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Em novo thriller, Steve Berry fala sobre fanatismo religioso, separatismo e Abraham Lincoln

image004.jpgAutor best-seller que já vendeu mais de 20 milhões de exemplares em todo o mundo – e mais de 80 mil no Brasil –, Steve Berry é um estudioso da história mundial, e utiliza como poucos determinados fatos e épocas como cenário para seus thrillers. Em novembro, chega às livrarias pela Record “O mito de Lincoln”, nono romance da série protagonizada por Cotton Malone, um fascinante ex-agente e atual vendedor de livros raros que conduz algumas das mais famosas tramas de Berry.

No enredo, Malone é mais uma vez retirado da aposentadoria por um ex-chefe quando um segredo parece ameaçar a existência dos Estados Unidos como o conhecemos. Para ficar mais complicado, a – já conhecida em livros anteriores – companheira de Malone, Cassiopeia, também se envolve na missão. A tal ameaça, que envolve políticos, fanáticos religiosos e movimentos separatistas, tem raízes bem antigas: tudo teria começado com um certo documento secreto, passado de presidente a presidente desde George Washington, e usado por Abraham Lincoln, em 1861, de forma surpreendente.

Berry alterna sua narrativa entre os dias de Lincoln, suas questões na Guerra Civil americana e as disputas contemporâneas.  Em entrevistas, o autor já revelou que pretendeu, neste livro, revelar um pouco mais sobre o presidente, um dos mais admirados e conhecidos líderes americanos mas que, segundo Berry, teve muitas de suas reais ações escondidas pelo mito formado a seu redor.

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Record lança romance da inglesa Elizabeth Gaskell

image005.jpgNeste romance impactante, a escritora britânica Elizabeth Gaskell (1810-1865) revela a luta de classes entre trabalhadores e patrões vigente na cidade de Manchester do século XIX. John Barton, operário que cria sozinho sua filha, Mary, leva uma vida difícil com o pouco que ganha por seu trabalho na fábrica. A moça logo começa a trabalhar como costureira, para ajudar seu velho pai nas despesas.

Jem, um jovem da família Wilson, amiga dos Barton, desde cedo nutre um sentimento pela bela Mary. Juntas nas dificuldades, as duas famílias seguem firmes frente às injustiças cometidas contra os trabalhadores. A jovem, porém, se ilude com as propostas de Henry Carson, filho do dono da fábrica em que seu pai trabalha, formando o triângulo amoroso que permeia a trama.

A situação social se agrava e, entre a falta de emprego e os salários miseráveis oferecidos, os trabalhadores escolhem negociar e protestar. Gaskell nos apresenta um final surpreendente, tanto para o embate social quanto para o desfecho amoroso.

Elizabeth Gaskell escreveu o livro em meio à crescente Revolução Industrial, ocorrida no século XIX, e às lutas trabalhistas por mais direitos. Apesar da origem burguesa da autora e embora ela não tivesse a intenção de apoiar a chamada revolução, o livro chegou a ser considerado subversivo devido à sensibilidade com que lida com a causa trabalhista.

Com a denúncia dos burgueses, o editor de Gaskell a convenceu de que deveria dar mais ênfase ao núcleo amoroso, a fim de sanar as críticas, e ela o fez, substituindo inclusive o título John Barton por Mary Barton. A então protagonista ganha status de heroína ao final do romance, papel que em geral não cabia às mocinhas da época.

SOBRE A AUTORA:

Elizabeth Gaskell foi uma romancista britânica com obras ricas em detalhes da sociedade, principalmente das condições de vida dos mais pobres. De família originalmente burguesa, ela se casou com William Gaskell e estabeleceu-se em Manchester, cidade que traria inspiração para seus livros com temática industrial, como Mary Barton. Tornou-se popular devido ao seu estilo de escrita bem distinto, especialmente por suas histórias de fantasmas. Teve algumas destas publicadas por Charles Dickens na revista Household Words. Ainda que se mantivesse dentro das convenções vitorianas, sempre enfatizou o papel das mulheres, apresentando protagonistas femininas fortes e dinâmicas.

“BONECO DE NEVE” ESTREIA NOS CINEMAS E GANHA NOVA EDIÇÃO PELA RECORD

Livro de Jo Nesbø retrata mais um caso do inspetor Harry Hole, um policial de Oslo viciado em álcool, na busca pela verdade de mais um assassinato arrepiante. A adaptação chega aos cinemas dia 23 de novembro

image005.jpgDe atleta a economista, passando por uma banda de rock, Jo Nesbø poderia ter migrado para outras áreas, mas foi na literatura que ele encontrou o seu caminho e continua fazendo história. Aos 57 anos, hoje ele é uma das referências dos livros policiais, publicado em mais de 50 países – onde já vendeu  cerca de 36 milhões de cópias. No Brasil, foram 100 mil livros vendidos.

Em novembro, o sucesso das livrarias chega também aos cinemas. “Boneco de Neve”, segundo livro de Nesbø a ganhar adaptação, foi dirigido pelo sueco Tomas Alfredson (“O espião que sabia demais”) e tem o alemão Michael Fassbender (“X-Man – Apocalipse”, “Shame”) no papel de Harry Hole, além de Rebecca Ferguson (“A garota no trem”) como a policial Katrine Bratt.

A fria Oslo esconde um assassino que anuncia suas ações com inocentes bonecos de neve no quintal de suas vítimas. Em novembro, quando a temporada de nevascas começa, Jonas acorda no meio da noite e percebe que sua mãe havia sumido. Com o pai viajando, ele decide procura-la sozinho pelas redondezas. Ao passar pelo quintal, percebe a figura solitária de um boneco de neve que veste o cachecol preferido de sua mãe.

Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso ganha uma reviravolta quando outras mulheres começam a sumir. O perfil é o mesmo: todas casadas e com filhos, vistas pela última vez em um dia de neve caindo.

Agora, cabe a Harry Hole descobrir quem está por trás dos assassinatos. Com a ajuda de sua colega de equipe Katrine Bratt ele tenta rastrear o serial killer, mas nesta caçada quem dá as regras é o “Boneco de Neve” e ele está disposto a fazer de tudo para atrair o inspetor para o seu jogo.

“Boneco de Neve” foi considerado pelo jornal inglês The Guardian o livro mais ambicioso de Nesbø. A obra também rendeu comparações com “O silêncio dos inocentes”, de Thomas Harris, pelo The Times.

Jo Nesbø vive em Oslo. É músico e economista, além de um dos escritores mais bem-sucedidos e aclamados na Europa atualmente. É autor de Garganta vermelha, A estrela do diabo e O redentor, entre outros títulos publicados pela Editora Record. Seu primeiro thriller policial estrelado pelo detetive Harry Hole tornou-se sucesso instantâneo na Noruega, conquistando o Prêmio Glass Key como melhor romance nórdico de 1988.

Em “A rainha domada”, Philippa Gregory conta a história de Catarina Parr, última esposa do rei Henrique VIII

image005.jpgAutora de “A rainha branca” e a “A irmã de Ana Bolena”, entre outros romances baseados na história da Era Tudor, Philippa Gregory lança agora no Brasil “A rainha domada”, livro em que conta a história da última esposa de Henrique VIII, o rei da Inglaterra que rompeu com a Igreja Católica para anular seu primeiro casamento, com Catarina de Aragão, que não conseguiu lhe dar um herdeiro homem, e se casar com Ana Bolena. Henrique VIII ainda se casou com outras quatro mulheres até conhecer Catarina Parr, que tinha ficado viúva duas vezes e era apaixonada por Thomas Seymour, irmão de uma das esposas do rei.

Henrique VIII tinha idade para ser seu pai, era feio e obeso, e ainda condenara à morte duas de suas ex-esposas. Mas Catarina não teve escolha e se casou. Filha mais velha do lorde Sir Thomas Parr, Catarina conquistou a confiança do rei ao reunir a sua família, foi uma das principais incentivadoras da reforma religiosa e chegou a comandar o reino como regente, durante a participação do marido numa campanha militar na França.  Erudita, estudou latim e teologia e foi a primeira mulher a publicar um livro em língua inglesa assinando o próprio nome. Um ato de coragem em uma época na qual grande parte dos textos eram produzidos por homens e as pouquíssimas mulheres que se arriscavam a escrever o faziam de forma anônima.

Em nota escrita ao final do livro, Philippa Gregory ressalta a coragem da personagem e lamenta que muitos ainda desconheçam sua história. “Embora ela tenha vivido há tantos anos, quando penso no medo que enfrentou e a coragem que precisou ter, não posso deixar de admirá-la. Seus estudos meticulosos, em sua maioria autodidatas, devem tocar profundamente qualquer mulher que já tentou entrar nos círculos exclusivos de poder masculino”.

Philippa Gregory é Ph.D em literatura do século XVIII pela Universidade de Edimburgo e já vendeu mais de um milhão de exemplares nos Estados Unidos. É autora de A Rainha Branca, adaptado para uma série de TV pela BBC, A Rainha Vermelha,A Senhora das Águas e A irmã de Ana Bolena, que ganhou as telas do cinema como A outra, uma superprodução estrelada por Natalie Portman, Scarlett Johansson e Eric Bana. A Princesa Branca, continuação de A Rainha Branca, será publicada pela Editora Record e também deu origem a uma adaptação da BBC para a TV, com estreia em 2017.

John le Carré volta à Guerra Fria e a alguns de seus personagens icônicos, 27 anos depoi

Em “Um legado de espiões”, o mestre da literatura de espionagem alterna o enredo entre os dias atuais e a década de 1960, cenário de seus mais famosos romances

image005.jpgEle mesmo um ex-espião, John le Carré mudou os parâmetros da literatura de espionagem mundial. O talento para narrativas e o conhecimento dos bastidores do assunto alçaram seus livros ambientados na Guerra Fria à categoria de clássicos, e os transformaram em referências para futuros autores do gênero. Em “Um legado de espiões”, que chega às livrarias no fim de outubro pela Record, Le Carré retoma as trajetórias de alguns de seus principais personagens 27 anos depois do lançamento de “O peregrino secreto”, até então último livro protagonizado por George Smiley, seu personagem mais famoso.

Na trama, Peter Guillam, parceiro e discípulo de Smiley na Circus – como é chamado o Serviço Secreto Britânico em suas histórias, inspirado no MI6 – vive tranquilo, mas um tanto atormentado, numa fazenda na Bretanha após sua aposentadoria. Um dia, recebe uma carta que o convoca, com urgência, a prestar esclarecimentos à antiga agência.

Assim, ele vai ser obrigado a relembrar um episódio difícil de sua trajetória profissional: a operação Windfall, que, na década de 1960, acabou dando muito errado e matando um casal de agentes e amigos de Guillam – em uma passagem que é parte do enredo do clássico “O espião que saiu do frio”.  Nos dias de hoje, os filhos do casal estão dispostos a descobrir exatamente o que aconteceu – e a arrancar muito dinheiro dos cofres britânicos no processo.

Le Carré vai alternando entre passado e presente, com as memórias e depoimentos de Guillam, mergulhando numa incrível retomada de seu familiar universo e dos temas que lhe são mais caros: a Guerra Fria e os conflitos morais da espionagem. E aqui ele vai além porque, ao relacionar os eventos do passado com os dias atuais, o personagem – e também o autor – compara o trabalho de agências de inteligência ontem e hoje, além de refletir sobre a legitimidade daquela guerra e até que ponto as ideologias que a guiaram permanecem vivas.

“Um legado de espiões” é o nono romance da série George Smiley. Ele encerra a franquia iniciada com “O morto ao telefone”, de 1961, e que tem também entre seus títulos obras como “O espião que sabia demais”. Nos próximos meses, a Record lançará ainda novas edições dos outros oito livros, com capas novas e traduções revisadas

John le Carré nasceu em 1931 e estudou nas universidades de Berna e Oxford. Deu aula no Eton College e trabalhou no Serviço Secreto Britânico por breve período durante a Guerra Fria. Há mais de 50 anos vive exclusivamente de sua escrita. Divide seu tempo entre Londres e Cornualha.

“A mente imprudente” mostra como intelectuais do século XX apoiaram princípios tiranos e regimes totalitários

De Heidegger a Foucault, historiador da Universidade de Columbia analisa como pensadores foram influenciados por ideologias e paixões de suas épocas

image004.jpgAo longo da história, certos intelectuais receberam de braços abertos regimes totalitários fascistas e comunistas. Esta é a premissa do historiador americano Mark Lilla no livro “A mente imprudente”, lançamento da Editora Record. Em forma de ensaios, Lilla traça o perfil filosófico-político de seis pensadores do século XX, que, na visão do autor, se deixaram levar por ideologias e fecharam os olhos ao autoritarismo, à brutalidade e ao terrorismo de Estado.

O historiador conta a trajetória do filósofo alemão Martin Heidegger e sua entrada no partido nazista em maio de 1933, ainda que hoje já se saiba que pelo menos dois anos antes ele já tinha manifestado apoio a Hitler. A decisão de seguir o nazismo complicou a vida de seu amigo  Karl Jaspers e de Hannah Arendt, com quem Heidegger viveu um romance.

“Jaspers era um amigo, Arendt fora sua amante, e ambos admiravam Heidegger como um pensador que, segundo acreditavam, tinha revivido sozinho o autêntico ato de filosofar. Agora eles tinham de se perguntar se sua decisão política refletia apenas uma fraqueza de caráter ou se havia sido preparada pelo que Arendt chamaria mais tarde de seu “pensamento apaixonado”. Neste último caso, significaria que seu próprio apego intelectual/erótico a ele como pensador estava comprometido? Acaso haviam se equivocado apenas a respeito de Heidegger ou também sobre a filosofia e sua relação com a realidade política?”, indaga o autor.

Assim como Heidegger, o filósofo alemão Carlos Schmitt apoiou publicamente os nazistas nos primeiros dias do Terceiro Reich.  Lilla analisa também como Walter Benjamin, considerado um dos intelectuais mais importantes do século XX, expressa em suas cartas que era um pensador teologicamente inspirado e politicamente instável. Ele conta que nos anos 30, Benjamin se mantivera calado sobre “processos exemplares” em Moscou e ao longo da década não foi capaz de criticar Stalin publicamente, nem quando a militante e diretora teatral Asja Lacis, com quem se envolveu amorosamente, foi levada a um gulag, campo de trabalho forçado para onde iam “inimigos” do Estado.

O historiador relata ainda aspectos controversos na trajetória do filósofo russo Alexandre Kojève, do franco-argelino Jacques Derrida e de Michel Foucalt,  que se declarava discípulo do Marquês de Sade e se divertia com as gravuras de Goya retratando a carnificina da guerra:

“Assistimos ao processo mediante o qual uma obsessão intelectual com a transgressão culminou numa perigosa dança com a morte”, afirma.

“A mente imprudente” chega às livrarias neste mês de outubro pela Editora Record.

Mark Lilla nasceu em Detroit, EUA, em 1956. É professor na Universidade de Columbia e escreve regularmente para a revista New York Review of Books e outras publicações ao redor do mundo. É autor, entre outros, dos livros The Stillborn God: Religion, Politics and the Modern West e G.B Vico: Tha Making of na Anti-Modern, além de The Legacy of Isaiah Berlin, com Ronald Dworkin e Robert B. Silvers. Em 2015, venceu o prêmio de Melhor Comentarista de Notícias Internacionais concedido pelo Overseas Press Club of America, pela Coluna “On France”, da New York Review of Books.

Record lança “Segredo de sangue”, novo thriller de Tess Gerritsen

image004.jpgCassandra Coyle é roteirista e produtora executiva de filmes de terror independentes. Seu segundo longa estava em processo de finalização quando ela foi assassinada. Meses depois, Timothy McDougal, um contador de 25 anos, é encontrado morto na véspera do Natal. Em ambos os casos, a causa da morte é uma incógnita. O que a princípio eram dois fatos totalmente diferentes, se transforma em uma série de assassinatos envolvendo pessoas que estudaram juntas no jardim de infância.

Jane Rizzoli é a detetive à frente do caso. Ela descobre que as vítimas, quando crianças, foram testemunhas em um processo que acusava os donos do colégio de pedofilia.  Com a ajuda da legista Maura Isles, Jane tenta solucionar o caso, que pode ter a sua resposta no passado há muito tempo enterrado.

Tess Gerritsen já vendeu mais de 30 milhões de livros, 150 mil só no Brasil. “Segredo de sangue” faz parte da série Rizzoli & Isles, que foi adaptada para a TV pela TNT. O livro chega às prateleiras em outubro pela Record.

Tess Gerritsen abriu mão da medicina para se dedicar à literatura e rapidamente conquistou o público e a crítica. É autora de “O cirurgião”, “Desaparecidos”, “O jardim de ossos” e “Valsa maldita”, todos publicados pela Record.

Record lança edição oficial do diário de Anne Frank em quadrinhos

image004 (2).jpgUma das principais obras do século XX, “O diário de Anne Frank” até hoje emociona leitores no mundo inteiro e não sai das listas de livros mais vendidos no Brasil. Agora, 70 anos após sua primeira publicação, o diário chega pela primeira vez às livrarias em formato de quadrinhos.

O texto foi adaptado pelo roteirista e cineasta Ari Folman e pelo ilustrador David Polonsky. Os dois são também o time por trás de “Valsa com Bashir”, HQ que deu origem ao filme de animação homônimo indicado ao Oscar. “O diário de Anne Frank em quadrinhos” será lançado em cerca de 50 países e, aqui no Brasil, chega às livrarias no início de outubro. A Record é a editora brasileira de “O diário de Anne Frank”, e agora também de sua única versão oficial em quadrinhos.

No diário – que ela trata como uma amiga e chama carinhosamente de Kitty –, Anne narra o cotidiano de sua família, que tenta se esconder do regime nazista em meio à Segunda Guerra Mundial; faz observações que vão do engraçado ao profundo sobre o mundo ao seu redor; e reproduz os conflitos clássicos de uma adolescente, com direito à primeira paixão e às brigas com a irmã, por exemplo. A transformação para o formato em quadrinhos não foi fácil e, em nota no fim da edição, os autores comentam algumas de suas escolhas, como a decisão de reproduzir páginas inteiras e inalteradas de texto quando julgassem necessário; e de transformar os períodos de depressão e desespero de Anne em cenas fantásticas ou com aura de sonho.

Além de ter se tornado um grande símbolo de resistência ao Holocausto e de ter ajudado a popularizar, ao longo de 70 anos, uma história que não deve ser esquecida, Anne era também uma escritora talentosa, e a versão em HQ de seu diário realça alguns dos melhores momentos de sua escrita. “Pareceu-me inconcebível que uma garota de 13 anos fosse capaz de um olhar tão maduro, poético e lírico sobre o mundo à sua volta e traduzisse o que via em registros concisos e questionadores, transbordando de compaixão e humor, com um grau de autoconsciência que eu raramente encontrei no mundo adulto, muito menos entre crianças”, escreve Ari Folman na nota dos autores.

No Brasil, a versão definitiva de “O diário de Anne Frank”, autorizada por Otto Frank e publicada pela Record, já vendeu quase 1 milhão de exemplares.

“Uma iniciativa da Fundação Anne Frank, com quem a Record trabalha em parceria exclusiva desde a década de setenta, quando Otto Frank em pessoa assinou conosco o contrato de edição em português da versão editada por ele das memórias da filha, ‘O diário de Anne Frank em quadrinhos’ é um acréscimo valioso ao nosso esforço conjunto de divulgação dessa emocionante história, que deve ser lida por todos, e nunca esquecida. A edição em quadrinhos vem atender à demanda por um formato e uma linguagem com maior apelo entre os mais jovens, e será uma nova porta de entrada para se conhecer o texto de Anne Frank”, descreve Renata Pettengil, editora-executiva da Record.

Cartas e trechos de diário do nazista Heinrich Himmler e de sua mulher Margarete Siegroth são publicados em livro

Obra é organizada por historiador e sobrinha-neta do oficial da SS a partir de acervo encontrado anos depois do fim da Segunda Guerra. Documentos foram usados também em documentário sobre Himmler

image005.jpgMargarete Siegroth, esposa do comandante da SS Heinrich Himmler, escreveu em 1940: “Fui, portanto, a Poznań, Łódz´ e Varsóvia. Esse bando de judeus, os polacos, em sua maioria não tem qualquer semelhança com seres humanos, e, além do mais, essa indescritível imundície. Pôr ordem em tudo isso é uma tarefa hercúlea”. A correspondência dela com o marido e as cartas dele, que foram encontradas junto com documentos pessoais do nazista em Tel Aviv, Israel, muitos anos depois do fim da Segunda Guerra, estão agora reunidas neste “Heinrich Himmler – Cartas de um assassino em massa”, que chega às livrarias em setembro, pela Record.

O livro é organizado e comentado pelo historiador Michael Wildt e por Katrin Himmler, sobrinha-neta do oficial que, à frente da polícia alemã, foi responsável pelo terror, a perseguição e o extermínio dos judeus da Europa. Os textos da obra reproduzem cartas de Himmler e de Margarete, excertos de diários do casal e de Gudrun, sua filha, além de cartões-postais. A correspondência entre os dois constitui um mergulho inédito na vida privada de uma das figuras mais importantes do Terceiro Reich. “Foi tudo muito agradável. O Führer veio. (…) Foi maravilhoso sentar à mesa com ele para variar, em pequeno grupo. A saúde de Heini não anda muito bem. Ele tem uma carga de trabalho monstruosa (…) Também mandei costurar vestidos para mim. A política é agitada. O Führer na montanha”, escreve Margarete, em agosto de 1941.

Heinrich Himmler e Margarete Siegroth se conheceram em 1927, tendo em comum o antissemitismo e o sonho de viver no campo. Tiveram uma filha, Gudrun, dois anos depois. Ao tratar da vida cotidiana de uma família aparentemente comum – o pai que trabalha fora, a mãe que cuida da casa, a filha com dificuldades no colégio –, esses escritos exibem o ferrenho racismo e antissemitismo dos nazistas, os privilégios que tinham durante a guerra e a terrível crença de que a Solução Final não era nada além da coisa correta a se fazer. Um importante registro histórico da brutalidade do regime nazista escondida por trás da fachada pequeno-burguesa.

Parte deste acervo da família Himmler foi utilizada no documentário “Um homem decente”, da cineasta israelense Vanessa Lapa, exibido no Festival de Berlim de 2014.

SOBRE OS ORGANIZADORES:

Michael Wildt é professor de história alemã do século XX na Universidade Humboldt, Berlim. Especialista em Nazismo internacionalmente reconhecido, publicou numerosos estudos e trabalhos de referência sobre o tema.

Katrin Himmler, sobrinha-neta de HenrichHimmler, é escritora e politóloga. Publicou Les Frère sHimmler, histoire d’une famille allemande [Os Irmãos Himmler, história de uma família alemã] em 2012.

Thriller sobre embate entre humanos e robôs que vai virar filme de Steven Spielberg chega às livrarias pela Record

image005.jpgAlém de autor best-seller do New York Times, Daniel H. Wilson é PhD em robótica. Não é à toa, portanto, que a trama de “Robopocalipse”, que chega às livrarias pela Record em setembro, cause angústia real e forneça detalhes interessantíssimos no que diz respeito a inteligência artificial. Não é por acaso também que Steven Spielberg já comprou os direitos da obra e está produzindo a adaptação para o cinema.

Num futuro próximo, onde robôs e máquinas são usados com parte vital do cotidiano, fazendo de trabalhos domésticos a missões militares, o problema começa quando cientistas criam um projeto chamado Archos, um dispositivo de inteligência artificial que se torna consciente.

Após segundos de análises de dados, Archos conclui que a humanidade é descartável. A partir daí, começa a tomar conta de toda forma de tecnologia on-line do mundo. Primeiro, pequenos bugs em equipamentos e programas são percebidos, sem que ninguém note nenhuma conexão entre os acontecimentos. Depois, Archos promove um ataque completo, infectando com um vírus todo tipo de dispositivo: robôs domésticos começam a atacar os humanos, carros saem do controle, aviões se chocam.  Muitos humanos morrem, e os que permanecem vivos são levados para campos de trabalho.

Mas parte da humanidade consegue seguir livre e, para combater a ameaça, vai ter que fazer algo que parece inimaginável no mundo contemporâneo: unir-se em torno de um objetivo comum. A trama é narrada em flashback, por meio de anotações, documentos e lembranças, por um dos sobreviventes do que ficou conhecido como a Nova Guerra.

Daniel H. Wilson é PhD em robótica pela Carnegie Mellon University, além de ser mestre em inteligência artificial e robótica. É autor de livros de não ficção, entre eles “How to survive a robot uprising”. Wilson mora em Portland, Oregon. Mais informações em danielhwilson.com.