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Elogiado por Stephen King, ‘Meu amor absoluto’ e sua heroína inesquecível chegam ao Brasil

Com uma linguagem marcante em um ambiente natural e feroz, Meu amor absoluto (Verus), de Gabriel Tallent, é uma leitura profunda e comovente contada com urgência e marca a estreia de um novo e extraordinário escritor. Best-seller do New York Times, a história tem tudo para arrebatar os leitores e as leitoras brasileiras

(Foto: divulgação)

Muito elogiado e merecedor de destaque na imprensa internacional à época de seu lançamento, Meu Amor Absoluto traz novamente um conflito antigo da literatura, o drama de amadurecer, mas narrado por Gabriel Tallent, escritor nascido no Novo México e criado por duas mães, o que poderia ser um clichê reproduzido ganha ares de novidade e originalidade. É o que destaca a crítica, por exemplo, do The Times. Para ser bem objetivo, Meu amor absoluto é uma leitura brilhante, imersiva e arrebatadora sobre a luta de uma garota por sua própria alma. A leitura fluida e arrebatora de Tallent nos conduz pelas páginas a descobrir não só os caminhos de Turtle, a protagonista, mas também uma ambiciosa personagem da literatura: uma nova heroína, por assim dizer, de sua geração.

Turtle Alveston é uma sobrevivente. Aos catorze anos, ela perambula pela floresta ao longo da costa norte da Califórnia. Os riachos, as poças e as ilhas rochosas são seus refúgios e seus esconderijos. Mas, enquanto seu mundo físico é amplo, seu mundo pessoal é pequeno e traiçoeiro: desde a morte de sua mãe, Turtle vive isolada, com seu pai, Martin, que a tortura e ao mesmo tempo a ama. Sua existência social se resume ao ensino médio (onde ela afasta qualquer pessoa, estudante ou professor, que possa se interessar por sua vida) e ao seu pai.

Então Turtle conhece Jacob, um garoto do ensino médio que conta piadas, vive em uma casa grande e limpa e olha para Turtle como se ela fosse o nascer do sol. E, pela primeira vez, o mundo começa a entrar em foco: sua vida com Martin não é segura.

Motivada por suas primeiras amizade real e paixão adolescente, Turtle começa a imaginar uma fuga, usando as habilidades de sobrevivência que seu pai se dedicou a ensiná-la. O que se segue é uma história angustiante de bravura e redenção. Com os crescentes atos de coragem física e emocional de Turtle, o leitor assiste, angustiado, a luta da adolescente para se tornar seu próprio herói — e, no processo, se torna nosso também.

SOBRE O AUTOR

Gabriel Tallent nasceu no Novo México e foi criado na costa de Mendocino por duas mães. Estudou na Universidade de Willamette em 2010 e, após a graduação, passou duas temporadas liderando equipes de trilha para jovens no interior do noroeste do Pacífico. Tallent vive em Salt Lake City.

MEU AMOR ABSOLUTO

Gabriel Tallent

Título original: My absolute Darling

Tradução: Cecília Carmargo Bartalotti

Páginas: 378

Preço: R$54,90

Verus Editora | Grupo Editorial Record

Clássico atemporal, Amor de Redenção completa três décadas de lançamento e ganha nova capa

Baseado na história bíblica de Oséias, Amor de redenção foi adaptado para o cinema e publicado em mais de vinte idiomas. No Brasil, o livro alcança a marca de 20 mil exemplares vendidos. Ao final do livro, a autora traz um guia de estudos para estimular a jornada do leitor

(Foto: divulgação)

Publicado em 1991 em seu país de origem, Amor de redenção (Editora Verus) retorna às livrarias brasileiras com nova capa. Publicado em mais de vinte idiomas e adaptado para o cinema, o clássico escrito por Francine Rivers está há mais de duas décadas nas listas de romances cristãos mais vendidos nos Estados Unidos. No Brasil, 20 mil exemplares já foram adquiridos. Em Amor de redenção vamos descobrir se o amor de Deus pode resgatar uma pessoa que não acredita mais no amor humano. Ao final do livro, a autora traz um guia de estudos sobre rejeição, reconciliação, restauração, e outros temas para estimular a jornada do leitor. A obra é indicada também para não cristãos, pois trata, especialmente, de uma história sobre amor e perdão.

Califórnia, 1850. Uma época em que os homens vendiam a própria alma por um punhado de ouro e as mulheres vendiam o próprio corpo por um lugar para dormir. Angel aprendeu a não esperar dos homens nada além de traição. Vendida como prostituta ainda criança, a única maneira que ela encontra para sobreviver é mantendo o ódio bem vivo em seu coração. E o que ela mais odeia são os homens que a usaram, deixando-a com um imenso vazio interior.

Até o dia em que ela conhece Michael Hosea. Um homem que busca o divino em todas as coisas, Michael obedece ao chamado de Deus para que se case com Angel e a ame incondicionalmente. Aos poucos, ele vai conquistando um lugar cada dia maior no coração de sua esposa, que começa a se abrir para ele. Mas, com a chegada inesperada desse amor, Angel é invadida por sentimentos arrebatadores de medo e desprezo por si mesma. E então ela foge de volta para a escuridão, para longe do amor perseverante de seu marido, morrendo de medo da verdade que ela já não pode negar: sua cura definitiva deve vir daquele que a ama mais até do que Michael… aquele que jamais vai abandoná-la.

Amor de redenção (Ed. Verus) é um clássico atemporal, uma história transformadora sobre o amor incondicional, redentor e absoluto que está ao alcance de todos nós. Nas telinhas, a obra, que ainda não tem data de lançamento, será dirigida por D. J. Caruso e estrelada por Abigail Cowen, da série O Mundo Sombrio de Sabrina, que interpretará Angel.

Babi A. Sette publica releitura de Cinderela

Da mesma autora de Senhorita Aurora, Meia-Noite, Evelyn! conta a história de um casal improvável com uma ideia brilhante. Os amantes de um bom romance de época vão se apaixonar por essa obra publicada pela Verus Editora.

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Um conto de fadas para adultos com temas que nunca estarão numa história infantil: esse é o aviso de Babi A. Sette, autora de Meia-noite, Evelyn! (Verus Editora), no início do livro. A releitura de Cinderela revela uma história de amor, nada convencional, entre Evelyn, que sonha em se casar por amor, e o lorde Harry, que sonha em não se casar. Mas o destino não vai se importar muito com o planejamento dos dois. O romance de época, porém, vai além disso. A autora consegue tratar de temas sensíveis que, apesar de antigos, perduram até os dias de hoje. Em nota, ao fim do livro, ela faz uma breve reflexão sobre o crime de abuso infantil (assunto abordado durante a obra), assim como as conquistas a favor das vítimas e as problemáticas existentes até hoje.

Em Meia-noite, Evelyn!, Evelyn Casey precisa se casar. Do contrário, corre o risco de perder tudo o que mais ama no mundo: as terras onde cresceu, a casa pela qual lutou e, principalmente, a tutela da meia-irmã, Violet. Esse caos é culpa de três homens: o padrasto, que morreu na ruína; o irmão dele, conde Derby; e Harry Montfort, o mulherengo e inconsequente filho de seu padrasto. Mas como encontrar um príncipe em um mundo onde não existe fada madrinha?

Harry Montfort odeia os nobres, o reino e a alta sociedade inglesa, apesar de muito a contragosto ser um duque. Ele está satisfeito com a vida de empresário bem-sucedido em Nova York. Mas, quando o maldito tio entra com um pedido na Câmara dos Lordes para assumir o título que Harry abandonou e a própria rainha o convoca, ele se vê obrigado a retornar à Inglaterra para exorcizar de vez os fantasmas do passado.

Mas Harry não contava que a breve estadia no reino fosse virar um pesadelo — é o que acontece quando a monarca exige que ele se case e assuma suas responsabilidades como duque. E contava menos ainda que fosse cruzar com uma ruiva impulsiva e cheia de personalidade: Evelyn Casey, a filha de sua madrasta, que, por sinal, ainda não arranjou um lorde apaixonado.

Uma vez reunidos, Evelyn e Harry entendem que um casamento de aparências é a solução para todos os seus problemas. Mas será que um deles — ou os dois — cometeria a loucura de se apaixonar? Em Meia-Noite, Evelyn! (Verus Editora), temos um casal com a ideia perfeita, que tem tudo para dar certo. Mas o coração não costuma obedecer de bom grado à razão.

Edição de luxo de “O poderoso chefão” comemora o centenário de Mário Puzo

Clássico da literatura, O poderoso chefão (Ed. Record), que inspirou um dos maiores filmes de todos os tempos, ganha edição em capa dura e nova tradução

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A mente brilhante de Mário Puzo escreveu há 50 anos uma das obras mais célebres da literatura: O poderoso chefão (Ed. Record). Em comemoração ao centenário do autor, a Editora Record publica edição de luxo, em capa dura da obra e com tradução da premiada Denise Bottmann. O clássico, que inspirou o filme estrelado por diversos artistas de Hollywood, revela um contundente submundo do crime dos anos 1940. A personalidade complexa e irreverente de Don Vito Corleone, o capo mais mortal da Máfia, protagoniza uma história chocante – e surpreendente – de extorsões, assassinatos e valores familiares.

Tirano, chantagista e assassino, mas amigável, justo e coerente. Sua influência chega a todos os níveis da sociedade americana. Esse é Don Corleone, o capo mais mortal da Máfia, o padrinho, o poderoso chefão. Era a ele que todos recorriam quando precisavam de ajuda, e nunca saíam decepcionados. Não importava se eram ricos, pobres, poderosos ou humildes, todos recebiam o mesmo tratamento de Don. A sua recompensa era a amizade do devedor. Mas poderia ser também a prestação de algum pequeno favor para saldar a dívida.

Porém nenhum homem se mantém no topo para sempre, não quando ele tem inimigos dos dois lados da lei. À medida que o já idoso Vito Corleone se aproxima do fim de uma longa vida no crime, seus filhos precisam se preparar para administrar os negócios da família. Sonny Corleone já atua nos negócios da família há anos, mas não tem a humildade do pai e muitos duvidam que ele viesse a ser o novo Don; o segundo filho, Frederico, apesar de suas qualidades, não ter a força necessária de um líder; veterano da Segunda Guerra Mundial Michael Corleone, porém, não está acostumado com o submundo e reluta em mergulhar na rede de crimes e poder político.

Tanto a polícia como os implacáveis chefes do crime rivais sentem o cheiro de sangue. Para que a família Corleone sobreviva, ela precisa de um novo Don. Mas o preço do sucesso em uma vida violenta pode ser alto demais para suportar…

SOBRE O AUTOR

Mario Puzo nasceu em Nova York, filho de imigrantes italianos. Estudou na New York School for Social Research e cursou a Universidade de Columbia. Além de romances aclamados, Puzo também escreveu diversos roteiros para o cinema, incluindo Terremoto, Superman e os três filmes baseados em seu best-seller O poderoso chefão. Mario Puzo morreu em 1999.

O poderoso chefão
Mario Puzo

Tradutor: Denise Bottmann

496 pág. | R$89,90

Editora Record lança os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2020

Terra nos cabelos, do gaúcho Tônio Caetano, foi o escolhido entre os 666 concorrentes na categoria contos e Encontro você no oitavo round, do capixaba por adoção Caê Guimarães, levou na categoria romance, sendo o vencedor entre quase 700 inscritos. O livro de contos tem apresentação de Marcelo Moutinho e de Ana Paula Maia e o romance, de Samarone Lima e de Renata Pimentel. A premiação tem curadoria de Henrique Rodrigues

Chegaram às livrarias os dois vencedores do Prêmio Sesc de Literatura, a mais relevante premiação literária para novos escritores no Brasil. Na categoria de contos, Terra nos cabelos revela as vozes femininas do autor gaúcho Tônio Caetano, que tece suas narrativas de modo delicado e sensual.  Já o romance, Encontro você no oitavo round, do escritor Caê Guimarães, capixaba por adoção, é um monólogo poético de rememoração narrativa, que revela ao leitor a surpreendente trajetória de seu protagonista, um lutador de boxe que abandonou a poesia depois de um início promissor. Criado em 2003 pelo Sesc, o prêmio é uma parceria com a Editora Record, responsável por publicar e distribuir os livros vencedores. O concurso tem o objetivo de revelar novos escritores e, assim, renovar o cenário literário brasileiro e incentivar a cultura. Em 2020, o Prêmio Sesc de Literatura recebeu 1358 inscrições, sendo 692 romances e 666 livros de contos.

(foto: divulgação)

ENCONTRO VOCÊ NO OITAVO ROUND
Caê Guimarães

144 pág. | R$34,90

Ed. Record | Grupo Editorial Record

Socos, cicatrizes, quedas, redenções e um zumbido no ouvido, fruto de uma vida marcada por pancadas. Essa é a história de Cristiano Machado Amoroso, um pugilista que chegou bem perto do topo da sua carreira aos 25 anos, mas sofreu um nocaute que nunca esqueceu. Aos 40, antes de integrar ao time dos aposentados, ele tem sua última luta e uma proposta: em troca de uma boa quantia em dinheiro, o boxeador deve entregar o resultado, sem que o adversário saiba, no quarto round.

A narrativa, em primeira pessoa, nos apresenta também o cotidiano da periferia. O vizinho Magro e sua família de doidos, a amizade com o sapateiro, o bairro esquecido coalhado por cortiços e, claro, a jornalista que fará repensar o rumo da sua história são detalhados de forma fluida e delicada, pelo protagonista. Vivaz e irônica, Esther é mais do que uma repórter curiosa pela história de um pugilista no fim de carreira. Ela também é fã das obras literárias de Cristiano, que abandonou uma promissora carreira, mas que agora retorna para, quem sabe, um acerto de contas.

Neste Encontro você no oitavo round, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2020 na categoria Romance, a irmanação entre boxe e escrita surge com rara potência. Até o último round, não sabemos se o pugilista vai beijar novamente a lona, conforme o combinado. O estranho mistério que acompanha os que apanham muito, mas nem sempre entregam os pontos.

Caê Guimarães nasceu em 1970 e vive em Vitória (ES). É escritor, poeta, jornalista e roteirista. Tem cinco livros publicados, entre poesia, conto e crônica. Encontro você no oitavo round, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2020, é seu primeiro romance.

(foto: divulgação)

TERRA NOS CABELOS
Tônio Caetano

112 pág. | R$32,90

Ed. Record | Grupo Editorial Record

Em Terra nos cabelos, Tônio Caetano apresenta histórias emocionantes protagonizadas por mulheres. Entrelaçadas por um fio invisível que compartilha a força de suas histórias, as personagens apresentam situações reais que, ora atuais ora de décadas passadas, nos fazem refletir sobre autoconhecimento, medos, inseguranças e, sobretudo, o que é ser mulher – em contextos, idades e épocas diversas.

Ao longo de 15 contos, o livro se propõe a uma espécie de investigação do íntimo, das descobertas do outro, e instiga o leitor a mergulhar na vida dos personagens. A menina que vê a mãe partir e se aferra a uma prolongada espera, a esposa infeliz que se aventura na casa de swing, as adolescentes enredadas nas primeiras experiências sexuais, em ritos de passagem e de iniciação. São, todas elas, personagens em contenda com o mundo, seja no âmbito familiar ou no universo da sociedade de forma mais ampla. Tônio Caetano costura as histórias de forma que a ambiência se amalgama a um sentimento difuso de inadequação, de não pertencimento.

A poética presente em Terra nos cabelos revela a chegada de mais um autor talentoso ao cenário da literatura brasileira. Semeando boas histórias que fazem refletir as minúcias da vida comum, sua estreia é bem-vinda, e seus textos, cheios de inquietações.

Tônio Caetano nasceu em Porto Alegre (RS), em 1982. Trabalha como servidor público municipal e é especialista em Literatura Brasileira pela PUC-RS. Integra as coletâneas Contos de mochila, Minicontos de amor e morte, Planeta Fantástico e Ancestralidades: escritores negros. Em 2020, venceu o Prêmio Sesc de Literatura 2020, na categoria Contos, com o livro Terra nos cabelos.

Romance gay fala sobre racismo e relacionamento abusivo

Publicado de forma independente em 2018, o livro vendeu mais de 20 mil exemplares e figurou em 1º lugar dos mais vendidos na categoria LGBT da Amazon. Agora, Querido Ex é publicado pela Editora Galera Record, pioneira na inserção da diversidade na literatura

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Publicado de forma independente em 2018, Querido Ex chega às livrarias pela Editora Galera Record. O sucesso, escrito por Juan Jullian, já vendeu mais de 20 mil exemplares, esteve em 1º lugar, durante 100 dias seguidos, na lista dos mais vendidos na categoria LGBT da Amazon e, com a censura na venda de livros dessa temática na Bienal do Rio de Janeiro, em 2019, o título vendeu 10.00 e-books em um só dia. A história, que atraiu essa legião de leitores, reflete sobre problemas reais, como homofobia, racismo e relacionamento abusivo, mas regada de referências do mundo pop – de Lady Gaga à Nicki Minaj – e uma boa comédia agridoce. Afinal, o que você faria se o seu ex-namorado virasse, do dia para noite, a maior celebridade do país? Essa nem mesmo Taylor Swift seria capaz de responder.

Haviam se passado seis dias desde que o casal chegou de uma viagem inesquecível e, quando até um pedido de casamento parecia possível de acontecer, o ex resolve terminar o relacionamento! Após dois anos tentando se encaixar na vida, nos planos e nos desejos, de quem agora é uma subcelebridade nacional, o nosso protagonista decide escrever dezenas de cartas (quase um exposed do querido ex). Cursando Macroeconomia pela terceira vez, vivendo na caótica e belíssima cidade do Rio de Janeiro, o autor dos desabafos nos convida a se aventurar nesse conto – não muito de fadas – de um garoto carioca pós-moderno.

Não é fácil perceber que está vivendo em um relacionamento abusivo. Por isso, apenas quando decide depositar suas mágoas no papel, o protagonista reflete sobre os comportamentos do seu ex, antes completamente naturalizados, mas que não eram nada saudáveis. Pior, eram preconceituosos. Os comentários gordofóbicos e machistas sobre sua amiga não eram raros, a tentativa em diminuir a aparência do protagonista já eram de praxe. Sua militância era de telão. Agora que o namorado preto, de cabelo crespo, deu lugar ao seu parceiro branco, que mais parece ter saído de uma revista masculina, a subcelebridade – e também a sua mãe – devem estar satisfeitos. O casamento já tem até data marcada.

Os abusos, porém, ultrapassavam a questão estética. Nos seus relatos, ele descreveu o enorme desgasto psicológico em estar com alguém que só tentava diminuí-lo. Porém, como já esperado, existiam os momentos bons, que apesar de não compensar os ruins, acabavam sendo aceitáveis. Para, além disso, o protagonista também relata traições e a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento contra o HIV. Fazendo uma referência ao livro de Lucas Rocha, um romance LGBT que trata sobre o tema, publicado também pela Editora Galera, Juan Jullian escreve que “no final do dia, você ainda tem a vida inteira”. 

As reflexões, motivadas pelo luto, acabam guiando uma incrível jornada de autoconhecimento. Através da história de um protagonista gay e negro, Juan Jullian consegue inserir em Querido ex (Ed. Galera) debates necessários equilibrados com situações cômicas. Será que o seu querido ex vai receber suas cartas? As suas duas mães (sim, o protagonista tem duas mães!) vão comparecer no casamento da nova subcelebridade do país? Para saber a resposta, é importante estar preparado para o plot twist no final do livro.

Galera Record lança boxes de Sarah J. Mass e Colleen Hoover

Os quatro volumes da série Corte de Espinhos e Rosas e os sucessos de Collen Hoover chegam às livrarias, em formatos de boxes, pela Editora Galera Record. Com novo projeto gráfico, o Box Corte de Espinhos e Rosas apresenta a história de Feyre, filha de um casal de mercadores, que é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. A narrativa, guiada pela incrível criatividade de Sarah J. Mass, convida o leitor a conhecer um mundo onde humanos foram escravizados por fadas durante séculos. Com três obras de sucesso reunidas, o Box Collen Hoover apresenta boas histórias românticas alinhadas com importantes reflexões, como machismo e relacionamento abusivo.

(Foto: divulgação)

Box Corte de Espinhos e Rosas

A obra de Sarah J. Mass, best seller do New York Times, traz uma releitura fascinante do clássico A Bela e a Fera, mas diferente do conto de fadas, a autora revela personagens corajosas e cheias de nuances. Nesse universo místico, o leitor conhece um mundo onde humanos foram escravizados por fadas durantes séculos e, agora, vivem uma relação difícil.

Corte de Espinhos e Rosas

Corte de névoa e fúria

Corte de Asas e Ruína

Corte de Gelo e Estrelas

Autora: Sarah J. Mass

Tradução de Mariana Kohnert 

1.416 págs | Preço:  R$ 199,00

Editora Galera | Grupo Editorial Record

(Foto: divulgação)

Box Colleen Hoover

Equilibrando a narrativa romântica com temas extremamente relevantes, confundindo realidade com ficção, Colleen Hoover apresenta em seus livros histórias sensíveis com poderosos personagens. Neste Box, a autora best-seller convida os leitores a mergulharem nas suas três obras de sucesso que conquista corações por onde passa.

Novembro, 9
É assim que acaba
Tarde demais

Autora: Colleen Hoover

Tradução de Ryta Vinagre,Priscila Catão e Alda Lima

974 págs | Preço:  R$ 99,90

Editora Galera | Grupo Editorial Record

Criador dos super-heróis da Marvel, Stan Lee publica livro pela Editora Record

A mente criativa por trás de Vingadores, Pantera Negra, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Homem de Ferro, apresenta Um truque de luz, junto com a autora Kat Rosenfield e cocriação de Luke Lieberman e Ryan Silbert.

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Nia é uma hacker talentosa, mas solitária, que vive em completo isolamento com seu rigoroso pai. Proibida, desde sempre, a ter contato com o mundo externo, tudo que ela conhece são apenas representações da realidade, demonstradas na sala virtual de sua casa ou pela internet. Especialista em redes sociais, ela é extremamente popular e tem mais de um milhão de amigos, mas nenhum sabe a verdade sobre ela. Até que Nia conhece Cameron Ackerson, através de um jogo na internet, e o futuro dos dois adolescentes de 17 anos muda completamente.

Cameron buscava a fama como Youtuber, focado em explorar os mistérios do lago Erie, onde seu pai desapareceu sem deixar nenhuma pista. Porém, no meio de uma live diretamente de seu barco, o adolescente é atingido em cheio por um raio de tempestade que parece desafiar as leis da física. A cicatriz no rosto e as inúmeras lesões nos nervos não foram as únicas mudanças provocadas pelo acidente, agora ele possui um surpreendente talento cibernético: a capacidade de manipular computadores e eletrônicos com a mente.

O adolescente sempre foi um gamer, um programador e combinava componentes de softwares, mas isso é bem diferente. Agora ele é capaz de hackear os sistemas da própria casa, sincronizar a cafeteira com o horário que sua mãe acorda e até as luzes e o volume da TV diminuem quando ela cai no sono no sofá. Seu cérebro está avivado pelo fluxo de dados, enviando, recebendo, processando e resolvendo problemas. Porém, Cameron e Nia querem fazer algo maior: a Operação Justiça Cósmica. O objetivo é consertar tudo que há de incorreto nas relações humanas e isso vai chamar atenção de forças perigosas, colocando em risco o futuro do mundo.

Será que Nia vai desafiar o pai e ficar livre da sua prisão particular? Em um universo pautado pela tecnologia, é possível dizer que os personagens sejam humanos? E os poderes de Cameron serão o suficiente para driblar as autoridades desse e do outro mundo? As respostas, repletas de aventuras alucinantes em um universo criado pela imaginação sem limites, são reveladas em Um truque de luz (Ed. Record), primeiro volume da série Alianças de Stan Lee. Ao final do livro, Ryan Silbert e Luke Lieberman convidam os leitores a conhecerem o processo criativo do livro e a magia de trabalhar com Stan Lee.

“Dos X- -Men, os intermediários que Stan teve para tratar do movimento pelos direitos civis, ao Pantera Negra, que dava uma perspectiva de consciência social para o futuro, até as reflexões do Surfista Prateado sobre as trevas que nos movem, sobre os conflitos no Vietnã e além, Stan percebeu a oportunidade de seus simples “e se” levantarem questões muito maiores a respeito de quem somos e de como optamos por viver.
Vimos essa mágica tomar forma em primeira mão.”
– Ryan Silbert e Luke Lieberman, Um truque de luz.

Com a marca de Jo Nesbø

O inspetor Harry Hole está de volta em Faca, eletrizante trama com a assinatura de um dos maiores nomes do thriller da atualidade

(Foto: divulgação)

Uma mulher é encontrada morta em sua casa. As janelas estão todas trancadas, assim como a porta. Tudo relacionado ao caso deixa a Divisão de Homicídios da polícia de Oslo em choque, sem saber por onde começar a investigação. Enquanto isso, na manhã posterior ao assassinato, Harry acorda com sangue nas mãos, mas não se lembra de nada da noite anterior. Ele está se afundando cada vez mais na bebida desde que Rakel o deixou.

O famoso Harry Hole agora trabalha preenchendo papelada e resolvendo casos menores, mas isso não o impede de se envolver pessoalmente na investigação. A arma do crime, uma faca, e seu caráter pessoal o fazem pensar em um único nome… Enquanto isso, uma mulher presta queixa por estupro. Svein Finne está de volta, a primeira prisão de Harry, o primeiro serial killer, e tudo leva Harry a crer que os casos estão conectados e que Finne é o responsável.

Porém, no desenrolar da investigação, Harry começa a recuperar fragmentos da memória da noite do crime e se convence cada vez mais de que pode ter se envolvido de alguma forma no assassinato. Quando os jornais noticiam que ele é o culpado, Harry terá de fazer de tudo para provar sua inocência e descobrir o verdadeiro culpado, mesmo que isso custe sua vida.

Faca é o caso mais difícil do inspetor Harry Hole, que precisa lidar com questões pessoais em um livro para os maiores fãs da série e para os recém-chegados. Um caso que apenas a mente mais brilhante – e mais transtornada – da polícia de Oslo pode solucionar.

Livro da Galera Record ganha edição americana

O romance ‘Where we go from here’, publicado por uma das maiores editoras dos Estados Unidos, é tradução de Você tem a vida inteira, do brasileiro Lucas Rocha. A obra conta a história de três jovens entrelaçadas pelo vírus HIV. “O livro mostra que o principal desafio do soropositivo hoje é o estigma”, afirma a editora-executiva Rafaella Machado, que, à frente da Galera Record, consolida um trabalho pioneiro de dar voz à diversidade

Primeira editora a publicar um livro jovem com protagonista homossexual, a Galera Record teve seu trabalho reconhecido internacionalmente com a chegada ao mercado americano de ‘Where we go from here’, tradução de Você tem a vida inteira, de Lucas Rocha. O romance, que trata sobre o preconceito enfrentado por jovens soropositivos, foi apresentado por Rafaella Machado, editora-executiva da Galera Record, a David Levithan, diretor editorial da Scholastic, uma das maiores editoras dos Estados Unidos. “Conheci o David, que também é autor de livros para jovens, numa Bienal do Livro, e o apresentei ao título. O que mais chamou a atenção dele foi a forma como Lucas abordou a temática do HIV. É uma leitura importante para desconstruir o preconceito”, observa Rafaella Machado. O livro de Lucas Rocha foi um dos três selecionados para o Kit Gay, lançado pela Galera Record em 2018, e foi um dos títulos distribuídos pelo influenciador Felipe Neto na Bienal do Livro de 2019 em seu protesto contra a tentativa de censura do Prefeito Crivella.

A trama de Você tem a vida inteira começa com Ian, que recebe o resultado positivo do teste de HIV. No centro de tratamento onde fez o exame ele conhece Victor, cujo resultado foi negativo. Victor ainda está irado com Henrique, o rapaz com quem está saindo, por ele ter contado que era soropositivo apenas depois que eles transaram – embora tenha se precavido e usado camisinha em todos os momentos.  Já Henrique está gostando de verdade de Victor e, por isso, tomou a decisão de se abrir sobre o HIV. Suas experiências anteriores no assunto não foram muito boas, e ele ainda reluta em acreditar que possa amar alguém de novo. Por meio destes três personagens, ele narra os medos, as esperanças e o preconceito sofrido por quem vive com HIV. Tudo isso numa prosa delicada e embalada também por humor, referências pop e personagens secundários cativantes – de diversos gêneros, cores e sexualidades. “Ainda temos inúmeras vozes em silêncio na comunidade onde estou inserido – da sigla LGBTQIA+, a maior parte das narrativas que vejo são G, e vou ficar muito feliz quando todas as outras letras também tiverem seu espaço de destaque, principalmente na literatura jovem brasileira”, defende Lucas Rocha.

Destaque no exterior e SUS em debate

O editor brasileiro Orlando dos Reis, colaborador da Scholastic, em entrevista ao site Publisher’s Weekly, lembrou de quando leu o original em português pela primeira vez – e se encantou imediatamente: “Ao meio do capítulo quatro, comecei a traduzir. Pensei: ‘Alguém mais precisa ler isso. Não posso ser o único”, entusiasmou-se o editor brasileiro. Depois de publicado, o livro recebeu destaque da editora norte-americana. Em meio aos quase quatrocentos títulos publicados anualmente, a Scholastic escolhe três para “leitura obrigatória” aos funcionários para a convenção anual, e ‘Where we go from here’ foi uma delas. Rafaella Machado, que  participou da Convenção, a convite de Levithan, comenta o sucesso do título na nova casa. “Um ponto do livro que impressionou os funcionários da Scholastic, especialmente neste contexto de pandemia, é a assistência do serviço público brasileiro de saúde ao portador de HIV, que é uma referência mundial”. No livro, Lucas destaca na trama o desempenho do Sistema Único de Saúde brasileiro, o SUS.

3 perguntas para Rafaella Machado

A editora-executiva da Galera Record, Rafaella Machado, faz parte da terceira geração da família no comando do Grupo Editorial Record, fundado por seu avô, Alfredo Machado, em 1942 – Alfredo tinha o sonho de vender livros como ‘um produto de massa’, que todos pudessem comprar. Depois de passar pelo marketing da empresa, Rafaella assumiu a editora Galera Record com a missão de buscar novos autores, com a formação de novas gerações de leitores, sempre preocupada com a inclusão de temas e pautas de representatividade, e captar tendências editoriais.

Qual é a importância do livro do Lucas Rocha hoje?

Rafaella Machado: Há 20 anos, muitos livros e filmes para jovens falavam sobre o perigo do HIV. Agora que o vírus está sob controle, e o Brasil é referência no tratamento, existe uma carência de livros que falem sobre a verdadeira epidemia que circunda os soropositivos, que é o preconceito e a intolerância. O livro do Lucas mostra que o principal desafio do soropositivo hoje não é mais a doença e sim o estigma pessoal.

Como surgiu a ideia de apresentar o livro ao David Levithan?

R. M: Eu conheci o David aqui no Brasil, quando ele veio para a Bienal de 2018 e conversamos muito sobre a importância de livros LGBT contra o autoritarismo e homofobia, especialmente nos Estados Unidos do Trump. Quando acabou a Bienal, o David foi conhecer a sede do Grupo Editorial Record, em São Cristóvão, no Rio, e ele me perguntou qual livro do selo que mais me empolgou ultimamente. Entreguei um exemplar para o David e nunca pensei que ele encontraria alguém para ler o original em português.

Levithan é uma referência no mercado jovem. Como é sua relação com ele?

R. M: Eu me inspiro muito no trabalho dele. Foi para ele que liguei quando o Crivella tentou censurar os livros gays na Bienal e falar com ele reforçou para mim a responsabilidade social de um editor jovem na luta contra o silenciamento, o tabu e preconceito, seja de pessoas homoafetivas ou qualquer outro tipo de minoria.