Arquivo da tag: Editora Record

Record lança novo romance do autor de “Amor em minúscula”

Em “Wabi-sabi”, Francesc Miralles narra jornada de autoconhecimento pelo Japão, enquanto revisita personagens de seu livro mais famoso

image005 (2).jpgEm “Wabi-sabi”, que chega às livrarias pela Record no fim de maio, o autor espanhol Francesc Miralles narra a história de Samuel, um homem com sérias dificuldades de desfrutar dos prazeres da vida.  Sua juventude não foi das mais entusiasmadas até que ele conheceu Gabriela, a mulher que mudou seu mundo. Mas, juntos há oito anos, eles começam a notar o amor esfriando. E, quando Gabriela liga diretamente de uma viagem de trabalho a Paris dizendo que não vai voltar, Samuel fica devastado.

Na mesma semana, no entanto, algo estranho acontece: ele recebe, em dias diferentes, dois cartões postais enviados de Quioto, no Japão. Sem remetente ou endereço, as correspondências contêm apenas os dizeres “wabi-sabi”. Com a ajuda do vizinho Titus, um escritor especializado em livros de autoajuda, Samuel começa a se interessar pela expressão japonesa. “Wabi-sabi”, ele descobre, se refere à beleza do que é imperfeito, temporal e incompleto.

Disposto a descobrir mais sobre os dizeres, encontrar o remetente misterioso e a dar uma repensada em sua vida, Samuel compra uma passagem para o Japão e embarca numa viagem que se transforma numa verdadeira jornada de autoconhecimento. Lá, ele encontra respostas para perguntas que nem sabia que tinha e muda seu jeito de encarar a vida.

Em “Wabi-sabi”, Francesc mergulha nas paisagens e no cotidiano de Quioto, revelando uma cidade inusitada e interessante. Neste livro, o autor retoma a história dos personagens apresentados anteriormente em “Amor em minúscula”, best-seller que foi traduzido em 20 idiomas, e também lançado no Brasil pela Record. O romance, no entanto, pode ser lido de forma independente.

Francesc Miralles mora em Barcelona e é formado em filologia alemã, como seu protagonista. Além de escrever artigos sobre psicologia e espiritualidade, publicou vários livros infantojuvenis. É autor ainda de “Queria que você estivesse aqui” e “O melhor lugar do mundo é aqui”, este último em parceria com a escritora Care Santos. Ambos foram lançados pela Record.

Jeffery Deaver traz de volta o detetive Lincoln Rhyme em ‘Centelha mortal’

Personagem que ficou conhecido em “O colecionador de ossos”, o protagonista foi vivido por Denzel Washington no cinema

image004.jpgEm seu novo livro, Jeffery Deaver traz novamente o detetive Lincoln Rhyme – que o autor trouxe à vida em “O colecionador de ossos” – em mais um caso complicado de resolver. Em “Centelha mortal”, o criminoso da vez usa a rede elétrica para atingir suas vítimas. Quando um de seus ataques quase destrói um ônibus, Lincoln Rhyme é chamado para investigar o que as autoridades identificam que seja um perigoso terrorista. Rhyme é tetraplégico e, portanto, escala a detetive Amelia Sachs e o oficial Ron Pulaski para ajudarem-no no dia a dia da análise do crime.

Mas, além de tentar desvendar o caso do terrorista da rede elétrica, Rhyme está acumulando funções: o protagonista vem atuando como consultor numa investigação no México. Tanto trabalho acaba afetando sua saúde, e sua decisão de continuar, tentando superar seus limites físicos, coloca ele e sua equipe em grave perigo.

O detetive Lincoln Rhyme já teve suas habilidades exibidas em tela grande: “O colecionador de ossos” foi adaptado para o cinema com Denzel Washington e Angelina Jolie como protagonistas. Sucesso no Brasil e no mundo, o livro vendeu cerca de 50 mil exemplares por aqui.

Record lança décimo volume da série “Crônicas saxônicas”, de Bernard Cornw

image005.jpgAventura histórica em que Bernard Cornwell narra a história da criação da Inglaterra como hoje a conhecemos, a série “Crônicas Saxônicas” é sucesso de público e crítica. A trama reconstrói a saga do monarca Alfredo, o Grande, e de seus descendentes, pelos olhos do protagonista Uthred, que começa a história como um órfão de 9 anos e torna-se um dos maiores guerreiros de sua época. No Brasil, os livros da franquia já venderam mais de 300 mil exemplares. O décimo volume, “O portador do fogo”, chega às livrarias pela Record em maio.

Neste momento da trama, a Britânia parecer ter encontrado um momento de paz. Sigtryggr, senhor da Nortúmbria, e Æthelflaed, senhora da Mércia, decretaram uma trégua, com o apoio de Uhtred, maior guerreiro da época. Uhtred vê aí a chance de recuperar suas terras, tomadas por seu tio e hoje controladas por seu primo. Mas os inimigos que fez ao longo de anos em guerra não vão deixar que isso aconteça facilmente. O temível Constantin da Escócia resolve aproveitar o clima de paz para avançar sobre terras da Nortúmbria.

Bernard Cornwell é um dos maiores autores contemporâneos e já vendeu mais de 30 milhões de livros no mundo inteiro. No Brasil, sua obra vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Principal saga do autor, “Crônicas saxônicas” foi adaptada para a TV: a série “O último reino”, produzida pela BBC, é exibida no Brasil pelo History Channel. A segunda temporada estreia aqui no dia 8 de maio.

“Um dia de cada vez” é o novo romance de Danielle Steel pela Record

image003.jpgAos 28 anos, Coco mora em uma pequena casa em Bolinas, pacata cidade litorânea da Califórnia.  Ela é a ovelha negra da família Barrington. Trocou a faculdade de Direito para morar com um australiano. Após a morte repentina do namorado, leva a vida como passeadora de cães.

Ela é filha de um famoso agente e de uma renomada autora best-seller. Seu pai, Buzz, era o executivo mais conceituado de Los Angeles, até o dia de sua morte. Já Florence, sua mãe, escreve romances há mais de trinta anos e é aclamada pelos fãs. Jane, a primogênita, é produtora de Hollywood e já foi indicada ao Oscar. Coco cresceu no mundo da fama, rodeada de celebridades. Por isso, sempre preferiu uma vida simples e descomplicada, bem longe dos holofotes. Até surgir Leslie.

Enquanto tomava conta da mansão da irmã, que precisou viajar às pressas para Nova York, Coco conhece Leslie, um famoso ator de Hollywood que se hospeda por uns tempos na casa de Jane para fugir de uma ex-namorada instável.  O mundo dos dois não poderia ser mais diferente, porém a atração entre eles é imediata. Agora Coco precisará aprender a lidar com o assédio da mídia e a desconfiança da família se quiser seguir em frente com Leslie.

Considerada a dama do romance, Danielle Steel é dona de um estilo inconfundível. Seus livros já venderam mais de 650 milhões de exemplares em todo o mundo e foram publicados em 69 países. “Um dia de cada vez” chega às livrarias em maio.

Danielle Steel é amada por legiões de leitores. Seus livros já foram traduzidos para 43 idiomas. No Brasil, já vendeu mais de dois milhões de exemplares. Seus vários best-sellers incluem: Bangalô 2, Hotel Bevery Hills, O segredo de uma promessa, O anel de noivado, Final de verão, Vale a pena viver, Cinco dias em Paris, entre outros.

Record lança best-seller “O casal que mora ao lado”, thriller sobre bebê que desaparece

O livro da escritora Shari Lapena já teve seus direitos vendidos para 24 países

image004.jpgNo dia do aniversário de Graham, ele e sua esposa Cynthia convidam os vizinhos para jantar. Os quatro são amigos e moram em casas geminadas, coladas parede com parede. Marco acha que será bom para Anne, que está sofrendo de depressão pós-parto depois do nascimento da filha, Cora. Quando a babá desmarca com o casal em cima da hora, eles decidem deixar a bebê de seis meses em casa e ir ao jantar. Levam a babá eletrônica e se revezam para, de meia em meia hora, dar uma olhada na menina. Mas, quando voltam do jantar, a criança não está lá.

Em “O casal que mora ao lado”, a autora Shari Lapena retrata com precisão a angústia dos pais enquanto desenrola uma teia de acontecimentos e reviravoltas até o impactante desfecho. A narrativa, sempre no tempo presente, contribui para criar o sentimento de urgência e desespero que envolve o desaparecimento de um filho.

Marco e Anne chamam a polícia, e logo o time comandado pelo investigador Rasbach se instala na casa. Ao não encontrar nenhuma evidência de que alguém tenha entrado no local, o detetive passa a, cada vez mais, desconfiar dos próprios pais da criança. Junta-se a esta equação os pais milionários de Anne – cujo dinheiro seria motivo para um possível sequestro – e a relação, na verdade um tanto conturbada, com os vizinhos.

 “O casal que mora ao lado” ficou sete semanas na lista de mais vendidos no Reino Unido e também entrou na lista do New York Times. Os direitos de publicação já foram adquiridos por 24 países.

Fenômeno de autor romeno, “O livro dos espelhos” chega ao Brasil

Com lançamento simultâneo em 38 países, livro tem narrativa habilmente construída, num suspense que fala sobre memória, verdades e mentiras

image005.jpgE.O. Chirovici nasceu na Transilvânia, numa família de origem romena, húngara e alemã. Escreveu seus primeiros livros em romeno, e as obras foram best-sellers no país do leste europeu, vendendo milhares de exemplares. Ao escrever seu primeiro livro em inglês, o autor se surpreendeu com a recepção entusiasmada: o título foi a sensação da Feira de Frankfurt de 2015, dois anos antes de chegar às livrarias, e foi vendido a peso de ouro para editoras em 38 países. Embora Chirovici seja, por si só, um personagem fascinante, é a trama habilmente construída de “O livro dos espelhos” que causou todo esse impacto e  promete fisgar os leitores. A obra chega às livrarias brasileiras pela Record em março, num lançamento simultâneo com os outros 37 países.

Narrada por quatro personagens diferentes, a trama começa na voz de Peter Katz, um agente literário que recebe por email o trecho de um manuscrito intitulado “O livro dos espelhos”. O autor se chama Richard Flynn e, no texto, relembra um período de seus dias na faculdade, no fim dos anos 1980. Na segunda parte, lemos o manuscrito de Flynn, que narra a relação entre ele, uma amiga da faculdade e Joseph Wieder, um renomado psicólogo. Wieder foi brutalmente assassinado naquela época; um crime que ficou famoso mas jamais foi solucionado. O trecho enviado para Katz termina exatamente nas horas anteriores ao assassinato.

Curioso e convencido de que o manuscrito vai enfim revelar o assassino – e garantir um contrato milionário com uma editora – Katz vai atrás de Flynn, mas ele está em coma, à beira da morte, num hospital. E ninguém sabe onde está o restante do original. O agente então contrata John Keller, um repórter investigativo, para desenterrar o caso e reconstituir o crime.

Na terceira parte, acompanhamos a investigação de Keller, cujas entrevistas e pesquisas revelam um verdadeiro jogo de espelhos, uma trama complicada em que verdades e mentiras nem sempre são absolutas. No fim, um quarto personagem consolida o desfecho da história. Mais do que escrever um suspense ou uma simples trama policial para descobrir um assassino, Chirovici constrói uma narrativa intricada, literária e elegante, onde fala sobre como as memórias, a realidade e a verdade podem ser relativas.

Autora best-seller da Coreia do Sul chega às livrarias brasileiras pela primeira vez

Gong Ji-Young já vendeu 10 milhões de exemplares de seus livros em 12 países

image005.jpgUma das autoras mais populares da Coreia do Sul, Gong Ji-Young já vendeu 10 milhões de exemplares de seus livros em mais de 12 países. Sua influência na cultura de seu país é tanta que uma de suas obras, “The crucible”, chegou a provocar uma mudança na legislação coreana. Em março, a obra da best-seller chega pela primeira vez ao Brasil, com o lançamento de “Nossas horas felizes”, pela Record.

A trama acompanha a protagonista Yujeong, uma jovem de classe alta que, aos 30 anos, não consegue se conectar com ninguém ou encontrar sentido para a vida. Já tentou o suicídio três vezes e, sem sucesso até nisso, vive uma vida sem qualquer perspectiva. A família também não faz muito esforço para entender seus conflitos, a não ser sua tia Monica, uma freira com quem Yujeong sempre teve uma boa relação.

Para tentar ajudar a sobrinha, a religiosa a convoca a acompanhá-la semanalmente à prisão da cidade, onde ela costuma visitar presos que estão no corredor da morte. Ali, Yujeong conhece Yunsu, jovem condenado por um crime hediondo e que também está ansioso para morrer. A autora intercala os capítulos narrados em primeira pessoa por Yujeong com as anotações do diário de Yunsu, escritas por ele na cadeia. Aos poucos, fica claro que mesmo pertencendo a classes sociais totalmente distintas, com experiências de vida bem diferentes, os dois compartilham um passado de abusos e traumas, físicos e psicológicos.

Nos encontros, os dois refletem sobre morte, amor e perdão. A conexão desenvolvida entre os personagens acaba despertando em ambos, novamente, a vontade de viver.

Record lança décimo terceiro volume de série de Bernard Cornwell

A saga do capitão Richard Sharpe já vendeu mais de 120 mil exemplares no Brasil

image004 (1).jpgCom obras traduzidas para mais de 16 idiomas e milhões de exemplares vendidos no mundo, Bernard Cornwell é um dos maiores autores de romances históricos da atualidade. A bem-sucedida série que acompanha as aventuras do capitão do exército britânico Richard Sharpe chega ao 13º volume em “A Companhia de Sharpe”, nas livrarias a partir de março, pela Record. A saga já vendeu mais de 120 mil exemplares no Brasil.

Na trama, Cornwell ambienta a história na Espanha, em 1812. É o inverno mais rigoroso que Sharpe já enfrentou, e não é por causa do frio; e sim porque ele não ocupa mais o posto de capitão. Sua promoção provisória não foi sancionada nos trâmites burocráticos do Exército. Assim, seu posto é ocupado por um homem com dinheiro para pagar pela promoção.

Além disso, o fuzileiro reencontra seu antigo e maior inimigo: Obadiah Hakeswill agora faz parte do mesmo batalhão e está determinado a arruinar sua vida. Para completar, Teresa, sua antiga amante, revela que ele tem uma família, com direito a uma filha que ainda não conhece. Mas, para se juntar às duas, ele precisará enfrentar uma batalha quase impossível.

Bernard Cornwell, nasceu em Londres e foi criado em Essex. Trabalhou por dez anos na BBC antes de se tornar escritor. Em 1979 mudou-se para os Estados Unidos, onde vive até hoje. Sua série mais famosa, “As crônicas de Artur”, narra a lenda do famoso rei britânico, numa mistura de ficção histórica e mitologia. Também é autor da saga “Crônicas saxônicas”. Mais informações em www.bernardcornwell.net.

Novo romance de Brittainy Cherry, “A chama dentro de nós”, chega às livrarias nesta semana

image004.jpgAly trabalhava em uma mercearia quando conheceu Logan, um misterioso e atraente rapaz com aparência de bad boy. Aos 18 anos, Logan precisava conviver com uma mãe drogada e um pai abusivo. O vício da mãe em cocaína fez com que ele também buscasse as drogas como uma forma de esquecer a falta de perspectiva. Alyssia, por outro lado, parece ter um futuro brilhante pela frente, mas também sofre com a rejeição dos pais. Deste encontro surge uma amizade improvável e não demora muito para que os dois percebam que estão apaixonados.

Quando tudo parece ir bem, Logan perde o controle e é internado em uma clínica de reabilitação, o que faz com que o casal se afaste. Anos depois, o jovem retorna à cidade e vai precisar encarar os fantasmas do seu passado. Ainda que muita coisa tenha mudado, Logan e Aly não conseguem resistir à atração que sempre sentiram um pelo outro.

“A chama dentro de nós” é o terceiro livro de Brittainy pela Record. A autora é considerada referência no gênero New Adult. Seus livros “Sr. Daniels” e “O ar que ele respira” se tornaram grandes sucessos e já venderam mais de 20 mil exemplares no Brasil.

Brittainy C. Cherry é formada em artes cênicas, com especialização em escrita criativa pela Carroll University, em Wisconsin. Atualmente mora com a família em Milwaukee, Wisconsin.

“Serra, Serrinha, Serrano”, de Rachel Valença e Suetônio Valença, ganha edição atualizada e ampliada

Record lança clássico sobre o Império Serrano, que é referência na história do Carnaval

Por Pedro Paulo Malta

image004.jpgNo momento em que a música brasileira comemora o centenário de lançamento do primeiro samba de sucesso, “Pelo telefone”, o presente vem em forma de livro: a segunda edição – revista e ampliada – de “Serra, Serrinha, Serrano: o Império do samba”, obra de Rachel Valença e Suetônio Valença que refaz a história de uma das escolas de samba mais tradicionais do carnaval carioca: o Império Serrano. O lançamento, pela editora Record, atualiza em 36 anos a primeira edição do livro, publicada em 1981 e esgotada pouco depois, transformando-se numa raridade disputada a peso de ouro em sebos de todo o país.

Desde então, Rachel Valença seguiu acompanhando de perto a escola de seu coração, participando dos carnavais, anotando fatos relevantes e guardando heranças que recebia das famílias de antigos imperianos. Tocou na bateria, foi diretora cultural e vice-presidente em dois mandatos – após o mais recente (entre 2006 e 2010), sentiu-se pronta para se dedicar à nova edição do livro. Já sem a parceria de Suetônio (falecido em 2006), desengavetou seus alfarrábios, vasculhou arquivos de jornais e fez novas entrevistas para complementar as histórias já contadas e acrescentar novos fatos – como o histórico e profético enredo “Bum bum paticumbum prugurundum”, que valeu à escola alviverde seu título mais recente, em 1982, um ano após a primeira edição do livro.

E assim, nas 433 páginas da nova edição – mais do que o triplo em comparação às 129 originais – estão os “episódios relicários” dessa história: a começar pelo levante de sambistas do Morro da Serrinha (na Zona Norte do Rio) contra o autoritarismo do presidente da escola local, o Prazer da Serrinha. O resultado do levante é o próprio Império Serrano – fundado por aqueles dissidentes, em 23 de março de 1947. Uma história iniciada, à luz da democracia, na casa de D. Eulália do Nascimento, que aliás é personagem fundamental no livro de Rachel e Suetônio, com sua língua afiada, especialmente quando o tema é a principal rival do Império, a Portela, escola do bairro vizinho de Oswaldo Cruz.

A história também é contada através da atuação decisiva de outros personagens, como o pai-de-santo Elói Antero Dias, responsável por providenciar os instrumentos da primeira bateria da escola. E como o evangélico Silas de Oliveira, que terá que romper com os próprios pais para se tornar o maior nome da história do samba-enredo, como compositor dos antológicos “Aquarela brasileira” e “Heróis da liberdade”, este último em parceria com Manoel Ferreira e Mano Décio da Viola. E o que dizer da enfermeira Ivone Lara, que aproveitou o descanso no expediente do Hospital Gustavo Riedel para se tornar a primeira mulher a assinar um samba-enredo: “Os cinco bailes da história do Rio”, em parceria com Silas de Oliveira e Bacalhau.

Entre os destaques da nova edição estão os boxes criados por Rachel Valença para contar, em primeira pessoa, suas inúmeras histórias no dia-a-dia do Império e os bastidores da pesquisa para o livro. Há também os perfis de personagens mais recentes desses 70 anos de história: sejam notáveis como os compositores Wilson das Neves e Arlindo Cruz, sejam ritmistas, casais de mestre-sala e porta-bandeira, baianas, serventes, passistas, vendedores de rua, destaques, torcedores, presidentes… Todos componentes fundamentais desta escola que, se nos tempos atuais não samba à vontade no carnaval das “Super Escolas de Samba S/A”, se orgulha como nenhuma outra agremiação de sua própria história.

Uma história que se aprofunda neste livro, que, como bem define o historiador Luiz Antonio Simas (no Prefácio à segunda edição), é “o melhor e mais completo trabalho sobre a trajetória de uma escola de samba no Brasil”.