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CRITICA DO FILME LIGA DA JUSTIÇA De ZACK SNYDER

Por Henrique Moita

SnyderCut está entre nós. (Foto: divulgação)

Depois de diversos pedidos dos fãs, eis que ano passado, somos agraciados com a notícia que teríamos a tão esperada versão de Zack Snyder de Liga da Justiça, o SnyderCut. Mas será que é tudo isso? Eu já logo respondo. Não achei essa maravilha toda que muitos estão falando. Melhor que a versão anterior? Sim, é (não que fosse um grande desafio), mas não é uma obra prima. A culpa disso, não é nem do Snyder, mas sim da própria Warner e eu vou explicar o porquê.

Primeiro que comparar Liga da Justiça com QUALQUER filme dos Vingadores, já é errado, e é justamente por isso que a Warner tem um pouco de culpa. Porque, para fazerem o filme dos Vingadores, a Marvel planejou muito bem, fazendo diversos filmes que se juntariam nesse evento. Liga da Justiça tem como filmes prequel apenas “Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Mulher Maravilha” o que acaba culminando em um filme que precisa ter 4 horas para colocar um pouco mais de profundidade em diversos personagens, como Flash e Cyborg (o último, inclusive, mostrando que poderiam ter feito um filme solo muito bom pelas cenas feitas na Liga). Não me levem a mal, foi muito bom terem colocado essa profundidade a mais nesses personagens, principalmente no Cyborg, mas se “filmes de origem” tivessem sido feitos antes, não precisaria, até porque, essas cenas, só foram possíveis graças a duração do SnyderCut.

Segundo, sério que precisava da trilha sonora de uma mulher “cantando” de fundo toda vez que a Mulher Maravilha aparecia na tela lutando? Gente, chega a ser até cômico depois de um certo tempo. O excesso de câmeras lentas foi algo que me pegou um pouco. Esse efeito é OK nas cenas do Flash, por motivos óbvios, mas como eu acabei vendo depois, 10% do filme possui esse recurso, o que é muito, na minha opinião.

Aproveitando que falei do Flash, vamos dar um pouco mais de foco nele agora. Gostei bastante das pequenas mudanças que fizeram no personagem Ele ainda consegue ser o alívio cômico do grupo, como o esperado, mas isso foi mostrado de forma muito mais sutil e menos exagerada. Deu para ver também que ele não é experiente em batalha, sem precisar ficar falando e se mostrando um medroso, como tinha sido feito na versão anterior.

Cyborg também é outro ponto de melhora. Fiquei até com vontade de que tivéssemos um filme solo dele, mostrando sua vida antes do acidente que culminou em sua transformação. Essa profundidade a mais nele, foi importante para que nos importássemos com tudo que acontecia com ele e com seu pai em cena.

Personagens de SnyderCut estão com desenvolvimento melhor. (Foto: divulgação)

Agora vamos a uma adição que eu não vi necessidade nenhuma de termos no filme: Darkside. Para mim, ele foi adicionado nessa versão apenas pelo famoso fan-service. Se ele não tivesse sido colocado, não teria feito diferença NENHUMA para o filme em si. As mudanças do Lobo da Estepe, principalmente na sua motivação de vinda à Terra, foram melhor explicadas e as conversas com Desaad ajudaram bastante nessa questão. Entendo que, na visão do Snyder, teriam mais filmes desse universo, o que tornaria a aparição de um dos vilões mais poderosos da editora uma boa ideia, assim como fizeram com Thanos no primeiro Vingadores, mas se já era sabido que não teríamos continuação, pelo menos em um futuro próximo, para que essa “participação”. Na minha visão, parece que o Snyder sabia o que os fãs iriam querem com isso, que é a famosa hashtag que está bombando no momento, #RestoreTheSnyderverse, que é basicamente um pedido dos fãs para que a Warner deixe o homem trabalhar e fazer os filmes que ele tinha em mente desse universo expandido. Se isso der certo (o que eu acho difícil), ok a aparição, se não der, não terá utilidade nenhuma dele no longa.

Lobo da Estepe. (Foto: divulgação)

Por fim, eu sinto que eu saio dos filmes da DC sempre com a mesma sensação que: é legal esse filme, mas e aí, vocês vão mexer nesse universo expandido? Vão ter mais filmes interligados? Ou agora é cada um por si? Eu espero sinceramente que o filme solo do Flash nos sirva para sanar essas dúvidas e principalmente para estabelecer, ou não, esse grande universo será finalmente definido, como todos queremos.

Minha avaliação final desse filme é 7/10. Ele não é maravilhoso, mas claramente é melhor que a sua versão de 2017. O excesso de câmeras lentas e pode ser um pouco chato realmente, porém não é isso que vai estragar a sua experiência ao assistir ao SnyderCut. Quatro horas realmente podem parecer muito cansativas, contudo acredite que passa rapidinho até e, caso você queira dar uma pausa, ele é dividido em partes para te ajudar nessa questão.

Ah, outra coisa que eu estava quase esquecendo que é importante colocar. Obrigado Snyder por fazer o Coringa do Jared Leto aparecer e ser O Coringa, não um “funkeiro” e #RestoreTheSynerverse.

Lembrando que o filme está disponível para aluguel nas plataformas do YouTube, Google Play Filmes, Looke, Uol Play, Apple TV, Claro, PlayStation, Sky, Vivo e WatchBr, até o dia 7 de abril no valor de R$49,90. Após esse período, ele estará disponível apenas na HBO Max, que chega no Brasil em junho.

CRITICA WANDAVISION

Por Henrique Moita

WandaVision chegou para estrear as séries da Marvel. (Foto: divulgação)

Chegou ao fim a primeira série original do Disney+ voltado para o UCM (Universo Cinematográfico da Marvel). Entre erros e acertos (MUITOS mais acertos do que erros), a produção teve uma boa recepção, no geral, recebendo notas cada vez maiores a cada episódio liberado no serviço de streaming, com uma pequena exceção no último . Agora, vamos a nossa avaliação geral da série.

A ideia já era desafiadora e “inovadora”, principalmente pelo fato da Marvel/Disney quererem homenagear as antigas sitcons americanas. Para uma boa parte do público, os episódios iniciais, nesses formatos, não tiveram uma boa receptividade, pois todos estavam esperando logo pela ação da série. Eu, sinceramente, não sei porque, sendo que já tinha sido deixado mais do que claro que era isso que iria acontecer.

Depois que deixamos as homenagens de lado, e passamos a acompanhar um pouco mais da história geral da série, a aprovação dos fãs, começou a crescer e as teorias, passaram a ser cada dia mais mirabolantes, porém muitas delas se tornaram apenas teorias mesmo, pouquíssimas chegaram a se concretizar. Creio que as mais “decepcionantes” para esses criadores, talvez sejam o fato do Mephisto não ter aparecido, sendo que a cada nova pedra na série, muitos imaginaram que se tratava do demônio da Marvel; o fato da amiga super importante da Monica não ser realmente assim tão importante, já que muitos passaram a acreditar que poderia ser até mesmo a Sue Storm, do Quarteto Fantástico, já sendo inserida do UCM; ou a, na MINHA opinião, a mais frustrante de todas: o fato do Fietro, o Fake Pietro, não ser ninguém relevante na história, sendo apenas um morador de Westville que a Agata usou para fingir ser o irmão morto da Wanda.

Chegando no fim, aí sim tivemos o que podemos chamar de produção Marvel, era poder, luta, discussão filosófica para tudo quanto era lado e finalmente tivemos o tão esperado título de Feiticeira Escarlate dada para Wanda.

Família de Wanda foi um dos destaques. (Foto: divulgação)

Se tratando de atuação, o quarteto da família, Elizabeth Olsen, Paul Bettany, Jullian Hilliard e Jett Klyne realmente dão um show, dando destaque principalmente para as crianças, sempre com muito carisma em suas cenas. Evan Peters, para o que foi chamado, também mandou muito bem, uma pena ser apenas um fan-service que, provável e infelizmente, será descartado dos próximos projetos da Marvel.

Essa é a segunda produção pós Vingadores Ultimato e a primeira a realmente mostrar as consequências dos atos do Thanos. Em Homem-Aranha Longe de Casa, foi usado como pano beeeeem de fundo e muito mais explorado em WandaVision e imagino que ainda será mostrado essas consequências em Falcão e o Soldado Invernal que, para quem gosta de ação, parece que terá do começo ao fim.

Agatha Harkness se mostrou uma grande vilão. (foto: divulgação)

Creio que um dos grandes desafios da Marvel, de agora em diante, seja introduzir essas histórias que vão se passar em suas séries, para os filmes, sem que o público que deixou de assistir, por N motivos, deixe de entender. Um exemplo claro é WandaVision, que aparentemente será muito importante em Dr. Estranho no Multiverso da Loucura, mas isso, vamos deixar para avaliar na hora que for lançado, não é mesmo?

Minha avaliação geral da série, seria um 7,5/10. Ela é uma série boa, sim. Mas não vi esse espetáculo todo que muitos ficaram falando e fazendo vídeos sobre. É uma série legal, que terá muita importância no futuro do UCM, mas creio que ficará um pouco confuso colocar as consequências dela, para quem não assistiu, o que pode atrapalhar um pouco.

tom & jerry

Por Henrique Moita

Tom & Jerry mistura animação com live action. (Foto: divulgação)

O ano é 2021 e a Warner resolveu trazer um gênero de filme que fez bastante sucesso nos anos 90, que mistura live action com animação, dessa vez trazendo Tom & Jerry. Será que ela está nos preparando para o que está por vir em Space Jam 2?

Já vou dizendo que adorava o primeiro filme, tinha inclusive o VHS e assisti diversas vezes, porém ao assistir ‘Tom & Jerry’, eu senti que algo estava um pouco deslocado ali. Não sei se essa história de juntar animação 2D com live action combina hoje em dia. Para completar ainda mais a estranheza que tive, não só a dupla principal era em animação, mas sim todos os animais do filme. Imagino que seja porque eles queriam inserir, não só Tom ou Jerry, mas também vários outros personagens dos desenhos, como o buldogue Spike. Mas ainda assim, ficou estranho. Ainda mais que, no ano passado, tivemos o filme do Sonic, mostrando que com uma boa animação 3D, fiel a aparência do personagem, fica muito mais atual a produção.

Acho que a Warner ficou com medo de sair um novo Pica-Pau com os personagens em 3D e acabaram optando pela versão 2D mesmo.

Tom & Jerry estreou nos cinemas. (Foto: divulgação)

Mas e o filme em si, como ele é?

Bom, ele é uma mistura daqueles filmes de comédia da sessão da tarde com um compilado de episódios de Tom e Jerry: você sabe o que vai acontecer na disputa entre o gato e o rato, mas não deixa de dar risada, como sempre foi e o enredo ao redor do filme não tem nada de muito complexo e que você não saiba como vai se desenrolar.

Achei também que a escalação de Ken Jeong totalmente desnecessária. Como um grande nome da comédia, ele aparece muito pouco e acho que o seu humor seja muito mais voltado para o público adulto do que para o infantil.

Por fim, minha avaliação de Tom & Jerry: O Filme é de 5/10.

Para o público infantil, talvez até funcione hoje em dia e o público adulto sinta um pouco da nostalgia da dupla, porém ainda falta aquelas piadas só para os adultos entenderem nesse tipo de filme, animação 2D com live action realmente não combinam mais e tem um certo desperdício de bons atores de comédia.

CONVENÇÃO DAS BRUXAS

Por Henrique Moita

Quando vi que teríamos um remake de “Convenção das Bruxas”, fiquei animado com o fato. Lembro que assisti ao filme várias vezes na “Sessão da Tarde” ou no “Cinema em Casa”. Então, fiquei ainda mais animado quando recebemos o convite da Warner para assistir ao novo longa.

Admito que tinha bastante coisa que eu não lembrava do filme, mas a história principal, sim. Pois bem, 30 anos se passaram entre as realizações das duas versões do filme e isso se torna bem visível na tecnologia que agora pode ser implantada, tornando diversos efeitos especiais muito melhores.

Remake ‘Convenção das Bruxas’. (Foto: divulgação)

Somado a isso, temos uma representatividade muito maior no filme também e fazendo com que pudessem ser colocadas críticas sociais muito presente nos dias de hoje. Uma das cenas que mais me chamou a atenção para isso é quando a avó (Octavia Spencer) chega no hotel que eles ficarão hospedados. Quem os recebe é um negro, que estranha a presença de uma senhora de cor. Quando está revela que se hospedará lá, ele abre um sorriso, mostrando estar muito contente que pessoas negras possam ter a chance de se hospedar em um hotel que é para a elite.

Outro grande destaque do filme é a atuação de Anne Hathaway como a “Grande Bruxa”. A atriz soube fazer uma líder convincente e aterrorizante.

Porém, como nem tudo são flores em um filme, duas coisas me chamam a atenção de um modo negativo. Primeiro, foi o fato de como as bruxas disfarçam uma de suas principais características. Nos é dito que elas tem uma boca enorme, que sua extensão é de orelha a orelha e que, para disfarçar, elas usam maquiagem, ficando muito parecidas com o Coringa de Heath Ledger, quando não estava com o rosto coberto de maquiagem. Com isso, fica muito visível que tem algo ali, como se fosse uma cicatriz e sério, que NINGUÉM no mundo percebe isso? Ou simplesmente nada comentam? Impossível que não fosse feito nenhum comentário por parte de outras pessoas. Acho que isso poderia ter sido mostrado, pelo menos.

‘Convenção das Bruxas’ original. (Foto: divulgação)

O outro ponto é justamente em algo que, em tese, deveria ter sido melhorado, por conta do avanço nos efeitos especiais, e também envolve a boca das bruxas. Em determinado momento do filme, é feito um close no rosto da Grande Bruxa quando ela está em sua verdadeira forma (careca e com a boca em seu tamanho normal) e nesse momento, da claramente para ver que a boca é feita por efeitos especiais, não parece nem um pouco realista, o efeito ficou meio estranho, dando para notar claramente que aquilo foi feito pelo computar.

Vamos agora a algo que me chamou atenção de modo positivo.

Do mesmo modo que o longa de de 1990, as bruxas tem que usar luvas grandes, que chegam até o cotovelo, porque elas possuem garras. A diferença de uma versão para a outra é que, na primeira são garras “normais”, sendo representadas como se fossem mãos muito longas. Porém, no remake do longa, as garras são mostradas de modo diferente, são como se fossem mãos “normais” que estivessem faltando os dedos anelar e médio. Depois que nos é revelado isso, se você prestar atenção nas bruxas, quando elas estão com luvas, dá para perceber que esses dois dedos parecem falsos, dando muito mais veracidade ao que nos foi apresentado.

Por fim, minha avaliação final de “Convenção das Bruxas” é 6,5/10. O filme é basicamente O MESMO da sua versão anterior, tendo apenas as inovações tecnológicas de diferença e me fez pensar, “será que realmente precisava de um remake do filme?”. A história é interessante e divertida. Talvez o remake tenha sido feito para que o público seja renovado, mas não vejo uma real necessidade para isso.

‘TENET’

Por Henrique Moita

Quando você pensa que já viu de tudo em relação a viagens no tempo, somos apresentados a ‘Tenet’, novo filme de Christopher Nolan. E se tem Nolan na direção, é praticamente certeza que teremos um filme, no mínimo, bom. E com ‘Tenet’, não é diferente.

Mas qual é a proposta da viagem do tempo de ‘Tenet’? Ela é, teoricamente simples.

Imagine que você está assistindo aos famosos VHS, ou, como ficaram conhecidas, fitas de vídeo. Lembra quando tínhamos que usar a função de rebobinar para voltar a um determinado ponto do filme, ou até mesmo assistir novamente? Caso, você fizesse isso da maneira mais lenta, dava para ver as imagens de trás para frente, não é mesmo? É basicamente assim que as pessoas voltam no tempo em ‘Tenet’, como se estivessem rebobinando uma fita.

Porém como isso seria visto por outras pessoas? Esse justamente é a questão. Ficaria estranho não é mesmo? Para resolver isso, as pessoas, quando são “invertidas” (termo usado no filme para quem estaria “rebobinando”), tem que aprender a andar de um modo que, visualmente, para as outras pessoas pareça natural. E isso não é tarefa fácil. Ou pelo menos, não deveria ser…

‘Tenet’ chega aos cinemas. (Foto: divulgação)

Depois dessa “breve” explicação de como funciona a viagem no tempo, vamos ao enredo do filme. Nele, seguimos a história de um ex-agente da CIA, conhecido como O Protagonista (interpretado pelo filho do ator Denzel Washington, John David Washington), que é recrutado por uma organização secreta, para que possa impedir um possível apocalipse, causado por uma Terceira Guerra Mundial eminente. Para isso, ele deve achar pedaços de uma arma, que estão em posse de um renegado russo.

Obviamente, O Protagonista não está sozinho nessa missão e aqui ele é ajudado por Neil (interpretado por Robert Pattinson) durante toda sua jornada. E, para aqueles que ainda se prendem a Pattinson interpretado o “”””””vampiro”””””” Edward na saga ‘Crepúsculo’, esqueçam disso um pouco. Aqui já começamos a ver como ele tem sim capacidade para fazer outros filmes, inclusive os de ação e que o manto do próximo Batman, pode estar sim em boas mãos (não dá para cravar até assistirmos né).

Uma coisa que eu gostei bastante em ‘Tenet’ é que, quando eles tem que andar “invertidos” perto de civis, eles tomam o cuidado de parecer normais. Porém, quando não precisam disfarçar, eles conseguem usar essas imagens de pessoas invertidas até como tática para operações, por já saberem o tempo na qual as coisas vão acontecer (ou já aconteceram).

Em resumo, minha avaliação para esse filme seria 8,5/10. Ele é bom, intenso quando precisa ser, porém tem algumas pequenas forçadas de barra para que O Protagonista se destaque, como aprender MUITO rápido a controlar a inversão, ou até mesmo alguns plot-twists que, ao meu ver, já era um pouco óbvios logo na hora que ocorreram. Mas que Tenet será mais um sucesso para a carreira já consagrada de Nolan, isso é inegável.

Como Cães e Gatos 3: Peludos Unidos

Por Henrique Moita

Primeiramente, gostaria de falar como é bom poder estar de volta a uma sala de cinema e gostaria de agradecer a Warner por possibilitar essa experiência, depois de um graaande hiato, seguindo rigorosamente todas as questões de segurança, por conta do COVID-19.

Dito isso, vamos ao filme. “Como Cães e Gatos 3: Peludos Unidos” é o terceiro filme da saga que iniciou lá em 2001 e caso você não tenha assistido nenhum dos filmes anteriores, não se preocupe, pode ver a sequência numa boa, até porque logo no começo temos uma breve explicação de como chegamos até aqui.

(Foto: divulgação)

Em questão de enredo, ele é bem simples. Um animal misterioso cansou das pessoas comprarem apenas cães e gatos como bichinhos de estimação e cria um plano para que essas duas espécies voltem a brigar muito, para que os humanos deixem eles de lado e comecem a procurar outros animais, como répteis, aves para serem seus “pets”, mas peixes não contam hein (piada interna do filme 😜). Com isso, os dois agentes, o cão Roger (nome dado em homenagem ao tenista Roger Federer, já que seu dono também é um) e a gata Gwen (nome dado em homenagem a cantora Gwen Stefani, pois sua dona é uma cantora e compositora também) tem que descobrir quem está tramando esse plano, ao mesmo tempo que tentam ajudar seus donos com seus problemas pessoais, ou pelo menos todos os problemas que um adolescente de 13/14 anos pode ter (aqui interpretados por adolescentes reais…viu Netflix 🌚).

Mas e o filme, é bom?

Gente, com esse resumão todo, já deu pra ver que o filme é aquele beeeem “Sessão da Tarde” não é mesmo? Então não esperam um roteiro suuuuper elaborado e com grandes surpresas e reviravoltas. Esse é aquela comédia divertidinha de se assistir com as crianças do lado.

Apenas duas coisas me incomodaram bastante durante o filme. Uma é que, em alguns momentos, as patas dos animais são trocadas, deixando bem claro que não são as reais, e são apenas varetas com as pontas simulando as verdadeiras. Isso, inclusive, é até mostrado nos créditos finais do filme. Outra é quando os animais falam. Em determinados momentos, principalmente quando quem está falando é a gata, da para ver claramente a diferença do corpo para a cabeça computadorizada, para que as bocas possam se mexer conforme saem as palavras. Mas como eu disse, isso é a visão de um adulto “chato” que se apega a alguns detalhes que a criançada, com certeza, não vai dar a mínima e vai continuar se divertindo com o filme.

Em resumo, minha avaliação para esse filme seria 6/10. Ele é divertido, sei que é para o público infantil/infanto-juvenil, mas acho que algumas questões técnicas poderiam ser melhores, já que estamos em pleno 2020 e temos tecnologia para fazer melhor.

FORTNITE – O MELHOR DOS DOIS MUNDOS

Por Henrique Moita

Há muito tempo, existe uma disputa entre duas grandes empresas de entretenimento. DC e Marvel travam uma disputa acirrada, seja em quadrinhos, filmes, séries e animações.

Tirando alguns raros crossovers que aconteceram entre as empresas, parecia improvável que veríamos novamente algum material que pudesse ter os personagens das duas editoras.

Até que chegamos a um dos maiores games da atualidade, Fortnite. A Epic Games parece não medir esforços e quer, cada vez mais, unificar esses dois universos em seus jogos

Tudo começou com um evento, que ajudaria a promover um dos filmes mais aguardados de 2018, ‘Vingadores – Guerra Infinita’. Na época, foi “apenas” um modo no qual você se transformava no Titã Louco, Thanos, ao pegar uma Manopla do Infinito. Ela te dava diversos poderes, além de um aumento significativo nos status de vida.

O objetivo era, obviamente, que todos os outros matassem o possuidor da manopla. Quem conseguisse tal feito, tinha a chance de se transformar em Thanos também, já que o item caia no chão. Como todo bom battle royale, quem ficasse por último venceria o jogo.

Depois, para o lançamento de ‘Vingadores – Ultimato’, além de um modo especial, no qual as armas presentes no jogo eram as dos Vingadores, como arco do Gavião Arqueiro, o martelo Rompe Tormentas do Thor e as luvas da armadura do Homem de Ferro.

O jogo também era disputado em dois times. Um seria os Vingadores, enquanto o outro o exército do Thanos. O objetivo era simples: os lacaios do Titã tinham que adquirir as joias do infinito, enquanto os Heróis Mais Poderosos da Terra tentariam impedir que isso acontecesse, caso não conseguissem, tinham que eliminar o inimigo, antes que eles fossem mortos. Junto com esse modo, vieram as primeiras skins da Marvel, Viúva-Negra e Senhor das Estrelas. Ambas chegaram acompanhadas de picaretas e mochilas do seu conjunto. A do Starlord ainda trazia uma asa-delta no formato da nave dos Guardiões da Galáxia.

Então, no passado, vimos que a Epic não iria ter uma parceria apenas com a Marvel. Isso porque tivemos a chegada de um dos maiores personagens da DC Comics, o Batman. Ele não veio sozinho e trouxe junto com a sua skin uma da Mulher-Gato. Para fechar com chave de ouro, uma parte do mapa foi transformada em Gotham, a cidade do morcegão, aproveitando a temática da temporada que falava que vários mundos estavam colidindo no jogo.

Skin de Batman e Mulher-Gato . (Foto: Divulgação)

Agora chegamos em 2020 e parece que a parceria Epic Games com Marvel e DC está a todo o vapor, logo no começo do ano, com o lançamento de ‘Aves de Rapina – Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa’, tivemos a skin da Harley Quinn disponível na loja. Ela vinha com dois estilos, uma com a aparência da personagem em ‘Esquadrão Suicida’ e outra com a de ‘Aves de Rapina. E também veio com duas picaretas, uma em forma de bastão de beisebol, usado no primeiro filme e outra em forma de uma marreta, usada no segundo longa.

Skins de Arlequina. (Foto: Divulgação)

Depois, tivemos a “skin secreta” do Deadpool, na temporada 2. Esse foi ainda mais diferente, já que o Mercenário Tagarela ainda se transformou em um pequeno boss, dentro do mapa, junto com outros que já tinham na época. Quando você conseguia mata-lo, ele dropava uma pistola dupla, que quando dava dano em um inimigo, recuperava parte da sua vida como recompensa. Parece algo “roubado”, mas como o dano era muito pequeno, não era de grande ajuda, fazendo com que muitos players nem pegassem a arma.

A skin do Deadpool trazia dois estilos, uma com a roupa clássica do personagem e outra cinza e preto, sendo a que ele usa na X-Force. Ambas as skins, você tinha a opção de jogar com ele usando ou não a máscara. Aproveitando a referência à X-Force, foi lançada na loja, um conjunto de skins da própria organização. Nela, vinham as do Cable, Dominó e Psylocke. Elas também vieram com as famosas mochilas e picaretas, sempre presentes nesses conjuntos. A última, inclusive, veio com uma asa-delta exclusiva.

Chegando na atual temporada, logo no trailer de apresentação, já nos foi mostrado que a skin extra da temporada (já que não dá mais para chamar secreta, porque eles revelam logo de cara), seria a do Aquaman. Essa é bem particular, pois diferente das outras skins, que por mais que estivessem ligadas aos filmes, não tinham a aparência do ator que os interpretava, é a cara do próprio Jason Momoa. O ator inclusive chegou a compartilhar na sua conta do Instagram o teaser da temporada que mostrava o tridente do Rei dos Mares.

Skin do Aquaman. (Foto: Divulgação)

Então, quando tudo nos levava a acreditar que essa seria uma “temporada da DC”, nos deixando esperançosos que pudéssemos ter um conjunto de skins do filme do Aquaman (seguindo a lógica do que aconteceu com o Deadpool), fomos recebidos com uma skin do Capitão América. Ela entrou na loja na noite do dia 02 e deve ficar até o dia 04, para bater com a comemoração do Dia da Independência dos Estados Unidos. Junto com ela, tivemos um pequeno trailer, que nos deixa agora com a teoria que teremos mais skins do universo Marvel também, já que no fim do trailer, eles focam a maneira como Steve Rogers chegou na ilha do Fortnite. E foi, nada mais nada menos, que usando a Bifrost, a ponte de Asgard.

Skin do Capitão América. (Foto: Divulgação)

Lembrando que, por enquanto, ainda esse ano, teremos duas estreias de filmes ligados a DC e a Marvel, Mulher-Maravilha 1984 e Viúva Negra, respectivamente. Será que teremos skins desses filmes também?

O que nos resta agora é esperar e torcer para que essa parceria entra a Epic Games e as duas empresas continue firme e forte, porque quem tem a ganhar com isso, somos nós, os jogadores.

Luta Por Justiça – Uma Eterna Luta

Michael B. Jordan e Jamie Foxx em novo lançamento da Warner. (Foto: Divulgação)

Por Henrique Moita

Primeiramente, gostaria de dizer que filmes como esse, baseado em fatos reais, deveria ser proibido e ao mesmo tempo exaltado e muito mais divulgado.

Proibido, pois sabemos que será algo que irá aflorar muito as nossas emoções, com histórias pra lá de comoventes.

“Luta por Justiça” começa se passando no ano de 1987 e termina no ano de 1993, e nele acompanhamos a história de Walter McMillian para conseguir provar sua inocência em um crime que não cometeu.

E por mais que esse filme se passe a quase 30 anos, ele não poderia ser mais atual, o que chega a ser triste. Tudo por conta de algo que, por mais incrível que possa parecer, ainda está muito infiltrado em diversos lugares: o racismo.

Em “Luta Por Justiça” podemos ver como muitos policiais, ainda mais em estados conservadores dos Estados Unidos, não pensavam duas vezes antes de apontar um negro como culpado em diversos crimes, por mais que não se tivesse nenhuma prova conclusiva em relação a isso, simplesmente, por serem negros. E só com isso, já dá para notar o fato dele ser ainda muito atual, já que..bem…isso não mudou muito nesse tempo.

Em questão de interpretação, não é muito difícil de imaginar que ela seja a mais autêntica possível, tanto Jamie Foxx (Walter McMillian) quanto Michael B. Jordan (seu advogado Bryan Stevenson) passam uma verdade absurda no sofrimento dos dois personagens, afinal, é muito provável que ele já tenham passado por algum tipo de descriminação ao longo de suas vidas.

Por fim, fico um pouco chateado que esse filme não será um daqueles que terá uma graaaande repercussão, mas aqui, sugiro que todos vão ao cinema, por se tratar de uma história emocionante, do começo ao fim e ainda mais para que todos possamos ver, mais uma vez, como negros sofriam e ainda sofrem muito com a descriminação.

Sonic

Sonic chega aos cinemas. (Foto: Divulgação)

Por Henrique Moita

Primeiramente, temos que parabenizar a Paramount por ter feito algo que poucas empresas realizam: ouvirem os fãs. Quando foi lançado o primeiro trailer do filme e o Sonic parecia ter saído de Chernobyl, muitos fãs foram para a internet criticar (com razão) a aparência do ouriço azul. Por sorte, eles foram ouvidos e o personagem passou por uma repaginação, ficando muito mais fiel ao original.

Outra coisa a se elogiar foi a escalação de Jim Carrey, para viver o vilão Dr. Robotnik/Eggman. Carrey aparenta estar super confortável no papel do excêntrico gênio no mal. Obviamente ele rouba a cena toda vez que aparece na tela e você sempre fica esperando algo engraçado que ele vá fazer ou falar.

Mas e o filme, é bom?

Esse é um assunto meio delicado. Todos sabemos que adaptar jogos, ainda mais os clássicos, para live-action na maioria das vezes, não sai como o esperado.

Então, como adaptar um dos maiores mascotes da indústria, que em seus jogos basicamente só sai correndo, recolhendo moedas, sem uma história muito profunda por trás de tudo isso? Isso foi algo que a Paramount fez até que bem nesse filme, falando que Sonic era de um outro planeta e que teve que se abrigar na Terra.

No geral, “Sonic: O Filme” é um filme bem “sessão da tarde” (e isso não é algo ruim). Não tem uma graaaande história profunda e claramente o público alvo nesse filme foi muito mais o infantil do que o adulto e sua nostalgia, mas é um filme bem divertido de se assistir, seja pelo Jim Carrey, pelo próprio Sonic que também está bem engraçado no filme ou seja até pelas diversas referências que o filme trás (que são MUITAS – desde Velosos e Furiosos, passando por X-Men e se referindo até a um planeta cheio de cogumelos).

Por fim, sim, eu acho que vale a pena ir assistir ao filme. Não vá esperando um filme digno de Oscar, mas sim um filme divertido e para toda a família.

Ah. E tem duas cenas pós-crédito, que me faz ter esperanças em uma, ou mais, quem sabe, futura continuação.

SHAZAM!: A DC CONTINUA ACERTANDO

Por Henrique Moita

Apesar de ainda não sabermos de como seguira o universo unificado da DC nos cinemas, a Warner nos apresenta mais um personagem. Dessa vez, um com não tanta fama quanto seus antecessores, SHAZAM! vem para definir, aparentemente de vez, que os filmes da DC/Warner terão uma pegada mais leve nos seus filmes e abandonam de vez aquele estilo um pouco mais dark que vinha sendo utilizado.

E vamos concordar, que coragem da Warner de lançar um filme entre Capitã Marvel e Vingadores: Ultimato. Porém, o filme não decepciona e atende ao esperado, nos entregando muita diversão ao assistir e que, com certeza, será um grande sucesso de bilheterias.

SHAZAM! vem consolidar a DC nos cinemas. (Foto: Divulgação)

Vamos então aos destaques do filme, ao começar pelos atores:

Primeiro, obviamente, ficamos com Zachary Levi, que interpreta o personagem principal, SHAZAM. E que trabalho de Zachary. Ele consegue mostrar claramente que é uma criança de 14 anos no corpo de uma pessoa mais velha com superpoderes, mostrando toda a leveza e humor, na medida certa, que o personagem merece.

Em segundo lugar, vou colocar o ator Jack Dylan Grazer, que interpreta um dos irmãos adotivos de Billy, Freddy Freeman. Esse creio ser um daqueles atores mirins prodígios, que espero, consiga seguir uma grande carreira no mundo do cinema. Jack já tinha demonstrado uma boa atuação em IT – A Coisa, porém em SHAZAM! ele tem o seu destaque, sendo praticamente um mentor, apesar da idade, para o herói da história, graças ao seu fanatismo por super-heróis.

Por fim, o último destaque, mas um dos melhores, na minha opinião, na questão de atores, fica para Faithe Herman, que interpreta a irmã adotiva mais nova de Billy, Darla Dudley. Com Faithe na tela, é praticamente garantia de risada. A irmãzinha tagarela de Billy é muito fofa e consegue causar uma empatia instantânea com o público

Como sou saudosista, gostaria de deixar também a menção ao ator John Glover, que ficou conhecido por interpretar o pai do vilão Lex Luthor no seriado Smallville no começo dos anos 2000. Dessa vez o ator volta a interpretar o pai de um vilão, dessa vez do Dr. Silvana. As características dos dois papeis são as mesmas, mas foi uma surpresa ver um rosto tão familiar na tela.

Enfim, SHAZAM! é um filme muito bom, muito divertido e que vem, espero, estabelecer esse tom muito mais leve nos filmes dos heróis da DC. Agora, é esperar a decisão de como seguirá esse universo unificado e aguardar os próximos filmes.

Ah, e para aqueles que não sabem, SHAZAM, tem que ser escrito dessa forma mesmo, pois o nome do personagem é a junção das iniciais dos nomes dos deuses de quais seus poderes são originados. S de Salomão, H de Hércules, A de Atlas, Z de Zeus, A de Aquiles e M de Mercúrio.