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Na BGS, Jovem Nerd revela detalhes de Ruff Ghanor, seu primeiro jogo

Subgênero de Game Card, a história retrata um jovem clérigo treinado para enfrentar a ameaça do dragão vermelho Zamir; Criado pela desenvolvedora DX Gameworks, game estará disponível para  PC (Steam), PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series S/X e Nintendo Switch 

(Foto: divulgação)

O Jovem Nerd, maior plataforma multimídia voltada ao público nerd e geek do país e adquirida pelo Magalu em 2021, acaba de revelar detalhes do seu primeiro jogo próprio, o Ruff Ghanor. O game é daqueles em que se cria uma estratégia por meio de cartas (deck builder), aliado a elementos Roguelike, um subgênero de RPG caracterizado pela geração de novos desafios aleatórios a cada vez que o jogador é derrotado. 

Apresentado na BGS, a maior feira de games da América Latina, no final de semana, o jogo está sendo desenvolvido em parceria com a empresa brasileira DX Gameworks. A distribuição será feita globalmente pelo Magalu Games e pela Nonsense Creations, nas plataformas PC (Steam), PlayStation 4/5, Xbox One e Series S/X, Nintendo Switch. “Sempre tivemos o desejo de lançar um jogo e, após a aquisição pelo Magalu e o desenvolvimento da área de games da empresa, será possível tirar o sonho do papel”, diz Alexandre Ottoni, criador do Jovem Nerd. 

Ruff Ghanor é baseado no primeiro livro da trilogia “A Lenda de Ruff Ghanor”, escrita por Leonel Caldela e inspirada no podcast Especial RPG criado pelo site Jovem Nerd em 2011. A história retrata um jovem clérigo – que dá nome ao game – treinado no mosteiro de São Arnaldo para enfrentar a iminente ameaça do dragão vermelho Zamir.

No jogo, o objetivo é construir um deck de cartas por meio de ataques e defesas, que dão dinamismo à partida. Ainda é possível acumular “pontos de fé” para usar seus “milagres”, poderes especiais que em conjunto com a estratégia de cartas, serão imprescindíveis para uma jornada bem sucedida na defesa do mosteiro contra Zamir e seus exércitos.

Magalu Games lança três primeiros jogos para smartphone

Jogos foram desenvolvidos em parceria com estúdios brasileiros, selecionados em chamada pública para investimento; Empresa planeja integração dos jogos com o SuperApp, que permitirá interações com todo o ecossistema disponível no aplicativo da empresa; No Brasil, mercado de games  conta com 93 milhões de jogadores  e faturou 2,3 bilhões de dólares em 2021

(Foto: divulgação)

O Magalu Games, braço do Magalu dedicado ao setor de jogos eletrônicos, acaba de lançar seus três primeiros títulos para smartphones. O Orbits Conqueror, o Speed Box e o Death Trap Nite – todos da categoria hipercasual – já estão disponíveis para download em iOs e Android em lojas de aplicativos. Os três jogos foram vencedores de uma chamada pública, aberta pelo Magalu em parceria com o BIG Festival em novembro de 2021, com o objetivo de apoiar estúdios brasileiros com recursos financeiros e mentoria.

Em 2021, o mercado de games movimentou 2,3 bilhões de dólares no Brasil, segundo a Newzoo, consultoria especializada no setor. No mundo, foram 180 bilhões de dólares. Cerca de 93 milhões de pessoas no Brasil usam celular, computador ou videogame para jogar. Segundo o instituto de pesquisas Kantar Ibope, o Brasil tem a sexta maior média diária de tempo de jogo do mundo. Os brasileiros passam, em média, duas horas e meia por dia envolvidos com games, 16 minutos a mais que a média diária mundial. “O Brasil tem um enorme potencial não só como consumidor, mas como polo desenvolvedor de games”, afirma Thiago Catoto, diretor do Luizalabs, área de tecnologia do Magalu. 

De acordo com Catoto, o selo Magalu Games tem sinergia com vários segmentos de negócios do grupo. “Podemos aproveitar os jogos para levar mais audiência para o SuperApp, por exemplo, assim como podemos explorar o potencial de publicidade deles”, diz. Um dos próximos passos da estratégia do Magalu é incluir um espaço para games em seu SuperApp, além de colocar sua plataforma de publicidade, o Magalu Ads, dentro dos jogos.  

No ano passado, apenas os jogos da categoria hipercasual registraram cerca de 13 bilhões de downloads em todo o mundo. A receita do segmento chegou a 3,4 bilhões de dólares no mesmo período, com crescimento de 15% em relação a 2020. De acordo com Catoto, no entanto, os games do tipo passatempo fazem parte da primeira etapa de um plano mais ambicioso da companhia. A ideia é criar jogos mais complexos, e que são jogados em computadores e consoles.

Expansão

Desde 2021, o Magalu vem entrando com força no mundo gamer. A compra do Jovem Nerd – principal produtora brasileira de conteúdo para o público geek – foi um dos principais movimentos nessa área. Ao adquirir o JN, em abril de 2021, a companhia também se tornou proprietária de itens de propriedade intelectual que devem se transformar em um jogo eletrônico a ser lançado até 2023. 

O maior movimento da empresa no mercado gamer foi a aquisição, em julho do ano passado, do KaBuM!, o principal e-commerce de tecnologia e uma espécie de Disneylândia para fãs e profissionais de jogos eletrônicos. O KaBuM! é também um dos precursores dos esportes eletrônicos (e-sports) no Brasil. Criou uma das maiores equipes de League of Legends do país, a KaBuM! Esportes, tetracampeã nacional e a primeira representante brasileira no campeonato mundial. 

Já a união da NSE, braço de e-sports da Netshoes, com a e-Flix, empresa de gestão de times de e-sports, deu origem à Netshoes Miners, que tem equipes de FIFA e Free Fire.