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Literatura, tecnologia, drogas, religião e conspiração

Daniel Nonohay lança obra inquietante com um novo olhar sobre a dependência das drogas e quais crimes o homem é capaz de fazer por ganância, poder e amor

O juiz do trabalho de Porto Alegre, Daniel Nonohay, despertará no leitor muitos sentimentos e um verdadeiro desconforto. Emoções que somente os escritores mais ousados conseguem trazer para a literatura. Entrar na narrativa de Um Passeio no Jardim da Vingança é, sem exageros, um caminho sem volta. Lançada pelo grupo Novo Século, a trama apresenta um anti-herói, que provocará distintas sensações, empatia e por que não, raiva?

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Daniel Nonohay lança livro. (Foto: Divulgação)

A obra é uma ficção policial futurista em um mundo no qual a tecnologia é extremamente avançada e a capacidade de memórias e aptidões humanas se amplia por meio dos implantes cibernéticos. Nesta cidade distópica, dividida entre zonas vigiadas e periféricas, as drogas são controladamente liberadas.

O recurso literário utilizado em Um Passeio no Jardim da Vingança apresenta uma linha cronológica paralelaque já transporta o leitor para o ápice da história. “Acessei a rede e carreguei os depoimentos e as demais provas. A película piscou, solicitando que eu permanecesse imóvel, enquanto autenticava os documentos com base na minha leitura biométrica. Os procedimentos eram realizados em silêncio, mas um dó menor mudo, contínuo e tenso podia ser quase ouvido vindo do sistema.” (p.17).

O relato acima, narrado em primeira pessoa, é do advogado Ramiro, personagem principal que não tem mais perspectivas na vida. É rico, drogado, adúltero, já não gosta mais do trabalho, até sofrer um atentado terrorista em meio a uma audiência e quase morrer. A trama segue com o protagonista descrevendo como foi se recuperar de dois meses em coma e a tentativa de retomar a vida no escritório de advocacia.

Depois de ser impedido de retornar ao escritório e ter o ego ferido, Ramiro começa a utilizar a tecnologia disponível, inclusive dois chips implantados em seu cérebro, para conseguir o máximo de informações sobre as movimentações que eram realizadas por seus sócios. Mesmo sabendo que o caminho era sem volta, ele não imaginava que, além deles, outras organizações estariam envolvidas neste círculo de crimes, como uma seita religiosa e seu perigoso pastor.

Com uma narrativa rápida e de estilo próprio, Nonohay demonstra os sentimentos e o caráter dos personagens de forma que fica fácil associar o drama da ficção com a própria realidade, construindo uma trama atemporal. O leitor verá uma simples decisão colocar em risco o próprio Ramiro, sua esposa, os sócios e todos aqueles que se sentiam seguros ao redor deles.

Um Passeio no Jardim da Vingança, que chega agora às livrarias de todo o país, tem como cenário uma Porto Alegre de 2038. Ameaça, tecnologia, estupro, coerção e morte são alguns dos temas intensos e polêmicos dessa trama inacreditável e imprevisível. Uma viagem futurista para as mentes que não conseguem ficar longe de uma intensa narrativa.

Sobre: Daniel Souza de Nonohay nasceu em 1973 e mora em Porto Alegre. É casado e pai de duas filhas. Juiz do trabalho, escreveu o seu primeiro romance à mão, em dois cadernos pautados, quando tinha 17 anos. É autor de artigos técnicos, na área do Direito e políticos, que foram publicados em livros, jornais e sites. Organizou livros de coletâneas. É colorado. Atuou como professor e é pós-graduado em Direito do Trabalho. Foi Presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho do Rio Grande do Sul. Atualmente, aproveita cada um dos seus poucos segundos livres para escrever, a sua segunda paixão.

LeYa lança biografia de Bruce Springsteen

Ídolo do rock lança autobiografia que está entre os livros mais vendidos do momento em todo o mundo

image004 (2).jpgApós sete anos de dedicação, Born to run chega às livrarias para cristalizar a unanimidade que é Bruce Springsteen no cenário cultural. Cantor, compositor, guitarrista e dono de uma presença de palco inigualável, ele vem há mais de 40 anos compondo canções que asseguraram seu papel como um dos grandes cronistas da vida urbana. Não impressiona, portanto, que agora Bruce se revele escritor dos mais talentosos. Suas memórias – obra que o The New York Times chamou de “intensamente satisfatória” e a revista Rolling Stone classificou como “absolutamente única” – narram desde a infância católica nos subúrbios de New Jersey à luta contra a depressão que surpreendeu os fãs habituados à sua persona pública vigorosa, revelando as faces do filho, marido, pai e amigo para além do ídolo.

Pelos temas que aborda e pela forma como conduz a narrativa, Born to run é um livro para quem gosta e também para quem não gosta de rock. Não à toa, no New York Times, o livro chegou a ocupar o topo da lista na categoria não-ficção de capa dura e o segundo na categoria geral, incluindo e-books. Também está entre os mais vendidos na Amazon. Além disso, teve seus direitos de edição vendido para mais de 21 países e foi considerado um dos 20 melhores livros do ano pela Publishers Weekly, o maior veículo do mercado editorial dos EUA.

Em quase 500 páginas, a autobiografia de Bruce é como a versão literária de seus shows antológicos que chegam a ter quatro horas de duração: uma performance virtuosa capaz de passar de rocks robustos a baladas melancólicas sem perder o ritmo ou deixar de empolgar até o acorde final. Como os muitos grandes clássicos de seu repertório, o livro é engendrado pelo lirismo de um compositor original que mergulhou fundo em suas próprias experiências.

“Escrever sobre si mesmo é uma tarefa estranha. Mas, num projeto como este, o autor faz uma promessa: mostrar sua mente ao leitor. Foi o que tentei cumprir nestas páginas”, afirma. Com franqueza e um senso de humor apurado, Bruce detalha as histórias por trás de suas canções mais famosas (como “Thunder road” e “Born in the USA”, além da faixa que empresta nome ao livro), o início de sua paixão pelo rock and roll (assistindo pela TV à icônica performance de Elvis Presley no The Ed Sullivan Show), os percalços do caminho até o sucesso, batalhas pessoais, motivações, esperanças, angústias, inseguranças e demônios.

Acima de tudo, muito mais que um enfileiramento de fatos sobre a trajetória espetacular de um astro do rock, a obra traz em primeiro plano o olhar único de alguém que soube contemplar como poucos o mundo ao seu redor. Por tudo isso, a autobiografia de Bruce Springsteen tem o poder de cativar tanto seus fãs quanto qualquer tipo de leitor – seja ele artista, louco ou simplesmente uma pessoa comum que a tenha a música como parte essencial da vida.

Lançado novo teaser oficial de Mogli: O Menino Lobo!

Por Legião dos Heróis

A Disney liberou durante o Super Bowl um novo teaser paraMogli: O Menino Lobo, o filme que mistura atores com CGI tem um elenco renomado e promete ser um dos maiores sucessos deste ano. Confira!

Dirigido por Jon Favreou (Homem de Ferro), a trama gira em torno do jovem Mogli, um garoto de origem indiana que foi criado por lobos em pela selva, contando apenas com a companhia de um urso e uma pantera negra. O longa é inspirado em série literária de Rudyard Kipling.

Mogli – O Menino Lobo tem Scarlett Johansson, Idris Elba, Bill Murray, Ben Kingsley, Christopher Walken, Giancarlo Esposito e Lupita Nyong’o no elenco, além de Neel Sethi, em seu primeiro longa-metragem, como o protagonista.