Arquivo da tag: Darkseid

CRITICA DO FILME LIGA DA JUSTIÇA De ZACK SNYDER

Por Henrique Moita

SnyderCut está entre nós. (Foto: divulgação)

Depois de diversos pedidos dos fãs, eis que ano passado, somos agraciados com a notícia que teríamos a tão esperada versão de Zack Snyder de Liga da Justiça, o SnyderCut. Mas será que é tudo isso? Eu já logo respondo. Não achei essa maravilha toda que muitos estão falando. Melhor que a versão anterior? Sim, é (não que fosse um grande desafio), mas não é uma obra prima. A culpa disso, não é nem do Snyder, mas sim da própria Warner e eu vou explicar o porquê.

Primeiro que comparar Liga da Justiça com QUALQUER filme dos Vingadores, já é errado, e é justamente por isso que a Warner tem um pouco de culpa. Porque, para fazerem o filme dos Vingadores, a Marvel planejou muito bem, fazendo diversos filmes que se juntariam nesse evento. Liga da Justiça tem como filmes prequel apenas “Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Mulher Maravilha” o que acaba culminando em um filme que precisa ter 4 horas para colocar um pouco mais de profundidade em diversos personagens, como Flash e Cyborg (o último, inclusive, mostrando que poderiam ter feito um filme solo muito bom pelas cenas feitas na Liga). Não me levem a mal, foi muito bom terem colocado essa profundidade a mais nesses personagens, principalmente no Cyborg, mas se “filmes de origem” tivessem sido feitos antes, não precisaria, até porque, essas cenas, só foram possíveis graças a duração do SnyderCut.

Segundo, sério que precisava da trilha sonora de uma mulher “cantando” de fundo toda vez que a Mulher Maravilha aparecia na tela lutando? Gente, chega a ser até cômico depois de um certo tempo. O excesso de câmeras lentas foi algo que me pegou um pouco. Esse efeito é OK nas cenas do Flash, por motivos óbvios, mas como eu acabei vendo depois, 10% do filme possui esse recurso, o que é muito, na minha opinião.

Aproveitando que falei do Flash, vamos dar um pouco mais de foco nele agora. Gostei bastante das pequenas mudanças que fizeram no personagem Ele ainda consegue ser o alívio cômico do grupo, como o esperado, mas isso foi mostrado de forma muito mais sutil e menos exagerada. Deu para ver também que ele não é experiente em batalha, sem precisar ficar falando e se mostrando um medroso, como tinha sido feito na versão anterior.

Cyborg também é outro ponto de melhora. Fiquei até com vontade de que tivéssemos um filme solo dele, mostrando sua vida antes do acidente que culminou em sua transformação. Essa profundidade a mais nele, foi importante para que nos importássemos com tudo que acontecia com ele e com seu pai em cena.

Personagens de SnyderCut estão com desenvolvimento melhor. (Foto: divulgação)

Agora vamos a uma adição que eu não vi necessidade nenhuma de termos no filme: Darkside. Para mim, ele foi adicionado nessa versão apenas pelo famoso fan-service. Se ele não tivesse sido colocado, não teria feito diferença NENHUMA para o filme em si. As mudanças do Lobo da Estepe, principalmente na sua motivação de vinda à Terra, foram melhor explicadas e as conversas com Desaad ajudaram bastante nessa questão. Entendo que, na visão do Snyder, teriam mais filmes desse universo, o que tornaria a aparição de um dos vilões mais poderosos da editora uma boa ideia, assim como fizeram com Thanos no primeiro Vingadores, mas se já era sabido que não teríamos continuação, pelo menos em um futuro próximo, para que essa “participação”. Na minha visão, parece que o Snyder sabia o que os fãs iriam querem com isso, que é a famosa hashtag que está bombando no momento, #RestoreTheSnyderverse, que é basicamente um pedido dos fãs para que a Warner deixe o homem trabalhar e fazer os filmes que ele tinha em mente desse universo expandido. Se isso der certo (o que eu acho difícil), ok a aparição, se não der, não terá utilidade nenhuma dele no longa.

Lobo da Estepe. (Foto: divulgação)

Por fim, eu sinto que eu saio dos filmes da DC sempre com a mesma sensação que: é legal esse filme, mas e aí, vocês vão mexer nesse universo expandido? Vão ter mais filmes interligados? Ou agora é cada um por si? Eu espero sinceramente que o filme solo do Flash nos sirva para sanar essas dúvidas e principalmente para estabelecer, ou não, esse grande universo será finalmente definido, como todos queremos.

Minha avaliação final desse filme é 7/10. Ele não é maravilhoso, mas claramente é melhor que a sua versão de 2017. O excesso de câmeras lentas e pode ser um pouco chato realmente, porém não é isso que vai estragar a sua experiência ao assistir ao SnyderCut. Quatro horas realmente podem parecer muito cansativas, contudo acredite que passa rapidinho até e, caso você queira dar uma pausa, ele é dividido em partes para te ajudar nessa questão.

Ah, outra coisa que eu estava quase esquecendo que é importante colocar. Obrigado Snyder por fazer o Coringa do Jared Leto aparecer e ser O Coringa, não um “funkeiro” e #RestoreTheSynerverse.

Lembrando que o filme está disponível para aluguel nas plataformas do YouTube, Google Play Filmes, Looke, Uol Play, Apple TV, Claro, PlayStation, Sky, Vivo e WatchBr, até o dia 7 de abril no valor de R$49,90. Após esse período, ele estará disponível apenas na HBO Max, que chega no Brasil em junho.

Liga da Justiça de Zack Snyder ganha trailer final

O filme estará disponível no Brasil em 18 de março nas plataformas digitais

O filme LIGA DA JUSTIÇA DE ZACK SNYDER, um Max Original, ganhou o trailer final. O longa que estará disponível no Brasil a partir desta quinta-feira, dia 18 de março, conta a história de Bruce Wayne (Bem Affleck), que determinado a garantir que o sacrifício final do Superman (Henry Cavill) não fosse em vão, alinha forças com Diana Prince (Gal Gadot) com planos de recrutar uma equipe de metahumanos para proteger o mundo de um ameaça de proporções catastróficas. A tarefa se mostra mais difícil do que Bruce imaginava, pois cada um dos recrutas deve enfrentar seus próprios demônios do passado antes que possam finalmente formar uma liga de heróis sem precedentes. Porém, pode ser tarde demais para Batman (Affleck), Mulher Maravilha (Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller) salvarem o planeta dos vilões Steppenwolf, DeSaad e Darkseid e seus planos malignos.

O longa estará disponível no Brasil até 7 de abril como um vídeo premium sob demanda em lojas digitais do país, incluindo Apple TV, Claro, Google Play, Looke, Microsoft, Playstation, Sky, Uol Play, Vivo e WatchBr. A partir de junho de 2021, LIGA DA JUSTIÇA DE ZACK SNYDER, estará disponível exclusivamente para streaming na HBO Max, após o lançamento da plataforma no país.

Liga da Justiça Sombria: Apokolips War

Por Andre Tanabe

‘Liga da Justiça Sombria: Apokolips War’ é o grande lançamento desse primeiro semestre de 2020, para o universo animado dos Novos 52 da DC Comics, iniciado em 2013 com ‘Liga da Justiça: Ponto de Ignição’. Apokolips War traz a conclusão do arco iniciado com ‘Liga da Justiça: Guerra’ e consigo o fim da linha do DCAMU (Animated Movie Universe).

O filme é um grandioso evento que coloca diversas equipes, que já haviam sido apresentadas em outros filmes desse universo compartilhado de animações da DC, como Jovens Titãs, Esquadrão Suicida e a Liga da Justiça contra Darkseid. Nesse momento da saga a Liga planeja um ataque definitivo ao déspota de Apokolips, evitando assim a devastação completa da Terra, que embora tenha se livrado das garras do vilão outras duas vezes, poderia não ter forças para uma terceira e bem preparada investida. E é nesse momento que o roteiro define o passo que o filme irá tomar e garante a total atenção de seu espectador. Ele estabelece a derrota dos heróis desde o início e nos prepara para uma jornada de esperança, perseverança e força de vontade sob um ponto de vista cru e realista.

Essa é uma história onde a Liga, os Jovens Titãs, Esquadrão Suicida e mais uma porção de heróis, anti-heróis e vilões aliados se dedicam a parar Darkseid, sendo que essa luta, sabotada desde o início, e termina por fazer um serviço de divisão ético-moral entre os personagens já na base do primeiro ataque. O roteiro trabalha essa fase de forma simples, mas que em momento algum deixa de aludir ou trabalhar o mesmo, bastando apenas testemunhar a forma como Constantine se opõem, de forma rancorosa, frente ao Superman (que está sem seus poderes) e depois ao Batman é direcionada uma cobrança não muito merecida porém aceitável ao Flash e suas ações que repercutiram nessa linha do tempo alternativa.

Tendo apenas uma hora e meia, o filme tenta conciliar um grande elenco de personagens tendo como o protagonista nessa jornada o carismático John Constantine, tendo seu próprio arco dramático e sua própria agenda pessoal. Fato que deve ser ressaltado é o carinho que Matt Ryan (Ryan viveu o Constantine na mal-sucedida série solo do anti-herói) transportou para o personagem ao abraçar totalmente seus aspectos mais marcantes e empolgantes.

Apokolips War encerra o Universo Animado da DC Comics com chave de ouro, e não tem medo de colocar o ponto final no momento derradeiro em que a linha do tempo se reescreve novamente. Uma verdadeira história de guerra, um resultado amargo, mas que ao mesmo tempo bonito, mostrando a união e a perseverança desse grupo de heróis que mesmo sabendo que no fim haveria pouca coisa para ser preservada. O filme não tem medo de explorar a personalidade de cada um dos personagens em seus momentos de grandes crises e traumas. Um longa que nos faz olhar com carinho para tudo que foi feito nesse universo dos Novos 52 e que nos deixa ansiosos para o futuro da DC Comics e de seus filmes animados.

Justice League Dark: Apokolips War
Lançamento: 5 de maio de 2020
Direção: Matt Peters, Christina Sotta
Roteiro: Ernie Altbacker, Mairghread Scott
Elenco: Roger Cross, Rosario Dawson, Christopher Gorham, Camilla Luddington, Shemar
Moore, Jerry O’Connell, Jason O’Mara, Matt Ryan, Sachie Alessio, Stuart Allan, Ray Chase, John
DiMaggio, Taissa Farmiga, Liam McIntyre, Tony Todd, Rebecca Romijn, Hynden Walch, Rainn Wilson
Duração: 90 min