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Talento brasileiro de Magic: The Gathering, Patrick dos Santos dá dicas para jogadores que querem evoluir no MTG Arena

Com interface intuitiva e mecânicas bem detalhadas, versão digital do mais tradicional trading card game do mundo é ideal para iniciantes e quem está voltando a jogar, além de uma excelente oportunidade para se divertir com os amigos de forma remota

MTG Arena. (Foto: divulgação)

O MTG Arena é a versão digital de Magic: The Gathering (MTG) e desde o seu lançamento, em setembro de 2020, é um sucesso entre a comunidade de jogadores, atraindo novos usuários a cada dia. O game conta com uma interface bastante intuitiva, todas as mecânicas e cards das coleções mais recentes do MTG físico e está disponível tanto para PC quanto dispositivos móveis com sistema operacional Android ou iOS. Para auxiliar quem planeja começar a jogar MTG e quem quer se aperfeiçoar no game, Patrick dos Santos Fernandes, jogador brasileiro profissional de MTG e finalista no Player Tours Finals de 2020, listou uma série de dicas sobre como montar um deck balanceado e conquistar cada vez mais benefícios no game.

A experiência do MTG Arena para novos usuários começa com o desafio das cores, em que um tutorial ensina as mecânicas de Magic: The Gathering e mostra como desafiar cada um dos decks, divididos em branco, preto, azul, verde e vermelho. Ao vencer os duelos, em cinco níveis, o jogador recebe cards e desbloqueia modos de jogo, e para Patrick este é um momento estratégico de aprendizado.

“Para novos jogadores ou mesmo os que estão voltando a jogar Magic é fundamental prestar muita atenção no ‘Desafio das Cores’, pois as cartas conquistadas neste momento poderão fazer parte do deck do jogador. Além disso, é uma etapa importante para decidir qual cor combina mais com a sua personalidade e seu jeito de jogar”, afirma Patrick. “No início de jogo não há muitos cards à disposição de cada jogador, então uma dica é utilizar os códigos disponíveis no blog MTG Arena WordPress para liberar itens e incrementar sua coleção”.

Ainda para melhorar o deck e aprender como contá-lo, Patrick destaca a dinâmica de jogo “Draft”, que pode ser explorada semanalmente com diversas coleções de MTG. “Nesse formato, o jogador compõe uma mesa com outras sete pessoas. Cada um abre um booster da coleção do modo de jogo Draft, escolhe uma carta, passa o restante adiante e repete esse processo até que cada um tenha 45 cards. O objetivo é montar um deck com no mínimo 40 cards, contando com terrenos básicos. No Draft, o jogador fica com todos os cards recebidos e joga por premiação em mais boosters e gemas, e por isso é o mais rentável para alguém que está começando ou ainda não possui as cartas mais recentes”.

A montagem do deck é muito estratégica em MTG e essencial para o jogador poder subir de nível nos duelos do MTG Arena, inclusive nos modos ranqueados. Para ter um deck forte e equilibrado é importante um bom nivelamento entre cards de terrenos, criatura, magia, feitiços e cura. Segundo Patrick, “ter criaturas de custo mais baixo para se defender no começo do jogo e as de custo elevado para rivalizar com os cards mais fortes do oponente ao longo da partida é muito importante”.

Além disso, o jogador deve estar atento à quantidade de cores do seu deck, especialmente na montagem para o formato draft. “Na minha opinião, duas cores é o ideal, pois isso vai facilitar que você consiga jogar suas cartas no turno correto. Quanto mais cores você adiciona no seu deck, mais difícil vai ser para obter o terreno de uma cor específica, principalmente nos primeiros turnos do jogo”, afirma Patrick.

Um deck bom não se faz apenas com criaturas, mas com magias e feitiços que podem impactar diretamente a mesa. Porém, Patrick alerta para alguns cards que podem ter efeito reverso na estratégia dos jogadores. “Um card que destrói o terreno alvo, por exemplo, não impacta o campo de batalha, fazendo com que você perca seu turno sem mudar muito a sua posição na partida. Já as que fazem todas as criaturas receberem +2/+0 até o fim do turno só devem funcionar para quem está vencendo, e geralmente não representam qualquer vantagem para quem está atrás. Por fim, vale destacar os cards que destroem o encantamento alvo, que é um tipo de feitiço que pode ficar preso na mão do jogador por muito tempo, uma vez que não dá para saber quando o oponente utilizará um encantamento ou mesmo se possui um card desse tipo no seu deck”,

Por fim, Patrick destaca a importância das manas no jogo, e alerta que o ideal é manter um número entre 16 e 18 terrenos por deck para poder invocar criaturas ou realizar magias. No universo do MTG, existem cards que podem gerar mais de uma cor de mana, e assim facilitar a estratégia.

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