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Chris Pratt vem ao Brasil para tour de “Vingadores: Guerra Infinita”, da Marvel Studios

A Disney anuncia nesta segunda-feira, 26 de abril, a vinda do ator Chris Pratt ao Brasil para uma tour promocional do filme “Vingadores: Guerra Infinita”, da Marvel Studios, que estreia no dia 26 de abril. No filme, Pratt interpreta o Senhor das Estrelas, líder dos Guardiões da Galáxia. Ele estará no Brasil na primeira semana de abril e participará de um evento exclusivo para fãs e convidados. É a primeira vez que o ator vem ao país.

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Ator interpreta o personagem Senhor das Estrelas
no novo filme que estreia dia 26 de abril em todo o Brasil. (Foto: Divulgação)

Além de “Vingadores: Guerra Infinita”, Chris Pratt também participou de “Guardiões da Galáxia” e “Guardiões da Galáxia Vol.2”, ambos da Marvel Studios.

Em uma jornada cinematográfica sem precedentes que está sendo elaborada há dez anos e abrange todo o Universo Cinematográfico Marvel, “Vingadores: Guerra Infinita”, da Marvel Studios, leva às telas o maior e mais mortal confronto de todos os tempos. Os Vingadores e seus aliados Super Heróis devem se dispor a sacrificar tudo em uma tentativa de derrotar o poderoso Thanos antes que seu ataque de devastação e ruina dê um fim ao universo.

Anthony e Joe Russo dirigem o filme, que tem produção Kevin Feige. Louis D’Esposito, Victoria Alonso, Michael Grillo, Trinh Tran, Jon Favreau, James Gunn, Stan Lee realizam a produção executiva. O roteiro é de Christopher Markus & Stephen McFeely. “Vingadores: Guerra Infinita” estreia nos cinemas brasileiros em 26 de abril de 2018.

VINGADORES: GUERRA INFINITA

MARVEL STUDIOS

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Gênero:            Ação-Aventura

Classificação:               A Ser Definida

Data de Lançamento no Brasil:  26 de abril de 2018

Duração:                       A Ser Definida

Direção:                        Anthony e Joe Russo

Produção:                     Kevin Feige                  

Produção Executiva:     Louis D’Esposito, Victoria Alonso, Michael Grillo, Trinh Tran, Jon Favreau, James Gunn, Stan Lee

Roteiro:                        Christopher Markus & Stephen McFeely

Guardians of the Galaxy Vol. 2: Um Futuro no Presente seguindo os anos 1970-80

Por Renan Villalon

Vivemos uma contemporaneidade audiovisual na qual o velho é constantemente utilizado como novidade, como forma nostálgica de trazer uma época midiática antiga dentro do atual mercado da cultura pop. Guardians of the Galaxy Vol.2 (Guardiões da Galáxia Vol. 2), de James Gunn, atende muito bem a esse aspecto, propondo (novamente) um filme que trata de uma adaptação das HQs da Marvel (especificamente das edições pós-2008) com uma temática que traz um sentimento nostálgico à plateia mais velha, o que torna o filme agradável a diversas faixas etárias. Dessa forma, é quase premeditado que nossos pais se sintam mais à vontade quando assistirem ao filme, isso porque, em diversas características, é quase impossível não afirmar que a obra gira em torno dos anos 1970-80.

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“Guardiões da Galáxia Vol.2” continua a história dos aventureiros espaciais. (Foto: Divulgação)

Essa identificação pode ser indicada, primeiramente, através do gênero cinematográfico do qual faz parte, que é exatamente uma space-opera intergalática, dentro de uma ficção científica, com diversos elementos medievalistas (espada, adagas ou mesmo uma flecha voadora), curiosamente um gênero que “explodiu” na passagem dos anos 1970-80 a partir do filme Star Wars: A New Hope (1977). A influência temática da obra de George Lucas é tão presente que, mesmo tratando-se de um universo completamente diferente, possui ideias convergentes com a galáxia desses guardiões: batalhas intergaláticas; referências à tradicional velocidade da luz; seres fantasiosos em forma humanóide; caçadores de recompensas interestelares; diversos planetas a serem explorados e etc. É possível observar um “espelhamento” nos vários filmes de Star Wars, tornando a história um característico episódio galático no universo da Marvel.

Adicionado ao gênero, temos a temática retrô fortemente estilizada complementando a história do filme, que é simples e divertida. O trabalho estético e sonoro na composição fílmica, além das referências que surgem nos diálogos dos personagens, é a nossa grande pista e inquietação que nos faz viajar no tempo da juventude retrô.

A direção de arte trabalha o visual do filme com diversas ideias datadas dos anos 1980. É possível vermos, em parte da colorização do filme, uma paleta de cores voltada para diversas tonalidades de roxo, azul escuro, amarelo, rosa e vermelho, normalmente muito fortes e intensas, que era algo copiosamente utilizado em discotecas ou demais eventos festivos e dançantes nos anos 1980 (reveja o pôster, a referência começa por ali!).

Fora esse interessante uso das cores, identificamos durante o filme outros aspectos oitentistas: como o estilo neon, em um dos pontos de encontro dos mercenários intergaláticos; seriados como Knight Rider (Super Máquina) surgindo como uma lembrança (principalmente devido à participação de David Hasselhoff no filme, a estrela do programa de TV naquela época); além do divertido uso de um ícone dos games, Pac-Man, como motivo visual no filme.

Já pela ambientação sonora, fica claro também o sentimentalismo retrô, agora referente aos anos 1970, através das músicas escolhidas para compor a história. Com diversas canções de época, essencialmente de gêneros derivados do rock, como: art rock, blues rock, soft rock, country rock, pop rock, hard rock, entre outros, a nostalgia musical setentista é outro dos grandes destaques no filme. Esse direcionamento musical ajuda não apenas a criar aquele sentimento característico, como também funciona enquanto elemento narrativo, tanto que algumas letras das músicas compõem as motivações de alguns personagens, principalmente no relacionamento entre Ego (Kurt Russell) e Star-Lord (Chris Pratt), ou entre o protagonista e Gamora (Zoe Saldana).

Entretanto, é possível considerar que a música mais interessante e nostálgica, unindo referências sonoras e visuais no filme, seja a canção Guardians Inferno, composta por Tyler Bates e James Gunn, que trata-se de uma música eletrônica, ao melhor estilo disco music (com seu auge em meados dos anos 1970), que segue a melodia do tema principal e original do filme. Nessa mesma música, temos não apenas o prazeroso resgate das discotecas setentistas, mas principalmente a participação de David Hasselhoff como cantor, e assim, em apenas uma trilha, a direção musical consegue juntar as referências das duas décadas que são trabalhadas durante toda a obra (não por acaso, essa é uma das canções que escutamos durante os créditos).

No geral, é interessante observar essas referências em um filme contemporâneo, principalmente porque as HQs adaptadas tiveram suas primeiras publicações pós-2008, ou seja, a equipe de direção de arte e musical poderia muito bem remeter à essa época mais próxima do principal público-alvo do universo Marvel. Curiosamente, há também um contraponto entre seu estilo e sua forma técnica, já que mesmo remetendo a diversos tipos de referências teoricamente antigas, há um acúmulo de CGI, devido às necessidades do filme, que o impede de ser reconhecido enquanto uma narrativa oldschool, por assim dizer. Entretanto, se podemos tirar uma conclusão do trabalho desses artistas é que Guardians of Galaxy Vol. 2 é uma obra que “atualiza o velho”, que relembra o antigo ao mesmo tempo em que necessita mostrar-se enquanto obra atual, o que dá ainda mais destaque às referências, pois essa distância e aproximação naturalizada entre as diversas épocas é instigante.

Já o seu roteiro também trabalha com outras ideias e referências.

Essencialmente, enquanto os arcos dramáticos particulares de seus diversificados personagens são bem explorados durante a narrativa, temos sua história principal colocando em crise a ideia do mito cosmogônico da criação divina, através de um leitura direcionada pelas mitologias cristã e grega, isso devido ao desenvolvimento do passado familiar de Star-Lord. Seu relacionamento com Ego, seu pai, é tratado através da ideia de um deus único (próprio dos ideais cristãos) com adição de múltiplos semideuses pela galáxia (o que nos leva aos mitos gregos). Observa-se assim, novamente, mais elementos medievalistas dentro de uma narrativa que visa uma ideia de futuro, isso quando relacionada com o nosso hoje, uma interessante mistura entre ideais já vividos em meio à uma imaginação de algo que ainda está por vir (sim, isso nos dá um “nó” na cabeça!).

Além disso, é válido relembrar neste texto do humor muito bem trabalhado durante o roteiro, com piadas que se integram na história principal ao mesmo tempo que servem enquanto quebra da narrativa, diversas vezes, nos tirando de um possível foco excessivo na seriedade das ameaças que os guardiões sofrem durante todo o filme. Certamente é um filme que não se leva tão a sério, e é isso que o torna tão prazeroso no sentido de acompanhar seu desenvolvimento, pois além das piadas servirem enquanto “quebra”, nos permitem identificarmos melhor as curvas dramáticas presentes na história (momentos de alta e baixa dinâmica na linha narrativa, com sentimentos de alegria, tristeza, tensão, suspense e etc).

Automaticamente, as piadas também ajudam o espectador a se aproximar mais dos personagens e/ou do universo intergaláticos – lembrando aqui que a referência mais próxima da Terra é Peter Quill (Star-Lord). Os momentos cômicos fazem com que esses seres fantásticos, e seus respectivos ambientes estelares, percam aquele distanciamento da nossa realidade, isso porque as piadas naturalizam a presença deles durante o filme, principalmente quando tratam de referências terráqueas (o que não é pouco!). E nesse aspecto é interessante o uso do personagem Peter Quill, já que ele serve como uma “ponte”, como uma conexão entre o universo no qual está presente e a realidade nostálgica vivida por diversos espectadores, como mostram as constantes referências setentistas e oitentistas.

Assim, como últimas considerações, Guardians of Galaxy Vol. 2 funciona tranquilamente como um filme solo, ainda que seja o “segundo volume” de uma trilogia ainda em produção e integrante do projeto cinematográfico da Marvel. Na verdade, o fato da obra nos permitir esse certo distanciamento do ambiente terrestre no qual os principais personagens fílmicos estão presentes, no pós-Guerra Civil (Capitão América 3), a enaltece excessivamente. Isso porque permite enxergarmos o seu potencial narrativo, independentemente do mesmo ser simples e quase restrito ao próprio destino de seus personagens. Vejamos se, em um futuro próximo, os guardiões continuarão em uma space-opera repleta de elementos nostálgicos, mantendo o seu bom humor enquanto escutamos o Awesome Mix Vol. 3.

P.s.: Divirtam-se com as cenas DURANTE os créditos!

Ass.: I’m Groot.