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Como Cães e Gatos 3: Peludos Unidos

Por Henrique Moita

Primeiramente, gostaria de falar como é bom poder estar de volta a uma sala de cinema e gostaria de agradecer a Warner por possibilitar essa experiência, depois de um graaande hiato, seguindo rigorosamente todas as questões de segurança, por conta do COVID-19.

Dito isso, vamos ao filme. “Como Cães e Gatos 3: Peludos Unidos” é o terceiro filme da saga que iniciou lá em 2001 e caso você não tenha assistido nenhum dos filmes anteriores, não se preocupe, pode ver a sequência numa boa, até porque logo no começo temos uma breve explicação de como chegamos até aqui.

(Foto: divulgação)

Em questão de enredo, ele é bem simples. Um animal misterioso cansou das pessoas comprarem apenas cães e gatos como bichinhos de estimação e cria um plano para que essas duas espécies voltem a brigar muito, para que os humanos deixem eles de lado e comecem a procurar outros animais, como répteis, aves para serem seus “pets”, mas peixes não contam hein (piada interna do filme 😜). Com isso, os dois agentes, o cão Roger (nome dado em homenagem ao tenista Roger Federer, já que seu dono também é um) e a gata Gwen (nome dado em homenagem a cantora Gwen Stefani, pois sua dona é uma cantora e compositora também) tem que descobrir quem está tramando esse plano, ao mesmo tempo que tentam ajudar seus donos com seus problemas pessoais, ou pelo menos todos os problemas que um adolescente de 13/14 anos pode ter (aqui interpretados por adolescentes reais…viu Netflix 🌚).

Mas e o filme, é bom?

Gente, com esse resumão todo, já deu pra ver que o filme é aquele beeeem “Sessão da Tarde” não é mesmo? Então não esperam um roteiro suuuuper elaborado e com grandes surpresas e reviravoltas. Esse é aquela comédia divertidinha de se assistir com as crianças do lado.

Apenas duas coisas me incomodaram bastante durante o filme. Uma é que, em alguns momentos, as patas dos animais são trocadas, deixando bem claro que não são as reais, e são apenas varetas com as pontas simulando as verdadeiras. Isso, inclusive, é até mostrado nos créditos finais do filme. Outra é quando os animais falam. Em determinados momentos, principalmente quando quem está falando é a gata, da para ver claramente a diferença do corpo para a cabeça computadorizada, para que as bocas possam se mexer conforme saem as palavras. Mas como eu disse, isso é a visão de um adulto “chato” que se apega a alguns detalhes que a criançada, com certeza, não vai dar a mínima e vai continuar se divertindo com o filme.

Em resumo, minha avaliação para esse filme seria 6/10. Ele é divertido, sei que é para o público infantil/infanto-juvenil, mas acho que algumas questões técnicas poderiam ser melhores, já que estamos em pleno 2020 e temos tecnologia para fazer melhor.