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Record lança livro adulto de Colleen Hoover sobre relacionamento abusivo

“Tarde demais” foi originalmente lançado no Wattpad e, após pedido dos fãs, ganhou versão física

image005.jpgQueridinho entre os autores da nova geração, principalmente entre aqueles que buscam a autopublicação, o Wattpad é uma plataforma literária gratuita onde escritores de todo o mundo podem compartilhar suas obras com os leitores. Foi nesta rede social que vários nomes foram revelados, como Ray Tavares (“Os doze signos de Valentina”) e Taran Matharu (“O aprendiz”). Na contramão dos novatos, Colleen Hoover, também escolheu o Wattpad como rede social, mas, neste caso, para escrever enquanto relaxava durante seus bloqueios criativos. “Tarde demais” era apenas uma válvula de escape divertida quando ficava empacada em um livro que precisaria apresentar para a editora. Não havia intenção de sair dali. Mas a história foi lida mais de 300 mil vezes e, como tudo no Wattpad, os fãs tiveram papel fundamental. Foram eles que pediram que o livro ganhasse uma versão física.

Nas palavras da autora, “’Tarde demais’ não se parece em nada com os outros livros que escrevo. É mórbido, é perverso (…)”. E não é para menos. A história fala sobre objetivação da mulher, tráfico de drogas em universidades, e mostra de forma direta o quanto um relacionamento abusivo pode ser perigoso.  Este é seu primeiro livro lançado exclusivamente para o público adulto.

Quando Sloan conhece Asa, ela não imagina que aquele garoto lindo e simpático é, na verdade, o maior traficante da faculdade. Eles se envolvem de forma intensa e, em um piscar de olhos, ela está presa na vida dele. Mas sair pode não ser tão simples. Sloan já morou de favor na casa de vários conhecidos. Ela tem um irmão deficiente e precisa custear o tratamento dele. Asa sabe que o seu dinheiro pode ajudar e usa sua posição como chantagem para manter Sloan por perto. Agora ela tem onde morar e sabe que o seu irmão será bem cuidado, mas isso significa aguentar abusos psicológicos e sexuais.

Carter é um policial infiltrado com a missão de juntar provas suficientes para acabar com o tráfico de drogas na faculdade. Mas ele se apaixona por Sloan e percebe que pode salvá-la ou pode colocá-la em um perigo ainda maior.

“Tarde demais” mantém o mesmo formato do conteúdo publicado no Wattpad. Se no início Colleen atualizava a história ocasionalmente, depois de inúmeros comentários, ela não conseguiu parar depois do “Fim”.

“Eu simplesmente não consegui parar de escrever. Escrevi diversos epílogos e até quebrei as regras ao inserir um prólogo ao final do livro. Os capítulos foram escritos e postados da forma como estão dispostos neste livro. Também decidi deixar os títulos dos capítulos da versão impressa iguais aos do original. Fiz isso porque quero que os leitores que pegarem esse livro pela primeira vez o leiam exatamente como foi escrito e na ordem em que foi pensado”.

Colleen já vendeu mais de 150 mil exemplares e participou da Bienal do Rio de Janeiro de 2015. “Tarde demais” chega às livrarias pela Record em julho.

Colleen Hoover é a autora best-seller do New York Times por trás dos livros “Métrica”, “Essa garota”, ‘Pausa”, “Um caso perdido”, “Sem esperança”, “Em busca de Cinderela”, “Talvez um dia”, “O lado feio do amor”, “Confesse”, “Novembro, 9” e “É assim que acaba”. Ela mora no Texas com o marido e os três filhos. Visite-a em: ColleenHoover.com.

Record lança “A princesa branca”, novo romance histórico de Philippa Gregory

image002 (1).jpgQuando Henrique Tudor conquista a coroa da Inglaterra na Batalha de Bosworth, ele sabe que terá de se casar com a princesa da casa inimiga, Elizabeth de York. Diante de um reino fragmentado por quase duas décadas, marcado por guerras e conflitos locais, o casamento, considerado uma aliança política, representa uma chama de esperança para aquela época.

Porém, apesar de ter conquistado o poder, a liderança de Henrique não ganha a simpatia do povo, que se mantém fiel apenas à casa York.  Para completar, um dos maiores temores do monarca começa a ganhar força: além dos limites do reino, um homem misterioso, que alega ser irmão da nova rainha e, consequentemente, o verdadeiro herdeiro do trono, está reunindo um grande exército. Mas será que ele é realmente o irmão desaparecido de Elizabeth ou é apenas um impostor?

Apesar da abordagem ficcional, os livros de Philippa Gregory baseiam-se em fatos reais que envolvem o passado da monarquia inglesa. Neste livro, por exemplo, a autora fala sobre o mistério que envolve a morte de dois príncipes, irmãos de Elizabeth, na Torre de Londres.  O fato é tradicionalmente atribuído a Ricardo III, mas, em “A princesa branca”, Gregory expõe seu ponto de vista sobre o assassinato e levanta a hipótese, também defendida por outros historiadores, de que um dos príncipes possa ter sobrevivido. “Estou inclinada a acreditar na versão que conto aqui. No entanto, ninguém tem certeza disso, nem mesmo hoje”, explica na nota da autora.

Philippa, que tem formação em literatura do século XVIII, já publicou 41 livros e soma mais de um milhão de exemplares vendidos, só nos Estados Unidos. Algumas de suas obras ganharam adaptação: “A princesa branca”, por exemplo, inspirou a série da BBC “The white princess”.

“A princesa branca” chega às livrarias em julho.

Philippa Gregory é Ph.D. em literatura do século XVIII pela Universidade de Edimburgo e autora, entre outros, de “A rainha branca”, “A rainha domada”, “A rainha vermelha”, “A senhora das águas” e “A irmã de Ana Bolena”. Atualmente mora com a família no norte da Inglaterra.

Novo livro do autor de “Depois daquela montanha” chega às livrarias pela Record

image004.jpgAutor best-seller do New York Times, Charles Martin volta às livrarias brasileiras com “Depois da tempestade”, lançamento de julho pela Record. Ele é autor também do sucesso “Depois daquela montanha”, cuja versão cinematográfica protagonizada por Kate Winslet e Idris Elba esteve em cartaz no Brasil no fim do ano passado.

Na nova trama, quem protagoniza a história é Tyler Steele, um Texas Ranger, espécie de caubói moderno, que parece viver sob um forte instinto de fazer justiça e defender pessoas que precisem de ajuda. O lado ruim disso é que sua rigidez e sua dificuldade de fazer conexões emocionais acabam fazendo com que sua esposa o deixe.

Aposentado aos 41 anos, sua vida é criar o filho e lutar para não perder seu rancho. Até o dia em que, distraído durante uma tempestade, bate em um carro e acaba conhecendo Samantha e sua filhinha, Hope, que estão fugindo de uma situação de perigo. Seu instinto de proteger inocentes logo aparece, e os três acabam desenvolvendo uma relação que vai obrigar Tyler a enfrentar suas fraquezas.

Charles Martin é autor best-seller do New York TimesEscreveu oito romances. Sua obra já foi traduzida para 17 idiomas. Mora com a esposa, Christy, e os três filhos em Jacksonville, Florida. Sobre o autor: charlesmartinbooks.com/

Quanto tempo dura o “para sempre”?

O questionamento é foco do novo livro de Sophie Kinsella, protagonizado por um casal que descobre que poderá chegar aos sessenta e oito anos de casamento

image005.jpg“Vocês vão passar dos cem anos”. Foi o que o médico respondeu com muita convicção a Sylvie e Dan, durante uma consulta de rotina. A notícia poderia parecer animadora, mas viver mais de um século quando já se tem uma década de relacionamento significa ter pela frente, pelo menos, mais sessenta e oito anos de vida conjugal.  E isso, definitivamente, é tempo demais.

Sylvie e Dan sempre foram “um casal com C maiúsculo”. Unidos, felizes e conectados de forma tão intensa que conseguem completar as frases um do outro.  Mas descobrir a quantidade de anos de casamento que os aguarda é um pouco preocupante, afinal, como manter a paixão acessa durante todo esse tempo? É assim que surge o projeto “Me surpreenda”, cujo único objetivo é jamais cair na rotina.

No universo literário de Sophie Kinsella, qualquer projeto é um prato cheio para o desastre e situações hilárias. Com o “Me surpreenda” não é diferente, e, claro, nem tudo sai como o planejado: como a vez em que Dan compra uma roupa horrível para Sylvie ou quando ela contrata um café da manhã internacional intragável para o marido. No fim, eles descobrem que há inúmeras coisas que precisam aprender sobre o outro, e, sobretudo, sobre eles mesmos.

“Mas tem que ser mesmo para sempre?” é uma história espirituosa com várias facetas onde todas desembocam no relacionamento a dois e nos meandros do casamento. A obra chega às livrarias em junho.

Sophie Kinsella é escritora e ex-jornalista de economia. Autora best-seller, só no Brasil já vendeu mais de 300 mil exemplares. Entre os seus sucessos estão: “O segredo de Emma Corrigan”, “Samantha Sweet, executiva do lar”, “Lembra de mim?”, “Menina de vinte”,” Fiquei com o seu número”,” A lua de mel” e “Minha vida não tão perfeita”, além da série protagonizada pela irresistível consumista Becky Bloom e do infanto-juvenil “À procura de Audrey”. Também é autora de vários romances de sucesso assinados como Madeleine Wickham. Ela mora em Londres com o marido e a família.

Editora Record lança nova edição de “O que é o amor”, da escritora e psicanalista Betty Milan

Livro volta às prateleiras 35 anos após seu lançamento

Publicado pela primeira vez em 1983, “O que é o amor”, de Betty Milan, relata e interpreta a vivência deste sentimento em suas diversas formas, povos, lendas e costumes. A obra volta agora às livrarias pela Record com nova introdução e projeto gráfico.

Dividido em quatro partes – “A paixão do amor”, “Os dizeres”, “O amor hoje” e “A paixão do brincar”, o livro examina os dizeres amorosos e suas contradições, retomando clássicos de Platão, Shakespeare e Dante. A miscelânea de textos que compõem o livro revela a dificuldade de “capturar” este sentimento e apresentá-lo de forma objetiva.

“Digo no livro que o amor é um enigma e não há como fisgá-lo numa ou noutra definição. Nós seres humanos escapamos à nossa condição inventando e reinventando o amor. A ponto de fazer de todo amante um marinheiro de primeira viagem”, afirma a autora em entrevista ao blog da Record.

A visão de Betty sobre o amor não mudou desde o lançamento do livro na década de  1980. Para ela, ele é eterno e será sempre moderno porque faz imaginar e permite sonhar acordado. Mesmo em tempos de amor livre, poliamor e relacionamentos abertos, ela acredita que o casamento não passa por uma crise. “O adultério está sempre no horizonte do casamento. Mas nem por isso ele é uma instituição falida”, completa.

Um dos capítulos de “O que é o amor” foi adaptado para o teatro em 1994 com o título “Paixão”, em peça estrelada por Nathalia Timberg. A obra também inspirou uma exposição de frases, desenvolvida pelo arquiteto, designer e artista plástico Augusto Livio Malzoni.

“O que é o amor” chega às livrarias neste mês de junho pela Record.

Betty Milan é paulista, autora de romances, ensaios, crônicas e peças de teatro. Além de publicadas no Brasil, suas obras também circulam pela França, Espanha, Portugal, Argentina e China. Colaborou nos principais jornais brasileiros e foi colunista da Folha de S. Paulo, da Veja e da Veja.com. Trabalhou para o Parlamento Internacional dos Escritores, sediado em Estrasburgo, na França. Foi convidada de honra do Salão do Livro de Paris em 1998 e em 2015. Em 2014, representou a literatura brasileira contemporânea na Feira Internacional do Livro de Miami (EUA). Antes de se tornar escritora, formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo, especializou-se em psicanálise na França com Jacques Lacan e fundou o Colégio Freudiano do Rio de Janeiro.

Record lança novo thriller da autora de “O casal que mora ao lado”

image005 (1).jpgLançado em 2017, “O casal que mora ao lado” foi o primeiro thriller de Shari Lapena e logo se tornou um best-seller internacional. Com uma narrativa dinâmica e cheia de reviravoltas, ela mantém o leitor grudado nas páginas até o fim também neste “Uma estranha na casa”, que chega às livrarias pela Record no fim de maio.

A história gira em torno do casal Karen e Tom Krupp. Casados há dois anos, vivem uma vida bem normal, confortável e feliz. Até o dia em que o marido chega em casa e encontra os preparativos do jantar pela metade, a porta destrancada e as luzes acesas. Logo depois, descobre o que aconteceu: Karen está internada no hospital após um acidente. Ela estava dirigindo a toda velocidade, num bairro perigoso e bem distante do seu, e acabou batendo num poste.

As explicações para o que pode ter acontecido são escassas, já que o acidente provocou em Karen uma perda de memória recente e ela não se lembra de nada daquela noite. Mas quando um corpo é descoberto nas proximidades de onde ela bateu com o carro, a polícia começa a desconfiar de que ela possa ter algo a ver com o assassinato. Enquanto Tom se pergunta se realmente conhece a própria mulher, Karen se esforça para lembrar do que aconteceu – e também para esconder alguns segredos do seu passado.

Shari Lapena trabalhou como advogada e professora de inglês antes de se tornar escritora. “O casal que mora ao lado”, seu primeiro thriller, foi vendido para 24 países, foi finalista do prêmio Goodreads e ficou diversas semanas entre os mais vendidos do New York Times.

Best-seller satírico e prestes a estrear em Hollywood, “Asiáticos podres de ricos” é o quarto livro do Projeto VIB

image005.jpgBest-seller internacional e traduzido para mais de 12 línguas, “Asiáticos podres de ricos”, de Kevin Kwan, é o quarto livro lançado pela Record dentro do Projeto VIB e chega às livrarias no fim de maio. A aguardada adaptação cinematográfica, que tem no elenco nomes como Constance Wu e Ken Jeong, estreia nos EUA no segundo semestre e está prevista para chegar ao Brasil em novembro.  Com muito humor e sarcasmo, Kwan traça um panorama da alta sociedade chinesa, descreve luxos inimagináveis, alfineta comportamentos opulentos e mostra as muitas vezes insanas disputas entre as famílias tradicionais e os “novos ricos”.

Na trama, Rachel Chu e Nicholas Young namoram há dois anos e estão muito apaixonados e felizes. Professores universitários, moram em Nova York e têm uma vida normal, de classe média, de acordo com seus empregos. Quando o casamento do melhor amigo de Nicholas se aproxima, ele convida a namorada para ir a Cingapura acompanhá-lo na festa, conhecer sua família e sua terra natal, e passar o verão viajando com ele.

Parecia um plano normal, mas Nicholas se esqueceu de mencionar alguns detalhes importantes, como o fato de ser herdeiro de uma das famílias mais milionárias e tradicionais de Cingapura, e de o casamento do amigo ser o evento mais importante do ano, com cobertura massiva da imprensa e presença de celebridades e políticos.

Mergulhada num universo que não fazia nem ideia de que existia, Rachel se vê envolvida em tramóias e fofocas. A família de Nick não pretende aceitá-la facilmente e, para completar, há uma lista de jovens mulheres que fariam tudo para conquistar um dos últimos bons partidos solteiros do país. Ao narrar a trajetória de Rachel descobrindo esse modo de vida, Kwan faz um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, numa visão do jet set oriental por dentro, já que o próprio autor cresceu em Cingapura numa família abastada.

Além do enredo do casal principal, o autor constrói tramas paralelas interessantes com os diversos tipos que formam a gigantesca família de Nick – há, inclusive, uma árvore genealógica no começo da edição para facilitar a vida do leitor.  Cada capítulo é focado em um ou em um grupo de personagens e, passeando assim entre os diversos núcleos, Kwan vai além de fazer rir com seu olhar satírico, e revela interessantes detalhes sobre a cultura asiática. Os assuntos vão de moda a gastronomia, passando por conflitos geracionais, relacionamentos e como eles são afetados pelas demandas de dinheiro e status. Tudo diante de cenários muito impressionantes, que o autor descreve com habilidade. Kwan ainda usa interessantes notas de rodapé para explicar gírias e comportamentos típicos da sociedade cingapuriana.

Um detalhe engraçado: em entrevista à Vanity Fair, ao responder sobre a curiosidade do repórter se realmente havia lugares e eventos tão suntuosos quanto os descritos no livro, Kwan disse que, na verdade, precisou diminuir um pouco as coisas na ficção. “Em alguns momentos tive que realmente tirar alguns detalhes, porque minha editora falava: ‘Ninguém vai acreditar nisso’. E eu dizia: ‘Mas isso de fato aconteceu’, e ela respondia: ‘Não importa. Você vai perder leitores porque vai parecer muito surreal que as pessoas gastem dinheiro nesse nível ou façam algo tão excessivo’. Então mudei essas partes”, conta.

Kevin Kwan nasceu em Cingapura, onde passou a infância e a adolescência. Atualmente mora em Nova York, nos Estados Unidos. “Asiáticos podres de ricos” é seu primeiro livro. “China rich girlfriend”, a sequência, será publicado em breve pela Record. Lá fora, lançou recentemente “Rich people problems”, terceiro livro da série.

Grupo Record publica edição única e comemorativa de coletânea de crônicas de Carlos Drummond de Andrade

Livro foi o primeiro a ser impresso na gráfica da editora, em 1989, e celebra os 75 anos da empresa. Edição traz encarte com documentos do arquivo da editora e da Casa de Rui Barbosa, que guarda o acervo do autor

 image005.jpg“Autorretrato e outras crônicas”, de Carlos Drummond de Andrade, foi o primeiro livro a ser impresso no recém-inaugurado parque gráfico da editora Record, em 1989. O poeta havia morrido dois anos antes e a coletânea viria a ser uma homenagem póstuma, com textos inéditos. Organizada por Fernando Py, a obra trazia crônicas escritas num largo período, entre 1943 a 1970, e publicadas na revista Leitura, no Correio da Manhã e no Jornal do Brasil. Esta nova edição, autorizada pelos herdeiros e pela nova casa editorial que abriga a obra de Drummond, será única e comemorativa dos 75 anos do Grupo Editorial Record.

No livro, foi incluído um encarte feito a partir de pesquisas no acervo da família Machado, proprietária da Record, da própria editora e da obra do autor guardada pela Casa de Rui Barbosa. A capa da primeira edição, a folha de rosto com um selo do sesquicentenário de Machado de Assis, cartas trocadas entre o editor Alfredo Machado e Drummond e ainda contratos de livros assinados pelo poeta estão entre as pérolas encontradas nos arquivos e que agora vêm a público no livro.

   A capa foi inspirada na original, a partir do retrato de Drummond feito por Portinari, em 1936. Além das crônicas e do texto original do organizador, essa edição traz ainda uma apresentação feita por Sônia Machado Jardim, atual presidente do Grupo Record. Para Fernando Py, “a atividade de cronista, em Drummond, é muito afim da sua poesia. Nestas crônicas, podemos notar o tom coloquial, o humour, e não raro a ironia (ou ‘autoironia’, como na crônica de abertura), bem típica dos melhores momentos do poeta.”

   “Autorretrato e outras crônicas” chega às livrarias em maio.

SOBRE O AUTOR:

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) nasceu em Itabira, Minas Gerais. Poeta, contista e cronista, considerado um dos maiores nomes da poesia brasileira de todos os tempos, é autor, entre outros títulos, de Alguma poesiaBrejo das almasSentimento do mundoClaro enigmaFazendeiro do ar e Fala, amendoeira.

Numa Inglaterra sem direitos garantidos a mulheres, a órfã Angélique reconstrói sua vida com muita coragem e empoderamento

No livro ‘A duquesa’, Danielle Steel dá lições de força e recomeços através da vida de uma jovem abandonada pela família

image003.jpgA duquesa Angélique Latham é uma bela jovem de 18 anos, órfã de mãe, e filha preferida do duque de Westerfield, Philip Latham. Fruto do segundo casamento do pai, a jovem possui dois irmãos pouco tolerantes à predileção pela meia-irmã. Com a morte de Philip, Angélique é expulsa do castelo de Belgrave por Tristan, primogênito que herdou todo o patrimônio da família. A única opção da caçula é se tornar babá de uma família na região de Hampshire. Após longos meses, a jovem é mandada embora vítima de injustiça e machismo, não restando alternativa a não ser tentar a vida em Paris, único lugar em que ainda há oportunidades para uma jovem sem carta de referência ou apoio de família e amigos.

Da tradicional comunidade rural inglesa para o movimentado centro urbano parisiense, o livro ganha ainda mais fôlego quando Angélique encontra a prostituta Fabienne. Ela está ferida, e conta para a protagonista sobre as condições de trabalho nas quais vivem as prostitutas da cidade. A partir daquele momento, a vida da renegada duquesa de Westerfield começa a se transformar. Angélique usa o dinheiro deixado pelo pai para abrir um bordel na grande Paris. Le Boudouir foge dos moldes violentos dos outros estabelecimentos e se torna uma referência na cidade, mas para garantir que suas funcionárias, e até mesmo ela, sejam respeitadas, Angélique precisa driblar preconceitos e violências.

A narrativa bem conduzida por Danielle Steel levanta questões sobre a estruturação da nobreza europeia, os preconceitos aristocráticos e o machismo estrutural que perseguem a jovem Angélique. Independente e corajosa, ela se transforma de jovem indefesa em forte empresária que, apesar de tudo o que viveu, permanece gentil e com um coração enorme, agrega lições de coragem e empoderamento sem deixar de lado a forte denúncia à sociedade descrita com destreza por Steel.

Danielle Steel é considerada a grande dama do romance. Dona de um estilo inconfundível e amada por uma legião de leitores em diversos países, seus livros foram traduzidos para 43 idiomas e publicados em 69 países. Seus vários best-sellers incluem Uma mulher livre, Reencontro em Paris, Um dia de cada vez, Um homem irresistível, O segredo de uma promessa, O anel de noivado, Vale a pena viver, Cinco dias em Paris, entre outros.

Novo livro de Oleg Steinhauer, nome proeminente do gênero espionagem, se passa em torno de mesa de jantar

image004.jpgUm dos melhores escritores de espionagem contemporâneos, autor de best-sellers como “O turista”, Oleg Steinhauer saiu da sua zona de conforto em “Um jantar entre espiões”, que chega às livrarias pela Record em abril. Se nos romances do gênero estamos acostumados a ver ação, aventura e agentes que viajam pelo mundo, neste livro o enredo praticamente todo se desenvolve em torno de uma mesa de jantar.

A trama começa em 2006, quando um sequestro de avião no aeroporto de Viena acaba numa tragédia de grandes proporções, com 120 mortos. Anos depois, com a ajuda de um informante, descobre-se que um traidor num posto avançado da CIA pode ter contribuído com os terroristas.  Na época, os agentes Henry Pelham e Celia Harrison trabalhavam juntos no escritório austríaco da CIA. E também eram amantes. Logo depois do trágico atentado, ela decidiu abandonar a vida no serviço secreto para se casar e ter filhos, enquanto ele seguiu trabalhando na agência.

Nos dias de hoje, Henry é incumbido de investigar e descobrir quem é o tal traidor. Para isso, viaja até a cidadezinha de Carmel-by-the-Sea, na Califórnia, onde Celia mora hoje com o marido e os dois filhos, e a encontra para um jantar. Ali, com os dois personagens sentados frente a frente, Steinhauer constrói um interessante jogo de manipulação, verdades e mentiras. Alternando as perspectivas dos personagens, ele cria um clima de suspense que deixa o leitor até o fim querendo saber quem é o traidor; mas também aprofunda suas nuances e explora questões sobre a relação entre a espionagem e os relacionamentos pessoais.

“Um jantar entre espiões” já teve seus direitos vendidos para o cinema. O filme, que ainda entrará em produção, será dirigido por James Marsh (de “A teoria de tudo”) e protagonizado por Michelle Williams e Chris Pine.

 Olen Steinhauer já foi duas vezes finalista do Prêmio Edgar, além de ter recebido indicações aos prêmios Anthony, Macavity, Barry e Ellis Peters Historical Dagger. Criado na Virgínia, é autor de “O turista”, publicado pela Editora Record, além de obras como “The nearest exit”, “The American spy” e “The Cairo affair”. Divide seu tempo entre Nova York e Budapeste. Mais informações em olensteinhauer.com.