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Mulher-Maravilha: lançamentos Panini

Livros capa dura e encadernados são as novidades da editora para o mês

Símbolo do poder feminino, a super-heroína Mulher-Maravilha tem presença marcada nos quadrinhos e nas telas do cinema. E, para dar ainda mais voz à amazona, a Editora Panini lança três títulos: Mulher-Maravilha: Terra Um vol. 2, Mulher-Maravilha: Antologia e Mulher-Maravilha: Volte Para Mim, já disponíveis nos principais pontos de venda.

A personagem Diana Prince, mais conhecida como Mulher-Maravilha, surgiu na década de 1940 para mostrar que mulheres são fortes, independentes, donas de si e não precisam ser salvas por ninguém. Ao longo do tempo, a heroína vem estampando inúmeras produções, HQs e outras coleções, reforçando o movimento feminista no mundo.

Confira, abaixo, mais detalhes das novidades.

MULHER-MARAVILHA: TERRA UM VOL. 2

Mulher-Maravilha Terra Um Vol2. (Foto: Divulgação)

Após deixar seu lar para ajudar a humanidade e conhecer o piloto da Força Aérea Steve Trevor, Diana Prince se encontra no Mundo dos Homens. A guerreira está pronta para qualquer coisa que aparecer, mas será que o mundo está pronto para a Mulher-Maravilha?

Ao longo das 140 páginas, será possível acompanhar os conflitos do governo americano diante da presença da amazona. Como Diana poderá levar à frente sua missão de paz e amor em um mundo que a vê como ameaça?

Com roteiro de Grant Morrison e arte de Yanick Paquette, o volume 2 da saga traz a trajetória da poderosa e icônica personagem Mulher-Maravilha.

A publicação tem o valor de R$ 46,00. pt

MULHER-MARAVILHA: VOLTE PARA MIM

Mulher-Maravilha – Volte para Mim. (Foto: Divulgação)

A famosa dupla de escritores Amanda Conner e Jimmy Palmiotti se juntam a Chad Hardin para o resgate de Steve Trevor. Quando o piloto é chamado para um teste de voo em uma aeronave experimental, ele acaba se perdendo no Triângulo das Bermudas e resta à Mulher-Maravilha e a Etta Candy seguirem seu rastro até uma ilha misteriosa e selvagem.

No decorrer das 164 páginas, a Mulher-Leopardo, inimiga mortal da Mulher-Maravilha, aparecerá para atrapalhar um pouco os planos.
O preço do título é de R$ 26,90.

MULHER-MARAVILHA: ANTOLOGIA

Mulher-Maravilha Antologia. (Foto: Divulgação)

A publicação apresenta a Princesa Diana, nascida do barro e dotada pelos deuses com poderes surpreendentes, defensora dos fracos e dos oprimidos sob o traje de Mulher-Maravilha, pregando a paz como representante da Ilha das Amazonas, Themyscira.

Desde o início da década de 1940, no meio da Segunda Guerra Mundial, até sua atualização por Brian Azzarello e Cliff Chiang, nos Novos 52: descubra todas as facetas da Princesa Amazona, reveladas por seus maiores autores nesta antologia: William Moulton Marston, Harry G. Peter, George Pérez, Gene Colan, Ross Andru, John Byrne, Mike Deodato, Yanick Paquette, Phil Jimenez e Greg Rucka. O valor sugerido do título é R$ 129,00.

Os títulos estão disponíveis na Loja Panini, em lojas parceiras e livrarias on-line.


Ficha técnica

Mulher-Maravilha: Terra Um vol. 2
· Roteiro: Grant Morrison
· Arte: Yanick Paquette
· Formato: 17 x 26 cm
· Tipo de lombada: quadrada
· Tipo de papel: couché
· Tipo de capa: dura
· Estrutura: 136 + 4 páginas
· Tipo de distribuição: nacional
· Periodicidade: especial
· Preço: R$ 46,00


Mulher-Maravilha: Volte Para Mim
· Roteiro: Amanda Conner e Jimmy Palmiotti
· Arte: Chad Hardin
· Formato: 17 x 26 cm
· Tipo de lombada: quadrada
· Tipo de papel: LWC
· Tipo de capa: cartão
· Estrutura: 160 + 4 páginas
· Tipo de distribuição: nacional
· Periodicidade: especial
· Preço: R$ 26,90


Mulher-Maravilha: Antologia
· Roteiro e arte: George Pérez et al.
· Formato: 17 x 26 cm
· Tipo de lombada: quadrada
· Tipo de papel: couché
· Tipo de capa: dura
· Estrutura: 400 + 4 páginas
· Tipo de distribuição: nacional
· Periodicidade: especial
· Preço: R$ 129,00

Elenco de “Aves de Rapina (Arlequina e sua emancipação fabulosa)” falam sobre o filme, em coletiva

Por Luigi Buratto e Thuane Piccolo

Na quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019, a CCXP abriu o seu primeiro dia, com ingressos esgotados, o evento contou com a presença de diversas e ilustres celebridades. Dentre elas, o elenco de “Aves de Rapina”, novo filme produzido pela diretora Cathy Yan, e estrelado por ninguém menos que Margot Robbie, a nossa anti-heroína favorita, a Arlequina. 

O filme mostra a trajetória da Harley Quinn após os acontecimentos de “Esquadrão Suicida”, a suposta separação entre ela e o Coringa e, então, sua emancipação fantabulosa, onde ela tenta descobrir sua própria identidade e acaba conhecendo um grupo de garotas com um mesmo objetivo. 

No dia seguinte, tivemos a oportunidade de participar da coletiva de imprensa, reunindo todo o elenco novamente, produtores e diretora. 

“Me apaixonei pela personagem desde Esquadrão Suicida, e senti que ela merecia ser melhor explorada”, disse Margot Robbie ao ser perguntada sobre o retorno da personagem. 

Durante a coletiva de imprensa com o elenco de Aves de Rapina, a diretora Cathy Yan, e produtores. (Foto: Thuane Piccolo)

Ainda completou “Foi uma honra trabalhar com a roteirista Christina Hodson, ela tem a capacidade de pegar ideias abstratas e dar um jeito de fazê-las acontecerem.”   

A atriz nos conta como foi o processo para dar vida a uma Gotham colorida e animada, mostrada de dia, diferente das versões sombrias da cidade de Bruce Wayne, que estamos acostumados a ver. 

FÃS COMO A GENTE

Quando perguntadas sobre como se sentiam participando desse icônico universo da DC nos cinemas, as atrizes se dividiram em respostas que remetiam suas infâncias, os filmes do Batman, as HQs e antes de tudo, como já eram fãs desse universo. “Eu conheci a Canário Negro pela primeira vez, jogando Injustice 2, no videogame”, disse Jurnee Smollett-Bell, mostrando seu lado nerd, falando sobre sua personagem no filme e como ela se sentiu honrada com o convite para interpretá-la. 

Rosie Perez complementa: “O fato de sermos mulheres fortes, independentes e estarmos arrebentando pela cidade, é a cereja do bolo” 

PREPARAÇÃO FÍSICA 

A diretora contou um pouco sobre como foram feitas as cenas de ação do filme. As atrizes tiveram um treinamento árduo, trabalharam por cinco meses, deixando as cenas muito mais realistas e bem coreografadas. Elas foram instruídas a fazer o máximo de cenas que conseguissem sozinhas, entretanto, o elenco foi auxiliado pela 87 Eleven, uma ótima companhia de dublês, que já trabalhou com grandes filmes como John Wick.  

Rosie comentou “Eu já tenho uma certa idade e no primeiro dia de treinamento, eu senti meu joelho falhar… Fui aconselhada a ser levada para o hospital ou então continuar treinando e fortalecendo meus outros músculos, e me senti inspirada a continuar …foi uma experiência transformadora. Eu estou numa forma física muito melhor do que já estive em 15 anos” 

As atrizes contaram como foi difícil realizar algumas cenas, pois a diretora insistia para que elas gravassem lutas de um a dois minutos ininterruptos e caso alguém errasse, seria necessário que gravar tudo novamente. Jurnee lembrou de uma vez, na qual haviam gravado uma longa cena, várias vezes, e Cathy dizia “Meninas, me perdoem, mas eu vou precisar que vocês gravem mais uma vez” e Margot respondia indignada “Porquêêê?”. A diretora reiterava que fazia as cobranças, pois sabia que as garotas eram capazes de aguentar. 

ÍCONES DE EMPODERAMENTO

De uns tempos pra cá, as mulheres estão cada vez mais se tornando um símbolo de justiça, igualdade e resistência. Nós podemos observar isso através do cinema, quando vemos grandes filmes sendo estrelados  por personagens femininos.

Margot nos fala que nunca imaginou que a personagem dela um dia pudesse virar um ícone de luta pelo feminismo, pois a Harley é emocionalmente desequilibrada, e acabou de sair de uma relação tóxica, tão cheia de falhas. 

“É difícil porque eu me sinto responsável por sempre passar uma mensagem positiva para este mundo, em todos os meus projetos, eu sempre tento ser a melhor pessoa que posso, e ao mesmo tempo, temos que nos manter fiéis aos personagens, à nossa história… Então eu ainda não entendo o porque as pessoas se identificam com a personagem, eu sei o porque elas a amam, mas talvez seja justamente por causa das suas imperfeições. E talvez seja exatamente isso que o cinema precisa mostrar com mais frequência, as falhas e imperfeições dos personagens principais”, falou Margot

Perez menciona como foi interpretar sua personagem, a detetive Montoya, em um cenário machista, onde ela precisava se reinventar todos os dias, ser forte e nunca desistir. Por várias vezes, ela era dispensada dos casos, se sentia frágil e injustiçada. Acho que a melhor mensagem sobre o feminismo é justamente o fato dela não desistir, ela continuava indo para o trabalho todos os dias, e então, ela finalmente achou as forças necessárias para se demitir, e fez isso de cabeça erguida. Feminismo não é só sobre as mulheres. É sobre igualdade”

MATERIAL FIEL AS ORIGENS?

Cathy diz que o filme não é totalmente baseado em alguma edição específica dos quadrinhos, porém teve suas inspirações nos Novos 52, e que o grupo Aves de Rapina segue uma linha de roteiro original, sem perder os traços dos personagens.

A diretora e roteiristas tiveram o trabalho de trilhar uma aventura inédita que tivesse sentido nessa nova fase do universo DC e da personalidade de Harley. “A Arlequina é uma anti-heroína, porém ela não é má.” diz Margot Robbie, citando uma de suas HQs favoritas, Blue Eyes, e fazendo relação com sua personagem.