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Aves de Rapina: Emancipação Feminina no Cinema

“Aves de Rapina” promete diversão, humor a ação para os fãs. (Foto: Divulgação)

Por Henrique Moita

Que a Warner/DC estão acertando nos seus filmes baseados em quadrinhos não é mais surpresa para ninguém. A única dúvida que sempre fica com o final dos filmes e a falta de informações é: como vai ficar esse universo. Vai ser unificado? Alguém vai assumir o Coringa ou ele ficará apenas como citações? O participação do Flash, de Ezra Miller, no crossover das séries da CW vai ter algum impacto nos cinemas? Veremos algum dia o Snyder cut da Liga da Justiça?

Enquanto essas perguntas ficam em aberto, o que nos resta é apreciar os filmes que estão sendo feitos.

Em “Aves de Rapina”, temos Margot Robbie de volta no papel da Arlequina, após os eventos apresentados em “Esquadrão Suicida”, porém, por mais que os filmes estejam ligados, com até algumas cenas mostradas no filme aparecendo de novo e tendo diversas referências ao longa, para a nossa sorte, a qualidade não poderia ser mais diferente.

Antes, a Warner estava decidida a ter um universo um pouco mais dark em comparação ao UCM, porém o que esse filme mostrou é que ela consegue fazer ambos, inclusive no mesmo longa.

“Aves de Rapina” mistura uma pegada bem mais leve, com muito humor, mas ao mesmo tempo, principalmente nas cenas de luta, conta com takes bem mais fortes. O filme me lembra bem “Deadpool“, tanto pela comicidade quanto pela ação.

E filme de quadrinhos também passa mensagem. Nesse, em específico, mostra o lado das mulheres. Seja pelo fato mais “básico”, como o homem tentando se aproveitar da Arlequina enquanto ela está bêbada, passando pelo fato de pensarem que ela, sem a proteção do Coringa depois que eles se separaram, não teria mais quem pudesse protegê-la, chegando até ao fato de que uma policial que nunca leva os créditos pelo serviço que realiza, ficando esse sempre para o seu chefe. O filme mostra como mulheres podem fazer o mesmo serviço dos homens e, muitas vezes, de maneira bem melhor (alguém surpreso com isso?).

Mas esse é um assunto que ainda terá que ser muito debatido, em diversos outros veículos, porque ainda temos muito a evoluir.

Como sempre, os filmes não podem ser só elogios (a não ser Coringa, talvez). Nesse, acho que faltou um pouco mais do vilão. Não sei, não senti uma graaaande ameaça da parte dele. Por mais que ele se diga muito poderoso em Gotham, e em alguns momentos até mostre esse real poder. Não senti que as heroínas no filme realmente estivessem em apuros pela parte dele. Acho que dava para ser um pouco mais ameaçador.

De resto, gente, é filme baseado nas HQ’s. Não vão esperando um filme digno de Oscar. Ele é bem divertido, com algum drama e muitos momentos cômicos apresentados pela Arlequina. Com toda a certeza vale a pena ir no cinema assistir.

Por fim, “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” é um bom filme. Warner/DC, continuem nessa pegada que esse universo vai longe.