 55,00 para duas pessoas), Salada de Abóbora Assada com Ervas (mix de folhas, queijo coalho grelhado e castanhas do Pará – R$ 31,50 – serve duas pessoas), Cuscuz (carne de sol com queijo coalho, R$ 24,90; carne de sol com banana da terra, R$ 24,90; camarão, com molho de coco, R$ 26,80; vatapá, com camarão e vinagrete, R$ 25,80; e carne seca na nata, R$ 24,90); Galinha Caipira (acompanham arroz branco, pirão, mandioca, jerimum e batata doce – R$ 58,00 e R$ 32,00), Carne de sol com queijo coalho (acompanham arroz branco, feijão fradinho e farofa paçoca – R$ 90,00 e R$ 58,00 individual), Baião de Dois com carne de sol e queijo coalho (com macaxeira, jerimum e batata doce – R$ 79,00 para duas pessoas e R$ 48,00 individual; com filé mignon o valor é de R$ 95,00 e R$ 61,50),  Rabada (com polenta com agrião e arroz branco – R$ 50,00 para duas pessoas e R$ 32,00 individual), Dobradinha (com arroz branco, farofa e salada verde – R$ 47,00 para duas e R$ 30,00 individual), Buchada (com pirão e arroz– R$ 85,00 para duas pessoas e R$ 53,00 individual); Arrumadinho (feijão de corda, vinagrete, farofa e carne de sol – R$ 69,50 para duas pessoas e R$ 47,50 individual), Moqueca de Camarão e Peixe (acompanham arroz branco, pirão de peixe e farofa de dendê – R$ 150,00 para duas pessoas e R$ 91,00 individual), Bobó de Camarão (acompanham arroz branco, pirão de peixe e farofa de dendê – R$ 165,00 para duas pessoas e R$ 97,50 individual), Camarão no Coco (com arroz de manga e salada verde – R$ 160,00), Ensopado de Bode (acompanham arroz branco, legumes e farofa de dendê – R$ 85,00 para duas pessoas e R$ 40,0 individual); Bode na brasa (com arroz, farofa e feijão fradinho – R$ 90,00, para duas pessoas), Pintado enrolado na folha de bananeira na brasa (com farofa de banana, arroz branco e vinagrete – R$ 98,00 para duas pessoas) e o Peixe assado inteiro (com macaxeira cozida, arroz, feijão fradinho e vinagrete – R$ 130,00 para duas pessoas). Os pratos são muito bem servidos.

De segunda a sexta no almoço há opções de pratos executivos, diferentes a cada semana (com valores que variam entre R$ 21,90 e R$ 49,90. Com sobremesa (Quindim, Bolinho de chuva com doce de leite de rapadura e pera ao vinho, há um acréscimo de R$ 3,00), além dos pratos normais da casa. O cardápio executivo muda todos os meses.

Entre as bebidas, um muito bem tirado chope Brahma claro (R$ 7,70) e Black (R$ 9,50) em lindas canecas com o logo da casa (repare na original chopeira, que lembra a saia de uma baiana).  Muitas pessoas também pedem cervejas, que chegam em cumbucas com gelo. A boa Carta de Vinhos e Espumantes traz interessantes sugestões de harmonização com os pratos, petiscos e sobremesas. E todos os vinhos são produzidos no Nordeste do País, na região do Vale do Rio São Francisco. Destaque ainda para a Carta de Cachaças, com um bom número de sugestões produzidas no Nordeste, como a Rainha Paraibana, (R$ 8,00) da cidade de Bananeiras (na Paraíba, claro), a também paraibana Serra Limpa, de Duas Estradas (R$ 11,50) e a Gogó da Ema, de São Sebastião, Alagoas (R$ 12,80).  Há mais cachaças da Paraíba e de outros estados do Nordeste, como a Kariri Ouro (Barbalha, Ceará, R$ 7,00), Serra das Almas (Rio das Contas, Bahia, R$ 8,50), Mucuri Prata (Aracaju, Sergipe, R$ 3,50) e Carvalheira Ouro (Recife, Pernambuco, R$ 10,60), além de cachaças de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

            Entre as sobremesas, Mil Folhas de Tapioca (com doce de leite de rapadura e sorvete de cupuaçu, com telhado de banana doce – R$ 15,00;  Pudim de Tapioca (R$ 14,00), Torta de queijo coalho com calda de goiabada, R$ 13,50; Cocada branca cremosa (10,50), Banana Real (com massa de pastel, com banana da terra, salpicada com açúcar e canela – R$ 11,80); Ciranda do Baião (petit gateau, pudim de tapioca, churros com doce de leite de rapadura, ganache de chocolate e sorvete de cupuaçu – R$ 32,00 – serve de duas a três pessoas); e sorvete (tapioca, paçoca, abóbora com coco, rapadura e chocolate – R$ 8,50 uma bola e R$ 15,00 duas bolas).

Do mundo para o Brasil: os desafios de adaptar a culinária estrangeira ao paladar brasileiro

Por Naroa Nadales

A gastronomia brasileira é riquíssima. Por se tratar de um país enorme, com dimensões continentais, a variedade cultural se sobrepõe à mesa. A variedade de ingredientes é tão ampla que é comum ver produtos típicos da região Nordeste, serem completamente desconhecidos no Sul, por exemplo. O mesmo vai se repetindo em todas as regiões, sendo possível observar hábitos alimentares completamente diferentes dentro de um mesmo país.

 E, se a oferta de produtos é tão grande aqui dentro, imagine quando pensamos então na culinária internacional, que ganha cada dia mais espaço no Brasil? Por ser um país marcado pela miscigenação, fica fácil encontrar a gastronomia típica de quase todos os cantos do mundo por aqui.  Contudo, dentre as mais apreciadas destacam-se a japonesa e a italiana, oriundas dos períodos de forte imigração.

 Na bagagem, esses imigrantes trouxeram a esperança de construir uma vida melhor e muitas receitas de família. Foi assim que restaurantes japoneses e cantinas italianas foram conquistando o estômago e o coração do brasileiro. Hoje, já dizem até que as pizzas daqui são as melhores do mundo. Os sushis e sashimis também não ficam para trás.

 Contudo, é preciso levar uma série de fatores em consideração quando o assunto é adaptar a culinária estrangeira ao paladar brasileiro. Talvez a mais importante delas seja o acesso aos ingredientes. Para se ter uma ideia, na Itália há uma grande variedade de farinhas de trigo. No Brasil, só uma. Agora é que estão começando a aparecer farinha específica para pão, para pizza, para doce.

 No meu caso, que trouxe da Itália para o Brasil a receita da piadina, uma espécie de sanduíche em formato semelhante ao taco, foi difícil chegar a uma massa que fosse firme, crocante e maleável ao mesmo tempo. A solução foi misturar a farinha italiana à brasileira, conseguindo chegar a uma massa que pode ser manuseada, mesmo sendo muito fina, sem se quebrar.

Piadina italiana. (Foto: Divulgação)
Piadina italiana. (Foto: Divulgação)

 Outro grande desafio foi quanto aos recheios. No início, desenvolvemos cardápios com frios tipicamente italianos. Mesmo sendo muito caros, já que são importados, nossa intenção era oferecer ao brasileiro uma piadina legítima, como as que se come na Itália. Infelizmente, nem todos os ingredientes fizeram muito sucesso por aqui.

 Um dos que menos agradou foi o bresaola, um presunto de carne bovina seca muito magra, curada no sal por 10 dias, e curtida por quatro semanas. Produzida na região da Valtellina, no norte da Itália, pode ser temperada com azeite, limão e pimenta do reino. É uma delícia, mas os brasileiros achavam estranho, tinham resistência em experimentar e, quando o faziam, não apreciavam muito.

 Outro ingrediente que não agradou foi a pancetta, feita com barriga de porco. Como tem uma camada de gordura firme e aparente, percebemos que muitos clientes ficavam com nojo ou até com dor na consciência por estarem ingerindo tanta gordura. Contudo, um dos que mais causou estranheza foi o queijo pecorino, que é feito com leite de ovelha. É um queijo duro, compacto, com sabor bem forte, um pouco ardido. Era comum os clientes pensarem que estava estragado.

 Com o tempo, fomos adaptando nosso cardápio e incluindo ingredientes bem brasileiros, como por exemplo, contra-filé, que incrementa uma de nossas opções de recheio da piadina, fazendo uma releitura do tradicional à parmigiana. Aprendemos que o brasileiro sabe apreciar uma boa comida, mas não abre mão de certos sabores típicos da sua região. A nós, chefs estrangeiros, resta apenas testar e nos render às preferências desses exigentes e encantadores clientes.

Naroa Nadales é espanhola, estudou na Itália e hoje comanda a cozinha do Piadina Tree, primeira piadineria do Brasil.