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Fenômeno editorial nos Estados Unidos “A Doçura da Água” chega ao Brasil

Com indicações de Barack Obama e Oprah Winfrey, livro celebra os relacionamentos que combatem o ódio

(Foto: divulgação)

Fim da Guerra Civil Norte Americana, o conflito mais mortal da história estadunidense. Na fictícia Old Ox, na Geórgia, brancos ressentidos lamentam pela Proclamação de Emancipação, e ex-escravizados vislumbram a liberdade. George e Isabelle Walker, de luto pela morte de seu filho Caleb, acolhem Prentiss e Landry, dois irmãos negros e ex-escravos da fazenda vizinha. A conexão dos irmãos com os Walker confunde e enoja os moradores brancos da região, especialmente os aristocráticos Weblers, cujo filho, August, é o melhor amigo de Caleb. À medida que o verão avança, segredos e desejos ocultos vêm à tona, alguns tão doces quanto as conservas de pêssego de Isabelle, outros amargos e aterrorizantes. Uma revelação na floresta, em uma noite escura, mergulha toda a comunidade no caos e mostra que a guerra ainda não acabou.

Alguns anos atrás me deparei com as transcrições de escravos libertos conversando com historiadores, e fiquei impressionado com o quão pouco eu sabia sobre os dias que se seguiram após à Guerra Civil – Conta Nathan Harris –  Imagine ter passado toda a sua vida em um cativeiro, e de repente você acorda com a revelação chocante de que o governo lhe deu uma nova identidade. É livre, mas tem um corpo traumatizado que definiu toda a sua existência. O pensamento me fascinou, e ao iniciar o romance vi que as questões abordadas não eram do passado, mas do presente. Este livro, para minha consternação, é muito contemporâneo. Vivemos num período em que esta nação (EUA) está fraturada, acredito firmemente que este é exatamente o tipo de história de que precisamos, com personagens que enfrentam inflexivelmente a dor, a mágoa, a perda e declaram em voz alta que é possível superar.

Com indicações de Barack Obama e Oprah Winfrey, A Doçura da Água ilustra uma comunidade em conflito consigo mesma, envenenada pelo orgulho e atolada na intolerância racial e sexual. O livro alcançou marcas impressionantes nos Estados Unidos como Melhor Ficção do Ano pelo Washington Post, e prêmios como o Sylan Thomas, Medalha Carnegie de Excelência 2022 e o First Novel Prize do Center for Fiction. Também foi indicado ao Man Booker Prize, e Goodreads Choice Awards 2021 de Melhor Ficção Histórica e Melhor Romance de Estreia.

Mesmo em um cenário histórico, A Doçura da Água faz perguntas muito relevantes nos dias atuais. Qual é o preço da dignidade? Qual é o legado da escravidão e da violência racial? E o que realmente significa ser livre?

Sobre Nathan Harris

Possui mestrado em artes plásticas pelo Michener Center, da Universidade do Texas. A Doçura Da Água, seu primeiro romance, foi escolhido para o Clube do Livro da Oprah, nomeado para o Man Booker Prize, e venceu o Prêmio de Excelência Literária Ernest J. Gaines. Harris recebeu menção honrosa na lista dos 5 Under 35, da National Book Foundation, em 2021. Mora em Seattle, Washington.

Nathan Harris na 26ª Bienal Internacional do Livro De São Paulo.

Dia: 10/07

Hora: 11h30

Local: Expo Center Norte – Arena Cultural

Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo

A Doçura da Água

Editora: Novo Século

Autor: Nathan Harris

Pag: 334

Gênero: Literatura estrangeira

Categoria BISAC: Ficção

Preço: R$ 49,90

ISBN: 978655561352-0 (físico)

          978655561353-7 (ebook)

Latitudes lança roteiros para regiões pouco exploradas da Índia e da Europa

Até viajantes experientes vão se surpreender com a Índia intocada da região do Ladakh, e com as pouco conhecidas Armênia e Geórgia

A Índia suntuosa do Taj Mahal é também a da simplicidade dos monges tibetanos, formando um mosaico com diversas facetas que a tornam um destino encantador. E entre 18 e 29 de julho, a Latitudes, pioneira em introduzir o conceito de viagens de conhecimento no Brasil, percorre a Índia com um seleto grupo comandado por um guia local que fala português.

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Latitudes apresenta roteiros inusitados pela Europa e Índia. (Foto: 

Durante dez dias, os viajantes ficarão diante de duas Índias. A primeira já permeia o imaginário dos turistas e é reconhecida através dos símbolos mais difundidos como o Taj Mahal.A outra é mais peculiar e inédita para os brasileiros, e tem expressões culturais mais próximas dos países islâmicos e do Tibet, como a região de Ladakh, no extremo nordeste do país. Ali, a presença do Budismo tibetano se faz perceber em todos os detalhes: nas cores dos templos, das casas, dos muros, no modo de vida e nas vestimentas dos monges, na arquitetura e nos sons emitidos pelas cornetas tibetanas.

Saindo de São Paulo, o roteiro segue até Dehli e depois até Kullu. As estradas levam a Leh, capital do Ladakh, uma cidade emoldurada pelas montanhas e rica em estupas, construções em estilo tibetano.

Europa inexplorada

Já em setembro, a Latitudes leva o turista brasileiro a desbravar um lado pouco conhecido da Europa, a Armênia e a Geórgia.

Na beleza cênica da região montanhosa da Eurásia, entre o mar Negro e o mar Cáspio, está a Armênia. Ierevan, a capital, surpreende por um contraste harmônico entre a modernidade e a tradição. O Cafesjian Museum of Contemporary Art, inaugurado em 2009, é uma das novas atrações da cidade que valem a visita. Lugares históricos como o Monte Ararat, Echmiadzin e monastérios com vistas impressionantes revelam a força da fé dos armênios e trazem à tona a forte relação com a história do país.

Torres e castelos também marcam a paisagem da Geórgia, país localizado no encontro da Europa com a Ásia. A capital Tbilisi deixa transparecer as influências culturais marcantes da Turquia, Rússia, Pérsia e da Ásia Central. Igrejas e monastérios dividem o espaço com arquitetura contemporânea, uma agitada vida noturna e estrutura turística de primeira linha.

Há ainda a opção de acrescentar o Azerbaijão no roteiro. Na moderna e histórica capital Baku, os muros da Cidade Velha protegem construções do século 15. Do lado de fora, uma metrópole pulsante e em crescimento. A antiga cidade de Shaki também merece atenção do visitante, especialmente de quem vai em busca da tapeçaria de seda, tradicional do país. As casas de chá são outro símbolo enraizado na cultura do Azerbaijão. Um workshop de artesanato de vitrais – shebaka – completa a experiência.

 

Confira os roteiros:

Ladakh– Índia: com guia local, de 18 a 29 de julho. Roteiro detalhado no link.

Armênia e Geórgia – De Ierevan a Tbilisi (extensão Azerbaijão): com anfitrião Latitudes, de 17 a 30 de setembro. Roteiro detalhado no link.