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The Town 2023: Festival anuncia o lançamento do clipe da música-tema, na voz da cantora Iza

O hino do festival conta com a participação do baterista da banda Sepultura, Eloy Casagrande, e da orquestra comandada pelo maestro Eduardo Souto Neto

O novo e maior festival de música, cultura e arte de São Paulo lança hoje o clipe de uma de suas músicas-tema, inspirada na maior metrópole do país e o grande hino do megaevento. Organizado pelos mesmos criadores do Rock in Rio, a principal música-tema de The Town foi composta por Eduardo Souto Neto, que também foi o maestro da orquestra formada por 33 músicos que participaram da gravação da música. A cantora e fenômeno brasileiro, Iza, dá voz a canção e protagoniza o clipe, que também conta com a participação de Eloy Casagrande, da banda Sepultura. The Town realizará sua primeira edição no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 2, 3, 7, 9 e 10 de setembro de 2023. 

Para Roberto Medina, criador e presidente do Rock in Rio e The Town, a música inspira festival e festival inspira música, por isso, uma música-tema composta exclusivamente para The Town faz parte da essência de um festival de música e desperta a emoção do público. “Quando pensamos em Rock in Rio, imediatamente lembramos dos versos da canção que se tornou um clássico e um hino verdadeiramente poderoso e emblemático. Com The Town não será diferente e o novo festival já nasce com duas trilhas originais criadas especialmente para ele, mostrando a diversidade de ritmos que estarão presentes nos palcos e nesta grandiosa Cidade da Música que estamos desenvolvendo. E, pela primeira vez na história, estamos lançando um clipe com a cantora Iza performando o novo hino que, em breve, ganhará vida pela boca dos fãs que querem estar juntos conosco em São Paulo, criando novas lembranças e memórias”

Para o maestro Eduardo Souto Neto, também compositor da música tema do Rock in Rio e do “Tema da Vitória” da Fórmula 1, imortalizada por Ayrton Senna, o convite para compor a canção que dará vida a um novo festival significou também resgatar uma história de longa data, que começou em 1984 e se eternizou “Há cerca de 38 anos, o empresário Roberto Medina entrou em contato comigo pedindo a composição de um tema musical para um novo festival que ainda iria nascer e que prometia se tornar histórico. Naquela época, eu jamais imaginaria que estávamos ali colocando o Brasil na rota das turnês internacionais e que o tema que eu compus entraria para a história, sendo cantado até hoje pelas novas gerações. Agora, com o nascimento de The Town, me emociono novamente por ter composto essa nova canção que, junto com o festival, espero que repita o desempenho de sucesso que temos no Rock in Rio.”

A cantora Iza celebra este momento e destaca a felicidade em fazer parte da história do The Town. “The Town nasce consagrado. Fiquei muito feliz por dar voz ao que se tornará um hino para o evento, a canção sem dúvida conecta o público e passa por gerações. É maravilhoso saber que eu vou fazer parte do The Town em suas várias edições, é um prazer para mim ser a primeira intérprete dessa canção e estar com a belíssima Orquestra do maestro Eduardo Souto Neto e meu amigo Eloy Casagrande, que também é o baterista da música-tema. Vou estar ali com a minha voz e imagem fazendo parte de momentos icônicos. É um presente muito grande para mim”.

O clipe está sendo lançado simultaneamente no YouTube de The Town e em suas redes sociais (@thetownfestival no YouTube, Instagram e Twitter e @festivalthetown no Facebook). Ele pode ser conferido neste link. Clique aqui. 

The Town já nasce gigante

Dos mesmos criadores do Rock in Rio, The Town estreia na grande metrópole no dia 2 de setembro de 2023, e segue durante os dias 3, 7, 9 e 10, no Autódromo de Interlagos, em uma área de 350 mil m2, que será totalmente renovada. O novo festival já se posiciona como um evento de grande relevância, não apenas para a capital paulista, como também para todo o Brasil e já soma mais de 215 mil seguidores em suas redes sociais, lançadas há poucos meses.  

A primeira edição do novo festival já ganhou duas músicas-tema, gravadas nas vozes de Iza e Criolo. A primeira, considerada o grande hino do evento, tem interpretação de Iza, com a participação do baterista da banda Sepultura, Eloy Casagrande, e de uma orquestra comandada pelo maestro Eduardo Souto Neto. Já a segunda, um trap em homenagem a arte e cultura da capital, foi gravada pelo rapper Criolo em uma colaboração inédita com a Iza e o diretor artístico Zé Ricardo. A composição da letra é de Criolo e Zé Ricardo. Ambos os cantores já estão confirmados no line-up do festival. 

Com previsão para receber cerca de 500 mil pessoas em mais de 235 horas de música, a Cidade da Música contará com cinco palcos, onde o público poderá imergir em novas e inesquecíveis experiências. Com cenografia inspirada em ícones da arquitetura paulistana e apresentando uma diversidade única de ritmo e união de tribos, The Town chega a São Paulo com apoio, força e empoderamento de gente grande. De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, está previsto um impacto econômico de R$1.7 bilhão, o maior já visto na capital, além de gerar mais de 19 mil empregos diretos.  

De olho no festival 

Faltando pouco mais de nove meses para a primeira edição, o evento já tem atraído a atenção de diversas marcas. The Town conta com patrocinadores e apoiadores de peso como Itaú, Americanas, Porto, Vivo e Riachuelo – patrocinadores oficiais; a Red Bull, a Movida, a Estácio e a LATAM entram como apoiadores do evento; e os jornais Estado de São Paulo, O Globo e a Folha de São Paulo e a Eletromidia como media partner.  

The Town tem, ainda, a Heineken como patrocinadora Master, bem como os parceiros de mídia e transmissão: TV Globo, Multishow e Globoplay, as rádios 89FMRede Mix com as rádios Mix FM 102.1, Rio de Janeiro e Mix FM 106.3, São Paulo.  

Uma Cidade que não dorme: The Town oferece entretenimento para todos    

Inspirado nos prédios emblemáticos de São Paulo, o palco ‘Skyline’ é o maior palco do evento e é também onde receberá os maiores artistas do mundo, incluindo a tradicional queima de fogos de artifício sincronizada, na abertura e no encerramento. Com inspiração na arte urbana da selva de pedras, o palco ‘The One’ contará com conteúdo exclusivo do festival, através de encontros e apresentações produzidas sob medida. As bandas consagradas e novos artistas devem consolidar o tom de diversidade de ritmos em shows únicos e inesquecíveis.   

Desembarcando do Rio para São Paulo, o ‘New Dance Order’ será o palco dedicado à música de pista, passando pelos gêneros house, techno, trance, bass, trap, EDM e outros beats eletrônicos. The Town também contará com mais um espaço para lá de especial – a ‘São Paulo Square’, palco inspirado na região em que a Cidade foi fundada. Ali, se reunirão alguns dos seus principais ícones históricos, como a Catedral da Sé e a Estação da Luz, embalados ao ritmo de muito jazz e blues.  

A homenagem à capital não para por aí. O festival também traz para o público os antigos galpões das fábricas que ajudaram a elevar o nome de São Paulo. O palco ‘Factory’ trará o mood da cultura urbana e terá performances de street dance e shows de trap, hip hop e rap – que estão entre os gêneros mais consumidos da metrópole.  

Para completar, ao melhor estilo da cidade, The Town contará com o ‘Market Square’, espaço gastronômico que trará toda a diversidade da culinária paulista. Os cardápios serão criados exclusivamente para The Town e assinados por conceituados chefs, bares e restaurantes que mostrarão porque São Paulo é reconhecida como a capital gastronômica do país.  

The Town ainda contará com a ‘Área VIP’, espaço climatizado com buffet assinado por renomado chef e bar exclusivo. A área terá estacionamento e acessos exclusivos para o evento. 

Banda Sepultura lança ‘Machine Messiah”, primeiro disco de estúdio em quatro anos

ANDREAS KISSER GARANTE QUE ÁLBUM TRAZ MUITOS ELEMENTOS NOVOS

A classe é eterna e o metal é para sempre. A estrada para a glória na música pesada é literalmente feita dos corpos daqueles que não tiveram força para completar a jornada. Mas verdadeiros mestres sempre vencem obstáculos e o Sepultura há muito tempo ganhou seu status como lenda no mundo do metal. Em 2017, a banda vem com mais poder de fogo do que nunca. “Machine Messiah” está chegando…

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Sepultura lança novo disco. (Foto: Divulgação)

Formada em Belo Horizonte, em 1984, o Sepultura passou a ser uma das principais figuras no cenário underground que florescia para o thrash metal. Com sonoridade inventiva e exuberante e ao mesmo tempo crua e primitiva, a banda rompeu preconceitos ao fixar a América do Sul no mapa do metal assim como ajudou a dar forma para algo novo e brutal no heavy metal desde seus primeiros álbuns, “Morbid Visions”, “Schizophrenia” e “Beneath The Remains”. Obstinados a viajar para qualquer parte, o Sepultura construiu com firmeza uma das bases de fãs mais dedicada do planeta e, enquanto na década de 1990 muitas bandas tentavam se firmar criativa e comercialmente, os brasileiros conseguiram isso de ponta a ponta: em 1993, com “Chaos AD”, e em 1996, com “Roots”, clássicos instantâneos que provaram desde o lançamento serem extremamente influentes sobre várias gerações de músicos do metal.

A saída de Max Cavalera, frontman e membro fundador da banda em 1997, poderia ter descarrilado um grupo menos focado, mas mais tarde, naquele mesmo ano, a convocação do vocalista Derrick Green se provou um golpe de mestre. As duas últimas décadas assistiram o Sepultura evoluir, diversificar e prosperar com o lançamento de uma sucessão de registros devastadores que adicionaram muita profundidade à ilustre biografia da banda. Da indiscriminada euforia causada pelo primeiro registro de Green no grupo, “Against” (1998), à “Roorback” (2003), para o brilhante e com riffs que guiam ao futurismo, “Kairos” (2011) e o extremamente aclamado “The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart” (2013), produzido por Ross Robinson, o progresso do Sepultura tem sido perpetuado com sua integridade artística impecável.

Cada vez mais reverenciada como uma banda ao vivo, destruidora e estimulante, o grupo formado por Derrick Green (vocal), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Eloy Casagrande (bateria) celebrou recentemente os 30 anos de existência do Sepultura com uma implacável turnê mundial que confirmou sem dúvida que os brasileiros estão na melhor forma de suas vidas.

Avançando para 2017, o Sepultura está pronto para lançar um álbum que promete mais uma vez reafirmar seu status de porta-estandarte da música pesada. Com a gravação comandada pelo renomado produtor Jens Bogren (Opeth/Kreator/Ihsahn/Paradise Lost), “Machine Messiah” não é apenas o 14º disco de estúdio do Sepultura – uma proeza notável por si só – mas é também o mais completo e envolvente álbum que a banda fez na era Derrick Green. Com horizonte musical amplo mas sempre firmemente enraizado no espírito do heavy metal, é claro que se trata de um álbum que a banda preparou com grande amor, paixão e determinação.

“Trabalhamos muito no Brasil fazendo o máximo que podíamos na pré‐produção para deixar tudo o mais completo possível”, explica Andreas Kisser. “Então, quando o produtor chegou, ele deu sugestões e ideias e nós refinamos as músicas e por último gravamos tudo. Jens foi um reforço incrível ao projeto. Ele é um grande produtor, muito atento aos detalhes. Estou muito feliz com a sonoridade – Jens também mixou o disco, na Suécia. O tempo que passamos por lá (Suécia) foi extraordinário. Estamos muito ansiosos com o novo álbum e mal podemos esperar o lançamento!”.

Alternando entre a majestosa ameaça em lenta combustão da faixa título à fúria total do thrash metal clássico em “Iam The Enemy” para a revolta esotérico-percussiva de “Phantom Self” e o monstruoso gigante dark metal de “Sworn Oath”, “Machine Messiah” atinge um equilíbrio requintado. Um álbum com músicas meticulosamente elaboradas e com momentos individuais de cair o queixo, o disco atinge um revigorante crescendo em “Cyber God”, com um dos melhores solos de Kisser, com elevações e descendências. Uma grande conquista e esforço de uma equipe de boa fé, “Machine Messiah” pode ser o melhor álbum que o Sepultura já fez.

“Há muitos elementos novos nesse disco e isso é algo que sempre fazemos”, diz Kisser. “Sempre colocamos 100% de energia e paixão. Falamos muito sobre tudo, especialmente quando chega a parte das letras e encontrar o melhor caminho para expressar o que queremos dizer. Derrick fez seu melhor trabalho nesse álbum. Sua voz soa fantástica e ele pode realmente cantar! Ele realmente assumiu a parte lírica dessa vez. Todo mundo foi extremamente profissional. Paulo trabalhou em seus arranjos de baixo em casa sozinho, o que ele nunca fez antes! É o que a gente precisa no Sepultura. Acho que esse é um dos nossos melhores álbuns por que é o esforço de uma banda real”.

Munido com seu melhor álbum em décadas e inquieto para voltar para a estrada e compartilhar sua nova música, Sepultura nunca esteve em um estado tão confiante e satisfeito.

Machine Messiah emerge em um mundo conturbado, mas conteúdos extraordinários estão garantidos para levantar o espírito e a lealdade de qualquer metalhead. Esse é o metal com coração gigante, a cabeça cheia de inspiração e um pé fincado diretamente no acelerador. O messias está chegando.Louvado seja!

“É um privilégio estar em uma banda como o Sepultura, com 32 anos em atividade, e estes são possivelmente os melhores dias de todos para nós”, diz Kisser.“Demoramos um pouco para reconstruir as coisas e encontrar as pessoas certas para trabalhar com a gente,mas estamos em um bom lugar agora e realmente muito ansiosos sobre 2017. Eu amo excursionar, cara! Mal podemos esperar para sair pór ai. O palco é onde o tempo para e você perde a conexão com a realidade, vai para outro lugar e tem a troca de energia com o público. Isso é vida – pura vida”.

Por Dom Lawson

Repertório de “Machine Messiah”:

1. Machine Messiah
2. I Am The Enemy
3. Phantom Self
4. Alethea
5. Iceberg Dances
6. Sworn Oath
7. Resistant Parasites
8. Silent Violence
9. Vandals Nest
10. Cyber God