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Mês Do Orgulho LGBTQIA+: HBO indica filmes e séries sobre inclusão e diversidade

Há 51 anos, o mês do orgulho LGBTQIA+ celebra a diversidade afetiva e sexual de todas as identidades de gênero e orientações sexuais, entre lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, assexuais, queer e mais. Este período do ano também simboliza a luta permanente da comunidade por direitos, liberdade e igualdade.

Para promover conscientização e contribuir com a reflexão, a HBO selecionou filmes, séries e documentários disponíveis na HBO GO que mostram a comunidade LGBTQIA+ e histórias de vida com base na inclusão e na diversidade.

BATWOMAN: ADEUS AOS ESTEREÓTIPOS COM A PRIMEIRA HEROÍNA LÉSBICA

(Foto: Divulgação)

BATWOMAN dá um passo à frente na representação de personagens femininas nas histórias de super-heróis com a primeira heroína lésbica a estrelar uma série de televisão. Interpretada pela atriz australiana Ruby Rose, a personagem chega a Gotham City para lutar contra o crime e os preconceitos da cidade. A trama mostra seus envolvimentos amorosos e expõe episódios de discriminação, incluindo uma cena em que é expulsa da escola militar por relacionar-se com outra mulher.

GENTLEMAN JACK: O CASAMENTO IGUALITÁRIO DA PRIMEIRA LÉSBICA MODERNA

(Foto: Divulgação)

Baseada em fatos reais, a série retrata a vida de Anne Lister, um jovem aristocrata inglesa que entrou para a história como a primeira lésbica moderna. Ela foi a pioneira do casamento igualitário, quando se uniu clandestinamente em 1834 com Ann Walker. Sua história se tornou conhecida graças aos seus diários, que foram escritos em um código secreto só decifrados após o seu falecimento. Seus cadernos foram o pontapé inicial para que a sua história chegasse às telas pela HBO, com o título de GENTLEMAN JACK e estrelada por Suranne Jones.


EUPHORIA: IDENTIDADE DE GÊNERO SEM RÓTULOS

(Foto: Divulgação)

A série mostra como um grupo de adolescentes navega em um universo frenético em busca da própria identidade, experimentando os vícios, a sexualidade, a violência de gênero, a estética corporal e a exposição nas redes sociais. Um dos focos da trama de EUPHORIA é a relação entre Rue, vivida por Zendaya, e Jules, personagem da jovem atriz Hunter Schafer, modelo e ativista trans que se transformou em um ícone do coletivo LGBTQIA+. A naturalidade da intimidade entre as atrizes quebra todos os estereótipos do gênero e torna EUPHORIA uma produção revolucionária.

TODXS NÓS: SÉRIE BRASILEIRA TRATA DO GÊNERO NÃO BINÁRIO E LINGUAGEM INCLUSIVA

(Foto: Divulgação)

Em TODXS NÓS, Clara Gallo dá vida a Rafa, jovem pansexual e não-binárie, que decide deixar a família no interior e mudar-se para a casa de seu primo, Vini (Kelner Macêdo), em São Paulo. Vini já divide o espaço com sua melhor amiga, Maia (Julianna Gerais), e ambos ficam surpresos ao descobrir que Rafa se identifica com o pronome neutro e não com o gênero feminino ou masculino. A produção nacional, com direção geral de Vera Egito, mostra o caminho de descobertas e aceitações de Rafa, enquanto dá visibilidade e expõe alguns dos desafios cotidianos enfrentados pelo coletivo LGBTQIA+.

WIG: VISIBILIDADE PARA O MOVIMENTO DRAG CONTEMPORÂNEO

(Foto: Divulgação)

O documentário original da HBO mostra as origens e a influência do Wigstock, festival anual de drag queens, e explora como o “queer” é visto nos dias de hoje. Criado em 1984 em Nova York, em uma época de crise na comunidade LGBTQIA+ – devido ao aumento do impacto do vírus HIV e às intensas reações contra o orgulho gay –, Wigstock foi uma celebração que marcou o fim dos verões por mais de 20 anos. Por meio de imagens de arquivo, WIG oferece uma visão do movimento drag contemporâneo, para o qual o festival serviu de fundação.

LOOKING: RECORTES COTIDIANOS DE TRÊS AMIGOS GAYS

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Esta comédia mostra as experiências de três amigos gays em São Francisco. Apesar de estarem unidos pela amizade, cada um atravessa um momento diferente da vida: Patrick (Jonathan Groff) está voltando a sair com outras pessoas depois do fim de um relacionamento; Agustín (Frankie J. Alvarez), começa a questionar a ideia de monogamia em seu relacionamento; e Dom (Murray Bartlett) enfrenta a chegada a seus 40 anos com sonhos românticos que ainda não foram realizados. As histórias se entrelaçam enquanto cada um busca por felicidade e intimidade em uma época de escolhas – e direitos – para os homens gays.

YEARS AND YEARS: RETRATO DE UM FUTURO PRÓXIMO

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A série acompanha as mudanças no Reino Unido e no mundo ao longo de quinze anos sob a perspectiva da família britânica Lyons. Um dos personagens é Daniel Lyon (Russell Tovey), um jovem gay que trabalha em abrigos para refugiados e imigrantes. A série acompanha a deterioração de seu casamento e seu envolvimento amoroso com um refugiado ucraniano. Em YEARS AND YEARS, ele precisa lidar com uma sociedade marcada pela instabilidade política, guerras iminentes e avanços tecnológicos.


THE NORMAL HEART: A AIDS NÃO PODE SER INVISÍVEL

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Estrelada por Mark Ruffalo, o filme aborda a disseminação do HIV em Nova York nos anos 80 e a luta de ativistas para dar visibilidade à doença. O filme destaca as dificuldades que a comunidade LGBTQIA+ enfrentava para expor a verdade sobre a AIDS em uma sociedade que, até então, negava os fatos.

FORA DO ARMÁRIO: ACEITAÇÃO FAMILIAR NA VIDA REAL

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Série documental brasileira com dez episódios, esta coprodução com a Producing Partners acompanha, ao longo de meses e anos, pessoas que “saíram do armário”. No episódio eu conta com a participação de Jean Willys e Tammy Miranda, o deputado conta sobre como sua participação em um reality show pode dar visibilidade à causa LGBTQIA+, enquanto o ator e cantor conta as dificuldades de aceitação de gênero sob o holofote da mídia. A produção foi realizada com recursos da Condecine – Artigo 39.

5 FICÇÕES DA HBO QUE ABORDAM TEMAS TABUS

As séries se consolidaram como o principal formato para abordar de forma artística temas que merecem tratamento, desenvolvimento e roteiros profundos. A HBO soube abrir debates e promover conversas sobre temáticas que já foram tabus, mostrando o lado B de diversas situações e expondo realidades muitas vezes desconhecidas pelo público.

A nova série original da HBO Latin America PICO DA NEBLINA, que exibe uma realidade alternativa em uma São Paulo ficcional onde a maconha foi legalizada, acaba de entrar para esta lista de produções. Veja aqui algumas das principais.

1. O DEBATE SOBRE A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA EM ‘PICO DA NEBLINA’

(Foto: Divulgação)

E se a maconha fosse legalizada? A nova produção da HBO realizada no Brasil promove um debate atual e polêmico. O que aconteceria se o comércio e o consumo de maconha saíssem da clandestinidade em uma metrópole latino-americana como São Paulo? A série, criada por Quico Meirelles (filho do famoso cineasta Fernando Meirelles, que dirige dois episódios) não pretende dar respostas, e sim como ficção contribuir para o debate a partir da história de Biriba (Luis Navarro), um ex-traficante de drogas que decide se tornar empreendedor no negócio legal de venda de maconha – associado a um dos seus principais clientes, Vini (Daniel Furlan).

2. AS MULHERES SOLTEIRAS EM ‘SEX AND THE CITY’

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A série é uma das pioneiras. Teve um enorme impacto cultural a ponto de mudar a percepção sobre as mulheres solteiras. A série, que estreou há quase 20 anos, mostrou por meio dos olhos e das experiências de quatro amigas de Nova York – Carrie, Charlotte, Samantha e Miranda – uma visão feminina sobre como viver a sexualidade sem tabus e exercer a liberdade na hora de escolher diferentes caminhos para as suas vidas. Ao longo de seis temporadas, as histórias das protagonistas provocaram discussões sobre o papel da mulher na sociedade fora da família, o sucesso profissional, a independência financeira, o aborto, o câncer, o sexo ocasional e outros temas relevantes para as mulheres contemporâneas.

3. ADOLESCÊNCIA NUA E CRUA EM ‘EUPHORIA’

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Protagonizada por Zendaya, a série exibe uma visão nova e direta das problemáticas que os adolescentes enfrentam hoje. Em oito episódios, são abordados os principais conflitos de um grupo de estudantes do ensino médio enquanto eles vivem questões como a identidade de gênero, o amplo espectro da sexualidade adolescente, a relação com as drogas e com as bebidas e a redefinição do amor e da amizade para as novas gerações. Tudo isso em uma época em que os vínculos estão marcados pelas redes sociais e sua amplificação na internet. Em uma realidade impactante, na qual o sentimento de pertencimento e a aceitação fazem parte da definição da identidade, cada um destes adolescentes luta para encontrar um sentido para o futuro.

4. CINEMA E CENSURA NA TRILOGIA ‘MAGNÍFICA 70

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A história se passa na indústria do cinema underground no Brasil dos anos 70. Como funcionário da Censura Federal em São Paulo, Vicente (Marcos Winter) era responsável por avaliar e censurar filmes durante a ditadura militar. Mas, ao ver A Estudante Fogosa ficou deslumbrado com a protagonista, a misteriosa Dora Dumar (Simone Spoladore). Seu fascínio o levou a buscá-la e ele acabou trabalhando na produtora Magnífica Cinematográfica ao lado do dono, Manolo (Adriano Garib), marido de Dora. A paixão pelo cinema em uma época de repressão e censura definiu o destino dos personagens principais.

5. O CASAMENTO IGUALITÁRIO NO SÉCULO 19 EM ‘GENTLEMAN JACK’

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Baseada em uma história real, a série britânica recria a vida da revolucionária Anne Lister, uma mulher que desafiou as regras do século 19 e ficou conhecida como a primeira lésbica moderna. GENTLEMAN JACK mostra a fazendeira Anne Lister (1791-1840) e sua determinação de transformar seu destino, assumindo as rédeas dos negócios de mineração da família e se casando com uma mulher. A vida de Anne foi minuciosamente registrada nos seus diários, escritos em código. Sua decodificação permitiu retratar os detalhes mais íntimos da vida de uma mulher que combateu o status quo da sua época.

Reveja todas as temporadas destas produções na HBO GO e participe destes debates.

SÉRIE ‘GENTLEMAN JACK’, QUE CONTA A HISTÓRIA DE UMA MULHER QUE DESAFIOU AS REGRAS DO SÉCULO 19, CHEGA À HBO

Coprodução, criada e escrita por Sally Wainwright, terá oito episódios

Baseada em fatos históricos, GENTLEMAN JACK, a nova série coproduzida pela HBO e pela BBC, retrata a vida de Anne Lister (1791-1840), uma mulher única e empoderada que enfrenta o status quo de 1800 na Inglaterra. Com oito episódios, a produção estreia em 26 de abril, às 22h, no canal HBO e na HBO GO.

O drama, criado, escrito e codirigido por Sally Wainwright (Happy Valley) apresenta Anne Lister (Suranne Jones) como uma mulher revolucionária que pensava no casamento homoafetivo, tinha cabeça para os negócios e se opunha às expectativas da sociedade do século 19. A história é contada por meio dos diários de Anne, escritos em um código segredo que foram decodificados, revelando detalhes íntimos de sua vida.

Gentleman Jack estreia em 26 de abril. (Foto: Divulgação)

Ambientada em 1832, época vitoriana em Halifax, West Yorkshire, GENTLEMAN JACK exibe a intimidade do relacionamento de Anne com a família e os amigos, e, principalmente, seu perfil como uma esposa diferente.

GENTLEMAN JACK é coprotagonizada por Sophie Rundle no papel de Ann Walker, a rica herdeira e noiva de Anne Lister; Gemma Whelan (Yara Greyjoy de GAME OF THRONES) como Marian, a irmã de Anne Lister; Timothy West como Jeremy Lister, o pai das duas irmãs; e Gemma Jones como a tia delas.

A série é dirigida por Sally Wainwright, Sarah Harding e Jennifer Perrott, e produzida pela Lookout Point para a HBO e a BBC One. Os produtores executivos são Sally Wainwright, Faith Penhale e Laura Lankesterpela Lookout Point; e Ben Irving pela BBC One. O produtor é Phil Collinson.