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O western chegou à shoestock

Grande aposta da temporada, o western aparece com força no inverno 2019 da shoestock. Entre botas, mules, scarpins e sapatilhas, a tendência, inspirada pelas cowgirls do século 19, surge reinventada e chama atenção das amantes de moda.

A textura em croco e o salto quadrado da bota de cano curto trazem a essência desse estilo, que já se tornou o must-have da estação. Há ainda opções com salto fino e mix de materiais, que enriquecem as peças com sofisticação.

(Foto: Divulgação)

Combinadas com vestidos midi, look all jeans e tons terrosos, os sapatos compõem visuais invernais repletos de atitude e irreverência. Já com o clássico calça e camiseta, se tornam o ponto alto da produção.

Perfeita para quem gosta de somar estilo e versatilidade, a coleção já pode ser encontrada no e-commerce da shoestock e na loja física da marca, em São Paulo.

Serviço

Loja física: Avenida Bem-te-vi, 221 – Moema – São Paulo – SP      

Horário de Funcionamento:        

Segunda a Sábado: 10h às 20h            

Domingo e Feriados das 11h às 19h

Loja online: www.shoestock.com.br


Calvin Klein Kids – Inverno 2019

Seguindo a mesma inspiração da coleção adulta, a Calvin Klein Kids reinterpreta cenários e protagonistas típicos da cultura americana para a nova coleção de Inverno 2019 que traz produções com muito estilo para os pequenos.

O clima faroeste, o agito do high school e o lifestyle BMXassumem uma versão suave através de uma cartela de cores na qual tons neutros e terrosos predominam. O mood westerninspira principalmente as estampas, assim como a estética da bandeira americana.

Coleção Calvin Klein Kids. (Foto: Divulgação)

O clássico jeans aparece sofisticado e com ainda mais atitude nas propostas para ambos os gêneros. Faixas coloridas são aplicadas nas laterais de calças, shorts e jaquetas e a logo celebration segue forte em versões maxi e mini, além de serem destacados nas etiquetas por tons vibrantes.

Para os meninos a temporada sugere uma grande opções de bermudas, shorts, camisetas e camisas que se diferenciam pela lavagem ou prints, como o xadrez e navajo. O mood esportista se encontra com o universo escolar resultando em peças versáteis, confortáveis e muito estilosas.

A mesma inspiração também é estendida para as meninas, porém com toques mais delicados, na qual vestidos, blusas, moletons, shorts e saias ganham ainda babados e estampa floral.

shoestock apresenta coleção Inverno 2019

Unindo estilo, praticidade e a versatilidade características da marca, a shoestock apresenta a coleção de inverno 2019. Western, retrô, 90’s e animal print são as grandes apostas para a estação, que compõem uma linha completa para mulheres sofisticadas e que acompanham as tendências.

Os modelos variam de sapatilhas em tons neutros até scarpins com mix de estampas, fazendo do inverno 19 uma coleção super democrática. A bota, sempre presente nas produções invernais, aparece em diferentes alturas e materiais, dando o toque de estilo a qualquer produção.

A cartela de cores é composta por azul marinho, preto, vinho, terrosos – que englobam terracota, marrom e caramelo -, nude, gelo e neutros. Apostas certeiras que seguem o mood sóbrio da estação.

Como em todas as suas coleções, a shoestock apresenta calçados com ótimo acabamento e uma gama de opções para todos os gostos e lifestyles. Com 90% do portfólio em couro, as peças deste inverno apresentam um rico trabalho em texturas como o nobuck, snake skin e matelassê.

Os produtos já estão disponíveis no site e na loja física da marca.

Serviço

Loja física: Avenida Bem-te-vi, 221 – Moema – São Paulo – SP      

Horário de Funcionamento:        

Segunda a Sábado: 10h às 20h            

Domingo e Feriados das 11h às 19h

Loja online: www.shoestock.com.br

Pedro Mauro, famoso por quadrinhos western, confirma presença na CCXP 2017

Quadrinista brasileiro, que trabalha para o mercado europeu, participa da quarta edição do evento, que acontece entre 07 e 10 de dezembro em São Paulo

CCXP – Comic Con Experience (www.ccxp.com.br), que se tornou a maior comic con do planeta em 2016, quando reuniu um público recorde de 196 mil pessoas, anuncia a presença do quadrinista brasileiro Pedro Mauro, conhecido pelo seu trabalho no mercado europeu e em artes western. O artista estará presente no Artists’ Alley e apresentará painéis especiais da quarta edição da CCXP, que acontece de 07 a 10 de dezembro no São Paulo Expo.

Pedro Mauro é um veterano dos quadrinhos western – gênero de histórias ambientadas no faroeste – que começou desenhando em 1970 para editoras em São Paulo, como Pancho, da Taika Editora. Desde 2014 ilustra quadrinhos a convite da Sergio Bonelli Editore, na Itália, e atualmente trabalha no seu quarto álbum com Gianfranco Manfredi. No Brasil, participou da serie 321 Fast ComicsChronicles of Few and Cursed, de Felipe Cagno, e Pátria Armada Visões de Guerra, de Klebs Junior.

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Pedro Mauro confirma presença na CCXP. (Foto: Divulgação)

O artista trabalhou por muitos anos para o mercado editorial de São Paulo e como ilustrador de storyboards para publicidade, até se mudar para Nova Iorque em 1995, onde viveu e trabalhou por mais de dez anos ilustrando para estúdios de publicidade. Retornou aos quadrinhos em 2013 com a famosa série pirataBack From The Dead Red, com Carlos Stefan. Em 2016 ilustrou o álbum L’Art Du Crime, para a GlenatBD, França.

“Pedro Mauro é um convidado especial que traz seu estilo único para o Artists’ Alley da CCXP. Fãs de quadrinhos, ilustrações, graphic novels e pinturas vão encontrar obras únicas, de Velho Oeste a piratas”, comenta Ivan Freitas da Costa, sócio do evento e curador da área de quadrinhos.

CCXP – Comic Con Experience (www.ccxp.com.br), que reuniu 196 mil pessoas em 2016 e bateu o recorde de público em comic cons no mundo, terá sua quarta edição entre 7 e 1o de dezembro de 2017 no São Paulo Expo e espera receber mais de 220 mil visitantes. Os ingressos para sábado (9/12) e pacote para os quatro dias já estão esgotados. Os ingressos para quinta, sexta, domingo, Full Experience e Epic Experience estão à venda pelo site com preços a partir de R$ 99,99.

INVERNO 2017: o detalhe western que brilha em seus pés!

Entra e sai temporada e a aposta western continua. Neste inverno 2017, um detalhe dessa tendência surge em seus pés: as biqueiras de metal. Inicialmente, esses adornos foram feitos para proteger os sapatos dos caubóis, já que a ponta feita de metal é muito mais fácil de limpar. E hoje estão nas passarelas internacionais como nos desfiles das grifes Adam Selman, Calvin Klein e Alexander Wang na última edição da New York Fashion Week (foto acima) e na nova coleção da Spot Shoes. Também  não é por menos! Dão um toque de elegância e ainda combinam com qualquer peça de roupa. Sem falar do charme extra ao seu visual. Da bota a mule, qual tem a sua cara?

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SpotShoes aposta no estilo western para o inverno. (Foto: Divulgação)

As Figuras Femininas em “Live by Night”

Por Renan Villalon

História. Se há uma palavra que pode nos ajudar a definir atmosferas e temas cinematográficos, e suas diversas épocas referentes, é essa palavra, tão curta e ao mesmo tempo tão abrangente sobre diversificados assuntos. Pois bem, o contexto histórico de Live by Night (A Lei da Noite), dirigido, escrito e atuado por Ben Affleck, é nada menos do que situado no intenso período entre guerras – chamado assim por se tratar da época entre as Primeira e Segunda Guerras Mundiais (1918-1939) –, e, embora a sua primeira caracterização seja como um filme de gângsteres, há outros gêneros embutidos em sua narrativa, os clássicos film noir e, ainda mais antigo, western.

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“A Lei da Noite” estreia  hoje e mescla dois gêneros. (Foto: Divulgação)

Dos três gêneros, aquele que pode ser identificado como presente na época entre guerras, de fato, são os filmes sobre a máfia (gângster), embora há uma ressalva sobre essa ideia. Coloco isso pelo fato de que esse gênero, aqui reconhecido, é tradicional desde os anos 1910 no cinema, mas, ainda assim, ganhou maior destaque na clássica fase a partir dos anos 1930, com a chegada do cinema sonoro no final dos anos 1920. Já o gênero noir, com elementos que o colocariam como um “filho” do cinema dos mafiosos, chegaria na época dos anos 1940, com tramas complexas recheadas de textos extensos, personagens ambíguos e crimes a serem desvendados por um perspicaz detetive. O último deles, western, os famosos filmes de cowboy, com grandes perseguições a cavalo e com xerifes e bandidos trocando tiros em meio a diligências, existe desde a passagem dos séculos XIX a XX e, assim, como um dos primeiros e mais clássicos gêneros do cinema.

Em um âmbito mais geral, os três gêneros tratam de tramas sobre crimes, um deles movidos pelo ponto de vista dos criminosos (gângster), outro pela observação dos homens da lei (noir), e o terceiro pela caracterização quase mítica de ambas as figuras, em contínuos combates (western), nos quais cada um deles possui seus característicos personagens e motivações narrativas. Entretanto, o quê esse resgate histórico teria a ver com Live by Night?

A trama serializada de Ben Affleck, e digo isso porque há uma característica diferença entre os diversos “climas” presentes em sua narrativa visual e textual, é caracterizada por esses três gêneros, misturando aspectos das temáticas e trazendo um interessante diálogo entre elas.

Podemos iniciar nossas investigações fílmicas, primeiramente, pelo tema principal que surge na narrativa de Ben Affleck, que é justamente a atmosfera caótica e violenta, com uma copiosa trama de vingança e manipulação, que aparece entre as grandes ações dos personagens masculinos criados pelo atual diretor e roteirista. Algo típico do cinema gângster e que é um fator que conduz grande parte do texto de Affleck é a forma como as famílias White (máfia irlandesa) e Pescatore (máfia italiana) se entrelaçam de maneira rivalizada, com uma ação possuindo o retorno da outra e vice-versa, num jogo contínuo de ameaças nas quais os civis são meros espectadores.

Entretanto, embora o gênero dos gângsteres seja, em suma, uma temática altamente patriarcal, na qual os homens não apenas possuem o grande domínio das ações assim como, seus principais representantes, tratam as mulheres como simples joguetes em suas mãos, aqui temos algumas das mais importantes motivações dramáticas conduzidas pelas mulheres. Embora isso não evite um contexto maniqueísta, propõe uma contraposição ao gênero. Isso trata, diretamente, de dois aspectos, um próprio do film noir: a presença da femme fatale, e outro típico do western: a força da mulher redentora.

O tipo feminino da femme fatale trata do excessivo medo, na época após a Segunda Guerra Mundial, que a sociedade machista começava a ter sobre a figura independente da mulher. No período dos embates bélicos, as mulheres tiveram que aprender a serem independentes da presença masculina, e quando os soldados, voltando dos campos de batalha, se deparam com essa mulher, muitas vezes firme e segura, isso lhes causa insegurança e medo de perder o domínio sobre seus lares. Já a mulher redentora simbolizava a categórica mulher branca, originada de um contexto mitológico relacionado às narrativas do cativeiro. Essas contavam como que essas mulheres, raptadas por índios, suportavam tamanhas provações e esperavam da graça de Deus um resgate sagrado, normalmente realizado por um homem branco, o que as faria conduzir suas vidas diante dos valores da sociedade auto-identificada como cristã e moralizante.

As formas pelas quais a sociedade compreendia a figura da mulher fez com que surgissem cada um destes tipos femininos, de acordo com cada época cinematográfica. Dessa forma, aparecem os estereótipos integrantes em cada atmosfera: a femme fatale (mulher fatal, figura sexualizada, que manipula o homem em busca de interesses próprios e que pode domesticá-lo) e a mulher redentora (a dama pura, figurada pela mulher cristã e que irá propor a redenção do homem através do sentimento do amor puritano). São esses os contextos e temas trazidos por duas das principais personagens, uma pelo aspecto de manipulação sexual de duas das principais figuras masculinas, e a outra pela intensidade dramática e purista pela qual suas ações direcionam as decisões de um dos personagens ao retorno dos valores morais da sociedade.

Adicionada a essas importantes figuras para o roteiro de Affleck, temos outra mulher, situada entre as duas motivações femininas, que irá influenciar as decisões políticas do personagem principal, assim como irá propor uma redenção de suas ações em busca de uma vida direcionada ao amor em família.

Isso nos mostra a intensa ambiguidade no texto de Live by Night, enquanto nos ajuda a caracterizar os diversos “climas” diante de sua narrativa. Assim, embora nesses momentos serializados o filme não perca o seu tom de manipulação através das “políticas de mercado” – aquelas categóricas dos filmes de gângsteres e que dispensam maiores comentários –, imprime um contexto, no qual, embora se acredite que tais mulheres tomarão determinadas ações, as mesmas podem surpreender mesmo o espectador mais atencioso à narrativa. E isso tratando, ao mesmo tempo, de figuras já estereotipadas em gêneros clássicos e de motivações pessoais, dessas personagens, que vão se modificando e dificultando que o público consiga definir o rumo pelo qual cada uma delas irá seguir.

Dessa forma, com essa constante mistura de gêneros, principalmente pelas personagens femininas, e com uma direção de arte que acompanha diversos tipos de ambientações sob os gêneros gângster, noir e western, Live by Night nos propõe uma narrativa que, embora siga a história de Joe Coughlin (Affleck), possui sua imagética voltada a grandes gêneros hollywoodianos. Isso não nos direciona apenas a um passado nostálgico sobre diversas épocas, mas também nos coloca diante de antigas construções narrativas da figura da mulher, sobre as quais, se as observarmos bem, podem representar a forma maniqueísta pela qual o patriarcado tende a observar a sociedade.