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Salas integradas são realçadas pela cor cinza

Mesmo que o cinza seja uma cor neutra, as salas integradas de 60 m² desse apartamento ganharam destaque. A moradora brincava com os arquitetos Priscila e Bernardo Tressino da PB Arquitetura, que não queria nada muito colorido, mas também nada marrom e bege.

A solução foi investir no cinza, conta Priscila. “Eu gosto desse contraste que o cinza cria entre parede, teto e o batente das portas”.

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Cinza realça salas integradas. (Foto: Divulgação)

Para serem diferentes do restante da paleta cinza, duas paredes foram marcadas. Uma com deco painel de madeira para fazer o trabalho 3D, juntamente com o espelho, e a outra, com o papel de parede sutil.

A mesa nesse formato foi escolhida devido ao “ar” mais convidativo. Priscila explica que, como é uma mesa de oito lugares, o formato grande dificulta a conversa entre os convidados, mas ao utilizar na forma de elipse ou redonda, o móvel ganha um visual mais aconchegante e agradável. “Nesse projeto, conseguimos utilizar esse formato, pois tínhamos uma metragem maior, porém quando o ambiente é pequeno, fica mais difícil”, aconselha.

Aberto às sugestões, os moradores exigiam um projeto clean e prático. Os arquitetos, então, utilizaram duas poltronas giratórias. Assim, as pessoas conseguem o movimento tanto para a sala de jantar quanto para a sala de estar, e a conversa flui melhor.

Para uma iluminação clean, foram utilizados spots embutidos, uma fita de Led no cortinero entre a sala e o terraço, e um pendente para a mesa de jantar.

Já, o tapete de patchwork com fundo vermelho foi um paradigma quebrado, brinca Priscila. “Os clientes foram resistentes no começo, mas depois adoraram o resultado da combinação do cinza e vermelho do tapete”, ressalta.

Em outra sala a televisão ganhou espaço, porém nessa os moradores preferiram algo mais intimista. Segundo os arquitetos, isso não é tão comum pois geralmente as plantas dos apartamentos são reduzidas.

Salas integradas onde o cinza trouxe aconchego e sofisticação.

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Apartamento moderno tem quarto geek para mãe e filho

Priscila e Bernardo Tressino da PB Arquitetura equilibraram gostos e tendências

Apaixonados pelo mundo geek, mãe e filho moram em um apartamento de 85 m², em São Caetano do Sul. Para a reforma, o trabalho dos arquitetos Priscila e Bernardo Tressino da PB Arquitetura foi, então, colocar tendências modernas e montar um quarto “nerd” para os moradores.

Ter um cômodo que levasse a cor vermelha era um dos desejos da moradora, mas ela também tinha medo de que o tom fosse pesado demais. Assim, os arquitetos decidiram investir no vermelho para a cozinha, um ambiente não tão visível e que teve o equilíbrio do branco e do preto.

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PB Arquitetura realiza projeto de quarto geek. (Foto: Divulgação)

Bernardo explica que os pendentes de lâmpada de filamento de carbono realçaram ainda mais a cozinha moderna, visto que eles podem ser observados da sala também. Já a sala ganhou mais amplitude visual com o coringa “espelho” e um papel de parede neutro com muito brilho.

A bancada também recebeu mais cadeiras. “A ideia é de que a sala conseguisse comportar o maior número de pessoas, pois os moradores adoram receber visitas”, conta Priscila.

Sem se preocupar com a churrasqueira, a ideia da moradora era fazer da varanda gourmet um “cantinho do vinho”, já que o churrasco sempre ficaria em segundo plano. Para isso, os arquitetos providenciaram um banco de demolição, uma mesa de centro também de demolição, e um piso que mais se parece um tapete.

Outro cantinho especial é o quarto geek. Personagens de desenhos e filmes foram parar nas estantes e nichos desse quarto. A traseira de um Cadllac se transformou em poltronas, a cabine de telefone e a coruja do Harry Potter também fazem parte do cômodo.

Para mais um quarto, a divisória de draywall deu lugar a um closet, mesmo com a pouca metragem do ambiente. Priscila afirma que o papel de parede forte 3D que conseguiu dar destaque, seguindo a linha moderna de todo o apartamento.

O quarto do filho de 11 anos, que se aventura sendo youtuber, precisou de mais espaço para gravações de dicas de vídeo game. A solução encontrada pelos arquitetos foi de elevar a cama, a escrivaninha ficou logo abaixo. E ainda o menino consegue mostrar um visual legal para a câmara, o desenho de um lobo no armário.

Um apartamento que transparece os gostos dos moradores sem deixar de lado as tendências atuais.

Butzke apresenta sua primeira linha infantil

A linha “Alpina” é assinada pelo jovem designer curitibano Paulo Ferraz

Uma relação secular com a madeira, caracterizada por um grande know how na fabricação de móveis para área externa. Os móveis da Butzke carregam muito da história do mobiliário brasileiro, com criações de alguns dos designers mais premiados do país, entre eles Carlos Motta, Arthur Casas, Zanini de Zanine e Fabricio Roncca. Agora, a empresa, de Timbó (SC), acaba de apresentar sua primeira linha infantil, lançada oficialmente na ABIMAD 2018, realizada na última semana, entre os dias 30 de janeiro e 02 de fevereiro.

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Butzke apresenta linha de móveis infantis. (Foto: Divulgação)

Com o nome de “Alpina”, a linha infantil é a assinada pelo jovem designer curitibano Paulo Ferraz, de 26 anos. De acordo com o profissional, a inspiração veio após uma viagem aos alpes italianos. “Fiquei encantado com as inúmeras mesas de piquenique da região. A maioria delas eram rústicas e improvisadas, porém muito funcionais. Aquilo ficou gravado em minha memória”, explica Ferraz. Meses depois surgiu a oportunidade de projetar para a Butzke. “O Michel Otte, diretor da marca, pediu eu desenhasse algo no seguimento infantil por ser uma área em que eu já vinha projetando. Foi aí que liguei as coisas”, detalha.

Durante o processo de desenvolvimento o designer percebeu a oportunidade de debater um tema recente. As crianças nunca estiveram tanto tempo dentro de casa. Atualmente, existe a dificuldade em saber qual o limite do uso de dispositivos digitais e do estilo de vida indoor. Essa visão mudou a essência do projeto. Passamos a buscar algo vibrante, que despertasse os sentidos e que convidasse a tocar e interagir. Com a ‘Alpina’, quero dar motivos para que as crianças curtam momentos especiais fora de casa, deixando um pouco de lado o estilo de vida indoor”, comenta o designer.

A linha “Alpina” é composta por mesa, banco com encosto e banco sem encosto.  As peças foram fabricas somente com madeiras certificadas, e estão disponíveis em diversas cores e acabamentos. “Conseguimos desenvolver uma linha muito bonita e extremamente funcional. A montagem não necessita de ferramentas e é superintuitiva. A ‘Alpina’ também é muito segura para as crianças e traz todos os selos de sustentabilidade da Butzke”, detalha o designer. 

Jovem talento

Com apenas 26 anos, o designer Paulo Ferraz ganhou destaque internacional no ano passado após ser convidado para participar do Salão Internacional do Móvel de Milão 2017, na Itália. Na ocasião, o profissional expôs a “Picolézinho”, cadeira que reinterpreta o prendedor de bolsa na forma de um picolé mordido.

“O mobiliário infantil entrou na minha vida de um jeito interessante. Demorei um certo tempo para perceber que os meus melhores projetos eram na verdade móveis infantis. Ultimamente tenho focado mais neste seguimento, é verdade. Porém não pretendo me restringir até porque muitas oportunidades estão surgindo ”, completa Paulo Ferraz.

A linha “Alpina” da Butzke, assinada por Paulo Ferraz, está disponível em lojas de móveis e decoração espalhadas por todo Brasil. Mais informações pelo telefone (47) 3312-4000 ou nos sites http://www.butzke.com.br e http://www.ferrazpaulo.com.br.

Arquiteta Carmem Avila ensina como utilizar diferentes tons de madeiras em um ambiente

A profissional destaca o seu uso tanto para ambientes residenciais, como corporativos

A madeira é conhecida por agregar conforto aos ambientes e continua a ser um dos elementos muito utilizado na decoração de interiores. Versátil e clássico, a madeira pode escurecer ou iluminar um ambiente, trazer um clima moderno ou rústico, além de apresentar tons e texturas diferentes.

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Carmen Avila ensina como utilizar a madeira nos ambientes. (Foto: Divulgação)

Para Carmem Avila, do escritório Carmem Avila Arquitetura, não é necessário optar por apenas um tipo específico de madeira no décor. Acostumada a realizar a mescla em seus projetos – tanto comerciais, corporativos ou residenciais, a arquiteta ressalta a necessidade de trazer um olhar atento para a combinação e seguir algumas precauções visando não sobrecarregar os ambientes. A seguir, as dicas elencadas por ela para trabalhar o mix com esse importante elemento da natureza.

·         Evite o excesso de texturas

 “Para um ambiente onde a madeira estará presente em grande escala é importante dosar as texturas com elementos de superfícies neutras e uniformes” explica Carmen. 

·         Composição piso e paredes

A arquiteta explica que é possível trazer a harmonia para a utilização da madeira tanto no piso como também nas paredes. Para equilibrar a composição, o segredo é pensar em paredes ou outras superfícies lisas. “Por exemplo, um piso de tacos em palito Ipê e uma das paredes também no mesmo material, podem ser acompanhados por superfícies brancas ou off-white”, destaca.

·         Madeira na cozinha

A aplicação de madeira na marcenaria da cozinha deve ser combinadas com o piso neutro e bancadas uniformes. “Inox, pedras sintéticas ou Corian são materiais que harmonizam com o elemento. Dessa forma, nada impede trazer para a cozinha banquetas de madeira em outro tom, pois as grandes superfícies já equilibram as texturas”, acrescenta Carmem.

·         Composição piso de madeira e móveis de madeira natural

A arquiteta sempre aposta e considera interesse esse tipo de combinação, pois a diversidade de tons da madeira valoriza a leitura do ambiente entre as diferenças das espécies. “Neste caso, é importante que tapetes, estofados, almofadas, papéis de parede ou os objetos decorativos sejam de uma única cor e com pouca ou nenhuma estampa”, indica.

·         Madeira maciça e imitações de madeira

Atenção na mistura de madeiras maciças com imitações. “É importante tomar esse cuidado, pois muitas vezes, a madeira natural pode desvalorizar a peça industrial e vice-versa”, alerta a profissional.

 

Por fim, tenha em mãos amostras dos materiais que pretende instalar em um mesmo ambiente. “Esse recurso facilita a definição dos demais elementos do espaço”, finaliza Carmem.

Cerâmica Atlas apresenta nova coleção com texturas e nuances inspiradas em pedras e tijolos

14 novos revestimentos cerâmicos com impressão em alta definição permitem personalizar ambientes internos e externos com beleza e praticidade

Opção imbatível para quem busca beleza e praticidade, os revestimentos com texturas e nuances inspiradas em pedras e tijolos vêm ganhando cada vez mais força em projetos residenciais e corporativos. Alinhada com esta tendência, a Cerâmica Atlas, referência nacional em pastilhas e revestimentos, apresenta uma nova safra de peças cerâmicas com o visual de tijolos aparentes, mármores e pedras.
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Peça Fiji, no formato 12 cm x 24 cm, é um dos destaques da nova coleção (Foto: Guilherme Gongra)
Para proporcionar uma aparência tão fidedigna ao revestimento, a Atlas aposta na impressão em alta resolução. Após a preparação da massa, as peças recebem em sua superfície um acabamento impresso a partir de imagens transmitidas via computador à máquina-impressora. Isso permite reproduzir detalhes como veios, texturas e variações de tonalidade muito próximas aos apresentados pelos materiais naturais, além de permitir à Atlas estabelecer uma base infinita para exercer sua criatividade em novas peças ou fabricar materiais sob encomenda, o que eleva o potencial produtivo a um nível inédito na cinquentenária história da empresa.
No intuito de oferecer soluções completas para diferentes tipos de espaços, os novos revestimentos permitem personalizar fachadas, ambientes internos e externos, inclusive piscinas, com excelente custo-benefício, pois dispensa os cuidados exigidos pelos materiais naturais, seja na aplicação ou na manutenção, além de apresentar uma maior durabilidade do que estes materiais, reforçada pela pequena absorção de água do material cerâmico (entre 3 e 6%).
As peças também oferecem diferentes opções de combinações e paginação, com as variações em junta reta (sob encomenda, mediante consulta), amarrada e à granel. Um exemplo da variedade de opções é a referência Fiji, cujo visual que remete ao da pedra natural e que pode ser encontrada nos formatos 10 x 10 cm ou 12 x 24 cm.

Dicas certeiras para escolher a bancada da cozinha

Com grande experiência em projetos de cozinha, a arquiteta Luciana Tomás orienta os pontos que devem ser observados para a bancada dos sonhos

Na hora de projetar a cozinha, mil perguntas e mil opções permeiam as escolhas para equipar um dos ambientes mais queridos da casa. Há tempos, a bancada ganhou o status de elemento funcional e deixou de ser apenas o espaço onde está a cuba. Saindo da tradicional receita ‘parede + janela’, tornou-se elemento central que recebe os familiares e os amigos em torno do fogão.

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Luciana Tomás dá dicas para uma bancada na cozinha. (Foto: Divulgação)

Para esclarecer dúvidas e ajudar na escolha da bancada perfeita para cada estilo, a arquiteta Luciana Tomás, que atua principalmente na capital paulista, destaca que a escolha do projeto deve relacionar quatro pontos fundamentais – estética, durabilidade, praticidade e higiene.

No que diz respeito ao visual, a profissional explica que a bancada deve combinar com tudo na cozinha. “Durante a fase do projeto, é sempre importante colocar juntas todas as amostras dos materiais. Azulejos, armários, revestimentos e a pedra da bancada devem apresentar harmonia entre cores e acabamentos”, conta Luciana.

Ainda sobre os materiais, a arquiteta lista algumas características a serem consideradas. Embora bastante higiênico, o aço inox na bancada pode riscar com mais facilidade. Luciana indica como boas soluções:

·  Granito – dê preferência ao preto, que por ser um material poroso, não apresenta manchas de absorção de água, gordura ou outros alimentos. Para as demais cores de granitos, a sugestão é que o acabamento escolhido seja o brilhante, pois apresentam poros mais fechados;

·    Porcelanatos – indicados por sua resistência;

·   Pedras compostas: de várias marcas e opções de materiais, apresentam resistência e amplia a possibilidade para um design mais moderno ao projeto.

Pensando na cuba, Luciana explica que o modelo escolhido define o vão a ser feito na bancada. Assim, ela pontua que a peça deve ser escolhida desde o início do projeto para que seja estudada a melhor adaptação dentro da bancada.

Com relação à torneira, a orientação é posicionar o jato d’água na direção do ralo. “Para não errar, consulte as especificações do fabricante da peça”, relaciona. Instaladas na própria bancada, na parede ou, em alguns casos, diretamente na cuba de inox, a distância da torneira em relação à cuba pode variar de acordo com o modelo. “No caso do granito, é normal prevermos um distanciamento aproximado de 3cm entre a cuba e torneira de mesa, para não afetar a resistência da pedra que corre o risco de quebrar se a medida for menor que isso”, completa.

Luciana ainda enumera cuidados que devem ser implementados visando a conservação dos materiais utilizados na bancada:

·    Para a limpeza da cuba de aço inox, use panos e buchas macias e evite produtos de limpeza como polidores e saponáceos, que podem prejudicar a superfície do material;

·    Granito: é um produto poroso, mas a selagem anual da pedra garante a impermeabilidade para a não absorção de líquidos. Vale ainda destacar que não devem ser usados, durante a limpeza, produtos químicos abrasivos ou limpadores com ingredientes ácidos. Alimentos como, vinagre, suco de limão e refrigerante também podem danificar o granito caso a limpeza não seja feita de imediato;

·   Porcelanatos: efetuar a limpeza com água e detergente neutro.

·   Pedras compostas: pano úmido e produtos de PH neutro.

Marrs Green: a favorita na opinião popular

Há um ditado que diz: A voz do povo é a voz de Deus. Muitas vezes, essa máxima prevalece. Eleita pela Pantone, a cor Greenery foi desbancada pela Marrs Green, que caiu no gosto dos consumidores

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Canto de leitura projetado por Carmen Calixto tem poltrona estofada com tecido na cor Marrs Green. (Foto: Henrique Queiroga)

A Pantone, fornecedora profissional de padrões de cores para a moda e o design, determinou o Greenery, um verde musgo, como a cor de 2017. Mas, após uma pesquisa realizada pelo projeto World’s Favourite, descobriu-se que entre os consumidores, outra cor, com tom até similar ao Greenery, é mais popular: o Marrs Green.

Formado pela mistura de tons de verde, azul e cinza, essa cor – de fato – caiu no gosto popular e a prova disso é que seu uso já se faz presente em diversas composições do décor. “Desde que usada de maneira correta, esse tom combina com todos os estilos de decoração proporcionando aos espaços alegria e leveza”, explica a arquiteta Carmen Calixto.

Certamente esses foram os motivos que fizeram com que a Marrs Green fosse eleita a favorita de milhares de pessoas em mais de cem países. Porém, por ser um tom que não passa desapercebido, é importante ficar atento a alguns detalhes, como explica a arquiteta Carmen: “O Marrs Green é uma cor fresh, mas marcante. Sendo assim, para não errar, é indicado usá-la de maneira pontuada. Caso a pessoa opte por usar em grandes áreas – como numa parede, por exemplo – é interessante mesclá-la com o tom branco para não criar uma sensação de ambiente infantil e também para não enjoar”, comenta Carmen.

Uma outra boa dica para não errar no uso dessa cor é usá-la em adornos. “Os adornos, por serem peças menores, criam elementos de cor na composição sem – no entanto – demarcá-la demais. Em nossa loja, os objetos em Marrs Green têm tido grande saída e isso se deve ao seu alto poder de personalizar os espaços transmitindo uma agradável sensação de frescor e aconchego aos ambientes”, destacam Míriam Gatti, designer de produto, e a arquiteta Gabriela Brasil, sócias-proprietárias da loja Oca Brasil.

Na Oca, cachepôs, vasos e porta velas nesse tom são os itens mais procurados. “São objetos que despertam um sentimento afetivo, de lembranças do lar e de momentos agradáveis; principalmente relacionados à espiritualidade e a natureza”, encerram Míriam e Gabriela.

Quarto que abraça

Criar um quarto que ultrapasse as barreiras do aconchego e permita uma experiência única de prazer e relaxamento não é fácil, mas é possível! O segredo está na decoração

No final de um longo dia de trabalho tudo o que se deseja é chegar em casa logo, tomar um banho, jantar e, enfim, relaxar no quarto para recarregar as energias para o dia seguinte. Por isso mesmo, esse ambiente é um dos mais importantes da casa. Não é à toa que os projetos contemplam nesse espaço uma decoração mais acolhedora.

Mas para que as pessoas se sintam realmente à vontade nesse ambiente é necessário ser criterioso com a decoração. Ela faz toda a diferença para criar um clima intimista e relaxante. A designer de interiores Melina Mundim tem o dom e a sensibilidade em captar tudo que é necessário para criar um quarto que ultrapassa o conceito de conforto e faz as pessoas se sentirem abraçadas, culminando no máximo de descanso. “Para um quarto ser realmente acolhedor e relaxante ele precisa assumir a função primordial: ser um quarto. Local de recolhimento. Para tanto, no máximo uma poltrona para leitura. Depois dessa premissa, a composição certa de materiais e texturas ajuda o olhar a também ver o aconchego”, destaca a designer.

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Projeto Melina Mundim: Cortina de madeira com reposteiro em linho, cama fofinha, criado mudo em madeira maciça, iluminação indireta da arandela e abajur ajudam a criar um clima extremamente acolhedor ao quarto. (Foto: Rodrigo Tozzi)

Melina conta quais recursos lança mão para garantir uma atmosfera tão prazerosa no quarto: “Um dos principais requisitos é a iluminação. De preferência a indireta com arandelas, abajures e sancas. Não é necessário iluminação geral no quarto, nem de muita iluminação. A luz deve sempre ser amarela”.

Outras opções amarram a decoração e ajudam a tornar o quarto mais confortável. “Para aquecer o espaço, uso papel de parede ou revestimentos como tijolinhos, bem como painéis de madeira. Cabeceiras de tecido também são um coringa para este efeito. Uma cama fofinha é muito convidativa para o descanso. As cortinas também fazem diferença. Sempre que possível, utilizo as de tecidos pesados e fartos”, detalha a designer.

A profissional aponta que quartos multiuso desfavorecem o descanso, mas esclarece que o perfil do morador é quem vai determinar o tipo ideal de projeto. “Eu gosto de criar ambientes com sentimento. Tenho a preocupação de como o espaço vai ser utilizado, se estará agradável para a convivência familiar. Gosto muito de casa com história, com lembrança” completa Melina.

Em um de seus vários projetos, em destaque na foto acima, com o intuito de criar um quarto que fosse o mais acolhedor possível para um viúvo que viaja muito a trabalho, a designer trabalhou com tons sóbrios que combinassem com a personalidade do cliente, porém, com pitadas de texturas. “O papel de parede é de palha marrom. A cortina de madeira com reposteiro em linho, bem masculino. O criado mudo em madeira maciça de design dá personalidade. A iluminação indireta da arandela e abajur ajudam no clima acolhedor, ao mesmo tempo em que as peças são em metal”, enumera Melina.

Arquiteto fala sobre a importância do projeto de arquitetura para espaços pequenos

Quando uma empresa pequena decide abrir um escritório é comum que o próprio dono defina como o ambiente será ocupado. No entanto, quando falamos de projetos de arquitetura para áreas pequenas, o trabalho de um profissional é tão importante ou mais do que para uma grande empresa.

A arquiteta Sonia Acciaris, sócia da Casa 3 Arquitetura e especialista em projetos corporativos conta que pequenos espaços precisam de soluções ainda mais bem pensadas. “É comum que escritórios pequenos precisem de um projeto que otimize o espaço, tornando-o não só esteticamente bem composto, como também funcional, tanto para a equipe quanto para os clientes”.

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Casa 3 arquitetura dá dicas para decoração de espaços pequenos. (Foto: Divulgação)

A ocupação criativa de um escritório tende a garantir um ambiente harmonioso de trabalho, criando uma sensação de amplitude visual mesmo que a área seja realmente reduzida. “A utilização de um mobiliário apropriado, assim como o melhor aproveitamento das características arquitetônicas do espaço, garante um local de trabalho confortável e agradável para todos os usuários”.

Sonia conta que, quando o ambiente agrada aos colaboradores, a produtividade fica garantida. “Além disso, mesmo em um ambiente pequeno é possível se passar credibilidade aos clientes, principalmente quando se percebe que o espaço foi projetado pensando prioritariamente no desenvolvimento das atividades da empresa e no conforto dos usuários”.

A arquiteta lembra que todo o detalhe pensado influencia na forma como o espaço é percebido e é por isso que é tão importante contar com um projeto feito por um arquiteto ao se abrir um escritório, mesmo se tratando de uma empresa em área reduzida.

“Nem sempre damos a devida importância a um ambiente corporativo, mas desde a cor da parede à disposição dos móveis, passando pela iluminação, tudo interfere em como enxergamos a empresa. E nenhum empresário quer deixar de ser levado a sério porque errou na escolha de um detalhe. Por isso, é sempre importante contar com um projeto personalizado de arquitetura corporativa”.

Ela lembra que profissionais especializados em arquitetura corporativa são capazes de indicar as melhores formas de utilização do espaço, assim como indicar como unir estética e funcionalidade e, ainda, respeitando a legislação: “Também é importante levar em consideração a legislação vigente para que o projeto fique adequado e atenda a todas as normas e exigências dos órgãos reguladores”.

Sonia finaliza lembrando que a arquitetura corporativa existe justamente para ajudar as empresas a se instalarem corretamente e fazer uso do espaço disponível de forma eficiente e econômica. “Se uma empresa não consegue se adaptar ao espaço que possui, é provável que a falta de um projeto corporativo personalizado esteja realmente afetando-a”.

 

Praticidade e sofisticação unidos em apartamento para jovem no centro de Florianópolis

Os ambientes escuros e um bom espaço de bar foram umas das poucas exigências feitas pelo cliente

Neste projeto, tudo foi pensado para se adequar ao gosto e estilo do proprietário, que adora receber visitas e viajar. Os arquitetos do StudioVert trouxeram um ar cosmopolita e sofisticado ao local com referências internacionais.

O proprietário adquiriu seu primeiro imóvel no centro de Florianópolis pelo fácil acesso ao trabalho, e solicitou que a duração da obra não fosse muito extensa, já que desejava mudar-se o quanto antes. Apenas itens pontuais do imóvel foram modificados: pintura, revestimentos do banheiro e a inclusão de uma parede de elemento vazado esmaltado (elemento V) para separar a cozinha da circulação íntima e dar personalidade ao projeto.

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StudioVert apresenta apartamento apartamento prático. (Foto: Divulgação)

“As paredes de todos os ambientes receberam tinta acetinada de Tubarão Cinza (Suvinil) e caprichamos na marcenaria, que mescla MDF preto, MDF metalizado cinza e lâmina de madeira”, explica o arquiteto Antônio Medeiros.

No living com home e jantar integrados o destaque vai para o bar, que foi especialmente desenhado para o cliente, um bom apreciador de vinhos. O espaço abriga duas adegas refrigeradas com fundo em espelho, dando profundidade e iluminação cênica com efeitos diferenciados.

Para quebrar a base escura e sóbria foram utilizados móveis soltos com cores marcantes – sofá em capitonê azul turquesa, mesa de jantar em laca amarela e mesa de centro em vidro berinjela, os quais juntamente com tapete de listrar diagonais, desenhados pelos próprios arquitetos, trouxeram vida ao espaço. O papel de parede aveludado com arabescos atribui um ar de “boutique” e sofisticação ao apartamento.

“No banheiro social trouxemos um toque de cor e divertido através do revestimento hexagonal Chez Moi Bleu da Portobello, e deste fabricante também foi selecionado o sofisticado porcelanato esmaltado Noir Saint Laurent para compor o banheiro da suíte, que tem móveis em espelho e bancada esculpida em silestone preto”, explica a arquiteta Roberta Feijó.

A suíte master repete a paleta sóbria para dar unidade ao conjunto, e recebe papel de parede listrado e cabeceira imponente Sierra Móveis.