Arquivo da tag: Live-action

Novo trailer de “O Quebra-Nozes e Os Quatro Reinos”

Tudo que Clara (Mackenzie Foy) deseja é obter uma chave – uma chave única, capaz de abrir uma caixa que contém um presente de valor inestimável deixado por sua mãe já morta. Ligações estratégicas apresentadas a ela na festa anual de seu padrinho Drosselmeyer (Morgan Freeman), levam Clara à cobiçada chave – que rapidamente desaparece em um estranho e misterioso mundo paralelo. É lá que Clara encontra um soldado chamado Phillip (Jayden Fowora-Knight), uma gangue de camundongos e os regentes que presidem os três reinos: o Reino da Neves, o Reino das Flores e o Reino dos Doces. Clara e Phillip precisam enfrentar o sinistro Quarto Reino, onde vive a tirana mãe Ginger (Helen Mirren), para recuperar a chave e ter esperança de trazer a harmonia de volta ao seu mundo. Estrelando Keira Knightley como a Fada Açucarada, e com uma participação especial de Misty Copeland, a nova produção da Disney – “O Quebra-nozes e os quatro Reinos” – é inspirada no conto clássico de E.T.A. Hoffmann (O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos) e dirigida por Lasse Hallström, e estará em cartaz nos cinemas a partir de 1º de novembro de 2018.

 

COMEÇA A PRODUÇÃO DO LIVE-ACTION DE “MULAN” DA DISNEY

A épica história da lendária guerreira chinesa toma vida com o elenco que inclui Liu Yifei, Donnie Yen, Jason Scott Lee com Gong Li e Jet Li dirigidos por Niki Caro

A produção de “Mulan”, da Disney, uma adaptação live-action do longa-metragem de animação de 1998, começou. O filme será gravado em locações na China e na Nova Zelândia e tem estreia prevista no Brasil para 26 de março de 2020.

Liu Yifei foi escalada como Hua Mulan após uma busca global que durou um ano. Juntando-se a ela no filme estão: Donnie Yen, Jason Scott Lee, Yoson Na, Utkarsh Ambudkar, Ron Yuan, Tzi Ma, Rosalind Chao, Cheng Pei-Pei, Nelson Lee, Chum Ehelepola, Gong Li e Jet Li.

image002.png
Liu Yifei começa a viver a heroína Mulan. (Foto: Divulgação)

“Mulan” é a aventura épica de uma jovem destemida que se disfarça de homem para combater os Invasores do Norte que estão atacando a China. A filha mais velha de um honrado guerreiro, Hua Mulan, é espirituosa, determinada e muito ágil. Quando o imperador emite um decreto que um homem de cada família deve servir no exército imperial, ela entra em cena para tomar o lugar de seu pai doente como Hua Jun, tornando-se um dos maiores guerreiros da China.

“Mulan” é dirigido por Niki Caro com roteiro de Rick Jaffa & Amanda Silver e Elizabeth Martin & Lauren Hynek baseado no poema narrativo “The Ballad of Mulan”. Os produtores são Jason T. Reed, Chris Bender e Jake Weiner com Barrie M. Osborne, Bill Kong e Tim Coddington atuando como produtores executivos.

O longa de animação da Disney, lançado em 1998, tinha vozes de estrelou Ming-Na Wen, Miguel Ferrer e Eddie Murphy e foi indicado ao Oscar® e a dois Globos de Ouro®.

A história do guerreiro lendário é um dos contos populares mais populares da China e ainda hoje faz parte do currículo nas escolas chin

Downtown Filmes aposta na diversidade de gêneros em 2018 com live-action de HQ, três franquias, cinebiografia e longa infantojuvenil

ENTRE OS DESTAQUES ESTÃO ‘O DOUTRINADOR’, ‘O CANDIDATO HONESTO 2’ E ‘MINHA VIDA EM MARTE’

Comemorando o sucesso de bilheteria dos seus últimos lançamentos de 2017 (“Polícia Federal – A Lei É Para Todos” alcançou 1,3 milhão de espectadores; “Os Parças” chegou a 1,6 milhão de espectadores; “Fala Sério, Mãe!” superou a marca de 3 milhões), a Downtown Filmes, única distribuidora dedicada exclusivamente ao cinema brasileiro, anuncia seu calendário com as principais estreias do ano.

' O Doutrinador ' - Foto Aline Arruda
“O Doutrinador”. (Foto: Aline Arruda _

Depois de abrir 2018 com a comédia “Os Farofeiros”, que estreou em 8 de março e já ultrapassou a marca de 1,9 milhão de espectadores, a Downtown Filmes destaca como principal novidade do ano o lançamento do fenômeno viral “O Doutrinador”. O personagem criado pelo quadrinista Luciano Cunha chega aos cinemas em 6 de setembro em um longa-metragem e, em 2019, como uma série de TV, exibida pelo canal Space. Nascido nas páginas das HQs, “O Doutrinador” ganhou projeção na internet e nas redes sociais ao trazer um vigilante que decide combater a corrupção de forma implacável: aniquilando os maus políticos. A direção do longa é de Gustavo Bonafé (“Legalize Já” e “Chocante”) e codireção de Fabio Mendonça (“A Noite da Virada”). Já a série tem direção geral de Bonafé, enquanto Mendonça dirige alguns episódios. O filme e a série foram criados por Luciano Cunha e Gabriel Wainer, que também assinam o roteiro ao lado de Mirna Nogueira, LG Bayão, Guilherme Siman, Rodrigo Lage e Denis Nielsen.

Antes disso, em 2 de agosto, o público poderá conferir o retorno às telonas do campeão de bilheterias Leandro Hassum, em“O Candidato Honesto 2”. Depois do sucesso do primeiro longa-metragem, com 2,2 milhões de ingressos vendidos, a franquia chega aos cinemas contando também no elenco com Flavia Garrafa, Victor Leal, Paulinho Serra, Anderson Muller e direção de Roberto Santucci. No longa, Hassum dá vida novamente a João, o candidato super sincero que, depois de ter confessado todos os crimes, foi condenado a dez anos de cadeia, mas cumpriu somente quatro. Apesar de não querer mais saber de política, ele é convencido a se candidatar mais uma vez à presidência da República, um ano depois, quando o Brasil está em meio a uma grande crise. Sob influência do seu vice, João vai se meter em pedaladas que podem lhe custar um impeachment. Ou seria um golpe? Só o futuro dirá.

Escritora consagrada com milhões de livros vendidos, Thalita Rebouças terá outra obra adaptada para o cinema em parceria com a distribuidora. “Tudo por um Pop Star” é um dos aguardados lançamentos do ano com Maisa Silva, Klara Castanho, Mel Maia João Guilherme no elenco. O longa infantojuvenil conta a saga de Gabi e suas amigas, depois que descobrem que a banda Slavabody, de quem são fãs de carteirinha, virá ao Rio para um show. Moradoras do interior, elas precisam convencer seus pais de fazer essa viagem para realizar o sonho de ver os ídolos de perto. A estreia está prevista 19 de julho.

Em 27 de setembro, a Downtown lança “O Homem Perfeito”. O filme de Marcus Baldini (“Os Homens são de Marte e é pra lá que eu vou”) traz no elenco Luana Piovani, Marco Luque, Juliana Paiva, Sérgio Guizé e Eduardo Sterblicth. A comédia romântica parte de um triângulo amoroso. Rodrigo (Marco Luque) troca a esposa Diana (Luana Piovani), mulher culta e uma bem-sucedida ghost-writer, por Mel (Juliana Paiva), jovem e bela aspirante a bailarina. Inconformada, Diana desenvolve um avatar falso em uma grande rede social para minar a relação e tenta recuperar o ex.

Já em 25 de outubro, a novidade fica por conta de “Minha Fama De Mau”, um mergulho emocionante na música e na vida de Erasmo Carlos, o Tremendão, símbolo vivo do rock nacional. O filme se passa na Tijuca dos anos 60, quando o jovem Erasmo alimentava uma paixão: o rock and roll. Sua fama de roqueiro atrai Roberto Carlos (Gabriel Leone) e, logo, se tornam parceiros e amigos. Um megassucesso chega com a Jovem Guarda, programa de televisão no qual Roberto, Erasmo e Wanderléa (Malu Rodrigues) são as atrações principais.

Ainda em outubro, a Downtown Filmes aposta novamente no sucesso regional “Cine Holliúdy”, que ganha uma continuação sob a direção de Halder Gomes com o título “Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral”. Protagonizado por Edmilson Filho e Miriam Freeland, o longa terá novidades no elenco como as participações de Milhem Cortaz, Chico Díaz, Samantha Schmutz, Roberto Bomtempo, Falcão e Haroldo Guimarães. Da telona do cinema para a telinha, a produção será exibida na TV Globo em formato série.

Encerrando as apostas de 2018, o campeão de bilheteria Paulo Gustavo e a atriz Mônica Martelli estarão juntos novamente emMinha Vida em Marte”, com estreia dia 27 de dezembro.

“A busca por gêneros diversos é constante por parte da Downtown, mas sempre com a preocupação de atender ao gosto popular. É nisso que apostamos com a escolha dos lançamentos. Traremos títulos que atendam a todos os públicos”, comenta Bruno Wainer, sócio-diretor da distribuidora.

Sato Company anuncia estreia de Live Action Attack on Titan nos cinemas

América Latina, incluindo Brasil, ganha sessões exclusivas em abril e maio

A Sato Company, distribuidora dos filmes live action Attack on Titan, fechou parceria com diversas redes de cinemas da América Latina para exibição dos dois longas-metragens, baseados na franquia do mangá e anime que conta a história de sobreviventes de um ataque de criaturas misteriosas (Titãs) que surgiram há anos na terra.

imagem_release_1221326
Live action Attack on Titan será exibido em alguns cinemas do Brasil. (Foto

Os filmes ficam em cartaz em mais de 130 salas, em 13 países, nos meses de maio e abril. No Brasil, nas redes Cinemark, UCI e Kinoplex, em 16 cidades, a pré-venda já começou.

Aracaju/SE, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campinas/SP, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Natal/RN, Niteroi/RJ, Nova Iguaçu/RJ, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, São José dos Campos/SP, São Paulo/SP e Vitória/ES são as cidades confirmadas para a exibição de Attack on Titan e Attack on Titan: Fim do Mundo, mas Nelson Sato, CEO da Sato Company, não descarta novas praças.

“É uma questão de avaliar as possibilidades; é uma relação bilateral com as salas de cinema. Se houver interesse, será um grande prazer para a Sato levar essa produção incrível para todo o país. Além disso, o momento é ideal para a exibição, já que no dia 20 de março o game Attack on Titan 2 estará disponível para o público”, afirma o CEO.

Peru, Argentina, Paraguai, Equador, Bolívia, Chile, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá, também irão exibir Attack on Titan em duas partes e já estão com as datas para os fãs do anime definidas.

Sinopse

“Attack on Titan” (2015):


A história gira em torno do personagem Eren Yeager que habita um mundo onde a humanidade vive rodeada por enormes muralhas para se proteger de criaturas gigantescas, os Titãs – que anos atrás realizaram uma verdadeira carnificina na cidade. A história narra a luta dos sobreviventes que buscam formas de recuperar seu território, e esclarecer os mistérios ligados ao aparecimento dos Titãs.

LIVE-ACTIONS COLOCAM NICKELODEON NA LIDERANÇA

As séries live-action da Nickelodeon mais uma vez colocaram o canal na liderança de audiência entre os canais infantis na TV por assinatura em diversos momentos ao longo do último mês.

ViewImage (1).jpg
Séries em live-action fazem sucesso na Nickelodeon. (Foto: Divulgação)

O maior destaque fica para o desempenho de ‘The Thundermans’ – série sobre o cotidiano de uma família de super-heróis que esconde seus poderes para tentar viver uma vida “normal” – que no dia 7 de março, na faixa das 20h, alcançou o primeiro lugar do ranking com 3.491 pontos de audiência. No mesmo dia, as séries ‘Henry Danger’ (nas faixas das 19h, 20h30 e 23h30) e ‘iCarly’ (às 22h e 22h30) também alcançaram a liderança e fizeram com que a Nickelodeon figurasse no topo da lista durante praticamente a noite inteira.

‘iCarly’ já havia chegado à liderança no dia 6 – nas faixas das 22h30 e 23h – e repetiu o feito no dia 9 às 23h, dia 10 às 22h30 e no dia 11 às 22h.

‘Henry Danger’, por sua vez, também alçou a Nickelodeon à liderança no dia 9, às 23h30, no dia 10 no mesmo horário e no dia 11 nas faixas das 21h30 e 23h.

‘The Thundermans’ voltou ao topo do ranking na manhã do dia 12, um domingo, na faixa das 10h30.

“Beauty and the Beast”, uma Nostalgia Atualizada ao nosso Tempo

Por Renan Vilallon

Uma refilmagem é sempre uma adaptação. Independentemente da mídia usada ser a mesma, o que acontece com o produto aqui observado, qualquer tipo de mudança entre o período das obras de arte já é um aspecto que irá interferir tanto na história quanto em sua forma artística. Em Beauty and the Beast (A Bela e a Fera), de Bill Condon – adaptação direta da versão animada de 1991, de Gary Trousdale e Kirk Wise – temos um filme que mistura uma história audiovisual altamente icônica, de acordo com o universo Disney, com a adição de elementos narrativos contemporâneos à nossa época, atualizando o clássico animado ao seu período contemporâneo. Vejamos alguns desses elementos?

Sem dúvida, um deles que mais chama a atenção é a forma como a história principal e os arcos dramáticos de alguns personagens foram tratados pela escrita do roteiro. Ao mesmo tempo manteve-se grande parte da ideia original (da animação de 1991), mas também foram colocados aspectos que complementam a história dos personagens e que atualizam a narrativa de acordo com as necessidades atuais. De fato, o grande foco é na adição de fatos que complementem o arco dos personagens, com ideias que em sua maioria ajudam a melhorar a história como um todo, mesmo que pouco seja mudado entre a versão de 1991 e a de 2017 (na linha narrativa geral).

a-bela-e-a-fera
“A Bela e a Fera” traz elementos da animação para o live-action. (Foto: Divulgação)

Embora haja poucas mudanças, talvez o fãs mais saudosos da animação percebam elementos que destoem um tanto da narrativa dos anos noventa, e a que mais pode ser questionada, infelizmente, é o aspecto da maldição da Fera (Dan Stevens) – que deveria aprender a amar alguém e merecer/ter o mesmo amor correspondido pela pessoa até o seu 21º aniversário. Com isso, devo dizer aqui que há um problema narrativo na resolução da maldição, que deixa uma incógnita gigantesca sobre a motivação da rosa encantada, assim como o porquê da presença da feiticera em outros momentos da história, propondo uma ligação até mesmo com o arco particular de Belle (Emma Watson). Isso faz a história, nesse ponto específico, sair de sua ideia central, embora não seja algo que comprometa o filme ou a sua experiência artística. No geral, as decisões sobre o principal drama trágico da obra é altamente questionável e um tanto incoerente, principalmente em uma história que ultrapassa o limite autoexplicativo, com diversos momentos dedicados a esse aspecto para a narrativa, excedendo até mesmo a animação, que já era bem “mastigada” em si.

Se a principal motivação deixa uma ideia aparente de mistério, as cenas e/ou diálogos, que complementam a história prévia de alguns dos personagens mais importantes, são altamente claros e objetivos. Algo interessante é que se pode identificar motivações ligadas à primeira versão literária da história – La Belle et la Bête (1740), de Gabrielle-Suzane Barbot –, em que observamos a transição do primeiro ao segundo atos fílmicos sendo conduzidos por ela. Ao utilizar da mesma ideia literária que faz não apenas o pai de Belle, Maurice (Kevin Kline), ser capturado pela Fera, mas que também se torna a razão do encontro do futuro casal, o pedido e o “roubo” de uma rosa são momentos que encerram o primeiro ato e iniciam o segundo, propondo também o início de seu desenvolvimento na história. Ao mesclar essas narrativas referentes, compreendemos que a adaptação da Disney não resgata apenas a antiga animação, mas também o cânone literário, ou seja, há uma preocupação com as raízes da história do conto de fadas, o que é muito bom.

Os exemplos são diversos relacionados à melhor construção das linhas narrativas de cada personagem nesta versão em live-action, servindo à história sem compremetê-la. Entre elas, temos uma adição que serve como ponto de encontro entre as histórias de Belle e Fera, essencialmente por duas motivações. A primeira está ligada à questão maternal, devido à perda da mãe que ambos passam, se tornando traumas em suas vidas e influenciando diretamente na sua visão de mundo e no modo que vivem. Belle possui um pai mais melancólico, o que interfere na sua relação com ele por esconder o passado de sua mãe, e o principe (Fera) se torna arrogante e prepotente devido à criação rígida de seu pai pós-morte da mãe, o que causaria a maldição ao reino. Já a segunda motivação está relacionada ao modo como esses personagens enxergam suas próprias vidas, pois se colocam como estranhos ou criaturas não adaptáveis às formas de vida que lhe foram impostas – Belle relacionada à vida no vilarejo e Fera devido à maldição em seu castelo.

Ou seja, essa aproximação entre as histórias particulares de cada personagem ajuda o espectador a aceitar e compreender melhor a relação de proximidade, amor e/ou paixão entre figuras de mundos e aparências completamente diferentes, complementando o arco dramático principal (maldição da rosa).

Além disso, há também o fator de adequar o conto de fadas à sua época contemporânea, e nesse quesito a Disney consegue propor um aspecto interessante ao personagem LeFou (Josh Gad), que deixa de ser um simples submisso e seguidor de Gastón (Luke Evans) e passa a questionar e a pensar por si próprio durante toda a história. A atuação de Gad em si nos entrega a personificação de uma figura que serve como alívio cômico pelo tempo cômico do ator, que se mistura à sua admiração por Gastón, à forma como se relaciona no vilarejo, ou como observa a si mesmo a partir da figura de seu ídolo, que vai se modificando gradualmente durante toda a história principal.

Pela questão da representatividade, a Disney consegue mais uma vez mostrar a importância em apresentar personagens homossexuais de maneira natural, principalmente sabendo que há um grande público infantil que assistirá ao filme e que já passou da época a prática ainda comum de esconder das crianças a realidade social na qual vivem e viverão, principalmente com relação às questões homoafetivas. Isso é um fator que mostra também o porquê das adaptações possuírem o fator do tempo enquanto aspecto que modifica a obra de arte, pois compreender aspectos homoafetivos está mais presente hoje, às massas, do que na época da animação, o que atinge inevitavelmente os produtos da cultura pop.

Quando começamos a observar algumas características da direção de arte, chegamos a outras relações à adaptação em live-action, e algumas se mostram um tanto problemáticas, embora a intenção de seguir o clássico seja bem claro. Uma primeira percepção sobre a característica nostálgica da qual o filme é dependente é a identificação da utilização de ambientes relacionados à primeira versão, pois mesmo que a direção artística mude algumas ideias, de forma geral, é natural lembrarmos de momentos copiosamente transpostos da animação ao live-action. O vilarejo, o castelo, a floresta amaldiçoada, o jardim com neve, a extensa biblioteca, o grande salão da cena da valsa… Todos estes ambientes que nos ligam diretamente à versão animada, e isso além do figurino (principalmente do casal) e dos fotogramas, claramente recolocados na adaptação – há até mesmo a utilização da arquitetura do castelo relacionada às fases artísticas do barroco e do rococó do século XVII, algo que é citado na animação (1991), o que mostra a preocupação em se manter aspectos icônicos ou diretamente referenciais à obra anterior, ao mesmo tempo que representa a aristocracia oriunda da passagem dos séculos XVII a XVIII, como aparece através da herança histórica da família do príncipe.

Os números musicais são outra forma de se resgatar a animação. Sobre esse aspecto temos a ligação mais nostálgica possível ao live-action, pois mantém-se a mesma melodia e letra das músicas de 1991. A mudança mesmo fica pela visibilidade desses momentos, com um tratamento desses números musicais como se estivessem presentes em uma ópera, com falas recitadas em canto, coreografias diversas (valsa e até sapateado) e movimentos milimetricamente ensaiados, enquanto a câmera passeia pelo ambiente. Isso é interessantíssimo do ponto de vista atístico, por misturar cinema e teatro sem medo de explorar elementos das duas formas artísticas.

A linguagem cinematográfica, no entanto, mostra um certo problema nos números com grande quantidade de bailarinos atores, pois algumas vezes o excesso de elementos em cena atrapalha um pouco sua visibilidade, podendo fazer o espectador se perder diante dela. Já os números em solo – como o de Belle em um momento no começo do filme, ou de Fera quando observa sua amada deixando-o para salvar seu pai – embora não tenham esse problema de linguagem, não possuem a suavidade, pela movimentação e presença dos personagens, como se observa no clássico animado, com textos bem declamados, mas através de coreografias excessivas, o que torna sua visibilidade um tanto “robotizada” ou “mecanizada” algumas vezes.

Um exemplo que mostra o excesso da coreografia e a perda de suavidade é, exatamente, a cena da valsa entre Belle e Fera. A valsa do casal é direcionada por uma dança voltada à realidade dos bailes do século XVIII, nos quais havia pouco contato físico entre os pares e uma dança gradualmente coreografada, com pequenos movimentos realizados. É claro que há o momento em que Belle e Fera ficam mais juntos na dança, mas nem mesmo nesses segundos eles “quebram o protocolo”, da forma como se observa na animação clássica, deixando aquela visão mais romantizada da valsa em busca de uma figuração diante da realidade da época na qual a história se passa. E até mesmo isso se mostra como um aspecto reapresentado, pois a aristocracia fica muito evidente através dessa dança, que remete aos bailes do príncipe na época quando ainda não era uma Fera.

Curiosamente, os números mais bem realizados são aqueles em que aparecem os objetos animados do castelo, como Lumiere (Ewan McGregor), Cogsworth (Ian McKellen), Mrs. Potts (Emma Thompson) e companhia. Seguindo uma idealização artística bem semelhante a do clássico, temos uma animação mais natural e não tanto coreografada dos objetos (é comum vermos, em diversos momentos, uma movimentação mais livre e despretensiosa), o que humaniza muito mais suas figuras. E, por último, observamos a adição de alguns poucos números musicais à história, pois complementam os arcos dramáticos de certos personagens, servindo bem à sua narrativa, embora a deixem excessivamente autoexplicativa, o que se mostra como uma “faca de dois gumes” ao filme, mais complementando do que comprometendo a obra.

Concluindo, os diversos aspectos em Beauty and the Beast mostram dois caminhos pelos quais a obra foi direcionada: primeiro pelo aspecto nostálgico, e segundo pelo aspecto de atualização. No entanto, isso não nos impede de observar uma direção artística também voltada à uma representação histórica menos romantizada, ainda que seja para um musical da Disney, e com ideias ao roteiro que complementam à narrativa, ao mesmo tempo em que se mantém a história do clássico animado. Dessa maneira, a obra em live-action impressiona mais pelas decisões de seus roteiristas do que pelas escolhas da direção de arte, o que pode ser até um espanto em se tratar da Disney, mas isso não precisa ser visto como um demérito ao espetáculo que o filme nos traz. Talvez, agora sim, seja esse um indício de que precisamos de clássicos recontextualizados, ao nosso contemporâneo, pelo aspecto da história e representatividade do que pelo desejo de um possível grande espetáculo visual, a ser contemplado nas salas de cinema.

Bela e a Fera by Swarovski

Marca austríaca se inspira em tradicional conto de fadas francês para lançar pocket collection

A versão em live action da animação A Bela e a Fera só será lançado no Brasil no mês que vem, mas, a Swarovski já adianta novidades para celebrar essa estreia tão esperada.

307206_686137_swarovski___r__769_00_web_.jpg
Swarovski lança coleção baseada em “A Bela e a Fera”. (Foto: Divulgação)

Composta por joias e objetos de decoração, a linha A Bela e a Fera contempla o romance vivido entre a adolescente sonhadora e o príncipe enfeitiçado.

Os colares, anéis e brincos fazem referência a famosa rosa encantada que aparece no longa. Já a linha Crystal Living, surge em formato de esculturas e canetas – perfeitas para presentear e dar um toque lúdico aos ambientes.

CONFIRA NOVO VÍDEO DE “A LENDA DE TARZAN”

Dirigido por David Yates, o longa tem estreia prevista para 21 de julho

 

A Warner Bros. Pictures divulga novo vídeo de A Lenda de Tarzan, aventura de ação estrelada por Alexander Skarsgård (da série da HBO “True Blood”) como o lendário personagem criado por Edgar Rice Burroughs. O vídeo traz entrevistas com o protagonista da trama, Skarsgård, seu par no filme Margot Robbie, que interpreta Jane, além do diretor David Yates e do produtor David Barron. Ainda é possível ver imagens do filme e dos bastidores da gravação.

A Lenda de Tarzan também é estrelado pelo indicado ao Oscar Samuel L. Jackson (“Pulp Fiction: Tempo de Violência”, filmes “Capitão América”), Margot Robbie (“O Lobo de Wall Street”, ”Uma Repórter em Apuros”), o indicado ao Oscar Djimon Hounsou (“Diamante de Sangue”, “Gladiador”), com o vencedor do Oscar Jim Broadbent (“Iris”) e o duas vezes vencedor do Oscar Christoph Waltz (“Bastardos Inglórios”, “Django Livre”).

Passaram-se anos desde que o homem conhecido como Tarzan (Skarsgård) deixou as selvas da África para trás para levar uma vida burguesa como John Clayton III, Lorde Greystoke, com sua amada esposa, Jane (Robbie) ao seu lado. Agora, ele é convidado a voltar ao Congo para servir como um adido comercial do Parlamento, sem saber que na verdade ele é uma peça usada em uma ação de ganância e vingança, organizada pelo belga Capitão Leon Rom (Waltz). Porém, as pessoas por trás dessa trama assassina não fazem ideia do que estão prestes a desencadear.

David Yates (os quatro filmes finais de “Harry Potter” e o ainda não lançado “Animais Fantásticos e Onde Habitam”) dirige A Lenda de Tarzan com um roteiro de Adam Cozad e Craig Brewer e uma história de Brewer e Cozad baseada na história de Tarzan criada por Burroughs.  O lendário produtor Jerry Weintraub (“Minha Vida com Liberace”) produz o filme junto com David Barron (os filmes “Harry Potter”, “Cinderela”), Alan Riche (“Nocaute”) e Tony Ludwig (“Starsky & Hutch – Justiça em Dobro”).  Susan Ekins, Nikolas Korda, Keith Goldberg, David Yates, Mike Richardson e Bruce Berman são produtores executivos.

A equipe criativa por trás das câmeras inclui o diretor de fotografia Henry Braham (“A Bússola de Ouro”), o designer de produção vencedor do Oscar Stuart Craig (“Ligações Perigosas”, “O Paciente Inglês”, os filmes “Harry Potter”), o editor Mark Day (“Harry Potter e as Relíquias da Morte, Parte 1 & 2”), e a figurinista indicada ao Oscar Ruth Myers (“Emma”, “Desconhecido”). A trilha sonora é composta por Rupert Gregson-Williams (“Gente Grande”).

A Lenda de Tarzan foi filmado nos Estúdios Warner Bros. em Leavesden, localizado no Reino Unido.

A Warner Bros. Pictures apresenta, em associação com a Village Roadshow Pictures, uma Produção Jerry Weintraub, uma Produção Ritche/Ludwig, um filme de David Yates, A Lenda de Tarzan. Previsto para ser lançado no Brasil em 21 de julho de 2016, o filme será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures, uma empresa Warner Bros. Entertainment, em 2D, 3D e IMAX em cinemas selecionados, e pela Village Roadshow Pictures em alguns territórios.