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Villa Brunholi completa 30 anos de turismo e gastronomia em Jundiaí

Reconhecido pela culinária italiana e vinhos tradicionais, complexo também tem inovado portfólio e é o primeiro exportador de caipirinha 100% natural

Há 30 anos, a família Brunholi iniciava a empreitada de transformar as terras que abrigavam plantações de uva para fabricação de vinhos e sucos em algo maior – um complexo que reuniria restaurante, turismo e uma lojinha para vender as delícias fabricadas no local: vinhos, licores, geleias, sucos, doces e massas. O que iniciou como um pequeno negócio inovador, é hoje um dos principais pontos do turismo de enogastronomia do interior de São Paulo, tendo em torno de 100 colaboradores e produtos premiados internacionalmente.

Ao longo dos anos, a Villa Brunholi expandiu e se tornou um complexo de turismo completo: serve almoço e jantar à la carte durante a semana, às sextas a noite, os clientes ainda podem aproveitar o Festival de Massas, que, com um valor único por pessoa é possível provar vários pratos do menu. Aos finais de semana, um café colonial com pães, bolos, geleias, antepastos e várias delícias produzidas no local. A opção é um verdadeiro convite a um descanso no redário após a refeição e uma caminhada pelo pomar e mini-fazenda, que depois pede uma nova parada no restaurante para um almoço autenticamente italiano: molhos e massas produzidos no local, e as ervas do molho pesto são colhidas diretamente na horta da Villa Brunholi, com um perfume e sabor irresistíveis.

Viila Brunholi completa 30 anos. (Fotos; Edu Guimarães)

Para Sandra e Paulo Brunholi, irmãos e quarta geração à frente do empreendimento familiar, o crescimento do local sempre foi gradativo e constante. “Tudo começou com a venda dos vinhos, depois iniciamos uma pequena loja, 10 anos depois, reformamos e se tornou uma adega. Na sequência, inauguramos o restaurante, depois veio a fábrica de bebidas, ampliamos a adega e construímos o Museu do Vinho. É um crescimento que nunca para, sempre de olho nas tendências e nos turistas, buscando oferecer diferenciais e comodidades, como é o caso da nossa brinquedoteca que tem um espaço amplo e várias atrações para as crianças”, relembra Paulo, que é também engenheiro químico e criador de bebidas autênticas da casa.

Apesar da tradição do local estar ligada aos vinhos Brunholi, a inovação não poderia ficar de fora, e a Villa Brunholi tem uma linha de cachaças premiadas, como é o caso da Cachaça Ouro, que recebeu medalha de ouro no Festival de Bruxelas, e a Cachaça Premium Envelhecida, que ganhou medalha de ouro no Concurso Nacional de Destilados do Brasil. O portfólio de bebidas também ganha destaque com o gin Decreto 89 e a estrela da adega: a Caipirinha Brunholi, que é 100% natural e conquista turistas de todas as partes, sendo a primeira caipirinha engarrafada que leva apenas três ingredientes: cachaça, limão e açúcar. A novidade já tem sido exportada e vem conquistando espaço na República Dominicana, Reino Unido e Portugal.

Enoturismo é na Villa Brunholi. (Fotos; Edu Guimarães)

Com o intuito de comemorar o marco de 30 anos, a Adega Brunholi lança, em setembro, a nova bebida do portfólio: o Limoncello Brunholi, trazendo uma homenagem às raízes italianas, já que a bebida é quase “uma caipirinha italiana”. Também foram desenvolvidos pratos e sobremesas que harmonizem com a novidade, deixando o menu do restaurante com pedidos especiais para marcar essa nova fase.

Festa especial acontece em setembro

No dia 21, a partir das 20h, é comemorada a festa de 30 anos da Villa Brunholi, com menu desenvolvido pelo chef Gilli Lima, reconhecido pelo trabalho internacional na Itália e Grécia, com entrada, prato principal, sobremesa, água e vinho Brunholi inclusos. O valor para participar do jantar é de R$150 (individual) ou R$250 (casal) e a festa conta com músicas italianas do I Cantanti D´Italia, um grupo tradicional de Jundiaí, que resgata as tradições italianas. Informações pelos telefones: (11) 4584-1219 e (11) 4584-7619.

Confira o menu:

Mesa de pães e antepastos de entrada – pão italiano, focaccia, ciabata, grissini, corniccione ao limone, salame italiano e lombo defumado, provolone, parmesão, gorgonzola e brie com mel, sardela, alichela, antepasto de berinjela e azeitonas

Pratos principais (empratado em serviço sequencial) – risoto da casa com linguiça calabresa fresca ao alecrim, abóbora kabocha e pimenta biquinho; rondelle de espinafre com ricota, mozarela, catupiry e tomate seco ao molho branco; cordeiro ao molho de vinho branco, acompanhado de coalhada seca com hortelã e batatas rústicas.

Sobremesa – Trilogia de chocolate -três mini sobremesas especiais da casa (cannoli de Nutella, tiramissu e chocoterapia, um exclusivo brownie, mergulhado em ganache de chocolate e coberto com chantilly e farofa de pistache, servido com sorvete de creme).

36 ª Festa da Uva de Jundiaí espera atrair 175 mil visitantes

Evento completa 85 anos de tradição

Um dos tradicionais eventos que acontece no interior de São Paulo é a Festa da Uva, em Jundiaí, a maior festa da uva do Estado, que neste ano, está em sua 36ª edição e completa 85 anos de história. Segundo os organizadores, durante os primeiros quatro dias, cerca de 60 mil pessoas passaram pela festa. A expectativa é atrair 175 mil visitantes até o encerramento, 45 mil a mais em relação ao ano passado.

Com 3 pavilhões (Espaço Bem-Vindo, Vila do Vinho, Pavilhão das Frutas), área do Empório e também do Deguste Jundiaí, a Festa da Uva, que ocorre simultaneamente com a 7ª Expo Vinhos traz atrações como apresentações de teatro e dança, exposições de frutas, venda de vinhos, espumantes e produtos artesanais, workshops enogastronômicos e espaço kids. O destaque é a tradicional cerimônia da pisa da uva, aos sábados e domingos, às 14h30, com participação dos visitantes. Em alguns horários ainda é possível tirar fotos com Pompéia Fabrício, Rainha da Uva, de 1947 e Embaixadora da edição 2019.

Festa da Uva vai até esse fim de semana. (Foto: Divulgação)

“O evento é importante não só para os visitantes, como também para quem é da região. Com a expansão do enoturismo em Jundiaí, os produtores locais estão cada vez mais produzindo novos rótulos, como por exemplo, os espumantes que podem ser uma nova tendência da cidade”, afirma o presidente da cooperativa de vinho artesanal de Jundiaí, Amarildo Martins.

Destaque desta edição é o lançamento dos espumantes de uva Niágara Rosada, variedade que nasceu de uma mutação somática espontânea da Niágara branca e que é considerada um tesouro de Jundiaí. Além da novidade, as tradicionais frutas da região também fazem sucesso. Nos quatro primeiros dias de evento foram vendidas cerca de 24 toneladas de frutas e a tendência é que os números aumentem muito mais.

Como chegar

Para quem vai de transporte público de São Paulo há duas opções: os ônibus que saem a cada 30 minutos dos terminais rodoviários da Barra Funda ou Tietê e também, pela linha 7 – Rubi, da CPTM. Para quem vai de carro, Jundiaí está localizada a 60 quilômetros da capital paulista, cerca de uma hora de viagem.

Para quem já é da região: da estação ferroviária, o melhor acesso é o ônibus 712- Terminal Vila Arens – Jardim Guanabara. Da rodoviária, as linhas 522 e 527 também passam pelo local. Dos bairros, há opções que podem ser consultadas nos sites da companhia de ônibus da cidade.

Serviço

Dias:   1,2 e 3 de fevereiro

Horários: sexta-feira, das 18h às 22h

Sábado, das 10h às 22h / Domingo – das 10h às 20h

Local: Parque Comendador Antônio Carbonari – Parque da Uva – Av. Jundiaí s/n

Informações pelo telefone (11) 4582-4514 ou pelo site https://festadauva.jundiai.sp.gov.br/.

Entrada gratuita

Ação solidária de 1 quilo de alimento não perecível

Tesouro de Jundiaí: Niágara Rosada deu início a festa da uva na região

Em sua 36ª edição, evento completa 84 anos de história

Jundiaí, a cidade localizada a pouco mais de 60 quilômetros de distância de São Paulo é conhecida, atualmente, pelo turismo e gastronomia que são fortes na região. Mas, foi em 1933 que o tesouro da cidade, a uva niágara rosada, que só nasce em Jundiaí, surgiu e deu início à tradicional Festa da Uva, que este ano, completa 84 anos de história de uma fruta tipicamente brasileira.

A agricultura jundiaiense ganhou um fenômeno que mudou a história e cultura da cidade. À partir de uma mutação somática espontânea da niágara branca, ocorrida no bairro de Traviú, surge uma nova variedade: a niágara rosada. E foi ela quem motivou a realização da primeira Festa da Uva de Jundiaí, em 1934, que teve como principal objetivo, a divulgação da fruta, que atualmente já está em processo de reconhecimento de indicação geográfica, um certificado que garante que a uva é originária da cidade.

Festa da Uva em Jundiaí chega a 84ª edição. (Foto: Divulgação)

Para Orlando Stek, agricultor do bairro de Traviú, a uva niágara rosada é como um tesouro encontrado em Jundiaí. “Com o aparecimento dessa uva na região foram enxertados outras delas para dar início a propagação desta variedade. Hoje ela é como um tesouro de Jundiaí, ela já se destaca no mercado e conquista a preferência e curiosidade de inúmeros consumidores”, conta.

Agora, entre janeiro e fevereiro de 2019 acontece a 36ª edição da Festa da Uva, junto com a 7ª Expo Vinhos. Durante o evento acontece uma série de atrações como exposições de uvas, carros antigos, artesanatos e orquídeas, premiações de uvas, cortejos e atrações circenses, festival de bandas, workshops enogastronômicos, passeios turísticos e ciclísticos, e também, a tradicional cerimônia da pisa da uva, que ocorre aos sábados e domingos, às 14h, nela todos são convidados a dançar nas tinas sobre a uva, como nas antigas tradições da produção de vinho.

A festa atualmente passa também por uma reformulação, com novidades e atividades que, segundo o agricultor Renê Tomasetto, tem como objetivo resgatar a importância do evento para a cidade e levar produtos de qualidade para a festa. “No início este evento acontecia em outro local e a cada quatro anos. Nas décadas de 50 e 60 foram as melhores festas e onde tinha o maior número de visitantes. Agora, nós tentamos resgatar os valores dela e trazer à tona a história e importância dos agricultores”, afirma.

Com o crescimento da Festa da Uva, a organização mudou o foco do evento e passou a trabalhar com grandes artistas, isso fez com que a essência da festa se perdesse. Com isso, o grupo de agricultores, junto à prefeitura, tem trabalhado para resgatar as tradições para que as famílias, crianças, jovens, adultos e idosos possam curtir um ambiente dedicado a cada um, celebrando um novo ano de conquistas e colheitas.

Ainda segundo Tomasetto, a festa também resgata a importância regional, porque agricultores, campineiros e produtores de vinhos voltaram ao evento e isso gera a curiosidade dos visitantes. “Além disso, a festa também auxilia a valorizar o turismo, gastronomia e até a economia local, o que é ótimo, porque já somos conhecidos como a terra da uva”, completa.

A festa também é conhecida como um evento tradicional de Jundiaí, marcada pelos valores da agricultura familiar, turismo regional e gastronomia. Segundo os organizadores, nos últimos eventos cerca de 150 mil pessoas visitaram a região.

“O evento é importante não só para os visitantes, como também para quem é da região. Com a expansão do eno turismo em Jundiaí, os produtores locais estão cada vez mais fazendo novos rótulos, como por exemplo, os espumantes que podem ser uma nova tendência da cidade”, afirma o presidente da cooperativa de vinho artesanal de Jundiaí, Amarildo Martins.

Entre as bebidas que estarão presentes na festa estão vinhos de mesa, tinto seco e suave, branco, diversos espumantes, que são fortes na região, licores, cachaças entre outros drinks.  A abertura do evento está marcada para o dia 17 de janeiro (quinta-feira).

“Ver esse evento acontecer é uma sensação incrível, além de divulgar o produto que a tanto tempo é o mais importante da agricultura local, traz para nós o valor do cooperativismo entre os agricultores. A realização da festa mostra a importância do produtor e seu papel na preservação e divulgação da cultura e das terras de Jundiaí”, finaliza o agricultor, Orlando Stek.

Serviço

Dias:  17,18,19,20 e 25,26 e 27 de janeiro / 1,2 e 3 de fevereiro

Horários: Quinta-feira (17) – às 18 hrs / Sextas-feiras – das 18hrs às 22hrs /

Sábados – das 10h às 22h / Domingos – das 10h às 20

Local: Parque Comendador Antônio Carbonari – Parque da Uva – Av. Jundiaí s/n

Informações pelo telefone (11) 4589-8580

Entrada gratuita

Ação solidária de 1 quilo de alimento não perecível

Rodízio de massas acontece todas as sextas a noite no Villa Brunholi

De lasanha à espaguete ao sugo, o restaurante oferece diversas opções no cardápio

Lasanha ao sugo, bolonhesa e quatro queijos também. Mas não deixe o nhoque, talharim e molho branco ou pesto de fora. No rodízio de massas do Villa Brunholi, as receitas da nonna são servidas sem moderação, para que os visitantes possam apreciar um menu farto cheio de sabores da Itália reunidos em um dos endereços mais tradicionais de Jundiaí.

Quando se fala em rodizio de massas, o complexo turístico e gastronômico Villa Brunholi é referência e altamente recomendado pelos moradores de Jundiaí e turistas. Depois de uma semana de trabalho nada melhor do que começar o fim de semana se deliciando com as massas artesanais oferecidas pelo restaurante de tradições italianas, ou seja, muita fartura, sabor e qualidade.

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Massa na Villa Brunholi é servida em rodízio toda sexta-feira a noite. (Foto: Divulgação)

Por mais que a praticidade da massa pronta nos dê uma boa ajuda em casa, reservar um dia da semana para saborear massas frescas que derretem na boca, é imperdível. E ir com muita fome é imprescindível, pois a quantidade de pratos que chegarão à mesa será muito difícil de resistir.

O restaurante fica apenas 40 minutos da capital e oferece mais de dez tipos de massas frescas. O rodízio acontece toda sexta a partir das 19h, mas para quem gosta de sair da rotina e experimentar pratos diversos, o cardápio além de ser recheado de sabores, muda semanalmente.

As massas geralmente são bem democráticas e agradam do paladar mais simples ao refinado. Paulo Brunholi, CEO do complexo turístico e gastronômico Villa Brunholi, disse que às sextas-feiras, o fluxo de pessoas aumenta muito e que cada vez comparecem pessoas de outras cidades. “Costumo conversar com as pessoas que frequentam o restaurante, sempre pergunto de onde elas são e é comum pessoas de cidades como Vinhedo, Campinas e São Paulo. Às vezes fico surpreso com o sucesso que as receitas da nonna faz”, destaca, Brunholi.

Além da diversidade de massas, as entradas também são variadas, para todos os gostos, desde a saladinha até o tradicional frango com polenta. Tudo servido á vontade pelo preço de R$ 57,90. Crianças de até cinco anos não pagam e de seis anos até 11, pagam meia.

O interessante do rodízio ser as sextas feiras, é a possibilidade de prolongar o passeio para o fim de semana, “ O complexo turístico Villa Brunholi, também faz parte da Rota da Uva. O legal é aproveitar o rodízio e conhecer os pontos do roteiro turístico no sábado. Há boas opções de hotéis ótimos com valores atrativos”, finaliza.

O restaurante está localizado na avenida Humberto Cereser, 5900, Caxambu – Jundiaí.

Rota da Uva de Jundiaí é excelente opção de lazer perto da capital

Turismo e gastronomia de cores, paisagens, sabores e muita fartura

Já pensou em fazer uma pequena viagem de fim semana com toda a família bem pertinho de São Paulo? A Rota da Uva de Jundiaí é uma excelente opção. A Rota é localizada nos bairros Caxambu, Toca, Colônia e Roseira, todos na zona rural da cidade. São 27 locais entre restaurantes, adegas, sítios, bares, quiosques disponíveis para o turista visitar. Além destes, a Rota sugere a visitação em mais 7 lojas de produtos como linguiças artesanais, cervejas e frutas.

A região tem grande influência italiana devido a instalação de imigrantes da região de Veneto, por exemplo. Para o presidente da Associação da Rota da Uva e CEO do complexo turístico e gastronômico Villa Brunholi, Paulo Brunholi, hoje os filhos ou netos daqueles que chegaram ao Brasil, ainda tentam manter as tradições aprendidas com seus pais e avós, transformando Jundiaí em um grande complexo turístico rico gastronomicamente. “A proposta do passeio, é mostrar a cultura local e tentar manter as tradições e a história da imigração italiana na cidade, que se mantém viva nos corações de quem mora na cidade e queremos que seja levada no coração dos turistas”, comenta.

São 10 restaurantes que o turista pode visitar e aproveitar para se deliciar com muita fartura, como por exemplo almoçar no restaurante e adega Beraldo di Cale, onde tem tudo aquilo que se espera e muito mais. Antes do almoço é sugerido degustar a Mexeriquinha, cachaça com um leve sabor da fruta que leva o nome, para abrir o apetite. Uma bela salada acompanhada de queijos regados com um pouco de azeite ou uma generosa porção de polenta, podem ser servidas como entrada. O restaurante, de forte influência italiana, serve massas frescas todos os dias no almoço e no jantar.

A Vendinha do Alto, é um restaurante também de origem italiana, mas pode ser uma boa ideia, passar uma tarde lá. O ambiente é bem caseiro e as funcionárias fazem com que você se sinta em casa, principalmente pelo carinho e capricho que o ambiente proporciona. O pão de torresmo com um cafezinho é a grande pedida para os turistas. Além disso, a torta de abacaxi é altamente recomendada pelos moradores da região.

Para os amantes de frutos do mar, nem tudo na região é sobre massa fresca. O restaurante Italianão, apesar do nome, serve generosas porções de filé de tilápia, camarões empanados e diversos pratos com ingredientes frescos e sabores do mar. Mas para quem não gosta ou é alérgico a este tipo de alimento, o restaurante também serve massas, parmegianas, risotos e picanha.

Começar o dia com o café colonial do complexo turístico e gastronômico Villa Brunholi, é imperdível. São três mesas fartas de comidas, entre doces e salgados, pães e bolos, sucos, café, chocolate quente. Dentre os mais de 80 itens, do café colonial servido aos sábados e domingos, o pudim de uva com queijo mascarpone, premiado no Festival de Sabores de São Paulo, sempre marca presença.

No Villa Brunholi, o visitante além de se deliciar com as comidas preparadas ali mesmo, pode conhecer a mini fazenda, com porco, cabras, pavão, coelhos e mini-horse, diversão garantida para as crianças. Todas as árvores do complexo, são frutíferas e são disponíveis para os visitantes. Além disso, tem uma pequena horta onde os turistas podem pegar alguns temperos como tomilho e alecrim, por exemplo.

A Adega Maziero, é um ponto mais que especial para os religiosos. O vinho rosé suave produzido pela adega, foi escolhido para a celebração das missas realizadas pelos dois últimos papas que visitaram o Brasil, Bento XVI e Francisco. Padre Pedro, contou como foi feita a seleção do vinho. “Membros da organização brasileira escolheram vinhos de 23 lugares diferentes, destes, 3 foram selecionados e levados ao Papa, para que ele escolhesse o melhor”, conta o padre com um sorriso orgulhoso no rosto.

Na adega do português, a única adega da região que não tem origem italiana, os homens não têm vez. O sítio e a adega estão sob o comando gentil da Angela Moniz e mais duas mulheres. Os pais da Angela vieram de Portugal e partiram do mesmo princípio dos vizinhos italianos e seguiram no cultivo de uva e produção de vinho. Com a idade avançada dos pais, Angela tomou a frente dos negócios e decidiu que é hora de dar a vez às mulheres. “Um dia me dei conta de que seu eu fosse tocar a adega, eu não faria como uma adega machista dos anos 60. A mulher merece e tem capacidade de ocupar o espaço na agricultura”, disse.

Na Rota Da Uva nem tudo é sobre comer e provar vinhos, os turistas podem visitar o hortifrúti da família Miossi. Alface, rúcula, couve, salsinha, espinafre, todas as hortaliças são cultiva sem adição de agrotóxicos. Se quiser adquirir algumas hortaliças, é só colher diretamente da plantação. Uma excelente atividade de interação com a terra e alimentos para as crianças.

Kioske Roseira, é uma das lojas especiais sugeridas pela Rota. Lá é onde se pode experimentar a tradicional coxinha de queijo da cidade. Embora o sabor de coxinhas mais popular no Brasil, seja de frango, algumas acrescidas de catupiry, em Jundiaí a escolha tradicional é de queijo. As coxinhas mesmo que que se chamem no diminutivo, são bem grandes, então é importante visitar o quiosque de barriga vazia. Comer as coxinhas junto com o delicioso suco natural de uva é uma excelente combinação.

Para conhecer a Rota da Uva, o turista pode ir por conta própria mas o indicado é fazer um tour guiado. Estes passeios guiados acontecem aos primeiros, terceiros e quartos sábados de todo mês, saindo da estação ferroviária de Jundiaí, por volta das 10h30 e custa apenas R$25.

A nova cara do turismo em Jundiaí

Turismo rural é a nova aposta da cidade

Jundiaí é uma cidade focada no turismo de negócios, com seu polo industrial em pleno crescimento, mas há pelo menos 4 anos essa história vem mudando, e as propriedades rurais da região passaram a abrigar novas fontes do setor. Nesse período, foram criadas cinco rotas turísticas contemplando todas as regiões da cidade e em dois anos triplicou suas unidades hoteleiras de duzentas para cerca de seiscentas, além da chegada de três grandes redes. Um exemplo dessa expansão do turismo rural é o Villa Brunholi.

A história da família Brunholi se inicia em 1889, quando Antônio Brunholi deixou a Itália e instalou-se em Jundiaí. Aos poucos, o pedaço de terra adquirida por Antônio no bairro do Caxambu, deixou de servir somente à agricultura e passou a abrigar uma adega, sendo esta a primeira ideia de expansão dos negócios da família.

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Villa Brunholi aposta em ruralismo para atrair os turistas. (Foto: Divulgação)

“Meu avô Antônio se dedicou a vitivinicultura desde que comprou o sítio, mas foi a partir dos anos de 1950 que os vinhos aqui produzidos começaram a ganhar fama na região”, comenta Paulo Brunholi, sócio do complexo turístico e presidente da Rota da Uva. “Já na época do Plano Collor, a agricultura sozinha não gerava mais uma renda satisfatória e assim nasceu a adega”.

A nova adega fez com que o Villa Brunholi se tornasse um ponto turístico da região, e a família resolveu ampliar ainda mais os negócios. “Criamos o restaurante, e isso foi agregando serviços,” diz Paulo. “Depois montamos o museu do vinho, visando resgatar um pouco de nossa cultura. A partir disso fomos criando novos produtos e atrativos para os turistas que frequentam o local, como nossa mini fazenda e playground para as crianças”.

O ramo das bebidas, que começou somente com o crescimento do vinho no mercado, se diversificou e hoje o Villa Brunholi conta com uma cachaça premiada no Concurso Mundial de Bruxelas e uma Caipirinha que já é exportada para o Reino Unido.

De geração em geração, o Villa Brunholi foi ganhando a forma que tem hoje. Situado na Rota da Uva, a mais importante e movimentada rota da cidade de Jundiaí, que recebe mais de 8.000 turistas todo final de semana, o complexo turístico recebe visitantes que estão em busca de ar puro, muito verde e uma alimentação com a tradição da Nonna.