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Record lança novo thriller da autora de “O casal que mora ao lado”

image005 (1).jpgLançado em 2017, “O casal que mora ao lado” foi o primeiro thriller de Shari Lapena e logo se tornou um best-seller internacional. Com uma narrativa dinâmica e cheia de reviravoltas, ela mantém o leitor grudado nas páginas até o fim também neste “Uma estranha na casa”, que chega às livrarias pela Record no fim de maio.

A história gira em torno do casal Karen e Tom Krupp. Casados há dois anos, vivem uma vida bem normal, confortável e feliz. Até o dia em que o marido chega em casa e encontra os preparativos do jantar pela metade, a porta destrancada e as luzes acesas. Logo depois, descobre o que aconteceu: Karen está internada no hospital após um acidente. Ela estava dirigindo a toda velocidade, num bairro perigoso e bem distante do seu, e acabou batendo num poste.

As explicações para o que pode ter acontecido são escassas, já que o acidente provocou em Karen uma perda de memória recente e ela não se lembra de nada daquela noite. Mas quando um corpo é descoberto nas proximidades de onde ela bateu com o carro, a polícia começa a desconfiar de que ela possa ter algo a ver com o assassinato. Enquanto Tom se pergunta se realmente conhece a própria mulher, Karen se esforça para lembrar do que aconteceu – e também para esconder alguns segredos do seu passado.

Shari Lapena trabalhou como advogada e professora de inglês antes de se tornar escritora. “O casal que mora ao lado”, seu primeiro thriller, foi vendido para 24 países, foi finalista do prêmio Goodreads e ficou diversas semanas entre os mais vendidos do New York Times.

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Best-seller satírico e prestes a estrear em Hollywood, “Asiáticos podres de ricos” é o quarto livro do Projeto VIB

image005.jpgBest-seller internacional e traduzido para mais de 12 línguas, “Asiáticos podres de ricos”, de Kevin Kwan, é o quarto livro lançado pela Record dentro do Projeto VIB e chega às livrarias no fim de maio. A aguardada adaptação cinematográfica, que tem no elenco nomes como Constance Wu e Ken Jeong, estreia nos EUA no segundo semestre e está prevista para chegar ao Brasil em novembro.  Com muito humor e sarcasmo, Kwan traça um panorama da alta sociedade chinesa, descreve luxos inimagináveis, alfineta comportamentos opulentos e mostra as muitas vezes insanas disputas entre as famílias tradicionais e os “novos ricos”.

Na trama, Rachel Chu e Nicholas Young namoram há dois anos e estão muito apaixonados e felizes. Professores universitários, moram em Nova York e têm uma vida normal, de classe média, de acordo com seus empregos. Quando o casamento do melhor amigo de Nicholas se aproxima, ele convida a namorada para ir a Cingapura acompanhá-lo na festa, conhecer sua família e sua terra natal, e passar o verão viajando com ele.

Parecia um plano normal, mas Nicholas se esqueceu de mencionar alguns detalhes importantes, como o fato de ser herdeiro de uma das famílias mais milionárias e tradicionais de Cingapura, e de o casamento do amigo ser o evento mais importante do ano, com cobertura massiva da imprensa e presença de celebridades e políticos.

Mergulhada num universo que não fazia nem ideia de que existia, Rachel se vê envolvida em tramóias e fofocas. A família de Nick não pretende aceitá-la facilmente e, para completar, há uma lista de jovens mulheres que fariam tudo para conquistar um dos últimos bons partidos solteiros do país. Ao narrar a trajetória de Rachel descobrindo esse modo de vida, Kwan faz um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, numa visão do jet set oriental por dentro, já que o próprio autor cresceu em Cingapura numa família abastada.

Além do enredo do casal principal, o autor constrói tramas paralelas interessantes com os diversos tipos que formam a gigantesca família de Nick – há, inclusive, uma árvore genealógica no começo da edição para facilitar a vida do leitor.  Cada capítulo é focado em um ou em um grupo de personagens e, passeando assim entre os diversos núcleos, Kwan vai além de fazer rir com seu olhar satírico, e revela interessantes detalhes sobre a cultura asiática. Os assuntos vão de moda a gastronomia, passando por conflitos geracionais, relacionamentos e como eles são afetados pelas demandas de dinheiro e status. Tudo diante de cenários muito impressionantes, que o autor descreve com habilidade. Kwan ainda usa interessantes notas de rodapé para explicar gírias e comportamentos típicos da sociedade cingapuriana.

Um detalhe engraçado: em entrevista à Vanity Fair, ao responder sobre a curiosidade do repórter se realmente havia lugares e eventos tão suntuosos quanto os descritos no livro, Kwan disse que, na verdade, precisou diminuir um pouco as coisas na ficção. “Em alguns momentos tive que realmente tirar alguns detalhes, porque minha editora falava: ‘Ninguém vai acreditar nisso’. E eu dizia: ‘Mas isso de fato aconteceu’, e ela respondia: ‘Não importa. Você vai perder leitores porque vai parecer muito surreal que as pessoas gastem dinheiro nesse nível ou façam algo tão excessivo’. Então mudei essas partes”, conta.

Kevin Kwan nasceu em Cingapura, onde passou a infância e a adolescência. Atualmente mora em Nova York, nos Estados Unidos. “Asiáticos podres de ricos” é seu primeiro livro. “China rich girlfriend”, a sequência, será publicado em breve pela Record. Lá fora, lançou recentemente “Rich people problems”, terceiro livro da série.

Grupo Record publica edição única e comemorativa de coletânea de crônicas de Carlos Drummond de Andrade

Livro foi o primeiro a ser impresso na gráfica da editora, em 1989, e celebra os 75 anos da empresa. Edição traz encarte com documentos do arquivo da editora e da Casa de Rui Barbosa, que guarda o acervo do autor

 image005.jpg“Autorretrato e outras crônicas”, de Carlos Drummond de Andrade, foi o primeiro livro a ser impresso no recém-inaugurado parque gráfico da editora Record, em 1989. O poeta havia morrido dois anos antes e a coletânea viria a ser uma homenagem póstuma, com textos inéditos. Organizada por Fernando Py, a obra trazia crônicas escritas num largo período, entre 1943 a 1970, e publicadas na revista Leitura, no Correio da Manhã e no Jornal do Brasil. Esta nova edição, autorizada pelos herdeiros e pela nova casa editorial que abriga a obra de Drummond, será única e comemorativa dos 75 anos do Grupo Editorial Record.

No livro, foi incluído um encarte feito a partir de pesquisas no acervo da família Machado, proprietária da Record, da própria editora e da obra do autor guardada pela Casa de Rui Barbosa. A capa da primeira edição, a folha de rosto com um selo do sesquicentenário de Machado de Assis, cartas trocadas entre o editor Alfredo Machado e Drummond e ainda contratos de livros assinados pelo poeta estão entre as pérolas encontradas nos arquivos e que agora vêm a público no livro.

   A capa foi inspirada na original, a partir do retrato de Drummond feito por Portinari, em 1936. Além das crônicas e do texto original do organizador, essa edição traz ainda uma apresentação feita por Sônia Machado Jardim, atual presidente do Grupo Record. Para Fernando Py, “a atividade de cronista, em Drummond, é muito afim da sua poesia. Nestas crônicas, podemos notar o tom coloquial, o humour, e não raro a ironia (ou ‘autoironia’, como na crônica de abertura), bem típica dos melhores momentos do poeta.”

   “Autorretrato e outras crônicas” chega às livrarias em maio.

SOBRE O AUTOR:

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) nasceu em Itabira, Minas Gerais. Poeta, contista e cronista, considerado um dos maiores nomes da poesia brasileira de todos os tempos, é autor, entre outros títulos, de Alguma poesiaBrejo das almasSentimento do mundoClaro enigmaFazendeiro do ar e Fala, amendoeira.

Numa Inglaterra sem direitos garantidos a mulheres, a órfã Angélique reconstrói sua vida com muita coragem e empoderamento

No livro ‘A duquesa’, Danielle Steel dá lições de força e recomeços através da vida de uma jovem abandonada pela família

image003.jpgA duquesa Angélique Latham é uma bela jovem de 18 anos, órfã de mãe, e filha preferida do duque de Westerfield, Philip Latham. Fruto do segundo casamento do pai, a jovem possui dois irmãos pouco tolerantes à predileção pela meia-irmã. Com a morte de Philip, Angélique é expulsa do castelo de Belgrave por Tristan, primogênito que herdou todo o patrimônio da família. A única opção da caçula é se tornar babá de uma família na região de Hampshire. Após longos meses, a jovem é mandada embora vítima de injustiça e machismo, não restando alternativa a não ser tentar a vida em Paris, único lugar em que ainda há oportunidades para uma jovem sem carta de referência ou apoio de família e amigos.

Da tradicional comunidade rural inglesa para o movimentado centro urbano parisiense, o livro ganha ainda mais fôlego quando Angélique encontra a prostituta Fabienne. Ela está ferida, e conta para a protagonista sobre as condições de trabalho nas quais vivem as prostitutas da cidade. A partir daquele momento, a vida da renegada duquesa de Westerfield começa a se transformar. Angélique usa o dinheiro deixado pelo pai para abrir um bordel na grande Paris. Le Boudouir foge dos moldes violentos dos outros estabelecimentos e se torna uma referência na cidade, mas para garantir que suas funcionárias, e até mesmo ela, sejam respeitadas, Angélique precisa driblar preconceitos e violências.

A narrativa bem conduzida por Danielle Steel levanta questões sobre a estruturação da nobreza europeia, os preconceitos aristocráticos e o machismo estrutural que perseguem a jovem Angélique. Independente e corajosa, ela se transforma de jovem indefesa em forte empresária que, apesar de tudo o que viveu, permanece gentil e com um coração enorme, agrega lições de coragem e empoderamento sem deixar de lado a forte denúncia à sociedade descrita com destreza por Steel.

Danielle Steel é considerada a grande dama do romance. Dona de um estilo inconfundível e amada por uma legião de leitores em diversos países, seus livros foram traduzidos para 43 idiomas e publicados em 69 países. Seus vários best-sellers incluem Uma mulher livre, Reencontro em Paris, Um dia de cada vez, Um homem irresistível, O segredo de uma promessa, O anel de noivado, Vale a pena viver, Cinco dias em Paris, entre outros.

Novo livro de Oleg Steinhauer, nome proeminente do gênero espionagem, se passa em torno de mesa de jantar

image004.jpgUm dos melhores escritores de espionagem contemporâneos, autor de best-sellers como “O turista”, Oleg Steinhauer saiu da sua zona de conforto em “Um jantar entre espiões”, que chega às livrarias pela Record em abril. Se nos romances do gênero estamos acostumados a ver ação, aventura e agentes que viajam pelo mundo, neste livro o enredo praticamente todo se desenvolve em torno de uma mesa de jantar.

A trama começa em 2006, quando um sequestro de avião no aeroporto de Viena acaba numa tragédia de grandes proporções, com 120 mortos. Anos depois, com a ajuda de um informante, descobre-se que um traidor num posto avançado da CIA pode ter contribuído com os terroristas.  Na época, os agentes Henry Pelham e Celia Harrison trabalhavam juntos no escritório austríaco da CIA. E também eram amantes. Logo depois do trágico atentado, ela decidiu abandonar a vida no serviço secreto para se casar e ter filhos, enquanto ele seguiu trabalhando na agência.

Nos dias de hoje, Henry é incumbido de investigar e descobrir quem é o tal traidor. Para isso, viaja até a cidadezinha de Carmel-by-the-Sea, na Califórnia, onde Celia mora hoje com o marido e os dois filhos, e a encontra para um jantar. Ali, com os dois personagens sentados frente a frente, Steinhauer constrói um interessante jogo de manipulação, verdades e mentiras. Alternando as perspectivas dos personagens, ele cria um clima de suspense que deixa o leitor até o fim querendo saber quem é o traidor; mas também aprofunda suas nuances e explora questões sobre a relação entre a espionagem e os relacionamentos pessoais.

“Um jantar entre espiões” já teve seus direitos vendidos para o cinema. O filme, que ainda entrará em produção, será dirigido por James Marsh (de “A teoria de tudo”) e protagonizado por Michelle Williams e Chris Pine.

 Olen Steinhauer já foi duas vezes finalista do Prêmio Edgar, além de ter recebido indicações aos prêmios Anthony, Macavity, Barry e Ellis Peters Historical Dagger. Criado na Virgínia, é autor de “O turista”, publicado pela Editora Record, além de obras como “The nearest exit”, “The American spy” e “The Cairo affair”. Divide seu tempo entre Nova York e Budapeste. Mais informações em olensteinhauer.com.

Em“Jack, o Estripador”, uma investigação extensa sobre o famoso serial killer da Londres Vitoriana

image004 (1).jpgEx-policial e duas vezes presidente da Crime Writer’s Association, o escritor Donald Rumbelow é autoridade quando se fala sobre os crimes de Jack, o Estripador, assassino em série que aterrorizou o leste de Londres no fim do século XIX e que nunca teve sua identidade descoberta. Além de dar aulas sobre crime e história na capital inglesa, Rumbelow ainda atuou, nas últimas décadas, como consultor para obras audiovisuais a respeito do criminoso. Em“Jack, o Estripador”, que chega às livrarias pela Record em abril, ele compartilha seu conhecimento sobre o caso com o leitor, num relato bastante completo sobre o serial killer mais famoso da história.

 No texto, o autor começa contextualizando a vida na região de Whitechapel, onde aconteceram os crimes. Parte mais marginalizada da cidade durante a Era Vitoriana, o East End londrino abrigava pessoas que moravam de forma precária, muitas vezes nas ruas ou em cortiços, passavam fome e estavam abandonadas pelas autoridades. O livro explora ainda a reação dessa sociedade aos assassinatos, o desgaste da relação com a polícia e os sentimentos de medo e revolta crescentes à medida que o criminoso fazia mais vítimas.

Rumbelow faz uma descrição minuciosa dos assassinatos, com detalhes sobre como as vítimas foram encontradas, por quem, e quais foram as conclusões dos legistas, entre diversas outras informações. Traça ainda perfis das vítimas, todas mulheres que em geral viviam entre a rua e cortiços em Spitalfields e Whitechapel, e eram prostitutas. Traça também, claro, o perfil do criminoso, e analisa alguns casos atribuídos ao Estripador e que não acredita que tenham sido cometidos por ele.

A parte dedicada à lista de suspeitos é uma das mais interessantes. Rumbelow conta sobre as milhares de cartas recebidas pela polícia e pela imprensa na época com as teorias mais mirabolantes e inusitadas para explicar os crimes. Fala também sobre as cartas assinadas por Jack, o Estripador, e quais delas realmente acredita que tenham sido escritas pelo assassino. Além disso, fornece perfis dos principais nomes que chegou-se a cogitar como suspeitos: de açougueiros e ex-presidiários desconhecidos a médicos de renome e boa família. Entre os suspeitos menos prováveis chegaram a figurar nomes como Lewis Carroll, autor de “Alice no País das Maravilhas”, e Randolph Churchill, pai do ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill.

Por fim, o relato analisa as narrativas ficcionais inspiradas por Jack, o Estripador e relaciona sua “obra” à de outros serial killers que surgiram depois. O livro traz ainda um encarte com imagens da época, dos locais onde aconteceram os crimes, de algumas das vítimas e suspeitos envolvidos na trama.

Donald Rumbelow é ex-policial, especialista em história criminal e ex-curador do City of London Police’s Crime Museum. Autoridade no assunto Jack, o Estripador, já foi entrevistado por diversos documentários sobre o assunto e ofereceu consultoria para obras ficcionais. Organiza, em Londres, um passeio turístico em que visita os locais dos crimes e conta suas histórias.

Record lança coletânea de contos clássicos de Conan Doyle

Publicados originalmente em revista britânica, textos deram notoriedade ao criador de Sherlock Holmes

image005.jpgOs 15 contos que compõem esta coletânea foram publicados originalmente na revista “The Strand Magazine”, que circulou na Inglaterra de 1891 a 1930 e lançou grandes nomes da literatura, como Agatha Christie, Rudyard Kipling, Graham Greene e Georges Simenon.

Arthur Conan Doyle já tinha lançado dois romances, mas só ganhou notoriedade ao publicar na revista o conto “Escândalo da Boêmia”, que dá nome a este livro. Desde então, o famoso e infalível detetive Sherlock Holmes, morador da Baker Street, e seu fiel escudeiro Watson se tornaram um fenômeno da cultura mundial.

Com tradução de Leonardo Alves, a partir das versões originais da revista, e organização de Mário Feijó, doutor em Literatura e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a antologia chega às livrarias em março, pela Record.

SOBRE O AUTOR:

Sir Arthur Conan Doyle nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 1859. Originalmente, trabalhou como médico, mas, com o sucesso após a publicação de seu primeiro romance, Um estudo em vermelho, sobre o detetive Sherlock Holmes e seu fiel escudeiro, o Dr. Watson, Doyle pôde se dedicar mais profundamente a sua verdadeira paixão: a escrita. Autor de romances, contos, escritos de ficção científica e de não-ficção, conquistou milhões de fãs no mundo inteiro e até hoje sua obra é adaptada para diversas mídias e formatos, acarretando sempre em sucesso de público. Foi nomeado cavaleiro por sua participação na Guerra dos Bôeres, na qual atuou como cirurgião.

Um assassino com sede de sangue é o novo desafio de Harry Hole, bem-sucedido personagem de Jo Nesbø

image005.pngUma mulher em busca de um encontro casual pelo Tinder sai com um dos homens que conheceu pelo aplicativo e, ao retornar para casa, é achada morta com um ferimento no pescoço. Não há arrombamento e a tranca antifurto estava fechada pelo lado de dentro. A carótida da mulher foi cortada por um objeto perfurante e o formato no pescoço da vítima se parece com o de uma mordida.

O caso se desenvolve quase como algo sobrenatural. Meio litro de sangue da mulher desapareceu de seu corpo, o que pode indicar que o assassino guardou – ou quem sabe, bebeu – o sangue da vítima. A pressão da mídia aparece por todos os lados e só uma pista concreta de quem é o novo assassino pode aliviar a vida de Katrine Bratt, nova inspetora da Divisão de Homicídios. Para completar, outra mulher é morta em uma situação bem semelhante à primeira. Talvez seja a hora de apelar para um contraditório, e ao mesmo tempo brilhante, policial.

Harry Hole agora é professor da Academia de Polícia de Oslo. Sóbrio e feliz com Rakel, ele se mantém bem distante dos bizarros casos de assassinatos que envolviam sua rotina. Quando recebe a proposta para retornar à Divisão de Homicídios, sua primeira resposta é “não”, mas algo nessas mortes chama a sua atenção, algo que os investigadores estão deixando passar.

Em uma narrativa acelerada, Nesbø apresenta uma rede de mistérios que torna cada vez mais difícil descobrir quem está por trás dos crimes. Aos 57 anos, ele é uma das referências dos livros policiais, publicado em mais de 50 países – onde já vendeu cerca de 36 milhões de cópias. No Brasil, foram 100 mil livros vendidos. “A sede” chega às livrarias em março pela Record.

Jo Nesbø vive em Oslo. É músico e economista, além de um dos escritores mais bem-sucedidos e aclamados na Europa atualmente. É autor de Garganta vermelha, A estrela do diabo e O redentor, entre outros títulos publicados pela Editora Record. Seu primeiro thriller policial estrelado pelo detetive Harry Hole tornou-se sucesso instantâneo na Noruega, conquistando o Prêmio Glass Key como melhor romance nórdico de 1988.

Com seis novos títulos, Editora Record completa coleção de obras de Albert Camus com novo projeto gráfico

 Ao todo, são 11 livros do escritor francês que voltam às prateleiras

Filósofo do absurdo, da falta de sentido da vida, Albert Camus é considerado um dos mais importantes autores do século XX. Nascido na Argélia, quando o país ainda era colônia francesa, o escritor reflete em suas obras seu estranhamento com a vida, com a guerra, que vitimou seu pai, e, sobretudo, com a própria condição humana.

  Desde julho de 2017, o Grupo Editorial Record lança novas edições dos livros do escritor, que venceu o Nobel de Literatura em 1957 com apenas 44 anos e morreu pouco tempo depois, em 1960, num acidente de carro na Borgonha.

No ano passado receberam novos projetos gráficos “O estrangeiro”“A peste”“A queda”, “O homem revoltado” e “Diário de viagem”. Agora chegam às livrarias as novas edições de “O avesso e o direito”, “O exílio e o reino”“A inteligência e o cadafalso”, “A morte feliz”, “O mito de Sísifo” e “Estado de sítio”.

image003O MITO DE SÍSIFO

Albert Camus publicou “O mito de Sísifo” em 1942. Este ensaio sobre o absurdo tornou-se uma importante contribuição filosófico-existencial e exerceu profunda influência sobre toda uma geração. Camus destaca o mundo imerso em irracionalidades e lembra Sísifo, condenado pelos deuses a empurrar incessantemente uma pedra até o alto da montanha, de onde ela tornava a cair, caracterizando seu trabalho como inútil e sem esperança. O autor faz um retrato do mundo em que vivemos e do dilema enfrentado pelo homem contemporâneo: “Ou não somos livres e o responsável pelo mal é Deus todo-poderoso, ou somos livres e responsáveis, mas Deus não é todo-poderoso.”

image016O AVESSO E O DIREITO

Albert Camus tinha apenas 22 anos quando publicou, na Argélia, “O avesso e o direito”, conjunto de cinco peças que ele classificou como “ensaios literários”. Já estão ali o estilo poético que é sua marca registrada e a preocupação com alguns temas essenciais, como o amor ao Mediterrâneo, a solidão do homem em meio ao abandono e o absurdo da condição humana. Francês da Argélia, Camus recebeu a luz do Mediterrâneo como um dom de vida, expressa numa escrita nobre, um pouco à espanhola, mas com registro variado. Mais do que negar Deus, naqueles anos de juventude, desisnteressou-se dele. Quando amadureceu na reflexão, compreendeu que o homem é o valor capital e relegou Deus às ideias-fábulas dos poetas. Mais tarde, ao romper com os existencialistas, denunciou os regimes totalitários (sobretudo os de esquerda) e proclamou, no Discurso da Suécia, ao receber o prêmio Nobel, que “o escritor não pode se colocar a serviço daqueles que fazem a História; ele está a serviço daqueles que a sofrem”. O avesso e o direito é uma leitura fundamental para uma compreensão mais abrangente da vida e da obra de Camus.

image017O EXÍLIO E O REINO

Uma coletânea de contos que têm em comum o tema universal da fraternidade humana e suas dificuldades. De um dos mais importantes e representativos autores do século XX e Prêmio Nobel de Literatura. Tanto por sua diversidade quanto pelo caráter universal das indagações, “O exílio e o reino” é possivelmente a obra que melhor retrata as questões que acompanharam Albert Camus durante sua vida. Este livro traz seis contos ambientados em diferentes partes do mundo, nas quais são abordadas as mais variadas formas de exílio: o do próprio corpo, o gerado por conflitos entre os homens, o que se constitui na fé, entre outros.

image018O ESTADO DE SÍTIO

Lançada originalmente em 1948, “Estado de sítio” se passa em uma pequena cidade litorânea, assolada pela peste e dominada pelo medo. Para Camus, o medo era o mal do século XX e, por isso, ele o utiliza como o fio condutor desta obra, que, para muitos críticos, é uma alegoria da ocupação, da ditadura e do totalitarismo. Nesta edição, foram reunidos um prefácio de Pierre-Louis Rey, documentos históricos, entrevistas, uma nota assinada pelo autor sobre a peça e um testemunho de Jean-Louis Barrault, contando a história de sua colaboração com Camus para a composição e encenação de Estado de sítio, e analisando as razões do seu fracasso. A edição apresenta, ainda, críticas à peça, encenada pela primeira vez em 27 de outubro de 1948, pala Companhia Madeleine Renaud-Jean-Louis Barrault, no Théâtre Marigny, com direção de Simmone Volterra e resposta de Camus à crítica, reunindo, assim, tudo que já foi dito sobre a peça, que foge do realismo, abre o horizonte cênico e dá toda a liberdade ao diretor.

image019A INTELIGÊNCIA E O CADAFALSO

Publicado em 1943, pouco depois de O estrangeiro, “A inteligência e o cadafalso” condensa o percurso literário e ensaísta de Camus. A partir daí, sua obra se desdobra em personagens e em raciocínios concêntricos: o absurdo, a gratuidade, a culpa, o gozo e a beleza encarnam sua concepção do homem. Nos textos deste livro, é possível reconhecer as engrenagens do absurdo. Trata-se, enfim, de uma mitologia pessoal, projetada em suas leituras, nas reflexões sobre a linguagem e sobre a literatura que podem redimensionar o alcance de sua obra como um dos marcos da literatura do século XX.

image020A MORTE FELIZ

Em “A morte feliz”, Albert Camus retrata a busca pela felicidade, assim como a aceitação, o entendimento e a consciência da morte. O autor acredita que, para conquistar a felicidade, é necessário ser independente, livre, mas também ter dinheiro; a pobreza é a condição que impede a vida feliz.

Esta obra foi o trabalho precursor de seu livro mais famoso, O estrangeiro. O protagonista Patrice Mersault de “A morte feliz” tem características muito semelhantes a Meursault de “O estrangeiro”, ambos são franco-argelinos e levam uma vida difícil em uma sociedade indiferente.

Albert Camus foi um jornalista, filósofo e escritor francês nascido na Argélia. Seus trabalhos contribuíram com o crescimento da corrente de pensamento conhecida como absurdismo.

Record lança “Em outra vida, talvez?”, de Taylor Jenkins Reid

image004.jpgAos 29 anos e depois de tentar se adaptar – sem sucesso – a várias cidades dos Estados Unidos, Hannah finalmente decide voltar para Los Angeles. Esta é a sua chance de recomeçar. Em uma comemoração de boas vindas, ela reencontra Ethan, seu ex-namorado da adolescência, por quem sempre foi apaixonada. Eles têm um relacionamento mal resolvido e talvez essa seja a oportunidade de, finalmente, se entenderem. No fim da noite, Hannah precisa decidir entre aceitar a oferta de Ethan e continuar com ele no bar ou ir para a casa com Gabby, sua melhor amiga.

O dilema da protagonista é o pontapé inicial de “Em outra vida, talvez?” que mostra, em realidades alternativas, o desdobramento de cada decisão de Hannah. Ao seguir com Ethan eles começam a namorar, mas ela descobre que está grávida de um homem com quem se relacionou em Nova York. Quando decide ir para casa com a amiga, Hannah é atropelada, perde o bebê e, no hospital, conhece Henry, um dos enfermeiros.

“Em outra vida, talvez?”, fala sobre destino e até que ponto ele é o responsável por influenciar o fim de cada história. O livro chega às lojas em fevereiro pela Record.

Sobre a autora: Taylor Jenkins Reid é autora de “One True Loves”, “After I Do”, “Forever”, “Interrupted” e “The seven husbands of Evelyn Hugo”. Ela mora em Los Angeles com o marido, a filha e o cachorro.