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Confira 5 filmes e séries na STARZPLAY que vão despertar seu lado artístico

La La Land. (Foto: divulgação)

Se você canta no chuveiro ou dança com a vassoura, essa lista é para você! O premiadíssimo La La Land chega ao catálogo da STARZPLAY nesta terça, 3 de agosto. Vencedor de seis Oscars, o musical apaixonante conta a história da aspirante a atriz Mia (Emma Stone) e do pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) que, enquanto buscam oportunidades na competitiva Los Angeles e perseguem fama e sucesso, tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo. E, para entrar no clima, selecionamos 5 produções, entre filmes e séries, para você que tem ou ainda não descobriu seus dons artísticos. Aqueça a voz, prepare o texto e a coreografia e depois é só dar o play!

Blindspotting

(Foto: divulgação)

Quem é fã de rap e slam vai se apaixonar por “Blindspotting”. Embalado por muita música e dança, a comédia dramática é uma continuação do filme homônimo de Rafael Casal e Daveed Diggs. A série é é centrada em Ashley (Jasmine Cephas Jones), que está beirando uma vida classe média em Oakland até que Miles (Rafael Casal), seu parceiro há 12 anos e pai do seu filho, é repentinamente encarcerado, deixando-a em meio a uma crise existencial caótica e bem-humorada quando é forçada a morar com a mãe de Miles, Rainey, vivida por Helen Hunt. A série marca ainda o retorno de Hunt à TV. 

Step Up: High Water

(Foto: divulgação)

Inspirada na franquia “Ela Dança, Eu Danço”, Step Up: High Water gira em torno de Janelle Baker (Lauryn McClain), uma ambiciosa dançarina de hip-hop que, ao lado do irmão gêmeo Tal (Petrice Jones), sai do subúrbio de Ohio para viver com o tio, Al Baker (Faizon Love), em Atlanta. Entusiasmados com a cena cultural da cidade, os dois jovens tentam navegar em seu novo mundo, fazendo de tudo para entrar em uma cobiçada e acirrada escola de artes, a High Water Performing Arts School. Mas eles logo descobrem que não vai ser fácil realizar seus sonhos dentro e fora da pista de dança. A série conta com a presença mais que especial de Ne-Yo e da saudosa Naya Rivera.

Ela Dança, Eu Danço

(Foto: divulgação)

O filme conta a história de Tyler Gage (Channing Tatum), que após depredar um colégio, é enviado para fazer serviços comunitários em uma escola de artes. Lá ele conhece Nora Clark (Jenna Dewan), uma bela aluna de dança moderna que precisa urgentemente de um novo parceiro. Tyler está acostumado com as danças de rua, mas reluta à ideia de ser o novo parceiro de Nora. Aos poucos ele aceita a ideia e passa a se envolver com a dançarina.

Dirty Dancing

(Foto: divulgação)

O clássico “Dirty Dancing” vai te fazer arrastar os móveis e dançar pela sala ao som de “The Time Of My Life”. O filme conta a história de Frances (Jennifer Grey) que, na esperança de curtir sua juventude, fica decepcionada ao descobrir que vai passar o verão de 1963 com os pais em um resort na sonolenta região de Catskills. Mas sua sorte muda quando ela conhece o instrutor de dança do resort, Johnny (Patrick Swayze), um rapaz com um passado bem diferente do dela. Quando ele a coloca como sua nova parceira, os dois acabam se apaixonando.

Streaming do Telecine apresenta clássicos em ritmo de musical

Não é de hoje que os musicais roubam a cena nos prêmios mais importantes da indústria do cinema. Antes de La La Land Rocketman Os Miseráveis conquistarem o público e a crítica, o gênero musical já tinha o seu valor desde a década de 1950. Julie Andrews, Doris Day, Elvis Presley e Frank Sinatra são alguns dos nomes que se arriscaram a atuar, cantar e até dançar nas telas, e conseguiram com êxito.

Em 1961, o cineasta Robert Wise lançava sua versão da história de Romeu e Julieta em Amor, Sublime Amor. O roteiro adaptado por Ernest Lehman de um espetáculo da Brodway originou o musical mais premiado da história com 10 estatuetas do Oscar, três Globos de Ouro e dois Grammys.

No mesmo ano o cantor Elvis Presley elevava sua carreira no cinema à outro patamar com Feitiço Havaiano. Na trama ele interpreta Chad Gates, um soldado que larga o exército e volta para sua casa no Havaí. A trilha sonora do filme concorreu ao Grammy no ano seguinte.

Julie Andrews se eternizou no gênero logo em sua estreia no cinema com o papel de Mary Poppins. O longa lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz e o Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz de Comédia ou Musical. Em Lili, Minha Adorável Espiã, a atriz recebeu uma indicação do Globo de Ouro por sua atuação como a famosa cantora que trabalha como espiã durante a Primeira Guerra Mundial.

Todos os filmes estão disponíveis no streaming do Telecine , hub de cinema mais completo do país que reúne mais de dois mil títulos em seu catálogo. Os primeiros 30 dias de acesso à plataforma são gratuitos para novos usuários.

Lili, Minha Adorável Espiã

Lili é uma jovem inglesa que trabalha como espiã para os alemães durante a Primeira Guerra. Em sua missão, ela passa a seguir um aviador americano, com o objetivo de conseguir informações secretas. Mas sem perceber, acaba se apaixonando por ele, complicando sua posição com o Coronel Kurt Von Ruger.

Direção: Blake Edwards
Elenco: Julie Andrews, Rock Hudson, Jeremy Kemp
EUA. 1970. Musical. 140 min.
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Cléo Das 5 Às 7

Em Paris, a cantora Cléo faz um exame para descobrir se está com câncer. O resultado sai em duas horas, então ela decide andar pelas ruas da cidade enquanto aguarda. Com dúvidas sobre como agir diante da doença, a bela acaba cruzando com Antoine, um jovem militar que está prestes a partir.

Direção: Agnès Varda
Elenco: Corinne Marchand, Antoine Bourseiller, Dominique Davray
França. Itália. 1962. Musical. 86 min.
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Os Guarda-Chuvas do Amor

Geneviève Emery é uma jovem francesa que ajuda a mãe viúva a tocar o negócio de guarda-chuvas da família e que está apaixonada pelo humilde mecânico Guy Foucher. Mesmo sem o apoio da matriarca, ela segue na relação que fica abalada quando, por uma obra do destino, Guy é convocado pelo exército.

Direção: Jacques Demy
Elenco: Catherine Deneuve, Nino Castelnuovo, Anne Vernom
Alemanha. França. 1964. Musical. 88 min.
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Feitiço Havaiano

Após servir ao Exército, Chad volta para casa e quer aproveitar a vida se divertindo e surfando. Enquanto seu pai faz pressão para que ele trabalhe no negócio da família, Chad arruma emprego na agência de turismo de sua namorada. Lá, aproveita para seduzir as funcionárias com suas canções de amor.

Diretor: Norman Taurog
Elenco: Elvis Presley, Joan Blackman, Angela Lansbury
EUA. 1961. Musical. 101 min.
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Amor, Sublime Amor

Nas ruas de Nova York, as gangues italiana e porto-riquenha dos Jets e dos Sharks, respectivamente, batalham constantemente por território. Quando Tony, dos Jets, conhece Maria, irmã do líder dos Sharks, eles se apaixonam perdidamente, levando o conflito entre suas famílias a um destino trágico.

Diretor: Jerome Robbins, Robert Wise
Elenco: Natalie Wood, Richard Beymer, Rita Moreno, George Chakiris, Russ Tamblyn
EUA. 1961. Musical. 153 min.
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Mary Poppins

O banqueiro George Banks procura uma babá para educar seus filhos. As crianças decidem ajudar descrevendo a babá perfeita em um anúncio, mas ele acha fantasioso demais e o rasga, jogando-o na lareira. Até que no outro dia Mary Poppins aparece mudando a vida das crianças e do banqueiro.

Diretor: Robert Stevenson
Elenco: David Tomlinson, Julie Andrews, Dick Van Dyke
EUA. Inglaterra. 1964. Musical. 139 min.
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Corações Enamorados

O maestro Gregory Tuttle vive com as três filhas. Após receber o músico Alex para um jantar, eles passam a trabalhar juntos. Alex imediatamente chama a atenção das três mulheres, mas é Laurie quem desperta interesse no rapaz. No entanto, tudo muda quando Barney, um outro músico, entra em cena.

Diretor: Gordon Douglas
Elenco: Doris Day, Frank Sinatra, Gig Young
EUA. 1954. Musical. 117 min.
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Do palco às telonas: Daniel Boaventura dá dicas de 5 musicais para assistir em casa

Referência da arte no Brasil, o cantor e ator revisita sua trajetória e elege os preferidos para curtir na quarentena

A união entre músicas emblemáticas e atuações brilhantes não é apenas a fórmula de sucesso para os teatros musicais, é também a especialidade do cantor e ator Daniel Boaventura, referência desta arte no Brasil. Com quase 30 anos de carreira na atuação, o artista domina os palcos e já passou por grandes montagens ao longo da trajetória, desde os maiores clássicos até adaptações inéditas e outras que lhe renderam prêmios na categoria. Enquanto não é possível assistir presencialmente, o especialista no assunto dá dicas de 5 filmes musicais para maratonar e curtir em casa. 

1 – La La Land (2016)

(Foto: divulgação)

Indicado para 14 categorias do Oscar em 2017, vencendo seis delas, a obra de Damien Chazelle traz a história apaixonante de um pianista de jazz e uma aspirante a atriz que vivem o amor na cidade de Los Angeles. O roteiro e direção de Chazelle com a trilha sonora de Justin Hurwitz e as atuações dos protagonistas Emma Stone e Ryan Gosling renderam não só as premiações mais importantes do gênero, como também o recorde de conquistas. Disponível na plataforma Netflix.

2 – Chicago (2002)

(Foto: divulgação)

Um brilhante caso de clássico nos palcos e sucesso nas telonas. O filme é considerado um dos maiores musicais do cinema norte-americano, segundo o American Film Institute. Vencedor de seis prêmios do Oscar, o longa tem a direção assinada por Rob Marshall, com roteiro de Bill Condon e os lendários Renée Zellweger, Catherine Zeta-Jones, Queen Latifah e Richard Gere no elenco. O enredo explora o status de fama instantânea na cidade de Chicago da década de 1920, embalado por uma trilha sonora de tirar o fôlego. Disponível pelo Google Play e YouTube Films.

3 – West Side Story / Amor, sublime amor (1961)

(Foto: divulgação)

Sucesso na Broadway e grande vencedor de prêmios do cinema, o longa, assim como a montagem, é uma adaptação livre de Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Aclamado pela crítica e pelo público, o filme é o musical mais premiado da história do cinema, com 10 Oscars, 3 Globos de Ouro e 2 Grammys. A trama é ambientada na Zona Oeste de Nova Iorque e mostra o amor proibido entre Tony, antigo líder da gangue Jets, e María, irmã do líder da gangue rival, os Sharks.

4 – Os Miseráveis (2012)

(Foto divulgação)

Neste drama musical, baseado no romance homônimo de Victor Hugo, a história se passa durante a Revolução de Julho, no século 19, entre as batalhas de Waterloo e a insurreição republicana de junho de 1832. Repleto de sensibilidade, intrigas e dramas, o filme é um dos dos musicais mais aclamados da crítica na década e foi indicado a oito categorias do Oscar de 2013. No elenco estão grandes nomes como, Hugh Jackman, Anne Hathaway, Amanda Seyfried e Russell Crowe.

5 – O Rei do Show (2017)

(Foto: divugação)

Considerado o terceiro filme musical mais lucrativo da história do cinema, o drama biográfico traz a história da criação do circo Barnum & Bailey Circus e as vidas dos seus artistas. A trilha sonora da obra ganhou destaque na crítica e foi vencedora de um Globo de Ouro de Melhor Canção Original, além da indicação ao Oscar, além das atuações e performances dos protagonistas Hugh Jackman, Zac Efron, Michelle Williams, Rebecca Ferguson e Zendaya terem sido bastante aclamadas pelo público.

Vivo Play traz seleção especial com filmes vencedores de Oscar

Plataforma de vídeo da operadora preparou curadoria com filmes ganhadores de estatuetas na premiação ao longo dos anos

O mês de junho chega para os clientes Vivo Play com uma curadoria especial repleta de filmes que ganharam estatuetas no Oscar ao longo dos anos. A plataforma de TV e vídeo da operadora criou uma pasta intitulada “Vencedores do Oscar”, com mais de 100 títulos, como “Parasita”, “Coringa”, “La La Land”, “1917”, “Judy”, “A Forma Da Água”, entre muitos outros.

Todo o conteúdo pode ser acessado através da TV, notebook, tablet e smartphone. O download do app Vivo Play é gratuito e está disponível para Android e IOS nas lojas de aplicativos.

The Oscars 2017

Por Renan Villalon

O 89th Academy Awards mal havia encerrado e já pôde ser mencionado como um dos mais inesquecíveis e peculiarmente históricos dos últimos anos. A cerimônia de premiação ocorreu na passagem do dia 26 a 27/02 e teve diversos fatos que a colocaram dentro desse aspecto aqui sugerido, tratando (ironicamente) do contexto político americano e propondo homenagens categóricas durante todo o evento. Também destacaremos aqui as belíssimas apresentações musicais, sempre esperadas com ansiedade, e claro, as grandes premiações da noite, repletas de discursos sociais, frases emotivas e momentos intensos, de acordo com as celebrações da noite.

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Oscar 2017 teve como maior vencedor o “La La Land”. (Foto: Divulgação)

O primeiro destaque parte do apresentador do programa Jimmy Kimmel Live!. O condutor do talk-show de fim de noite americano (pela ABC) trouxe ao Oscar grande parte de seu humor sarcástico já reconhecido através de seu programa de TV, com piadas que, no geral, ironizavam e ridicularizavam o posiocionamento polêmico de Donald Trump – e devo dizer: ele foi peculiarmente pontual e excepcional nesse aspecto. Ocasionalmente, o momento político americano foi a base para as suas piadas durante a maior parte da cerimônia, o que já nos faz lembrar o quanto que diversos artistas da área do cinema se posicionaram contra a candidatura do empresário à Casa Branca. Desde o início, Kimmel já ironiza ao citar que a transmissão ao vivo do Oscar estaria em lares de mais de 240 países que, atualmente, odeiam os americanos devido ao seu líder político.

Além disso, ele também baseou boa parte de suas piadas de acordo com a forma costumeira das opiniões do político no twitter, utilizando de frases como: “Você saberá a opinião dele amanhã, isso é muito ‘importante’.” e, posteriormente no evento: “Duas horas e nenhum tweet de Trump… Estou ‘preocupado’.”, além de relembrar-nos sobre o discurso de Meryl Streep no Golden Globe, através da intenção da #Merylsayhi, em seu tweet: “Hey @realDonaldTrump, u up?”. Aliás, o Twitter foi categoricamente A rede social da premiação, pois além do sarcasmo de Kimmel, outro aspecto que trouxe de seu programa foi o Mean Tweets, agora com uma Oscars Edition, no qual alguns dos atores célebres e/ou convidados da noite brincaram com as menções ditas sobre eles na página.

Outro destaque da apresentação foi através da participação de pessoas não famosas (de um ônibus turístico) na premiação, na qual Kimmel combinou com a produção a entrada “por acaso” dos turistas durante o evento, algo que fez com que os “convidados” conhecessem e interagissem com alguns dos principais atores hollywoodianos na plateia. A desculpa da “invasão”? O tour seria para uma exposição de vestidos, ideia pela qual Kimmel brincou: “Mas haverá pessoas nesses vestidos.”. Os turistas, de diversas etnias (mais uma pontual provocação a Trump? Fica a dúvida), foram ovacionados pela plateia artística.

Mas o humor característico de Kimmel foi pequeno se comparado à emoção das homenagens contínuas realizadas durante a cerimônia no Teatro Dolby. A primeira delas foi não apenas clássica e tradicional, mas também importantíssima, com a atriz Meryl Streep sendo ovacionada, logo no início do evento, por todo o seu trabalho na carreira, com mais de 50 filmes na carreira e com o total de 20 indicações ao Oscar, com três estatuetas recebidas. Outra grande homenagem foi à Katherine Johnson, grande contribuidora à Nasa devido aos seus estudos enquanto física, cientista espacial e matemática. A menção à profissional foi através da lembrança pelo filme Hidden Figures (Estrelas além do Tempo), um dos filmes indicados, no qual Johnson é uma personagem da história, representada pela atriz Taraji Henson, a única das três importantes figuras representadas no filme (juntamente com Dorothy Vaughan e Mary Jackson) ainda viva. Outra homenagem importante foi a menção ao prêmio honorário pela carreira cinematográfica, entregue no Governors Awards (12/11/2016), na qual quatro grandes profissionais foram mencionados honrosamente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, entre eles: a editora Anne Coates, o documentarista Frederick Wiseman, o ator Jackie Chan e o diretor de elenco Lynn Stalmaster.

Como conclusão sobre esse aspecto da cerimônia, temos o vídeo Cinema ao Redor do Mundo, com opiniões de estrangeiros referente ao cinema norte-americano, que também contou com duas importantes figuras artísticas brasileiras: Lázaro Ramos (falando sobre The Godfather, 1972) e Seu Jorge (mencionando E.T. the Extra-Terrestrial, 1982). E claro, como já é de costume todos os anos pela Academia, In Memorian, homenageando os artistas da área que faleceram desde a última premiação, com figuras históricas também à cultura pop, como: Gene Wilder (Willy Wonka and the Chocolate Factory, 1971), Anton Yelchin (Star Trek Beyond, 2016), Prince (Graffiti Bridge, 1990), Kenny Baker (Star Wars: The Force Awakens, 2015), John Hurt (Harry Potter and the Deathly Hallows – Part. 2, 2011), Hector Babenco (Carandiru, 2003), Carrie Fisher (Star Wars: The Last Jedi, 2017) e Bill Paxton (Aliens, 1986), com a belíssima e emocionante performance de Sara Bareilles, com a música Both Sides, Now.

(Entretanto, aqui temos um dos erros da cerimônia, com a foto da produtora Jan Chapman, que ainda está viva , durante o letreiro do vídeo que fazia a menção saudosa à figurinista Janet Patterson, que morreu em outubro de 2016)

Observando as performances deste Oscar, as demais, diferentemente de Bareilles, ao invés de homenagearem figuras históricas do cinema, levavam suas menções honrosas, essencialmente, aos indicados na categoria de Melhor Canção Original. Justin Timberlake animou o início do evento com seu estilo pop através das músicas Can’t Stop the Felling, do indicado Trolls, e Lovely Day (de Bill Whiters). Já Auli’i Cravalho e Lin-Manuel Miranda foram os artistas que levaram ao palco How Far I’ll Go, de Moana, com uma direção artística simples e pontual. Com uma simples coreografia dos bailarinos, que traziam elementos que contrastavam com o fundo animado do palco, e com uma representação do sol que lembrou, copiosamente, a pira brasileira das Olimpíadas de 2016, a apresentação da canção nos direcionou ao ambiente marítimo e tropical da animação musical da Disney.

Já Sting, com a canção The Empty Chair, de Jim: The James Foley Story, foi a apresentação mais sutil, com aquela clássica performance do músico sentado em uma cadeira e com uma breve iluminação sobre a sua figura. Agora, John Legend, outra importante figura pop contemporânea, cantou as duas indicações de La La Land (La La Land – Cantando Estações): City of Stars e Audition (The Fools Who Dream), que possuiu em sua performance, novamente, o importante coreografia do balê, que trouxe um representação que seguiu a mesma direção de arte do filme e representou dois dos mais importantes momentos musicais da obra. O primeiro relacionado ao primeiro encontro involuntário do casal na obra (com a peculiar ideia do sapateado enquanto coreografia) e o segundo momento relacionado, exatamente, a um dos encontros do casal quando já estão juntos (e que faz uma deliciosa referência nostálgica a Moulin Rouge!, de 2001).

Quando falamos de La La Land, chegamos ao aspecto nostálgico da cerimônia, que celebrou e honrou importantes figuras e obras de Hollywood, desde o cinema mais autoral às produções comerciais, o que irá nos conectar às entregas da noite. Antes de algumas premiações, era mostrado um vídeo no qual um(a) ator/atriz clássico ou tradicional em Hollywood era homenageado(a) por outro(a) ator/atriz, colocando os primeiros como referência às atuações dos segundos. Logo após o vídeo, ambos, homenageado e quem prestou homenagem, apresentavam os indicados e entregavam-lhes a estatueta (uma interessante ideia ao evento). Desses momentos, figuras importantíssimas ao cinema: Shirley MacLaine,  Michael J. Fox e Meryl Streep, nos mostram a homenagem da Academia tanto a figuras mais históricas, como Maclaine, passando por atuações que vem transcendendo Hollywood, como as de Streep, além das categóricas e clássicas performances a filmes comerciais, como pelo carismático e eterno personagem de J. Fox em Back to the Future, que teve a icônica DeLorean no palco.

Com isso, chegamos às premiações, das quais 24 estatuetas foram divididas entre diversos tipos de obras. Entre os filmes comerciais honrados na cerimônia, Suicide Squad (Esquadrão Suicida), Fantastic Beasts and Where find Them (Animais Fantásticos e Onde Habitam), e The Jungle Book (Mogli: O Menino Lobo) tiveram seus representantes no palco – com destaque ao discurso de Alessandro Bertolazzi (Suicide Squad), no qual ofereceu o prêmio aos imigrantes, por também ser um. Com relação às animações, Zootopia (Zootopia – Essa Cidade é o Bicho) e Piper foram os premiados, com os diretores da animação da Pixar (Zootopia) enaltecendo a mensagem fílmica sobre a importância da mensagem sobre tolerância presente no filme.

As premiações aos documentários também trouxeram discursos políticos e sociais por seus vencedores. A estatueta a O.J. Made in America (com 7h47min de duração) foi agradecida com seu diretor, Ezra Edelman, colocando a obra como um filme não tradicional, e dedicando-o às vítimas da violência policial, motivada pelo racismo. O documentário em curta-metragem The White Helmets foi ainda mais intenso em suas palavras, enaltecendo a ação social do grupo de voluntários, destacados na obra, que ajudam a resgatar pessoas na Síria, e assim, não apenas enalteceram a importância em salvar vidas como também a necessidade mundial para um olhar mais cuidadoso à questão da Síria.

Entretanto, dos discursos sociais, aquele que talvez a maior repercussão seja de Asghar Farhadi, diretor iraniano de Forushande (O Apartamento), premiado como Melhor Filme em Língua Estrangeira. O diretor enviou um pequeno discurso aos seus representantes na premiação, com sua mensagem direcionada a Trump, colocando que a sua ausência é devido ao desrespeito aos imigrantes de seu país através da nova política americana do presidente, e dizendo que dividir o mundo ajuda a imprimir o medo entre as nações. Já a vitória do curta-metragem Mindenki, de Kristóf Deák e Anna Udvardy, teve o prêmio dedicado às crianças, mencionado por Deák como as “únicas pessoas que podem melhorar o mundo”.

As premiações técnicas já começam a nos direcionar para as principais produções indicadas da noite, com Arrival (A Chegada), de Denis Villeneuve, ganhando uma estatueta, Hacksaw Ridge (Até o Último Homem), de Mel Gibson, levando dois Oscars, e La La Land, de Damien Chazelle, com quatro premiações.

Com as categorias principais, primeiramente aos roteiristas e diretores, Barry Jenkins e Tarell McCraney, roteiristas de Moonlight, ganharam na categoria sobre roteiro adaptado; Kenneth Lonergan, roteirista de Manchester by the Sea, ganhou entre os roteiros originais, e Damien Chazelle, com La La Land, se tornou o diretor mais jovem a ganhar uma estatueta do Oscar, e em seu discurso mencionou que seu trabalho é um filme sobre o amor, e que se apaixonou fazendo essa obra.

A premiação aos atores foi, como sempre, mais emocionada. Tivemos a premiação de Mahershla Ali, em Moonlight (Moonlight: Sob a Luz do Luar) e de Viola Davis, em Fences (Um Limite entre Nós), como melhores ator e atriz coadjuvantes, e de Casey Affleck, em Manchester by the Sea (Manchester à Beira-Mar) e de Emma Stone, em La La Land, como melhores ator e atriz na edição. Dos dois mais veteranos, Ali e Davis, vieram discursos sobre a importância na atuação e na entrega ao personagem. Ali mencionou que o ator está sempre servindo ao personagem e que não é o eu particular do intérprete que deve permanecer no trabalho. Davis, em um discurso emocionante, disse que o trabalho do ator deve honrar grandes pessoas, e se mostrou grata por fazer parte da única profissão pela qual se celebra a vida, dedicando seu discurso à importância em exaltar as pessoas comuns. Já os jovens Casey e Emma enalteceram personalidades que estavam no Teatro Dolby. Casey agradeceu Denzel Washington por ter sido uma das primeiras pessoas a terem ensinado-o a atuar, e Emma diz que mirava em suas concorrentes à estatueta para chegar a ser uma grande atriz e diz que o prêmio será um forte incentivo para continuar crescendo e aprendendo na profissão.

A maior surpresa da noite ficaria à última premiação. Para o prêmio de Melhor Filme, Faye Dunaway e Warren Beatty, o eterno casal Bonnie and Clyde, foram os convidados para a entrega desse Oscar. Entretanto, o envelope que foi dado ao casal artístico estava errado, sendo o mesmo da premiação anterior, que havia sido a Emma Stone. Dessa forma, Beatty estava com o envelope de La La Land e Dunaway, ao ser requisita por Beatty para conferir o vencedor, mencionou o filme assim que leu o envelope, o que fez com que toda a equipe do filme mais favorito e indicado do Oscar 2017 passasse pelo enorme constrangimento de entregar as estatuetas em meio ao discurso sobre a “vitória”. O erro foi um dos maiores em todas as edições, entrando para a história e quase estragando o final de uma das cerimônias mais importantes de Hollywood.

Assim, ao final do Oscar 2017, podemos dizer que esse foi um evento repleto de momentos memoráveis, tanto por parte das apresentações musicais, quanto pelos momentos de nostalgia ou das homenagens a diversos profissionais, com premiações desde artistas mais novatos a grandes veteranos já consagrados. Entretanto, o encerramento pode trazer ao 89th Academy Awards o eterna marca do erro do casal Bonnie and Clyde, um final quase trágico a uma premiação na qual, ironicamente, um musical sobre um casal apaixonado era o “queridinho” da Academia.

Abaixo, segue o ranking dos principais filmes premiados:

1º. La La Land: 6 estatuetas

Melhor Diretor (Damien Chazelle);

Melhor Atriz (Emma Stone);

Melhor Trilha Sonora (Justin Hurwitz);

Melhor Canção Original (City of Stars);

Melhor Design de Produção (David Wasco e Sandy Reynolds-Wasco);

Melhor Fotografia (Linus Sandgren);

 

2º. Moonlight: 3 estatuetas

Melhor Filme (Adele Romanski, Dede Gardner e Jeremy Kleiner);

Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali);

Melhor Roteiro Adaptado (Barry Jenkins e Tarell McCraney);

 

3º. Manchester by the Sea / Hacksaw Ridge: 2 estatuetas cad

Manchester by the Sea:

Melhor Ator (Casey Affleck);

Melhor Roteiro Original (Kenneth Lonergan);

Hacksaw Ridge:

Melhor Mixagem de Som (Kevin O’Connell, Andy Wright, Robert Mackenzie e Peter Grace);

Melhor Edição (John Gilbert);

 

Demais Vencedores:

Fences: Melhor Atriz Coadjuvante (Viola Davis);

Zootopia: Melhor Animação (Byron Howard, Rich Moore e Clark Spencer);

Forushande: Melhor Filme em Língua Estrangeira (Asghar Farhadi);

O.J.: Made in America: Melhor Documentário (Ezra Edelman);

The White Helmets: Melhor Documentário em Curta-Metragem (Orlando von Einsiedel e Joanna Natasegara);

Mindenki: Melhor Curta-Metragem (Kristóf Deák e Anna Udvardy);

Piper: Melhor Curta-Metragem em Animação (Alan Barillaro e Marc Sondheimer);

Arrival: Melhor Edição de Som (Sylvain Bellemare);

Suicide Squad: Melhor Maquiagem e Penteado (Alessandro Bertolazzi, Giorgio Gregorini e Christopher Nelson);

Fantastic Beasts and Where to Find Them: Melhor Figurino (Colleen Atwood);

The Jungle Book: Melhores Efeitos Visuais (Robert Legato, Adam Valdez, Andrew Jones e Dan Lemmon).