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CRíTICA MULHER-MARAVILHA 1984

Por Henrique Moita

Essa semana, chega aos cinemas e ao HBO Max um dos filmes mais aguardado e adiado (por conta da pandemia, mas ok) do ano, Mulher-Maravilha 1984.

Depois de tanto suspense em torno do filme, será que ele é bom? Será que os efeitos da Mulher Leopardo ficaram que nem Cats? Steve Trevor realmente voltou a vida, como deixa a entender no trailer?

Vamos começar respondendo logo a primeira pergunta. O filme é bom sim, mas acho que, em torno de todo o hype que estava sendo criado ao redor dele, esperava um pouco mais, principalmente dos vilões do filme. Acho que o grande problema de Mulher-Maravilha, não é nem esse filme em particular, mas sim, a Warner e eu explico.

Depois do grande sucesso que a Marvel fez nos cinemas com UCM, juntando todos os filmes individuais em torno dos Vingadores, parece que Warner/DC não quiseram ficar para trás e nos apresentaram Batman vs. Superman, deixando claro que eles também entrariam nesse projeto ousado de unir seus principais heróis. Porém, o problema foi uni-los logo de cara, sem mostrar suas origens.

Sim, todos já sabemos da origem do Batman, pois isso já havia sido explorado em diversas versões dos heróis ao longo dos anos e a origem do Cyborg, por exemplo é explicada ao longo do filme da Liga da Justiça. Mas como Diana vira a Mulher-Maravilha? Como Barry Allen virá o Flash?

Aí que entra a questão. Os filmes de origem estão sendo passados depois dos qual eles já estão juntos e isso atrapalha um pouco a história que está sendo contada. E em Mulher-Maravilha 1984, isso fica muito evidente. Quando Max Lord chega a quase destruir o mundo, nós não nos preocupamos nem um pouco com essa ameaça, pois já nos foi mostrado o futuro, onde sabemos que tudo está bem e nada daquilo realmente teve importância na história, a não ser, é claro para a evolução individual da princesa Diana, mas ainda assim não dá nem para ficar apreensivo, sabendo que os eventos do filme, de um modo geral para o universo compartilhado, nem importância tem.

Agora, vamos analisar o filme de modo individual.

Gosto de como o filme começa, novamente, mostrando uma Diana criança, ainda na ilha de Themyscira. O que parece ser apenas uma parte “solta” no filme, tem uma tremenda importância para o final da história, principalmente no discurso de que a verdade é a coisa mais importante do mundo. Isso, junto a ideia central do filme de “Será que vale a pena abrir mão de algo tão precioso e único para se ter o que quer? ” movem muito bem a trama do filme.

O filme também é cercado de referências ao universo das HQs, infelizmente, como nunca fui um leitor desse tipo de material, posso acabar deixando passar diversos durante o filme. Mas um icônico, como o jato invisível, está presente no longa. Mas, é claro, é apenas uma referência, sua origem nas HQs são totalmente diferentes (fui dar uma pesquisada para saber essa parte xD).

Falando agora dos efeitos visuais, mais especificamente da Mulher Leopardo. Uma das grandes preocupações dos fãs, com relação a vilã era de como ficaria o seu visual, com medo, principalmente de que ele ficasse parecido com o tenebroso Cats, porém nisso,já garanto que todos podem ficar despreocupados, os efeitos estão muito bons.

Uma outra coisa que me incomodou um pouco, que também envolve a Mulher Leopardo, foi a luta final entre ela e nossa heroína. Ela é muito rápida e escura, talvez para “economizar” nos efeitos, e poder dar uma disfarçada foi feito desse jeito, não posso afirmar isso, é claro, mas não gostei muito.

Agora, envolvendo o outro vilão da trama, queria começar falando que demorei para reconhecer Pedro Pascal no papel de Max Lord, a aparência do ator, sem seu famoso cavanhaque e com o cabelo um pouco maior do que o habitual, deixam ele praticamente irreconhecível a primeira vista, mas em questão de atuação, ele está muito bem, como de costume. Todas as ameaças dos feitos do vilão estão presentes de um modo muito bom (só seria melhor se já não soubéssemos que não daria em nada, como dito anteriormente). Maaaas, sério Warner, “acabar” com a ameaça com um “discurso no-jutsu”? Me senti assistindo Naruto, apesar da ligação com o começo do filme com essa parte em específico, esperava um pouco mais.

Em resumo, é isso, o filme é bom, esperava um pouco mais pelo hype, os vilões, em nada ameaçam nossa heroína, pois já sabemos que nada que ocorre no filme tem consequência no futuro e as lutas com os vilões poderiam ser melhores. Mas o enredo como um todo (analisando apenas no filme individual, não como um “universo compartilhado”) é bom e o quarteto principal do filme (Gal Gadot, Pedro Pascal, Chris Pine e Kristen Wiig) carregam muito bem o filme, tanto em atuação como em carisma e é incrível como Gal faz isso com maestria. Que mulher meus amigos…que mulher.

Por fim, minha avaliação de Mulher Maravilha 1984, após tudo isso, é 7/10.

Ah, o filme também terá uma cena pós-crédito, mas ela não foi apresentada para a imprensa, pois não foi mandada finalizada a tempo de ser exibida, mas podem ficar tranquilos que ela estará disponível para quem for assistir ao filme. Infelizmente, por conta disso, não sabemos o que ela mostra, ou indica, principalmente em relação ao Universo da DC nos cinemas.