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Clube do Livro é um grande aliado da saúde mental durante a pandemia

O processo da leitura e discussões em torno do conteúdo é terapêutico e transformador, diz psicólogo

Livros estão auxiliando as pessoas a manterem a saúde mental. (Foto: divulgação)

Segundo pesquisa do instituto Ipsos, encomendada pelo Fórum Econômico Mundial e cedida à BBC News Brasil, 53% dos brasileiros declararam que seu bem-estar mental piorou um pouco ou muito no último ano. Ou seja, pensar em caminhos que favoreçam a saúde psíquica é algo emergente. Pensando nisso, Thaísa Passos, que é gerente global de marketing da S.I.N. Implant System, iniciou um “Clube do Livro” junto a colaboradores da empresa, onde acontecem encontros virtuais que propõem debates em torno de livros, como forma de driblar as difíceis emoções que vêm à tona durante o período de home office.

As obras, escolhidas sob medida para estimular o desenvolvimento pessoal, são sempre adquiridas pela empresa e entregues na residência de cada participante do clube de leitura. “Sabemos que os bons livros são um convite à troca de ideias”, diz a executiva. “E ter vários pontos de vista sobre a narrativa é extremamente enriquecedor”, conclui. Ela ressalta que o objetivo é envolver a todos e abrir espaço para que cada um fale sobre seus sentimentos e perspectivas, afinal, em grupo, existe o apoio e a colaboração mútuos. 

A partir do recebimento do livro, o time é incentivado a ler dois capítulos escolhidos para o encontro literário virtual, que ocorre semanalmente. Na data agendada, os participantes ligam suas câmeras e, durante uma hora, discutem as temáticas abordadas, refletindo sobre como aquele conteúdo poderia agregar no seu dia a dia, e como os impactou.

Os encontros literários têm sido um sucesso e funcionado como verdadeiro antídoto para os tempos sombrios da pandemia. Segundo Júlio Cesar Nascimento, mestre em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Psicanálise da PUC-SP, a experiência é transformadora. “Ler um livro e se reunir para conversar livremente sobre ele é tão gostoso como assistir o BBB e depois comentar os fatos ocorridos”, diz o especialista. “Isso porque somos analíticos: extraímos satisfação do ato de refletir sobre a realidade. No caso do Clube do Livro, o que acontece são ‘fofocas’ em torno da leitura”, continua. “A boa leitura captura naturalmente nossa curiosidade e, de repente, somos impactados por ela. Quando compartilhamos nossas impressões sobre esta atividade, a experiência passa a ser extremamente rica e prazerosa”, conclui. 

Na S.I.N., o saldo da experiência tem sido extremamente positivo. “Sinto que o Clube do Livro tem o poder de nos conectar mais e, assim, estamos superando essa fase cheia de complexidades, da melhor forma”, diz Thaísa. “Tem sido tão empolgante que pretendo transformar o projeto em algo permanente, mesmo após a pandemia”, comemora.

Heroína: todo mundo precisa de ajuda

Romance da escritora Nana Lees aborda temas como drogas, feminismo, abusos e depressão em enredo profundo sobre saúde mental

Heroína (substantivo feminino):

  1. Mulher de grande coragem, dotada de sentimentos nobres e sublimes.
  2. Droga apiode, com propriedades analgésicas e narcóticas e que causa elevada dependência química.
(Foto: divulgação)

O lançamento da escritora Nana Lees reúne as duas definições de heroína em um enredo profundo sobre dores, lutas e saúde mental. A partir dos narradores personagens, os leitores de Heroína são apresentados a um internato de elite onde jovens considerados rebeldes fingem que recebem educação, enquanto, na verdade, aprendem todos os esquemas do mundo adulto.

Os grandes personagens narradores dessa história são Helen e Otávio. Ela é filha de um grande líder da indústria bélica… ele é herdeiro de um legado imenso da indústria de narcóticos. O ponto alto da trama é quando Helen, vítima de ansiedade e com princípio de depressão, toma a iniciativa de ajudar uma pessoa muito querida – a rotina de aparências começa a desmoronar quando se enrosca com Otávio, amigo de infância.

“A despeito do fato de nos conhecermos desde que eu tinha uns cinco anos, talvez menos, nós conversávamos pouco. O mais comum eram nossos olhares, um jeito cúmplice de dialogar em meio ao caos que nos rodeava e ao qual não poderíamos combater sozinhos. […] Mas tudo mudou anos depois, quando a vida começou a ficar mais pesada e segredos se tornaram comuns. Desde então, Otávio seguiu um caminho diferente do meu nesse aspecto, tornando-se um oposto, enquanto eu me fechava cada vez mais.Por mais que os problemas familiares tivessem nos separado, nos transformado, os anos que se passaram não cortaram aquele elo criado a duras penas lá na infância.”
(Heróina, pág. 13)

Preocupada em revelar a personalidade única de cada personagem, Nana detalha as descrições físicas e emocionais de cada um. O foco é sempre nos problemas psicológicos que assolam o mundo, mas que a maioria ignora.

Viciada em mangás, Nana Lees criou em Heroína um novo mundo para expressar suas próprias ideias – sempre com um lado reflexivo e um tanto bem humorado.

Ficha Técnica:
Título
: Heróina
Autor: Nana Lees
ISIN: B081NTX267
Páginas: 805 páginas
Formato: e-book
Preço: R$ 1,99
Link de venda:  https://amzn.to/2ZtzzZw

Sinopse: Em um internato de elite, situado no meio de campos verdes e nada mais, jovens considerados rebeldes passam a maior parte do tempo fingindo que recebem educação enquanto, na verdade, aprendem todos os esquemas do mundo adulto a sua própria maneira: fugindo de seus problemas através de dinheiro e influência.

Helen é uma dessas internas, filha de um grande líder da indústria bélica, cercada pelo poder e toda a conveniência que advém dele. No entanto, acometida pela ansiedade e um princípio de depressão, Helen se culpa por tudo o que tem e não consegue decidir o que fazer com a própria vida, bancada com o extermínio de muitas outras pessoas.

Fazendo do seu físico uma carapaça, se protege das expectativas alheias, da falsidade que a rodeia, enquanto tenta se encontrar em seu próprio mundo “perfeito”, por vezes se sentindo inadequada, em outras se sentindo ingrata.
Mas quando toma a iniciativa de ajudar uma pessoa que é muito querida para ela, sua rotina de aparências começa a sair dos eixos, enlaçando sua existência com a do temido Otávio Lichere, herdeiro de um legado imenso da indústria de narcóticos.