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Remodelando a galáxia com toques de caos e ironia, Kurt Vonnegut transforma o livre-arbítrio em uma grande piada sem graça

No livro As Sereias de Titã, lançado este mês pela editora Aleph, o autor de Cama de Gato nos transporta para um universo tragicômico no qual marcianos, viagens interdimensionais e religiões teatrais fazem tanto sentido quanto a própria gravidade

5a0cbcee-c42e-4882-a9e1-8c42e2f9e282Em um mundo tão caótico quanto o nosso, cada passo em falso pode significar, literalmente, o fim de tudo. Por exemplo, basta que a pessoa errada aperte o botão certo para que tudo vá para os ares. Assim, explorar elementos naturais à nossa já tão conturbada realidade, com mais caos e desordem, parece uma tarefa complexa entre os contadores de histórias. Ao menos para a maioria deles. Pois para o escritor norte-americano Kurt Vonnegut, nomeado profeta da danação, essa tarefa se assemelha a um belo passeio no parque em um domingo de manhã. E As Sereias de Titã, romance lançado este mês pela editora Aleph, é a prova incontestável dessa curiosa relação.

Publicado originalmente em 1959 e fonte de inspiração para o clássico O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, a obra narra a jornada interplanetária do excêntrico milionário Malachi Costant, protagonista de uma louca profecia que não apenas o faz conhecer os pontos mais “diferentes” do Sistema Solar, como também o coloca no centro de uma cadeia de acontecimentos que desafia a lógica, tradições religiosas, disciplina militar e o bom senso. Isso fica ainda mais claro quando somos apresentados ao exército de Marte, às criaturas primitivas de Mercúrio, ao infundíbulo cronossinclástico (espécie de buraco de minhoca criado por Vonnegut) e às famosas sereias que vivem na maior lua de Saturno, Titã.

Percebeu? Construindo sua história sob diferentes temas, camadas e estruturas, Vonnegut primeiro cria o caos para dele extrair, depois, uma das mais divertidas e criativas histórias da ficção científica. O autor de Cama de Gato (também publicado pela Aleph) usa ironia e humor ácido, seus grandes aliados, para questionar temas polêmicos (como fanatismo religioso e sociedades militarizadas), sem a necessidade de apresentá-los com seriedade. Na sua escrita, os elementos tornam-se caricatos, exagerados, expressões dos vícios humanos. Ele elucida uma santidade há muito tempo corrompida.

Entre subtramas que abordam a amizade, o amor e a busca por um sentido na vida, As Sereias de Titã também subverte os livros de autoajuda ao ter como resultado desse “caos organizado” uma das mais caricatas e geniais narrativas sobre o poder de escolha do homem. Somos livres para decidir o nosso destino ou tudo já está planejado? Para Vonnegut, as duas opções são a resposta para a mesma pergunta, em um mundo no qual não existem soluções. E embora não pareça, isso faz todo o sentido dentro da lógica do escritor.

Em resumo, o livro agrada gregos e troianos, mesmo que personificado como um cavalo de madeira já ardendo em chamas. Uma das obras mais expressivas de Kurt Vonnegut, inspiração para clássicos do gênero e hoje referenciada por sucessos contemporâneos (como a série Westworld), As Sereias de Titã se alimenta da desordem para colocar a galáxia em uma excêntrica sincronia na qual ficção científica e realidade se confundem e se complementam. Nela, tudo foi para os ares graças à pessoa e ao botão certos.

SOBRE O AUTOR
Kurt Vonnegut nasceu em 1922 no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Ainda jovem, se alistou no exército e lutou na Segunda Guerra Mundial, onde presenciou bombardeios e até foi feito prisioneiro pelos alemães. Depois de voltar para os Estados Unidos, dedicou-se à literatura e, ao longo de mais de 40 anos, publicou 14 romances e diversos contos, peças de teatro e contos de não ficção. Entre seus romances mais famosos estãoCama de Gato, já publicado pela Aleph, e o best-seller Matadouro 5. Faleceu em­­ 2007.

As Sereias de Titã
Autor: Kurt Vonnegut
Tradutor: Livia Koeppl
Páginas: 304 páginas
Preço: R$ 46,90

Antes dos dinossauros, Michael Crichton colocou a humanidade diante de uma ameaça vinda do espaço

Lançado este mês pela Editora Aleph e do mesmo autor de Jurassic Park, o livro O Enigma de Andrômeda narra a busca da ciência por respostas, após um misterioso elemento espacial aniquilar uma cidade no Arizona

ViewImageEnquanto continuamos com a angustiante incerteza sobre a vida fora da Terra, a ficção científica já enriqueceu o próprio universo com as mais intrigantes criaturas do espaço. Em em 1969, o escritor norte-americano Michael Crichton deu uma importante contribuição para o gênero ao falar sobre o extermínio da população de uma pequena cidade por um micro-organismo espacial. Lançado este mês pela Editora Aleph, O Enigma de Andrômeda tornou-se referência entre os romances que imaginam o que existe fora da Terra, já adaptado para o cinema com direção de Robert Wise em 1971, e para uma minissérie produzida por Ridley Scott em 2008, indicada a seis Emmy. Primeiro best-seller de Crichton, a obra também mostra os primeiros traços da força narrativa do autor, que anos depois conquistaria uma legião de fãs com os sucessos contemporâneos Jurassic Park e O Mundo Perdido.

 

A TRAMA

O livro narra a tragédia de Piedmont, um munícipio no deserto do Arizona que teve a população dizimada, após um satélite militar contaminado cair na região. Mas em vez de armas apontadas para seres à la O Enigma de Outro Mundo, é por um microscópio que a ameaça é revelada. A partir daí, um grupo de cientistas do governo entra em cena, buscando por respostas que significam a salvação da própria raça humana. E um idoso alcoólatra e um bebê recém-nascido, sobreviventes do massacre, podem ser a solução do enigma.

Influenciado pela formação médica de Crichton, O Enigma de Andrômeda explora conceitos verossímeis para construir sua própria ciência – o que torna o micro-organismo espacial mais real que o próprio ar que respiramos. Além disso, na tentativa de decifrar os mistérios que envolvem o desconhecido, a obra associa o seu rico suspense a elementos que também a tornam uma espécie de diário de bordo científico.

Por outro lado, ao mesmo tempo que submerge para um universo aparentemente complexo com suas fórmulas e dados genéticos, Crichton constrói uma história acessível, que atrai o leitor para um universo intrigante e volátil, em que cada etapa no processo de descoberta desencadeia novas possibilidades. Assim, fica fácil entender porque Michael Crichton se destacou como um dos grandes autores da literatura techno-thiller.

Já publicados pela Editora Aleph, Jurassic Park e O Mundo Perdido venderam mais de 45 mil exemplares. Neles, Crichton narra o que aconteceria se fosse possível recriar dinossauros em laboratório. Agora, é tempo para observar o que ele imaginou ao olhar com mais atenção para as estrelas e uma pequena cidade do Arizona.

 

O AUTOR

Michael Crichton nasceu em 1942 em Chicago, no estado de Illinois, nos Estados Unidos. Graduou-se na Harvard Medical School e defendeu seu doutorado em Políticas Públicas pelo Salk Institute for Biological Studies. Seus livros já foram lançados no mundo inteiro, tendo sido traduzidos para mais de trinta línguas. Pelo menos treze deles foram adaptados para o cinema.

Crichton é conhecido especialmente pelo fenômeno de público e de vendas Jurassic Park e por ser o criador da série ER – Plantão Médico, além do filme Westworld, que inspirou a série homônima. Também escreveu mais de quinze romances, além de livros de não ficção. É autor de diversos roteiros para a TV e o cinema, incluindo os filmes O Primeiro Assalto de Trem (1979), Congo (1995), Sol Nascente (1993), Assédio Sexual (1994) e O Mundo Perdido: Jurassic Park (1997).

 

Serviço:
O Enigma de Andrômeda
Autor: Michael Crichton
Tradução: Fábio Fernandes
Preço: R$49,90
Número de páginas: 304
Acabamento: Brochura

Aleph lança edição de 50 anos do livro que inspirou Blade Runner

Androides sonham com ovelhas elétricas?, obra-prima de Philip K. Dick, ganha edição de luxo com ilustrações e textos inéditos. Novo filme da série chega em outubro

ViewImageNas últimas décadas, Philip K Dick tornou- se o autor de ficção científica com mais textos adaptados para o cinema, mas nenhum filme foi tão aclamado quanto Blade Runner: o caçador de androides, clássico cult de 1982 que foi inspirado no romance Androides sonham com ovelhas elétricas? Em homenagem ao aniversário dessa obra-prima, que completa 50 anos em 2018, e ganha continuação nos cinemas agora em outubro, a Aleph preparou uma edição de luxo que segue a mesma linha de outras edições comemorativas já publicadas pela editora, como Laranja Mecânica – 50 anos, Neuromancer – 30 anos Forrest Gump – 30 anos, que trazem, além de acabamento diferenciado, materiais extras para enriquecer e aprofundar a experiência da leitura.

O projeto conta com ilustrações inéditas feitas por um time seleto de 10 artistas, nacionais e estrangeiros, cujo trabalho dialoga com o universo de Dick. A ideia foi desenvolver um novo olhar sobre os personagens e cenários da história, recriando uma estética que vai além daquela difundida pelo filme. Colaboram com suas criações os ingleses Dave McKean e Rebecca Hendin, o argentino Liniers, o norte-americano Peter Kuper, a ucraniana Elena Gumeniuk, o italiano Antonello Silverini e os brasileiros Guilherme Petreca, Gustavo Duarte, Danilo Beyruth e Bianca Pinheiro.

Androides – 50 anos ainda apresenta dois textos inéditos: um prefácio exclusivo assinado pelo escritor e jornalista argentino Rodrigo Frésan, leitor assíduo de ficção científica, especialmente da obra de PKD, que retrata a conturbada e impressionante vida do autor; e um ensaio assinado por Douglas Kellner e Steven Best (professoras na Universidade da Califórnia e na Universidade do Texas, respectivamente), no qual  analisam os cenários pós-apocalípticos criados por Dick nesta e em outras obras.

Esta edição comemorativa mantém os extras presentas na edição regular de Androides sonham com ovelhas elétricas?, que a Aleph publica desde 2014: uma carta do autor para os produtores de Blade Runner, na qual profetiza o sucesso da produção; a última entrevista concedida por Dick, publicada em 1982 na revista The Twilight Zone Magazine na ocasião do lançamento do filme; e um posfácio escrito pelo tradutor do livro, Ronaldo Bressane, que avaliaAndroides em comparação com Blade Runner e comenta aspectos da obra não explorados no cinema, como a preocupação ambiental, além das questões religiosas e metafísicas presentes no texto.

Após 35 anos do lançamento de Blade Runner, a sua continuação, Blade Runner 2049, estreia com forte expectativa no dia 05 de outubro nos cinemas. O longa traz direção de Denis Villeneuve (A Chegada e O Homem Duplicado) e Harrison Ford e Ryan Gosling no elenco.

Sinopse

Rick Deckard é um caçador de recompensas. Ao contrário da maioria da população que sobreviveu à guerra atômica, não emigrou para as colônias interplanetárias após a devastação da Terra, permanecendo numa San Francisco decadente, coberta pela poeira radioativa que dizimou inúmeras espécies de animais e plantas. Na tentativa de trazer algum alento e sentido à sua existência, Deckard busca melhorar seu padrão de vida até que finalmente consiga substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal verdadeiro; um sonho de consumo que vai além de sua condição financeira. Um novo trabalho parece ser o ponto de virada para Rick: perseguir seis androides fugitivos e aposentá-los. Mas suas convicções podem mudar quando percebe que a linha que separa o real do fabricado não é mais tão nítida como ele acreditava.

Em Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, Philip K. Dick cria uma atmosfera sombria e perturbadora para contar uma história impressionante, e, claro, abordar questões filosóficas profundas sobre a natureza da vida, da religião, da tecnologia e da própria condição humana.

Sobre o autor

Philip K. Dick nasceu nos Estados Unidos em 1928. Ao longo de sua vida e de sua carreira, Dick nunca deixou de suspeitar do mundo a sua volta, em aparência e em essência. O profundo questionamento da condição humana e da verdadeira natureza da realidade tornou-se uma marca indelével de sua obra. Tanto que a ficcionista Ursula K. Le Guin chegou a considerá-lo o Jorge Luis Borges norte-americano. Embora não tenha tido o justo reconhecimento em vida, várias de suas obras tornaram-se conhecidas ao serem roteirizadas e transformadas em grandes sucessos do cinema, como o clássico Blade Runner, baseado no romance Androides sonham com ovelhas elétricas?, além de filmes como O vingador do futuroMinority Report e Os agentes do destino, inspirados em seus contos. Autor de mais de 120 contos e 36 romances, dentre eles VALISUbikOs três estigmas de Palmer Eldritch e os premiados O homem do castelo alto e Fluam, minhas lágrimas, disse o policial. Philip K. Dick morreu em 1982, aos 53 anos.

A batalha pela humanidade continua em As Brigadas Fantasma

Aleph lança continuação de Guerra do Velho, série de John Scalzi

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A Editora Aleph acaba de lançar As Brigadas Fantasma, a aguardada continuação de Guerra do Velho, livro que vendeu mais de 14 mil exemplares. John Scalzi, escritor da série, é um dos principais nomes da ficção científica contemporânea. Ganhador dos prêmios Hugo e Locus, o autor conquistou público, crítica e mercado. Em 2015, fechou um contrato com a editora Tor Books de cerca de US$ 3,4 milhões, para publicar 13 livros nos próximos 10 anos.

Diferente do primeiro livro da franquia, As Brigadas Fantasma leva o foco para a atuação de Jane Sagan, líder de um esquadrão das Brigadas Fantasma, que, antes de poder se aposentar e buscar sua individualidade, precisa impedir uma guerra entre espécies, ao mesmo tempo em que caça algo inédito em suas tropas: um traidor.

Durante as várias missões em que atuaa tenente descobre uma armadilha sendo armada contra a humanidade, um genocídio planejado detalhadamente com base na cooperação, até então inédita, entre três espécies — e um humano. Para lidar com esse novo desafio, não existem ninguém melhor do que os soldados das Brigadas Fantasma.

Apesar de carregar toda a expectativa causada pelo sucesso de Guerra do Velho, As Brigadas Fantasma é capaz igualar (e até superar) seu predecessor e surpreender o leitor com uma história dinâmica, leve e inteligente, como já é característico de Scalzi, mas sem deixar de fora discussões importantes como questões de identidade e política.

Han Solo e Leia Organa são destaque na continuação de Marcas da Guerra

STAR WARS: Dívida de Honra, segundo livro da trilogia Aftermath, chega às livrarias brasileiras

a7cd9f24-cbc8-4156-95df-f53ff77e9b19O Imperador foi vencido e morto em Endor, mas seu Império está longe de acabar! O romance STAR WARS: Dívida de Honra, de Chuck Wendig, é o segundo volume da trilogia Aftermath, continuação de STAR WARS: Marcas da Guerra. Este novo livro do cânone oficial mostra o que acontece depois do clássico filme STAR WARS: O Retorno de Jedi. A obra dá pistas sobre o que podemos esperar da nova trilogia de filmes, cujo próximo episódio estreará em 15 de dezembro.

Na trama, a Nova República vive uma ascendente e o Império está em declínio. Mas nem todo o caminho é fácil e algumas rixas internas podem pôr a perder todo o esforço da Aliança Rebelde. A serviço da Nova República, o grupo de Norra Wexley persegue agentes imperiais remanescentes, levando-os à justiça. Isso ocorre até ela receber um pedido de ajuda urgente da princesa Leia, solicitando o resgate de seu marido Han Solo, que caiu em uma emboscada enquanto tentava salvar o planeta natal de Chewbacca.

Além do já conhecido grupo de Norra Wexley, o livro também traz alguns personagens fundamentais para a nova trilogia de filmes, como Maz Kanata e General Hux. Também serão visitados no romance alguns cenários já vistos em STAR WARS: O Despertar da Força, por exemplo, o deserto de Jakku.

O estilo ímpar de Wendig leva ao leitor uma história nunca antes vista no vasto universo de Star Wars: uma aventura única, repleta de ação e personagens icônicos, dando uma boa continuidade para o best-seller Marcas da Guerra.

– STAR WARS: Os Últimos Jedi, o aguardadíssimo novo filme da franquia, estreia em 15 de dezembro de 2017.

– Seguindo os caminhos de Marcas da GuerraDívida de Honra tornou-se um best-seller, figurando em listas importantes como a do The New York TimesUSA Today e da Amazon.

– A principal vilã de Dívida de Honra é Rae Sloane, uma grã-almirante imperial que, mesmo após a derrota em Endor, busca a vitória contra os rebeldes. A personagem é apresentada em outro livro canônico lançado pela editora Aleph, Um Novo Amanhecer, de John Jackson Miller.

– A representatividade feminina é outro ponto forte do livro, no qual a maioria dos líderes são mulheres. Elas são personagens complexas, que possuem personalidades marcantes e estão representadas em diferentes posições importantes para a trama, desde as protagonistas Norra Wexley e Rae Sloane, até a caçadora de recompensas Jas Emari e, é claro, a princesa Leia.

– Há também representatividade LGBT – neste volume da série, o leitor é apresentado ao namorado de um dos membros da tripulação de Norra Wexley, o ex-agente imperial Sinjir Velus.

Livro clássico do polonês Stanislaw Lem volta às prateleiras em edição pela Aleph

Após passar anos esgotado, Solaris, romance de ficção científica escrito em 1961 pelo polonês Stanislaw Lem, volta às livrarias em maio. A obra chega ao leitor em uma edição caprichada: texto traduzido por Eneida Favre direto do polonês e um projeto gráfico luxuoso, com capa dura. O livro passa a integrar o catálogo da Aleph de obras importantes da ficção científica que inspiraram sucessos do cinema, ao lado de Laranja Mecânica2001: Uma Odisseia no EspaçoO Planeta dos MacacosEu Sou a LendaJurassic Park, entre outros.

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O texto de Lem tornou-se um marco no gênero ao tratar de assuntos delicados, como traumas pessoais, inteligência humana e ciência, com uma grande carga emocional e psicológica envolvida. Ao longo das páginas, o autor conseguiu imaginar cenários vivos com maestria, descrever os empecilhos da comunicação com espécies alienígenas, retratar como a condição humana pode ser incapaz de lidar com o novo e o inexplorado sem causar destruição, e ainda levantar discussões: o amor é uma projeção? Qual o lugar da humanidade no universo? Até que ponto as memórias formam uma identidade? E o autor tece esses assuntos com uma escrita inteligente e irônica, um dos grandes trunfos da obra.

Solaris recebeu três adaptações cinematográficas. O primeiro filme foi gravado em 1968, na Rússia, porém não teve tanta repercussão. Já em 1972, foi lançada a versão mais reconhecida, dirigida por Andrei Tarkovski, que tornou-se um clássico cult e venceu o Grand Prix no Festival de Cannes, umas das categorias mais importantes do evento. Sua versão hollywoodiana, lançada em 2002 e estrelada por George Clooney, teve relativo sucesso de público – gerou cerca de 9 milhões de dólares em sua estreia –mas não agradou muito o autor, que criticou o erotismo do filme:

“Na minha compreensão, o livro não é dedicado aos problemas eróticos das pessoas no espaço… Como autor de Solaris, vou me permitir ser repetitivo, eu só queria criar a visão de um encontro humano com algo que certamente existe, de uma maneira poderosa, mas que não pode ser reduzido a conceitos, ideias ou imagens humanas. É por isso que o livro foi intitulado Solaris e não Amor no Espaço.

A TRAMA 

O livro traz a história do cientista Kris Kelvin, psicólogo que vai ao planeta Solaris para estudar um oceano vivo – e possivelmente inteligente – que cobre a sua superfície. Mas ao chegar na estação espacial, Kelvin encontra colegas de trabalho hostis e amedrontados. Logo ele descobre que esses respeitados cientistas estão sendo perturbados por estranhas aparições, que também começam a afetar sua própria percepção. O que ele vê são suas memórias mais obscuras e reprimidas, materializadas por obra de alguma misteriosa força atuante no planeta.

Aleph lança romance clássico de Robert Heinlein

Um Estranho Numa Terra Estranha volta ao Brasil em nova edição

Editora responsável por publicar grandes clássicos da ficção científica, a Aleph traz de volta ao mercado brasileiro Um Estranho Numa Terra Estranha, escrito em 1961 pelo premiado autor Robert Heinlein. A obra, esgotada há anos, já está disponível.

Em uma edição inédita, o livro chega ao leitor com nova tradução e prefácio escrito por Neil Gaiman – autor de Sandman e Deuses Americanos – explicando a importância da publicação e a influência em seu trabalho.

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Vencedor do prêmio Hugo de 1962, Um Estranho Numa Terra Estranha traz a história de Valentine Michael Smith, um humano criado em Marte. Ao ser trazido à Terra, ele entra em contato pela primeira vez com seus iguais e se esforça para entender os costumes, a moral e as regras sociais que definem os estranhos terráqueos. Em meio a diversas barreiras, o homem de Marte se esforça para grokar (termo em marciano, criado pelo autor, com diversos significados, como: beber, sentir, aprender e fazer parte) esse mundo tão alienígena a ele, enquanto procura explicar à humanidade seus próprios conceitos fundamentais, bem como suas concepções de amor e respeito.

No romance, o leitor irá se deparar com os mais diversos tópicos de discussão: desde sociedades anarquistas, passando pelo amor livre, críticas ao consumismo e até às instituições cristãs. A obra é vista como uma afronta ao moralismo e à cultura da época e, graças à sua mensagem de liberdade, tornou-se um manifesto do movimento hippie da década de 1970.

É quase inevitável não fazer uma comparação com Tropas Estelares, também escrito por Heinlein. Enquanto Tropas, lançado em 1959, apresenta um viés mais militarista e conservador, Um Estranho Numa Terra Estranha, lançado dois anos depois, chegou ao público repleto de críticas sociais, hedonismo, e uma clara insatisfação com a cultura de sua época. Essas duas obras totalmente distintas, lançadas em um curto período de tempo, demonstram a versatilidade e a genialidade de Heinlein, que, ao lado de Arthur C. Clarke e Isaac Asimov, é considerado um dos maiores autores da ficção científica.

Batalhas espaciais e heróis queridos pelos fãs são destaques em novo livro de STAR WARS

Uma das séries mais aguardadas pelo fãs do Universo Expandido de STAR WARS chega às livrarias pela Editora Aleph. Inspirada nos clássicos games dos anos 1990, STAR WARS: Esquadrão Rogue, de Michael A. Stackpole, é uma aventura repleta de ação, que se passa entre os Episódios VI e VII da saga, quando, após a derrubada do Império, heróis da Rebelião montam um esquadrão de naves X-Wing (a mesma utilizada por Luke Skywalker nos filmes) e as usam para combater os últimos focos de resistência contra a República.

Rogues são os pilotos de elite dos rebeldes em STAR WARS – os mais destemidos, ousados e habilidosos, sempre equipados com as naves mais rápidas e eficientes. Muitos dos lendários esquadrões que levaram esse nome tiveram papel fundamental na derrota do Império.

326478a3-c3d6-4473-8d09-e8e3f4778e2fEm Esquadrão Rogue, os pilotos são liderados por Wedge Antilles, lendário herói que ajudou Luke Skywalker a destruir a Estrela da Morte e se tornou uma peça-chave para a Resistência e também para os fãs da franquia. Nessa aventura repleta das mais emocionantes batalhas espaciais, o desafio de Antilles será selecionar apenas os pilotos que estejam à altura do esquadrão e que topem se arriscar em missões perigosas ao extremo.

Além deste livro, Michael A. Stackpole contribuiu para STAR WARS com diversos romances e histórias em quadrinhos. A história de Esquadrão Rogue é a primeira da Série X-Wing, composta por dez volumes, que se entrelaçam com quadrinhos e games da franquia.

30 ANOS DE FORREST GUMP

Editora Aleph lança edição especial de aniversário do clássico de Winston Groom, com material inédito e ilustrações exclusivas de Rafael Coutinho

Editora Aleph lança livro em homenagem ao aniversário de "Forrest Gump". (Foto: Divulgação)
Editora Aleph lança livro em homenagem ao aniversário de “Forrest Gump”. (Foto: Divulgação)

Publicado pela primeira vez em 1986, Forrest Gump não só está entre os clássicos da literatura e do cinema mundial, como representa um marco na cultura pop do século 20. Trinta anos depois de seu lançamento, a encantadora trajetória do jovem que só queria fazer as coisas certas – e acabou sendo um dos homens mais notáveis da história – continua fascinando e comovendo leitores em todo o mundo.

O livro apresenta a história original de Forrest, o excepcional e sincero protagonista de um dos mais memoráveis romances norte-americanos. Foi dele que saíram as principais situações que ganharam o público nos cinemas: desde o sucesso com o futebol americano até a viagem à China comunista. Com direção de Robert Zemicks, o filme homônimo fez bastante sucesso entre o público e a crítica e conquistou seis Oscars, incluindo a categoria de Melhor Filme.

O protagonista, que ganhou vida no cinema com a cativante interpretação de Tom Hanks, é ainda mais inusitado e peculiar no livro, com um espírito questionador e crítico em relação à cultura norte-americana que não foi transposto para as telas. Além disso, a obra de Groom é bastante diferente da versão dos cinemas, com um texto mais polêmico, linguagem mais pesada e ainda mais aventuras inusitadas de Forrest, sendo um grande acréscimo para aqueles que apenas viram o filme.

Editora Aleph lança livro em homenagem ao aniversário de "Forrest Gump". (Foto: Divulgação)
Editora Aleph lança livro em homenagem ao aniversário de “Forrest Gump”. (Foto: Divulgação)

Em comemoração a data, a Aleph preparou uma edição luxuosa da obra-prima de Winston Groom, que estará disponível nas livrarias a partir da segunda quinzena de novembro. Forrest Gump chega ao leitor com acabamento em capa dura, 13 ilustrações de Rafael Coutinho – ilustrador, quadrinista e fã da obra – e um ensaio comparando o livro à sua adaptação cinematográfica, escrito pela francesa Isabelle Roblin – professora da Université du Littoral-Côte d’Opale. Também merece destaque a capa dupla-face: uma sobrecapa de papel com impressão em ambos os lados, que permite ao leitor escolher o seu design favorito. A capa é de Pedro Inoue, o mesmo artista de 2001: Uma Odisseia no Espaço e a da edição comemorativa de 50 anos de Laranja Mecânica.

Sétimo: A temida criatura da noite despertou

A mais bem-sucedida saga brasileira de vampiros retorna em nova edição

Editora Aleph lança novo livro de André Vianco. (Foto: Divulgação)
Editora Aleph lança novo livro de André Vianco. (Foto: Divulgação)

Em novembro, chega às livrarias mais um título de André Vianco pela Editora Aleph. Com a intenção de ampliar seu público e agradar os fãs do autor, Sétimo, continuação do sucesso Os Sete, ganha uma nova edição, com a capa produzida por Pedro Inoue e ilustrada por Rodrigo Bastos Didier.

Nesses dois livros, que figuram entre as obras mais importantes do terror e da fantasia nacional, Vianco revitalizou o mito do vampiro e com uma mistura de suspense, humor e ação, Sétimoapresenta uma aventura assustadora ambientada em cenários urbanos nacionais, reconhecíveis pelos leitores.

O romance conta a história de Sétimo, o mais impiedoso dos vampiros, que decide criar um exército sombrio para iniciar seu reinado de terror entre humanos e criaturas das trevas. Caçadores, lobisomens, mortos-vivos, e o exército brasileiro terão de se unir para combater Sétimo e seus aliados, em verdadeiras batalhas campais pelo destino de milhões de vidas.

Em sua longa carreira como escritor, Vianco se tornou um best-seller e influenciou o mercado nacional de fantasia, abrindo caminho para outros grandes nomes. Além disso, conquistou uma legião de fãs com suas mais de vinte obras, que juntas venderam quase um milhão de exemplares.