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Criador dos super-heróis da Marvel, Stan Lee publica livro pela Editora Record

A mente criativa por trás de Vingadores, Pantera Negra, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Homem de Ferro, apresenta Um truque de luz, junto com a autora Kat Rosenfield e cocriação de Luke Lieberman e Ryan Silbert.

(Foto: divulgação)

Nia é uma hacker talentosa, mas solitária, que vive em completo isolamento com seu rigoroso pai. Proibida, desde sempre, a ter contato com o mundo externo, tudo que ela conhece são apenas representações da realidade, demonstradas na sala virtual de sua casa ou pela internet. Especialista em redes sociais, ela é extremamente popular e tem mais de um milhão de amigos, mas nenhum sabe a verdade sobre ela. Até que Nia conhece Cameron Ackerson, através de um jogo na internet, e o futuro dos dois adolescentes de 17 anos muda completamente.

Cameron buscava a fama como Youtuber, focado em explorar os mistérios do lago Erie, onde seu pai desapareceu sem deixar nenhuma pista. Porém, no meio de uma live diretamente de seu barco, o adolescente é atingido em cheio por um raio de tempestade que parece desafiar as leis da física. A cicatriz no rosto e as inúmeras lesões nos nervos não foram as únicas mudanças provocadas pelo acidente, agora ele possui um surpreendente talento cibernético: a capacidade de manipular computadores e eletrônicos com a mente.

O adolescente sempre foi um gamer, um programador e combinava componentes de softwares, mas isso é bem diferente. Agora ele é capaz de hackear os sistemas da própria casa, sincronizar a cafeteira com o horário que sua mãe acorda e até as luzes e o volume da TV diminuem quando ela cai no sono no sofá. Seu cérebro está avivado pelo fluxo de dados, enviando, recebendo, processando e resolvendo problemas. Porém, Cameron e Nia querem fazer algo maior: a Operação Justiça Cósmica. O objetivo é consertar tudo que há de incorreto nas relações humanas e isso vai chamar atenção de forças perigosas, colocando em risco o futuro do mundo.

Será que Nia vai desafiar o pai e ficar livre da sua prisão particular? Em um universo pautado pela tecnologia, é possível dizer que os personagens sejam humanos? E os poderes de Cameron serão o suficiente para driblar as autoridades desse e do outro mundo? As respostas, repletas de aventuras alucinantes em um universo criado pela imaginação sem limites, são reveladas em Um truque de luz (Ed. Record), primeiro volume da série Alianças de Stan Lee. Ao final do livro, Ryan Silbert e Luke Lieberman convidam os leitores a conhecerem o processo criativo do livro e a magia de trabalhar com Stan Lee.

“Dos X- -Men, os intermediários que Stan teve para tratar do movimento pelos direitos civis, ao Pantera Negra, que dava uma perspectiva de consciência social para o futuro, até as reflexões do Surfista Prateado sobre as trevas que nos movem, sobre os conflitos no Vietnã e além, Stan percebeu a oportunidade de seus simples “e se” levantarem questões muito maiores a respeito de quem somos e de como optamos por viver.
Vimos essa mágica tomar forma em primeira mão.”
– Ryan Silbert e Luke Lieberman, Um truque de luz.

Com a marca de Jo Nesbø

O inspetor Harry Hole está de volta em Faca, eletrizante trama com a assinatura de um dos maiores nomes do thriller da atualidade

(Foto: divulgação)

Uma mulher é encontrada morta em sua casa. As janelas estão todas trancadas, assim como a porta. Tudo relacionado ao caso deixa a Divisão de Homicídios da polícia de Oslo em choque, sem saber por onde começar a investigação. Enquanto isso, na manhã posterior ao assassinato, Harry acorda com sangue nas mãos, mas não se lembra de nada da noite anterior. Ele está se afundando cada vez mais na bebida desde que Rakel o deixou.

O famoso Harry Hole agora trabalha preenchendo papelada e resolvendo casos menores, mas isso não o impede de se envolver pessoalmente na investigação. A arma do crime, uma faca, e seu caráter pessoal o fazem pensar em um único nome… Enquanto isso, uma mulher presta queixa por estupro. Svein Finne está de volta, a primeira prisão de Harry, o primeiro serial killer, e tudo leva Harry a crer que os casos estão conectados e que Finne é o responsável.

Porém, no desenrolar da investigação, Harry começa a recuperar fragmentos da memória da noite do crime e se convence cada vez mais de que pode ter se envolvido de alguma forma no assassinato. Quando os jornais noticiam que ele é o culpado, Harry terá de fazer de tudo para provar sua inocência e descobrir o verdadeiro culpado, mesmo que isso custe sua vida.

Faca é o caso mais difícil do inspetor Harry Hole, que precisa lidar com questões pessoais em um livro para os maiores fãs da série e para os recém-chegados. Um caso que apenas a mente mais brilhante – e mais transtornada – da polícia de Oslo pode solucionar.

Livro da Galera Record ganha edição americana

O romance ‘Where we go from here’, publicado por uma das maiores editoras dos Estados Unidos, é tradução de Você tem a vida inteira, do brasileiro Lucas Rocha. A obra conta a história de três jovens entrelaçadas pelo vírus HIV. “O livro mostra que o principal desafio do soropositivo hoje é o estigma”, afirma a editora-executiva Rafaella Machado, que, à frente da Galera Record, consolida um trabalho pioneiro de dar voz à diversidade

Primeira editora a publicar um livro jovem com protagonista homossexual, a Galera Record teve seu trabalho reconhecido internacionalmente com a chegada ao mercado americano de ‘Where we go from here’, tradução de Você tem a vida inteira, de Lucas Rocha. O romance, que trata sobre o preconceito enfrentado por jovens soropositivos, foi apresentado por Rafaella Machado, editora-executiva da Galera Record, a David Levithan, diretor editorial da Scholastic, uma das maiores editoras dos Estados Unidos. “Conheci o David, que também é autor de livros para jovens, numa Bienal do Livro, e o apresentei ao título. O que mais chamou a atenção dele foi a forma como Lucas abordou a temática do HIV. É uma leitura importante para desconstruir o preconceito”, observa Rafaella Machado. O livro de Lucas Rocha foi um dos três selecionados para o Kit Gay, lançado pela Galera Record em 2018, e foi um dos títulos distribuídos pelo influenciador Felipe Neto na Bienal do Livro de 2019 em seu protesto contra a tentativa de censura do Prefeito Crivella.

A trama de Você tem a vida inteira começa com Ian, que recebe o resultado positivo do teste de HIV. No centro de tratamento onde fez o exame ele conhece Victor, cujo resultado foi negativo. Victor ainda está irado com Henrique, o rapaz com quem está saindo, por ele ter contado que era soropositivo apenas depois que eles transaram – embora tenha se precavido e usado camisinha em todos os momentos.  Já Henrique está gostando de verdade de Victor e, por isso, tomou a decisão de se abrir sobre o HIV. Suas experiências anteriores no assunto não foram muito boas, e ele ainda reluta em acreditar que possa amar alguém de novo. Por meio destes três personagens, ele narra os medos, as esperanças e o preconceito sofrido por quem vive com HIV. Tudo isso numa prosa delicada e embalada também por humor, referências pop e personagens secundários cativantes – de diversos gêneros, cores e sexualidades. “Ainda temos inúmeras vozes em silêncio na comunidade onde estou inserido – da sigla LGBTQIA+, a maior parte das narrativas que vejo são G, e vou ficar muito feliz quando todas as outras letras também tiverem seu espaço de destaque, principalmente na literatura jovem brasileira”, defende Lucas Rocha.

Destaque no exterior e SUS em debate

O editor brasileiro Orlando dos Reis, colaborador da Scholastic, em entrevista ao site Publisher’s Weekly, lembrou de quando leu o original em português pela primeira vez – e se encantou imediatamente: “Ao meio do capítulo quatro, comecei a traduzir. Pensei: ‘Alguém mais precisa ler isso. Não posso ser o único”, entusiasmou-se o editor brasileiro. Depois de publicado, o livro recebeu destaque da editora norte-americana. Em meio aos quase quatrocentos títulos publicados anualmente, a Scholastic escolhe três para “leitura obrigatória” aos funcionários para a convenção anual, e ‘Where we go from here’ foi uma delas. Rafaella Machado, que  participou da Convenção, a convite de Levithan, comenta o sucesso do título na nova casa. “Um ponto do livro que impressionou os funcionários da Scholastic, especialmente neste contexto de pandemia, é a assistência do serviço público brasileiro de saúde ao portador de HIV, que é uma referência mundial”. No livro, Lucas destaca na trama o desempenho do Sistema Único de Saúde brasileiro, o SUS.

3 perguntas para Rafaella Machado

A editora-executiva da Galera Record, Rafaella Machado, faz parte da terceira geração da família no comando do Grupo Editorial Record, fundado por seu avô, Alfredo Machado, em 1942 – Alfredo tinha o sonho de vender livros como ‘um produto de massa’, que todos pudessem comprar. Depois de passar pelo marketing da empresa, Rafaella assumiu a editora Galera Record com a missão de buscar novos autores, com a formação de novas gerações de leitores, sempre preocupada com a inclusão de temas e pautas de representatividade, e captar tendências editoriais.

Qual é a importância do livro do Lucas Rocha hoje?

Rafaella Machado: Há 20 anos, muitos livros e filmes para jovens falavam sobre o perigo do HIV. Agora que o vírus está sob controle, e o Brasil é referência no tratamento, existe uma carência de livros que falem sobre a verdadeira epidemia que circunda os soropositivos, que é o preconceito e a intolerância. O livro do Lucas mostra que o principal desafio do soropositivo hoje não é mais a doença e sim o estigma pessoal.

Como surgiu a ideia de apresentar o livro ao David Levithan?

R. M: Eu conheci o David aqui no Brasil, quando ele veio para a Bienal de 2018 e conversamos muito sobre a importância de livros LGBT contra o autoritarismo e homofobia, especialmente nos Estados Unidos do Trump. Quando acabou a Bienal, o David foi conhecer a sede do Grupo Editorial Record, em São Cristóvão, no Rio, e ele me perguntou qual livro do selo que mais me empolgou ultimamente. Entreguei um exemplar para o David e nunca pensei que ele encontraria alguém para ler o original em português.

Levithan é uma referência no mercado jovem. Como é sua relação com ele?

R. M: Eu me inspiro muito no trabalho dele. Foi para ele que liguei quando o Crivella tentou censurar os livros gays na Bienal e falar com ele reforçou para mim a responsabilidade social de um editor jovem na luta contra o silenciamento, o tabu e preconceito, seja de pessoas homoafetivas ou qualquer outro tipo de minoria.

Supense, fantasia e romance LGBT no novo livro de Cassandra Clare e Wesley Chu

Trama de “Os pergaminhos Vermelhos da Magia” (Ed. Galera), que apresenta Paris aos leitores, abre a trilogia “As Maldilções Ancestrais”, escrita por Cassandra Clare e Wesley Chu. Livro se passa no universo dos Caçadores de Sombras e conta as aventuras do casal LGBT Magnus e Alec.

Magnus Bane desejava que as férias à Europa ficassem marcadas para sempre como uma boa recordação para Alec Lightwood. Mas a viagem, após a Guerra Mortal, que deveria ser um marco romântico para o casal, não saiu exatamente como o planejado. Afinal, o que poderia acontecer no improvável romance entre um feiticeiro, filho de um famoso Demônio e um Caçador de Sombras?

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Os Pergaminhos Vermelhos da Magia

The Red Scrolls of Magic

Cassandra Clare, Wesley Chu

Tradução: Ana Resende

294 pág. | R$ 44,90

Galera | Grupo Editorial Record

6 motivos para começar a ler hoje mesmo a trilogia “Sob a Luz”

(Foto: Divulgação)

Com uma história intensa, eletrizante e cheia de reviravoltas, esta coleção pode ser a opção perfeita para quem busca adrenalina e emoção no mundo da literatura

A raça humana não é mais a mesma, novas espécies surgiram, e agora é cada um por si. Intrigas, complôs, opressão, romance e cenas de ação marcam a narrativa da trilogia “Sob a Luz”, de Ana Beatriz Brandão. Com os primeiros lançamentos – Sob a Luz da Escuridão e Entre a Luz e a Escuridão –, publicados pela Editora Verus, do Grupo Editorial Record, a autora entusiasmou os apaixonados por livros de fantasia, garantindo fortes emoções.

Nesta distopia, a trama se desenvolve com o seguinte plano de fundo: a humanidade foi levada ao caos depois que um ditador começou a busca por uma raça perfeita. Após 50 anos de guerras e massacres, grupos de resistência foram criados e conquistam o objetivo de destituí-lo do poder.

A partir dali, pessoas da elite da sociedade fundam o Instituto Leonard Travis Goyle (LTG), em homenagem ao ditador que passou a determinar as regras. Com a radiação das bombas nucleares, algumas pessoas tiveram alterações no DNA, dando início a uma nova espécie com poderes especiais, os metacromos.

Uma história de tirar o fôlego, não é mesmo? Mas existem outros seis bons motivos para virar fã da série e começar a ler os livros da trilogia hoje mesmo! Confira:

1. Um mundo distópico

Se você gosta de séries como “3%” e “Westworld”, e livros como “Jogos Vorazes” e “Admirável Mundo Novo”, com certeza, vai amar ler estas obras. É o desafio de viver em um mundo de caos que prende a atenção na história do início ao fim. A destruição da Terra começa com Leonard Travis Goyle, que originou todas as guerras do futuro e dizimou nações em busca de uma raça perfeita. Após conseguir tirar o ditador do poder, o problema continuou com a criação do instituto de Goyle, que continuou a definir as regras da sociedade.

  1. Poderes especiais

Lollipop e Jazz são sobreviventes metacromos, com poderes especiais, e elas entram para um grupo de resistência liderado por Evan e seu discípulo Sam. Lolli tem o poder da telecinese (habilidade de mover coisas com a mente); Evan, vampiro milenar, é telepata e controla a mente das pessoas; Jazz e Sam dominam o fogo. E o instituto? Caça os metacromos para realizar experiências, sem compaixão ou humanidade.

  1. Muita ação

A cena é desastrosa, e o caos de um mundo pós-apocalíptico foi implantado. Além das dúvidas sobre as próprias origens, os personagens precisam usar os próprios poderes para, literalmente, lutar contra os opressores e garantir a sobrevivência. Além disso, a narrativa mantém viva a fama da autora de “George R. R. Martin brasileira”, por matar muitos personagens. Por isso, prepare-se: mortes inesperadas vão acontecer.

  1. Amor em meio ao caos

A raça humana até pode estar bem diferente, com medo e mais agressiva, mas a amizade e o amor, com pitada de romance, não deixam de existir. Inclusive estes sentimentos se tornam ainda mais fortes com a união dos personagens, e é exatamente isso que deixa os dias pela sobrevivência menos difíceis.

  1. Proximidade com a realidade?

“Qualquer relação com a realidade é mera coincidência.” Será mesmo? Ao longo da trama, é possível associar algumas características abordadas na narrativa que estão muito presentes na realidade do mundo: a força da amizade e do amor, a intolerância governamental, que vem acontecendo em muitos países, junto com o uso do poder para oprimir os mais fracos.

  1. Envolvimento com os personagens

Você vai ficar tão imerso nos livros de Ana Beatriz que, provavelmente, começará a pensar como seus personagens. Lollipop é muito forte e não tem medo de lutar em prol de um mundo melhor, sempre ao lado dos amigos e das pessoas em quem confia. Apesar de ter tido a memória apagada, tem uma visão clara do que acontece no mundo e busca sempre fazer o melhor pela mudança.

Ana Beatriz Brandão promete não só uma boa história, mas também, por meio dos livros, mudar a visão que temos de mundo a cada página escrita. Escritora best-seller – com o Livro O Menino do Cachecol Vermelho, tem apenas 20 anos de idade e uma bagagem de seis títulos com seu nome.

O terceiro livro da trilogia já tem nome, A Luz na Escuridão, e será lançado em 2020, com a promessa de um final emocionante e inesperado. Vale a pena aguardar!

Enquanto a continuação da saga não chega às livrarias, você pode conferir os primeiros dois volumes nos links: https://amzn.to/2M1XZkw e http://bit.ly/entre-a-luz.

Ficha Técnica:
Título: Entre a Luz e a Escuridão
Editora: Verus
Gênero: Fantasia
Idioma: Português
ISBN-10: 850130316X
ISBN-13: 978-8501303165
Tamanho: 16 x 23
Preço: R$ 34,90

NOVA FEBRE ENTRE OS AMANTES DE THRILLER

Vendido para 38 países e com os direitos para o cinema adquiridos pela produtora de Brad Pitt, o fenômeno A Paciente silenciosa tem como ponto de partida a relação entre uma artista plástica e seu terapeuta

O livro A paciente silenciosa, de Alex Michaelides, ainda nem chegou oficialmente às livrarias brasileiras, mas já é um dos mais falados no Skoob. Segue o mesmo caminho de sucesso iniciado nos Estados Unidos, onde entrou para a lista de best-sellers do The New York Times e foi amplamente elogiado por veículos como a Times, o Publishers Weekly e a Entertainment Weekly, que classificou a obra como “uma mistura de suspense hitchcockiano, trama de Agatha Christie e tragédia grega”. A paciente silenciosa já teve os direitos para adaptação para o cinema adquiridos pela produtora de Brad Pitt e já foi vendido para 38 países.

Os elogios, claro, fazem jus ao livro, que marca a estreia de Alex Michaelides na literatura. Na trama, um thriller psicológico meticulosamente construído, Alicia Berenson, de trinta e três anos, matou o seu marido com cinco tiros no rosto. Eles estavam casados há sete anos e eram artistas. Alicia era pintora e Gabriel, um famoso fotógrafo de moda que fotografava mulheres semi-nuas. Desde sua morte o preço do seu trabalho subiu astronomicamente. Alicia, por outro lado, não fala uma palavra desde o assassinato e foi internada numa clínica psiquiátrica.

O silêncio duradouro de Alicia é o que faz com que a tragédia ganhe ares de mistério. Mas mesmo no silêncio, ela resolveu se expressar através da arte. Um autorretrato. Uma pintura chamada Alceste, inspirada nesta heroína da mitologia grega. Nela, Alicia aparece em seu ateliê nos dias subsequentes ao assassinato, de pé diante de um cavalete, nua. Do pincel que ela segura, pinga uma tinta vermelha. Ou seria sangue? O enigma dominou as manchetes e a opinião popular condenou Alicia.

Para Theo Faber, um psicoterapeuta forense acostumado a lidar com traumas, trabalhar com Alicia era o maior objetivo de sua carreira. E ele precisou esperar seis anos para que abrisse uma vaga na clínica psiquiátrica em que ela estava internada. A fronteira entre médico e paciente se confunde quando Theo, que assume que sua cabeça é uma bagunça, procura curar seus próprios problemas emocionais no curso do tratamento de Alicia. No entanto, ele chega a um caminho tortuoso que sugere que as raízes do silêncio de Alicia são muito mais profundas do que ele poderia imaginar.

A paciente silenciosa chega às livrarias em maio.

Nascido no Chipre e filho de um pai greco-cipriota e uma mãe inglesa, Alex Michaelides estudou literatura inglesa na Universidade de Cambridge e fez uma pós em roteiro de cinema no American Film Institute, em Los Angeles. A paciente silenciosa é seu livro de estreia.

BEST-SELLER DE CARA NOVA

”No mundo da Luna”, de Carina Rissi, ganha novo projeto gráfico e conto que ficou de fora da história original. A autora já vendeu mais de 500 mil exemplares, tem livros publicados em 12 países e projetos em andamento para adaptação cinematográfica de seus dois maiores sucessos “Perdida” e “Procura-se um marido”

download.pngDuas mulheres que amam escrever e que sonhavam em seguir carreira no jornalismo. Uma, em um golpe de sorte, conseguiu uma vaga temporária na coluna de horóscopo de um jornal. A outra lançou um livro de forma independente e virou best-seller nacional. Essa é a diferença entre Carina Rissi e Luna Braga, protagonista de “No mundo da Luna”, livro que já vendeu mais de 50 mil exemplares e, neste mês de novembro, ganha edição com nova capa e com o conto exclusivo “A entrevista”, que mostra como a personagem conseguiu a tão sonhada vaga de emprego na Fatos & Furos.

Luna sempre sonhou em escrever em um grande jornal, mas o mais perto disso que conseguiu foi o trabalho de recepcionista na Fatos&Furos, cujo redator-chefe é ninguém menos que Dante Montini, referência quando o assunto é jornalismo.

Quando a responsável pela coluna do horóscopo avisa que aceitou a proposta de outro veículo, Dante fica furioso, mas precisa arranjar alguém que possa cobri-la com urgência. O jeito foi colocar Luna temporariamente no setor. Além de recém-formada em jornalismo, ela é neta de cigana, mas não acredita em nada de misticismo. Desesperada para se manter na coluna, Luna compra um baralho “mágico” em uma loja esotérica qualquer, sorteia uma carta por dia e inventa a sorte de cada signo baseado no que ela acha que a imagem pode significar. Por algum motivo que talvez só os astros possam explicar, a coluna vira um sucesso estrondoso e, surpreendentemente, Luna parece acertar todas as previsões que escreve. Mesmo assim, ela continua cética quanto à veracidade da astrologia.

A vida de Luna segue em frente para além de sua coluna de horóscopos. Quando marca um encontro com um fotógrafo, mas leva um bolo, Luna acaba esbarrando com Dante, seu chefe. No dia seguinte, ela tenta se convencer de que dormir com o chefe foi um erro que nunca mais voltará a se repetir. Mas ela e Dante se encontram muitas outras vezes. E nessa disputa, sem saber se se amam ou se odeiam, a única verdade é que eles não conseguem mais ficar longe um do outro.

Fenômeno na literatura nacional e consagrada como referência do gênero chick lit, Carina Rissi não coleciona apenas fãs – que só no Instagram são mais de 60 mil – mas recordes de venda. Seus livros já venderam cerca de 500 mil exemplares. Vinda da publicação independente, a escritora já tem 12 livros publicados e uma carreira internacional com traduções para Portugal, Rússia, Ucrânia e Itália.

CARINA RISSI NOS CINEMAS

“Perdida” é a série de maior sucesso de Carina Rissi e os fãs também poderão conferir a história de Ian, Sofia e Elisa nos cinemas. “Perdida- o filme” terá Carina Rissi como co-roteirista. O longa será produzido pela Filmland, mesma produtora de “O vendedor de sonhos”, em parceria com a Warner Bros.  Em 2016, os direitos cinematográficos de “Procura-se um marido” também foram adquiridos, desta vez pela Framboesa Filmes em parceria com a FOX.

Fenômeno dos animes chega às livrarias

Inspirado no filme homônimo, your name., de Makoto Shinkai, narra a vida de uma jovem do interior do Japão que faria qualquer coisa para conhecer Tóquio

image004.jpgO ditado “cuidado com o que deseja” se encaixa perfeitamente na trama de Your name., animação japonesa que virou fenômeno mundial, faturou dezenas de prêmios, como o Japan Awards e o 42° Prêmio da Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, e, em outubro, ganha também as livrarias brasileiras pela Verus. Isso porque Mitsuha é uma jovem que mora no interior do Japão, mas faria qualquer coisa para conhecer Tóquio. Sua cidade é tão pequena que está fora da área de previsão do tempo e mal é reconhecida pelo Google Maps. Não há nenhuma livraria, dentista ou McDonald’s. Durante uma visita ao templo, Mitsuha desabafa sua insatisfação em morar no vilarejo e afirma que “preferia ser um cara bonito em Tóquio na próxima vida”. De certa forma ela consegue o que queria.

Em um sonho estranho, a garota acorda no corpo de um rapaz desconhecido e vive aquele dia como ele pelas ruas de Tóquio, o que significa correr para o colégio, fazer social com os amigos que ela nem sabe o nome, e depois ir para o trabalho em um restaurante de massas. É assim que ela percebe o quanto o ritmo da vida na cidade pode ser diferente do que ela está acostumada a viver quilômetros dali.

Mas Mitsuha não é a única a ter esse sonho tão vívido. Bem longe do dia-a-dia no campo, Taki, um adolescente da capital japonesa, também passou por situação semelhante. No caso do rapaz, ele sonhou que era uma garota de uma cidade nas montanhas. Esse é só começo da história de dois jovens compartilhando corpos, relacionamentos e vidas. Eles não sabem como esse fenômeno acontece, mas Taki e Mitsuha estão intrinsecamente ligados.

Your name. traça uma linha tênue entre o sobrenatural e a realidade, conforme acompanha as inquietações dos protagonistas que estão determinados a fazer parte da vida um do outro. O livro já vendeu mais de 3,4 milhões de exemplares e teve os direitos vendidos para 13 países. O anime esta disponível na Netflix.

Nascido em Nagano, no Japão, em 1973, Makoto Shinkai despontou no mundo da animação em 2002, com o curta Vozes de uma estrela distante, que ele produziu praticamente sozinho. Your name., sua animação mais recente, foi sucesso de crítica e público e se tornou o anime de maior bilheteria da história do Japão. Este romance foi escrito durante a produção do filme de mesmo título.

Do e-book para o papel

Depois de figurar entre os 100 e-books mais vendidos da Amazon, a escritura Raiza Varella lança “Caçadora de estrelas” pela Verus

image005.jpgAs vidas de dois melhores amigos de infância convergem em uma história de amor e resiliência no romance de estreia de Raiza Varella na Verus. Em Caçadora de estrelas, que chega às livrarias em outubro, a autora questiona sobre individualismo e mostra que, na busca pela estrela que nos completa, é necessário se descobrir primeiro.

Eva tem o dom de atrair problemas e caras errados. Não necessariamente nessa ordem. Ela já teve até namorado que a largou para fugir com o circo. No seu relacionamento mais recente, Eva se mudou para Londres com o namorado que prometeu uma vida muito melhor do que a que ela tinha em São Paulo. Chegando à terra da rainha, o emprego do namorado não era tão maravilhoso assim, as gorjetas de Eva mal cobriam as contas e, para completar, ela ainda pegou o namorado na cama… com outro!

Não existe adjetivo que defina melhor Eva que: determinada. E assim como ela não pensou duas vezes em largar a sua família, com apenas um bilhete de despedida, antes de se aventurar pelo velho continente, ela também não precisa de muito para juntar suas coisas e partir no primeiro voo para São Paulo.

De volta para casa, mas não sem antes ter passado vergonha no avião com um desconhecido após um ataque de pânico durante uma turbulência, Eva descobre que a sua antiga vida está de pernas para o ar. Seu pai não só se casou sem ela saber como uma das filhas da madrasta é a atual namorada do seu melhor amigo! E por falar em Gabriel, ele roubou o seu gato e parou de falar com ela desde o seu retorno. Eles são melhores amigos de infância e sempre estiveram presentes em todos os momentos da vida do outro. Gabriel era aquele que recolhia os cacos do coração de Eva, decepção após decepção amorosa. Mas há um tempo ele não a via apenas como uma amiga. Foi fácil transformar a amizade em algo mais, mas Eva nunca percebeu. E ele estava mantendo esse sentimento bem trancado, principalmente depois de Eva ter ido para Londres, mas agora que ela está de volta, esse sentimento vem à tona.

A história vai se desenvolvendo com a readaptação de Eva à rotina em sua casa, permeada de algumas reviravoltas do destino, nem todas boas. Com narrativas intercaladas entre Gabriel e Eva, Raiza escreve um romance capaz de emocionar os leitores.

Raiza Varella é apaixonada por livros, animais e séries de tv quase tanto quanto por fast-food e finais felizes… quase! Ela se aventurou pela primeira vez no mundo da escrita com uma trilogia romântica com um toque de conto de fadas e agora publica seu primeiro romance pela Verus. Formada em direito e fissurada por amores impossíveis, durante o dia mora em São Paulo com o marido, o filho, um cão e uma gata cheios de personalidade. À noite se muda para onde suas histórias a levam.

 

Luta pela sobrevivência dos antepassados judeus

História de família da autora é o ponto de partida para romance ambientado na II Guerra

image005.jpgDurante toda a infância, a autora Georgia Hunter acreditava que o seu avô era um típico americano. A surpresa veio quando já estava no Ensino Médio, e precisou fazer um trabalho sobre a história de seus antepassados. Na época, o avô havia falecido há pouco tempo, mas sua avó contou que o marido, com quem fora casada por mais de cinquenta anos, estava entre os trezentos judeus poloneses que sobreviventes de Random, cidade onde moravam trinta mil judeus. Ele serviu de inspiração para Addy, um dos personagens de “Somos os que tiveram sorte”.

O livro relata a mudança na vida da família Kurc com a chegada das tropas nazistas.  Os patriarcas Sol  e Nechuma, que eram prósperos comerciantes, se veêm obrigados a mudar o estilo de vida.  Os judeus começam a ser mal vistos na cidade e sair de casa se torna perigoso. Muitas lojas de donos judeus fecham as portas. Enquanto os filhos mais velhos são convocados para o exército, outros vão para campos de trabalho forçado ou tentam se esconder com documentos falsos. Cada um em sua própria luta pela resistência suportando as dores da opressão, mas na esperança de um dia voltarem a se encontrar.

Addy morava em Paris antes de a guerra começar. Quando os conflitos estouram na Polônia, ele é impedido de sair da capital francesa, até que consegue fugir para o Brasil em um navio.  E é no Rio de Janeiro que, após uma década, ele reencontra a sua família.

“Somos os que tiveram sorte”, livro de estreia de Georgia Hunter, vai dos clubes de jazz parisienses aos campos de concentração poloneses e aos gulags siberianos para mostrar que, mesmo durante o momento mais sombrio do século XX, é possível encontrar uma maneira de sobreviver e até de triunfar.

Georgia Hunter mora em Connecticut com o marido e os dois filhos.