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Uma história de amor, ódio, magia e clichês

Por Allan Dionizio

capa-o-manto-escarlate-sesi-sp-editora-ccxp-2016O livro “O Manto Escarlate” conta uma história dividida em duas partes, a primeira contando um triangulo amoroso entre a Rovena, uma jovem bruxa (seguidora da antiga religião), Wanda, a filha do pároco da vila e Marcel, seu marido, porém apaixonado pela jovem. A segunda parte conta as consequências desse triângulo, como a relação de amor e ódio dos pais acaba por afetar a vida de seus filhos.

Apesar de ambientação ser muito boa e o leitor ficar curioso sobre os mistérios e poderes da floresta em que se passa a trama, todo o resto deixa a desejar. Romance meloso, desenvolvimento fraco da história, cheio de pontas soltas e personagens entediantes (exceto, talvez, Irena, única personagem que gostei e tive interesse).

A autora por diversas vezes parece não saber como amarrar as diversas pontas da história, prolongando até não dar um fim definitivo ou então dá um fim abrupto sem maiores explicações. Em um determinado momento parece que o foco da história vai ser sobre a vida no vilarejo, em outro, sobre a política do reino, depois sobre a Igreja e a inquisição, e por último sobre o romance das personagens, porém todos esses segmentos ficam muito superficiais e tediosos.

Os personagens não parecem ter certeza do que querem na maior parte do tempo e todas as consequências dos atos acabam nas costas de Irena, que por sua vez acaba encontrando uma solução repentina pelo que parece ser a boa vontade da floresta. A magia, por ser tão constante no livro, poderia ser melhor explicada, sabemos apenas que a floresta tem grande poder e de vez em quando resolver ajudar as protagonistas.

Em resumo, uma história bem fraca, com personagens mais fracos ainda, numa floresta que parece guardar um enorme poder.

SESI lança livros de mundos mágicos

Por Henrique Moita e Rodrigo Bocatti

Durante a Comic Com Experience, que aconteceu entre os dias 1 e 4 de dezembro, a Editora SESI apesentou seus mais novos lançamentos: “Alek Ciaran e os Guardiões da Escuridão”, da escritora Shirley Souza, e “O Manto Escalarte”, de Flavia Muniz.

A história feita por Shirley veio através de um sonho, que se tornou o primeiro capítulo e depois veio outro, e então começou a ser desenvolvida uma história, que demorou cinco anos para ser concluída, aproximadamente. Já para Flávia, a história veio através de estudos de contos de fadas.

O enredo dos dois tem como pano de fundo um mundo mágico. “O Manto Escalarte”, se passa na Europa medieval e mexe com temas como as doenças da época, a Inquisição entre outros acontecimentos históricos. E a história vai girando em torno dos personagens na visão de pessoas de fora do que está acontecendo.

Já “Alek Ciara e os Guardiões da Escuridão”, começa com um rapaz de 15 anos que leva uma vida comum e que não acredita em magia, até que ele tem um sonho que alguns aspectos começam a se tornar realidade. E ele vai se redescobrindo tudo que achava que não existia e descobre que o mundo é dividido em duas forças: Luz e Escuridão, que existe bem e mal nessas duas vertentes. Porém, Alek não sabe qual seguir e vai tentando resolver esses problemas internos durante a narrativa

Cada livro terá uma continuação, porém Flávia que trazer um novo olhar para os contos medievais, sempre com uma narradora. Com o universo mágico criado, ela trará outras autoras para desenvolver esse mundo mágico junto com ela. “Estão previstas outras pessoas trabalharem comigo, porque eu já criei o universo, eu já criei os personagens principais e tudo que acontece e aí existe uma floresta que é na verdade, eu não vou dar spoiler, mas ela é uma personagem no livro e tudo acontece a partir dela, então essas pessoas que serão chamadas para continuar a coleção elas vão trabalhar dentro da fantasia imaginária que eu já fiz mas desenvolvendo as suas histórias com a minha participação”

Já o livro de Shirley é o primeiro de uma trilogia. E o segundo livro já está a caminho, porém a autora revela um segredo nesse primeiro capítulo da série: Tem uma cena lacrada aqui dentro, você só vê se você rasgar no final e ela é a ceninha depois dos créditos e ela é uma porrada, é aquela cena que vem pra você falar “Nossa!”, pra destruir. Traz uma grande revelação que já vai ser trabalhada no segundo”.