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Livro lança novo olhar sobre o reinado de Nicolau II, o último imperador da Rússia

Escrito por Robert Service, um dos mais renomados especialistas em história russa, a obra revela pensamentos e experiências do tsar que ajudam a compreender a Rússia das primeiras décadas do século XX

image005 (1).jpgUm relato surpreendente e nada sentimental da vida de Nicolau II, de sua abdicação em março de 1917 a sua execução The Guardian

Service inclui detalhes forenses inéditos sobre o confinamento e o assassinato da família Romanov, dando à história uma consistência única, como se estivéssemos lá   Booklist

Uma das figuras mais controversas do século XX, Nicolau II foi destronado em fevereiro de 1917 durante a Revolução Russa e assassinado com sua família no ano seguinte. Em “O último tsar”, o especialista em história da Rússia Robert Service analisa os acontecimentos em torno da vida do imperador logo após sua destituição.

Service destaca que além do que Nicolau escreveu em seus diários e disse a outras pessoas, existem muitas informações que têm sido ignoradas, sobretudo a longa lista de obras literárias e históricas que o imperador lia para se distrair após perder o trono.

Considerados como um todo, seu diário, o registro dos diálogos e as leituras realizadas representam uma oportunidade de saber se ele tinha arrependimentos com relação às decisões que tomou enquanto esteve no poder.

“Esses dados nos dizem com exatidão o tipo de governante que ele queria ser e permitem que verifiquemos se, tal como alguns têm afirmado, era mesmo um autocrata convicto e um antissemita radical que fazia concessões políticas apenas sob coerção”, escreve o autor na obra.

“O último tzar” chega às livrarias neste mês de junho pelo selo Difel, da Editora Bertrand Brasil.

Membro da British Academy e uma das maiores referências sobre história da Rússia de nosso tempo, Robert Service é historiador, acadêmico, escritor e professor universitário. É autor de “Camaradas: Uma história do comunismo mundial”, “Lenin: A biografia definitiva” e “Trotski: uma biografia”, livro pelo qual recebeu o Duff Cooper Prize em 2009. Vive com a esposa e os quatro filhos em Londres.

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Bertrand Brasil lança “O urso”, thriller narrado por uma criança

Baseado em fatos reais,  livro conta a história de uma família atacada por um urso em um parque no Canadá onde só os filhos sobrevivem

image004.jpgNo início da década de 1990 o parque Algonquin, noroeste de Toronto, ficou marcado pelo assassinato de um casal que acampava em uma de suas ilhas. Um urso-negro os atacou sem motivo aparente e o caso ganhou grandes proporções. Naquela época, Claire Cameron trabalhava no parque e pôde acompanhar de perto as teorias que envolveram o ataque. Na nota da autora, inserida logo no inicio do livro, ela esclarece que não houve culpados, “o casal estava simplesmente no lugar errado, na hora errada”, mas o episódio serviu de inspiração para que, anos depois, ela escrevesse “O urso”, uma história sobre perda, luto e sobrevivência.

Baseado nas memórias e pesquisas de Claire, o livro é narrado em primeira pessoa por Anna, de cinco anos. Ela e o irmão mais novo conseguem sobreviver ao ataque de um urso após o pai trancá-los em um compartimento de comida. Os adultos não tem a mesma sorte. Quando acorda no dia seguinte, Anna acredita que seu pai fugiu por estar chateado, afinal, só poderia ser esse o significado dos gritos que ele deu durante a noite. A mãe, encontrada muito machucada entre os arbustos da reserva, consegue usar suas últimas forças para instruir Anna a sair da ilha e promete encontrá-la “quando for a hora”.

O que se segue é uma experiência de provação vividamente retratada pela autora. Anna terá que lidar com a fome, a chuva, o isolamento na floresta e a ausência dos pais para guiá-la. A seu favor está a sua imaginação, o amor pela sua família e uma dose de esperança de ainda reencontrar os pais. Anna conduz os leitores através da sua visão inocente do mundo, cheia de autenticidade.

“O urso” chega às livrarias este mês pela Bertrand Brasil.

Claire Cameron é escritora e jornalista canadense. Trabalhou como instrutora no Parque Algonquin de Ontário e para a Outward Bound. Hoje vive em Toronto com o marido e os dois filhos. Saiba mais em: www.claire-cameron.com.

Quanto tempo dura o “para sempre”?

O questionamento é foco do novo livro de Sophie Kinsella, protagonizado por um casal que descobre que poderá chegar aos sessenta e oito anos de casamento

image005.jpg“Vocês vão passar dos cem anos”. Foi o que o médico respondeu com muita convicção a Sylvie e Dan, durante uma consulta de rotina. A notícia poderia parecer animadora, mas viver mais de um século quando já se tem uma década de relacionamento significa ter pela frente, pelo menos, mais sessenta e oito anos de vida conjugal.  E isso, definitivamente, é tempo demais.

Sylvie e Dan sempre foram “um casal com C maiúsculo”. Unidos, felizes e conectados de forma tão intensa que conseguem completar as frases um do outro.  Mas descobrir a quantidade de anos de casamento que os aguarda é um pouco preocupante, afinal, como manter a paixão acessa durante todo esse tempo? É assim que surge o projeto “Me surpreenda”, cujo único objetivo é jamais cair na rotina.

No universo literário de Sophie Kinsella, qualquer projeto é um prato cheio para o desastre e situações hilárias. Com o “Me surpreenda” não é diferente, e, claro, nem tudo sai como o planejado: como a vez em que Dan compra uma roupa horrível para Sylvie ou quando ela contrata um café da manhã internacional intragável para o marido. No fim, eles descobrem que há inúmeras coisas que precisam aprender sobre o outro, e, sobretudo, sobre eles mesmos.

“Mas tem que ser mesmo para sempre?” é uma história espirituosa com várias facetas onde todas desembocam no relacionamento a dois e nos meandros do casamento. A obra chega às livrarias em junho.

Sophie Kinsella é escritora e ex-jornalista de economia. Autora best-seller, só no Brasil já vendeu mais de 300 mil exemplares. Entre os seus sucessos estão: “O segredo de Emma Corrigan”, “Samantha Sweet, executiva do lar”, “Lembra de mim?”, “Menina de vinte”,” Fiquei com o seu número”,” A lua de mel” e “Minha vida não tão perfeita”, além da série protagonizada pela irresistível consumista Becky Bloom e do infanto-juvenil “À procura de Audrey”. Também é autora de vários romances de sucesso assinados como Madeleine Wickham. Ela mora em Londres com o marido e a família.

Editora Record lança nova edição de “O que é o amor”, da escritora e psicanalista Betty Milan

Livro volta às prateleiras 35 anos após seu lançamento

Publicado pela primeira vez em 1983, “O que é o amor”, de Betty Milan, relata e interpreta a vivência deste sentimento em suas diversas formas, povos, lendas e costumes. A obra volta agora às livrarias pela Record com nova introdução e projeto gráfico.

Dividido em quatro partes – “A paixão do amor”, “Os dizeres”, “O amor hoje” e “A paixão do brincar”, o livro examina os dizeres amorosos e suas contradições, retomando clássicos de Platão, Shakespeare e Dante. A miscelânea de textos que compõem o livro revela a dificuldade de “capturar” este sentimento e apresentá-lo de forma objetiva.

“Digo no livro que o amor é um enigma e não há como fisgá-lo numa ou noutra definição. Nós seres humanos escapamos à nossa condição inventando e reinventando o amor. A ponto de fazer de todo amante um marinheiro de primeira viagem”, afirma a autora em entrevista ao blog da Record.

A visão de Betty sobre o amor não mudou desde o lançamento do livro na década de  1980. Para ela, ele é eterno e será sempre moderno porque faz imaginar e permite sonhar acordado. Mesmo em tempos de amor livre, poliamor e relacionamentos abertos, ela acredita que o casamento não passa por uma crise. “O adultério está sempre no horizonte do casamento. Mas nem por isso ele é uma instituição falida”, completa.

Um dos capítulos de “O que é o amor” foi adaptado para o teatro em 1994 com o título “Paixão”, em peça estrelada por Nathalia Timberg. A obra também inspirou uma exposição de frases, desenvolvida pelo arquiteto, designer e artista plástico Augusto Livio Malzoni.

“O que é o amor” chega às livrarias neste mês de junho pela Record.

Betty Milan é paulista, autora de romances, ensaios, crônicas e peças de teatro. Além de publicadas no Brasil, suas obras também circulam pela França, Espanha, Portugal, Argentina e China. Colaborou nos principais jornais brasileiros e foi colunista da Folha de S. Paulo, da Veja e da Veja.com. Trabalhou para o Parlamento Internacional dos Escritores, sediado em Estrasburgo, na França. Foi convidada de honra do Salão do Livro de Paris em 1998 e em 2015. Em 2014, representou a literatura brasileira contemporânea na Feira Internacional do Livro de Miami (EUA). Antes de se tornar escritora, formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo, especializou-se em psicanálise na França com Jacques Lacan e fundou o Colégio Freudiano do Rio de Janeiro.

Novo livro de A.C. Meyer pela Galera, ‘O tipo certo de garota errada’ narra história de amor cheia de percalços

image003 (2).jpgMalu Bragança é um ponto fora da curva no que diz respeito a estereótipos de boa moça. Se comporta como bem entende entre cores de cabelo e tatuagens pelo corpo, e não tem medo de enfrentar os pais conservadores em busca do que realmente quer. Malu abandona a faculdade de direito e resolve se tornar artista plástica, decepcionando a família do juiz Bragança. Ao lutar por sua felicidade, Malu precisa se sustentar e viver uma vida independente, superando os desafios da vida adulta. O único problema que a menina parece não estar pronta para enfrentar é o sentimento por Rafa, seu melhor amigo e grande paixão, com quem divide a narrativa entre os capítulos dessa obra embalada por música, amigos e uma bela história de amor.

Ao se deparar com problemas de saúde, Malu muda a vida de todos a sua volta e eleva a relação com Rafa, com a melhor amiga Clara, o apaixonado Gabriel e a família que a rejeita por escolher viver de arte, a um alto nível de maturidade, cumplicidade e emoção. Capaz de inspirar os leitores com sua personalidade forte, Malu lida com todos os percalços com muita sobriedade e vontade de viver, principalmente quando precisa decidir entre viver um grande amor ou deixá-lo ir.

Especialista em romances repletos de músicas para todos os gostos, a autora apresenta aos leitores uma playlist de 34 faixas ao final do livro, para ajudar o leitor a embarcar na viagem que é a vida de Malu.

A.C. Meyer mora no Rio de Janeiro e é viciada em livros. Sua série After Dark é um enorme sucesso entre os leitores. Seu primeiro romance pela Galera Record foi “Cadu & Mari”, também publicado nos Estados Unidos em versão eletrônica.

Record lança novo thriller da autora de “O casal que mora ao lado”

image005 (1).jpgLançado em 2017, “O casal que mora ao lado” foi o primeiro thriller de Shari Lapena e logo se tornou um best-seller internacional. Com uma narrativa dinâmica e cheia de reviravoltas, ela mantém o leitor grudado nas páginas até o fim também neste “Uma estranha na casa”, que chega às livrarias pela Record no fim de maio.

A história gira em torno do casal Karen e Tom Krupp. Casados há dois anos, vivem uma vida bem normal, confortável e feliz. Até o dia em que o marido chega em casa e encontra os preparativos do jantar pela metade, a porta destrancada e as luzes acesas. Logo depois, descobre o que aconteceu: Karen está internada no hospital após um acidente. Ela estava dirigindo a toda velocidade, num bairro perigoso e bem distante do seu, e acabou batendo num poste.

As explicações para o que pode ter acontecido são escassas, já que o acidente provocou em Karen uma perda de memória recente e ela não se lembra de nada daquela noite. Mas quando um corpo é descoberto nas proximidades de onde ela bateu com o carro, a polícia começa a desconfiar de que ela possa ter algo a ver com o assassinato. Enquanto Tom se pergunta se realmente conhece a própria mulher, Karen se esforça para lembrar do que aconteceu – e também para esconder alguns segredos do seu passado.

Shari Lapena trabalhou como advogada e professora de inglês antes de se tornar escritora. “O casal que mora ao lado”, seu primeiro thriller, foi vendido para 24 países, foi finalista do prêmio Goodreads e ficou diversas semanas entre os mais vendidos do New York Times.

Best-seller satírico e prestes a estrear em Hollywood, “Asiáticos podres de ricos” é o quarto livro do Projeto VIB

image005.jpgBest-seller internacional e traduzido para mais de 12 línguas, “Asiáticos podres de ricos”, de Kevin Kwan, é o quarto livro lançado pela Record dentro do Projeto VIB e chega às livrarias no fim de maio. A aguardada adaptação cinematográfica, que tem no elenco nomes como Constance Wu e Ken Jeong, estreia nos EUA no segundo semestre e está prevista para chegar ao Brasil em novembro.  Com muito humor e sarcasmo, Kwan traça um panorama da alta sociedade chinesa, descreve luxos inimagináveis, alfineta comportamentos opulentos e mostra as muitas vezes insanas disputas entre as famílias tradicionais e os “novos ricos”.

Na trama, Rachel Chu e Nicholas Young namoram há dois anos e estão muito apaixonados e felizes. Professores universitários, moram em Nova York e têm uma vida normal, de classe média, de acordo com seus empregos. Quando o casamento do melhor amigo de Nicholas se aproxima, ele convida a namorada para ir a Cingapura acompanhá-lo na festa, conhecer sua família e sua terra natal, e passar o verão viajando com ele.

Parecia um plano normal, mas Nicholas se esqueceu de mencionar alguns detalhes importantes, como o fato de ser herdeiro de uma das famílias mais milionárias e tradicionais de Cingapura, e de o casamento do amigo ser o evento mais importante do ano, com cobertura massiva da imprensa e presença de celebridades e políticos.

Mergulhada num universo que não fazia nem ideia de que existia, Rachel se vê envolvida em tramóias e fofocas. A família de Nick não pretende aceitá-la facilmente e, para completar, há uma lista de jovens mulheres que fariam tudo para conquistar um dos últimos bons partidos solteiros do país. Ao narrar a trajetória de Rachel descobrindo esse modo de vida, Kwan faz um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, numa visão do jet set oriental por dentro, já que o próprio autor cresceu em Cingapura numa família abastada.

Além do enredo do casal principal, o autor constrói tramas paralelas interessantes com os diversos tipos que formam a gigantesca família de Nick – há, inclusive, uma árvore genealógica no começo da edição para facilitar a vida do leitor.  Cada capítulo é focado em um ou em um grupo de personagens e, passeando assim entre os diversos núcleos, Kwan vai além de fazer rir com seu olhar satírico, e revela interessantes detalhes sobre a cultura asiática. Os assuntos vão de moda a gastronomia, passando por conflitos geracionais, relacionamentos e como eles são afetados pelas demandas de dinheiro e status. Tudo diante de cenários muito impressionantes, que o autor descreve com habilidade. Kwan ainda usa interessantes notas de rodapé para explicar gírias e comportamentos típicos da sociedade cingapuriana.

Um detalhe engraçado: em entrevista à Vanity Fair, ao responder sobre a curiosidade do repórter se realmente havia lugares e eventos tão suntuosos quanto os descritos no livro, Kwan disse que, na verdade, precisou diminuir um pouco as coisas na ficção. “Em alguns momentos tive que realmente tirar alguns detalhes, porque minha editora falava: ‘Ninguém vai acreditar nisso’. E eu dizia: ‘Mas isso de fato aconteceu’, e ela respondia: ‘Não importa. Você vai perder leitores porque vai parecer muito surreal que as pessoas gastem dinheiro nesse nível ou façam algo tão excessivo’. Então mudei essas partes”, conta.

Kevin Kwan nasceu em Cingapura, onde passou a infância e a adolescência. Atualmente mora em Nova York, nos Estados Unidos. “Asiáticos podres de ricos” é seu primeiro livro. “China rich girlfriend”, a sequência, será publicado em breve pela Record. Lá fora, lançou recentemente “Rich people problems”, terceiro livro da série.

Romance histórico “Um amor perdido” mostra o reencontro de um casal separado pela guerra, anos após a perseguição aos judeus

image005 (1).jpgAlyson Richman estava no cabeleireiro quando ouviu uma das clientes contar uma história em que a avó da noiva e o avô do noivo, que nunca haviam se encontrado antes da cerimônia dos netos, perceberam que já se conheciam antes da Segunda Guerra. Esse foi o pontapé inicial de “Um amor perdido”, livro premiado pelo Long Island Reads que conta a saga de Lenka, uma jovem estudante de arte que se apaixona por Josef, um médico recém-formado e irmão de sua melhor amiga.

Na Praga do pré-guerra, eles se casam, mas logo são forçados a se separarem graças aos desdobramentos da perseguição aos judeus na Europa. Os caminhos de Josef o levam para a América, onde tem a oportunidade de recomeçar. Para se livrar dos traumas da morte de vários conhecidos, ele se torna obstetra e se dedica a colocar novas esperanças no mundo. Por algum tempo, tentou encontrar o seu amor perdido, mas as notícias não foram animadoras. Acreditando que Lenka estava morta, casou-se novamente.

A narrativa é intercalada entre os relatos de Josef, que dá o tom saudoso contando como conseguiu ter uma nova vida nos Estados Unidos, longe daquela que foi o seu primeiro amor; e Lenka, que traz a triste realidade da guerra. Em um gueto judeu nos arredores de Praga, bem próximo dos fantasmas de um campo de concentração, ela sobrevive graças os seus dons artísticos e é obrigada a ajudar os nazistas com desenhos técnicos, ao mesmo tempo em que apoia o movimento de resistência dos judeus. Muitos anos depois, já viúvos e idosos, Josef e Lenka finalmente se encontram para uma última chance de viverem o amor.

“Um amor perdido” será lançado este mês pela Bertrand Brasil e fez parte do projeto VIB, que busca dar visibilidade a livros que são apostas da casa. O livro também está em processo de adaptação para os cinemas.

Alyson Richman é autora best-seller internacional de The Last Van GoghSeus romances foram publicados em dezoito idiomas. A autora vive em LongIsland com o marido e dois filhos.

Grupo Record publica edição única e comemorativa de coletânea de crônicas de Carlos Drummond de Andrade

Livro foi o primeiro a ser impresso na gráfica da editora, em 1989, e celebra os 75 anos da empresa. Edição traz encarte com documentos do arquivo da editora e da Casa de Rui Barbosa, que guarda o acervo do autor

 image005.jpg“Autorretrato e outras crônicas”, de Carlos Drummond de Andrade, foi o primeiro livro a ser impresso no recém-inaugurado parque gráfico da editora Record, em 1989. O poeta havia morrido dois anos antes e a coletânea viria a ser uma homenagem póstuma, com textos inéditos. Organizada por Fernando Py, a obra trazia crônicas escritas num largo período, entre 1943 a 1970, e publicadas na revista Leitura, no Correio da Manhã e no Jornal do Brasil. Esta nova edição, autorizada pelos herdeiros e pela nova casa editorial que abriga a obra de Drummond, será única e comemorativa dos 75 anos do Grupo Editorial Record.

No livro, foi incluído um encarte feito a partir de pesquisas no acervo da família Machado, proprietária da Record, da própria editora e da obra do autor guardada pela Casa de Rui Barbosa. A capa da primeira edição, a folha de rosto com um selo do sesquicentenário de Machado de Assis, cartas trocadas entre o editor Alfredo Machado e Drummond e ainda contratos de livros assinados pelo poeta estão entre as pérolas encontradas nos arquivos e que agora vêm a público no livro.

   A capa foi inspirada na original, a partir do retrato de Drummond feito por Portinari, em 1936. Além das crônicas e do texto original do organizador, essa edição traz ainda uma apresentação feita por Sônia Machado Jardim, atual presidente do Grupo Record. Para Fernando Py, “a atividade de cronista, em Drummond, é muito afim da sua poesia. Nestas crônicas, podemos notar o tom coloquial, o humour, e não raro a ironia (ou ‘autoironia’, como na crônica de abertura), bem típica dos melhores momentos do poeta.”

   “Autorretrato e outras crônicas” chega às livrarias em maio.

SOBRE O AUTOR:

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) nasceu em Itabira, Minas Gerais. Poeta, contista e cronista, considerado um dos maiores nomes da poesia brasileira de todos os tempos, é autor, entre outros títulos, de Alguma poesiaBrejo das almasSentimento do mundoClaro enigmaFazendeiro do ar e Fala, amendoeira.

Larissa Siriani lança seu primeiro romance de época pela Verus

image004 (1).jpgInspirada por personagens reais, Larissa Siriani, autora de “Amor Plus Size”, lança seu segundo livro pela Verus – e o primeiro romance de época. Em “O amante da princesa”, a autora traça o caminho de Maria Amélia de Bragança, princesa e membro da família real portuguesa.  Prometida a Maximiliano Habsburgo, arquiduque da Áustria, ela sequer teve seu casamento celebrado e a união já está fadada ao fracasso. Isso porque o arquiduque é secretamente apaixonado por outra mulher, enquanto Amélia não nutre nenhuma vontade de se casar por obrigação.

O livro começa quando Maximiliano chega ao Palácio das Janelas Verdes, residência dos Bragança em Lisboa para, finalmente, conhecer sua futura esposa – a dois meses do casamento. Junto de sua comitiva está Klaus Brachmann, herdeiro do marquês da Áustria e melhor amigo de Maximiliano. Sedutor, Klaus estava certo de que a estadia em Portugal seria no mínimo tediosa, mas muda de ideia ao conhecer Maria Amélia. A falta de interesse do arquiduque pela futura esposa é a deixa que o rapaz precisava para tentar se aproximar da princesa, apesar desta não ser uma garantia de que suas investidas serão bem sucedidas.

Considerando que Amélia é dona de uma língua ferina, os olhares nada discretos de Klaus só contribuem para aumentar a repulsa da jovem pelo futuro marquês. Até que, durante uma madrugada, os dois se encontram por acaso na biblioteca do palácio. Este é o início de um jogo sensual e proibido.

Com o pano de fundo da Europa no século XIX, a narrativa se altera entre os pontos de vista de Maria Amélia e Klaus. Da necessidade de um casamento forçado à tentativa de tomar as rédeas da própria vida e a consequente descoberta de um amor verdadeiro, Larissa dá nuances de drama a “O amante da princesa”.  A obra será lançada este mês pela Verus.

Nascida em 7 de maio de 1992, Larissa Siriani nunca soube muito bem o que queria fazer da vida — até começar a escrever. Publicou o primeiro livro de forma independente aos dezessete anos e, desde então, nunca mais parou.

É formada em Cinema e, além de escrever, dá aulas de inglês, comanda um vlog literário que leva seu nome e produziu uma websérie para o YouTube inspirada em “Senhora”, de José de Alencar, um de seus clássicos preferidos da literatura brasileira.  Larissa vive em São Paulo com os pais e os irmãos.